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escrevo porque não tenho tu
“Puxe meu quadril, morda meu queixo, bagunce meus cabelos, esfregue seu peito em minhas costas. Toque minha lombar, aperte minhas vértebras, me dê a mão, respire perto de mim, me faça rir, um omelete, um cafuné no sofá. Não sou uma floresta intocada. Sou uma mulher novamente virgem minutos depois que sua mão me abandona. Deguste meus cheiros, fareje meus gostos, beije minhas cores.”
— Gabito Nunes.
“Você era poesia. Até que aos poucos tudo se pôs a desfazer. Parecia não ter conserto, e eu? Eu já não conseguia mais te ler. Me propus a refazer. Mudei algumas palavras. Verso por verso. Ao que era, nenhuma delas se adequava. Já não te cabia. Se não apertava, ficava frouxo demais. Me senti culpada. Por não conseguir te ler mais. Você não encontrou mudança. Não viu erro algum. Mas não pra mim. Eu poderia listar cada um deles, um por um. Eu pensava em você. E me lembrava de quem você tinha sido. E o meu desejo era que em algum momento passado. Você também tivesse me lido. Foi quando eu me atentei. Que a mudança jamais ocorreu. Aquilo que eu lia. Era o que eu escrevi nas entrelinhas dos versos que já eram seus. Você foi uma criação minha. Eu diria: A minha mais linda poesia.”
— Lara Cecília Vieira
“Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do seu celular e do seu coração. Você me deletou. E eu fiquei quietinha, te esperando, rezando pra Santo Antônio te ajudar a ver que amor maior no mundo não poderia existir. Eu segui amando e redesenhando cada dobrinha da sua pele, cada cheiro escondido dos seus cantinhos, cada cílio torto, cada risada alta, cada deslumbre puro com a vida, cada brilho nos olhos quando o mar estivesse bonito demais. Cada preguiça, cada abandono, cada estupidez, cada limitação, cada bobeira. Amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você. E eu me perguntava, quase já sem aguentar mais, sem entender tamanha entrega burra, quando isso finalmente teria um fim. Quando minha coluna ia voltar a ser ereta, minha cabeça erguida e meus passos firmes? Quando eu iria superar você?”
— Tati Bernadi.
Quando somos novos, é tudo 8 ou 80, pensamos que um término irá te destruir para sempre, pensamos que o amor que estamos sentindo vai ser o maior de todos, que você NUNCA vai poder esquecer alguém. A verdade que ninguém conta, é que a vida não pode ser 8 ou 80, vão existir novas pessoas, novos sentimentos e claro, novas lutas. Todo mundo sempre diz que vai ficar tudo bem, e adivinha? Vai mesmo, porque a vida não é no preto e branco.
Hamabili L.
“Eu gosto da linha reta cinza no seu joelho quando você coloca a calça de moletom leve. É ali que você deposita o pedaço esquerdo do seu queixo pra descansar o pensamento num gesto mais antigo. Eu gosto como as sobrancelhas tentam, apesar do momento garoto, voltar à posição ereta de quem já sabe alguma coisa. Então fica a briga do peito sobre a perna e da sobrancelha sob o mundo. No meio de tudo isso você me olha reto, direto, verde, largo. Eu chamo de azul e você briga comigo. Eu gosto das possibilidades da sua testa. Quando seu cabelo sujou um pouco, no fim do dia, e fica um topete meio duro pra cima. E dai você é um elevador de pensamentos que cutucam como lanças de brinquedo, a voz meio abafada querendo controlar alguma sinceridade muito alta. Sua loucura chega em frases muito curtas e com a desculpa de ser uma graça. Logo depois é como o calor que cessa no fim de tarde. O banho derruba a poeira do seu dia e agora a franja fica mais próxima dos seus olhos. Você é bonito demais para alguém que pensa tanto e é quase injusto pro mundo existir alguém com tanto das duas coisas que só se tem muito de uma só. Eu gosto de olhar sua mão enorme e pensar que você poderia me tocar mesmo que eu tivesse num quarto só meu e bem longe de um quarto só seu. O tamanho da sua mão viola meu espaço com respeito. Eu gosto das quatro manchas vermelhas que eu deixo no seu pescoço só porque encostei o lábio. Eu gosto da sua falta de mira pra sujar a minha barriga. Eu gosto da linha infinita que vai de uma ponta de ombro até a outra ponta. Eu gosto da linha infinita que vai do seu calcanhar até o osso da bacia. Seu rascunho é o desenho de um estilista gay desejando uma mulher. Eu gosto quando você lá das alturas me abraça e parece pequeno. Eu pergunto o que é isso que deixa seu rosto tão interessante e você explica que é mistura de italiano com gente do mato. Não tem nada de alemão? Você ri. Você sempre ri quando me aproximo demais de algo que talvez nem exista. E logo depois fala algo bem íntimo que nem era a hora. Eu gosto que você se esconde na esquina entre meu olho e meu nariz e o seu mistério não me dá aquele medo errado. Eu gosto que todas as suas roupas são azuis mesmo não sendo. Eu gosto do seu armário de madeira que não é madeira e que combina com a escrivaninha e com a cabeceira da cama. Eu gosto do seu travesseiro com um desenhinho. Eu gosto da palma do seu pé e sei que essa frase está errada. Eu gosto que o lábio inferior desaparece um pouco quando você diz uma ironia ou quando acha que é gostoso. Eu gosto que você explode sem perder um ponto sereno e intocável nos olhos, como se nada estivesse acontecendo. Eu gosto que quando nada está acontecendo seus olhos não perdem um brilho de dor. Eu gosto que você não sabe se sabe cuidar mas queria ajudar a menina passando mal no avião.Tem dez minutos que acordei e já gostei de você um milhão de vezes hoje. Eu gosto que você é um começo daquele tipo de flor que dispara em mim o regador assassino de um milhão de gotas d’água. Mas eu gosto mais ainda de um arco-íris pixelado que me cumprimenta discretamente da janela, como se existisse a esperança de uma planta esperta que não fica propositalmente distraída, de boca aberta, pra ser cúmplice do meu medo.”
— Tati Bernardi.
“Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.”
— Caio Fernando Abreu.
@dariabydasha
“Fico besta com quem perde a compostura por não gostar de algo ou alguém: tão mais simples desconectar. Não ouça, não leia, não prestigie. Dê atenção ao que tem sintonia com você. E toque sua vida, sem agredir.”
— Martha Medeiros.
“Nunca, jamais, por hipótese nenhuma nos deixe dormir brigados. Mesmo que você já esteja discutindo de olhos fechados pelo sono, precisa me prometer que irá me abraçar e dizer algo do tipo: “amanhã podemos continuar brigados, mas agora quero que você saiba que é o amor da minha vida.””
— Luara Quaresma.
enquanto alguns se assustam com a intensidade, outros só querem se afogar.
quando é verdadeiro, até o seu caos, é motivo para ficar.
cr.