Alguns amores são males crônicos: instalam-se em nosso âmago e não saem por nada, nadinha. Antes que percebamos, eles passam a formar uma parte intrínseca do nosso ser. Os procuramos avidamente dentro de nós mesmos em busca de memórias, vestígios, mas os ecos mal são ouvidos. Tarde demais: não há como distinguir o crônico do estado natural das coisas. O que existe, agora, é uma forma de consciência que conjuga o verbo amar sempre no futuro do pretérito. Certos males não têm cura, somente resignação.


















