“Olhei o rosto dela e pensei, merda, eu a amo.”
— Bukowski.
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“Olhei o rosto dela e pensei, merda, eu a amo.”
— Bukowski.
“Calma você é amada, tá vendo? Não precisa mais ficar em casa de pijama.”
— Tati Bernardi
“Preciso lhe informar que pessoas não são descartáveis.”
— Luana Winter.
Dia desses descobri um sentimento peculiar: meu amor por você. Graças a Deus, não é fogo que arde sem se ver. Odeio fogo. É mar manso. Você está lá, falando sobre algo que não entendo, e a luz está em você, como a luz sempre esteve. Tu bebes a cerveja e continua falando com convicção, como se soubesse de tudo; e sabes. Às vezes estás do outro lado da sala, falando algo que, do canto em que estou, não posso ouvir. E nem quero. Então pisca para mim e me analisa por algum tempo. E continua a falar sobre seus assuntos. Gosto quando você toca qualquer parte de mim. Mesmo que seja seu dedo no meu dedo. É bom sentir seu corpo no meu, a troca de energias positivas que fazemos. Sento do seu lado e você fala com quem está perto, coloca a mão no meu pescoço e sobe até meus cabelos. Raios... Amo sua mão nos meus cabelos como se você nem se desse conta de que elas estivessem lá. Você rir na rua da minha lentidão para captar qualquer coisa, me abraça e diz baixo "amo você". Eu quero te encontrar a espera de ouvir isso dá forma mais natural possível. E ouço. Algumas vezes meu corpo se debruça sobre o seu e fica. E ficamos alí. Olho para você e seus olhos falam alguma coisa que não sei ler. Você é tão indecifrável para mim quanto as Cifras de Beale. Estranhamente humano. Teu beijo, teu toque, teu gosto. Estranhamente humano cada parte de ti. E todas, incrivelmente bonitas. Estar com você é perceber coisas de todos os ângulos. Sua percepção do mundo é algo singular. Eu admiro tanto sua capacidade de compreensão. E sua inteligência para todas as coisas. Olho para teu semblante sério e penso que se Michelangelo tivesse conhecido você, David teria teu rosto.
watanabe
Chegue em casa bêbado e se lembre de quando nos conhecemos. Me conta o que pensou quando me viu. Me conta o que sentiu quando me beijou. Me fala de você durante a madrugada até você cair no sono. Ou eu. Hieráclito diz na teoria do devir que "tudo flui, nada permanece". Nem mesmo eu e você. Não permanecemos como antes. Todo dia estamos e estamos e estamos. É algo que se renova. Eu sou o que sou e às vezes não sou. Mas sempre me reconheço no que tu és e no que não és também. Todas as minhas partes fluem com as suas partes que também fluíram. Todas as minhas partes se renovam com as tuas partes que também se renovaram. Eu reconheço o amor quando você chega. O amor é um jogo bastante perigoso. E quando você chega, o amor cria formas abstratas. O amor em sua composição é um quadro do Pollock. O amor, em forma bruta é o "no. 5" de Pollock. Ilógico e subjetivo. Das milhares de explicações para o amor que já existem, essa é só mais uma. E acima de todas elas, é uma verdade universal que o amor é conexão. Físico ou não, será sempre conexão. Há uma lenda japonesa sobre o fio vermelho do destino, que está ligado no dedo mindinho; é uma linha invisível. Me pergunto às vezes se estamos ligados por esse fio. Desejo de forma absurda que sim. No fim das festas nós vamos para casa e já distante, bem distante do mundo, você diz com palavras ou gestos que, possivelmente fui a melhor coisa que aconteceu a você. Desejo de forma absurda, também, que sim. E meu último desejo é que você entre pela porta, deite na cama e me abrace. Que o mundo é pesado demais. Mas nós dois juntos somos leves, tão leves que, às vezes fecho os olhos e imagino estar em cima do mundo vendo absolutamente tudo com você.
watanabe
Há alguma coisa meio morta em mim. Anestesiada. Tomei banho e não senti a água. Não sinto várias partes de mim. Incrivelmente estranho esse não sentir. Num pulo, subo no muro e vejo o mundo. O céu azul entrelaçado com vermelho. Contrastando na imensidão do ser. Me vejo lá. Te vejo lá. Não sinto, mas quero sentir. E caio, caio, caio. Meu corpo perdeu todo o movimento. Não tenho controle. Me sinto dançar no escuro do desespero. Mas não, é só a queda livre. Não tenho medo. Você grita para que eu pare. Tento sentir alguma mínima coisa. Toda a tentativa de voltar para o estado anterior é inútil. Salto no colchão de um quarto vazio. Não há vozes, nem muros, nem quedas, nem céus azuis e vermelhos. Não há absolutamente nada. Era somente um sonho. O amor ainda habita em mim.
watanabe
Já foi o tempo em que eu chorava por alguma coisa. Hoje minhas lágrimas correm sem razão nenhuma. Já foi o tempo em que a dor existia por um motivo. Cabeça, alma, corpo e coração sangram diariamente. Estou vazia, complementarmente vazia. Meus olhos não veem mais nada, estão cegos. Minha boca já não fala mais nada, cortaram minha língua. E quando eu ando, pareço estar andando sob pregos. E quando eu caio, parece não ter fim, mas quando o fim chega eu me quebro inteiramente. Já foi o tempo que minhas mãos gesticulavam acompanhando minha voz enquanto eu falava sobre algo. Já foi o tempo que eu falava sobre algo. Já foi o tempo da coragem. Da minha cara esperando os tapas. Do meu corpo dançando na chuva. Da minha vida andando em corda bamba. Já foi o tempo em que fui, hoje não sou. Hoje estou. E estar nunca foi tão triste.
watanabe
não era tarde, também não era cedo. era o meio do tempo. e quando despertei do meu sono mais profundo, e acordei no meio do tempo, senti-me perdida por dois motivos: não sabia onde estava e não havia ninguém. chorei. como tempestade desesperada e inesperada, eu chorei. todos querem amar, foi o que ela disse. todos querem amar, mas como pode você querer amar se não conhece o motivo da própria tristeza?
watanabe
by buttsandbeard
Se apaixonar não é uma escolha, entenda isso.
