O tempo passa,
seus fins, viram começos.
O tempo passa,
e o que dói hoje, amanhã, floresce.
Talvez esse texto traga girassóis nas entrelinhas, talvez seja apenas um resquício de setembro ou apenas um silêncio, um silêncio que morre dentro do sorriso, cinza.
Lágrimas pesadas sufocam, relacionamentos abusivos sufocam, pensamentos negativos sufocam, minha alma, sufoca.
Que seus olhos não se deixem enganar, a empatia de setembro não deve ter data prevista para acabar. Do que adianta banalizar problemas psicológicos e esperar setembro chegar para tentar amenizar as dores de alguém?
O que é setembro? Apenas o nono mês do ano. O mês amarelo como um girassol. Setembro amarelo, mas não é preciso apenas um setembro amarelo e também outubro amarelo, novembro amarelo…
Não é apenas hoje que todos os problemas serão solucionados, é necessário uma vida inteira de cuidados e preocupações. Não seja banal. Não banalize a “cura”. Não existe a cura, apenas a remissão. O cuidado, o zelo, e a preocupação de uma vida inteira pela frente. A esperança de nunca mais ter pensamentos dolorosos e sentir-se apenas por um fio.
Levante a bandeira da conscientização, mas também seja consciente. Não só apenas hoje, mas amanhã também e durante todos os meses, todos anos.
Seja zeloso pela vida de quem você ama, mas também seja zeloso por aqueles que você não conhece. Tenha consciência que tuas atitudes e tuas palavras vão prejudicar a vida de alguém, seja consciente antes de pedir consciência.
Seja um recomeço para si mesmo e para os outros.
Não seja banal.
Setembro, o mês do reflorescimento.
Refloresça em você para reflorescer para alguém.
— p-o-e-s-i-a e vireipassaro, sobre setembro amarelo.