Baú de barganhas. (via baudebarganhas)
você foi o ponto de interrogação mais pesado e duvidosos que já tive em meus pensamentos perturbados eu não sabia quem você era ou o que você sentia nem o que pensava quando olhava pra mim com aqueles olhos grandes e submersos tu era por fim uma poesia indecifrável linhas e entrelinhas de completa incógnita eu te olhava e via emaranhados só não sabia do que decepções, frustrações ou vazios? eu precisava entender você mas tu não permitia não sei se era raso demais ou fundo inconstante mas eu queria me perder em você nem que só pra sempre ou quase isso
watanabe
eu quero te dizer que cresci. não sei se você ainda se lembra da minha risada, do meu abraço de monstro ou de como eu ficava feliz só por saber que a gente iria se ver. mas eu ainda lembro de você. faz tempo que a gente se perdeu e nenhum dos dois quis tentar voltar a se encontrar. em lugar nenhum por aí. depois de uns meses, voltar atrás e tentar retomar aquela amizade já nem fazia mais sentido. éramos só desconhecidos. mas ainda quero te contar que aquela menina que você via tremendo de ansiedade ainda treme, sim, de nervosismo. mas os motivos já não são mais os mesmos. sabe aqueles sonhos que eu te contava com tanta vontade e esperança? muitos deles morreram, também. nasceram outros. descobri uns talentos novos, perdi peso, deixei o cabelo crescer. é uma pena que você não tenha acompanhado tantos novos momentos da minha história. queria muito saber de você. se sua barba finalmente cresceu com a ajuda daquele remédio, se você fez novas matérias na faculdade. se aquele café continua sendo o seu favorito e se cafuné ainda te arrepia. queria saber das suas novas aventuras românticas. antigamente, eu sabia de todas. e era divertido demais implicar com todas as suas namoradas e ficantes. a gente se perdeu, eu só me lembro do seu sobrenome quando faço muito esforço e não sei se você ainda está feliz com aquela mesma menina. mas eu espero que você esteja bem. você nunca vai ler nada disso, eu sei mas não custa dizer: o que restou de você em mim é tão bonito quanto foi a nossa amizade. eu só queria que você tivesse me visto crescer
watanabe
todo dia eu penso que vai ser melhor. que nas próximas horas eu vou conseguir não me culpar, que meu coração vai estar leve e eu vou voltar a encontrar graça no que antes era feliz mas ultimamente tem parecido um sacrifício. pra ser sincera, os dias não tem sido muito bons. apesar das esperanças. faz pouco tempo que eu entendi que tá tudo bem com isso. que eu não preciso me cobrar tanto pras coisas acontecerem do jeito que eu queria. que eu não preciso bater pé e acabar com as lágrimas só porque, mais uma vez, eu não consegui ficar bem. eu entendi que preciso respeitar os meus próprios sentimentos. mesmo quando pesam e são tristes. não preciso me cobrar pra lidar bem com tudo, nos dias em que for difícil seguir. a vida acontece. e há vários momentos ruins ao longo dela. o melhor é saber aceitar isso, ao invés de buscar a felicidade cegamente. tentar entender o que eu sinto tem sido o meu maior desafio. porque às vezes me enxergar dói. mas eu preciso. e eu sei que os dias melhores virão. mas eu posso aceitar que os últimos não tenham sido tão bons assim. e que os próximos talvez não sejam. isso, no fim das contas, faz parte de me aceitar, também. com tudo que eu sou e sinto. inclusive com as partes não tão bonitas.
watanabe
só percebi recentemente o quanto me fechei mais e mais ao longo do tempo por medo de futuros desgastes emocionais não me aproximo de quase ninguém me mantenho sozinha protegida e pensando em como fazer pra quem sabe um dia (mas não hoje, por favor, não hoje) deixar alguém entrar em mim de novo só um pouquinho que seja. já não tento mais me forçar a pertencer em grupos em que sinto que não me encaixo nem busco a simpatia de todos à qualquer custo. aceito que ando assim, solitária precisando desse tempo só pra mim mesma pra curar as feridas que um dia permiti que outras pessoas abrissem. nesse momento, ainda não consigo ainda não consigo criar laços firmes ainda não posso confiar eu sei disso, e já não me culpo eu me respeito do jeito que sou e me cuido pra um dia poder dizer que voltei a me abrir pra quem realmente importa.
watanabe
Vê se continua deixando uma brechinha nessa porta, porque você sabe que nessas idas, eu sempre acabo desistindo e sendo atraída por sua bagunça. Estou sem tempo para correr ou me esconder de você. Não posso mais resistir, fingir ou recuar. É você.
Ele é totalmente o Oposto de mim. (via trancar)
Eu te superei já faz tempo. Mas sabe, até que eu gostaria de recomeçar contigo novamente, só para ter o prazer de te encarar e dizer “Não estou mais afim, terminamos aqui. Faz assim: Supera aí
Eu quero que cada pedaço de mim bata em cada pedaço dentro você. Eu juro por Deus que é como eles fazem as estrelas
watanabe