From the second that you’re in this world, They tell you what is “fair”, The questions you’re allowed to ask, And the ones you wouldn’t dare, Placed on the path they’ve paved for you Life pushes you along, Without the chance to stop and think, If it’s right where you belong, But beyond your pathway’s edges, Is where living really starts, A land of risks and danger, And a land of broken hearts, They’ll tell you - you should fear this land, That there’s no good there at all, As they live their lives as they’ve been taught, Behind expectation’s wall, But the best people you will ever meet, have wandered off their track, found themselves along the way, and have no need to wander back, so forget about life’s road map, follow your heart at any cost, For you’ll never truly find yourself, If you’re too scared to get lost. Find your name.
seguindo a trilha conhecida das terras de sua família, além dos trajes adequados para se proteger do sol, carregava consigo uma vara de pescar. pausas assim faziam-se necessárias de tempos em tempos, principalmente se considerasse os últimos acontecimentos fosse em sua vida ou de @jiyoung-th. detestava pensar em como os seus dias se arrastavam mais e mais numa melancolia tão íntima, e ainda que fosse alguém cuja profissão não possibilitava tantos intervalos para notar o vazio, algo dentro de si lutava diariamente contra sucumbir à sensação do nada, reservando um tempo para um amigo próximo, o que, quando resolveu chamar o mais novo, categorizou como “um tempo pra homens”. sabia, claro, que jiyoung não era exatamente bom em aventuras naturais, mas não achava que seria um grande problema. ———— você prefere barranco ou canoa?
egoísta. não bastasse tudo que já era, lhe fora atribuída nova característica naqueles dias escuros. desde a ligação desastrosa ao pai, o humor oscilava tanto que achou que o motivo de estar doente poderia ter alguma ligação direta com o emocional abalado. afinal de contas, se surgiam efeitos sutis em sua aparência devido ao estresse, por que não, por causa daquela amargura esquisita que ia se convertendo a cada dia que se passava em uma massa de emoções mal resolvidas enevoadas por uma camada fina de apatia que se tornava crescente. e não é como se não se sentisse mal pelo amigo, afinal de contas, jiyoung era uma das pessoas mais próximas e queridas que tinha, contudo, era, sob sua visão, extremamente desprezível que ligasse a tristeza da perda do mais novo à sua própria tristeza, como se toda aquela situação girasse em torno de si mesmo, e não do homem que havia perdido o pai para sempre.
ou será que esse não era mesmo ele? será se não eram os dois?
mesmo assim. para inseong, era inadmissível sequer a ideia de roubar o luto de alguém para ele. não merecia isso. não merecia a chance de um luto, não merecia a chance de ter um pai. não merecia nada além do que já tinha e que deveria reprimir até que desaparecesse, ou, até que entrasse naquela mesma massa de sentimentos mal resolvidos que crescia e crescia e crescia, tão perto de se alastrar por toda sua cerne, que o líder do icarus temia muito que fosse ocorrer. mas, se fosse, era um problema seu. ser o amigo perfeito requeria que estivesse ali sem se afetar e sim para consolar. ser o namorado perfeito requeria que fosse doce, carinhoso e presente, não que fosse um peso. e ser um bom filho requeria que anulasse sua própria existência. a verdade é que aquele não era o primeiro funeral em que ia naquele mês, já que não muitos dias atrás, havia se deixado assassinar pelas palavras frias do pai que lhe declarou morto em seu coração.
era ele quem estava morto, não era o pai.
riu, tão rápida e dolorosamente que não achou que ficaria evidente para ninguém presente naquele local. preso em seu próprio mundo, se lembrou de que há muito já estava morrendo, mas seguia perambulando no mundo dos vivos como um espírito desgarrado do corpo, ansiando por uma chance de permanecer vivo. de sobreviver. e não era o clima fúnebre que lhe trouxera à sua realidade cruel; esta era uma mera coincidência já que seus pensamentos se tornaram sombrios desde a desistência dos medicamentos, cuja ansiedade crescente só piorava sua condição. mas no fim só permaneceria calado, como o bom fantasma que havia se tornado.
obs: como é setembro amarelo, eu estou iniciando um arco no inseong com relação à depressão dele. embora em certo pontos as coisas provavelmente fiquem mais sombrias, eu queria que fosse mantido em mente que a ideia do arco é justamente a esperança de que você é capaz de viver um dia de cada vez, e que muitas vezes, aquelas coisinhas pequenas que ninguém repara têm uma importância gigantesca na recuperação de alguém.
tw: menção à suicídio e uso de remédios controlados.
a ventania trazida junto daquele céu que escurecia gradativamente dava-lhe um visual sublime em seus tons azulados, cada vez mais e mais enegrecidos até que se tornou impossível visualizar qualquer outra coisa que não fosse as nuvens de formatos estranhos acima de sua cabeça, cada vez mais próximas de devorar a lua e roubá-lo do último resquício de esperança que mantinha os lábios dobrados, mesmo que mentirosos, em um sorriso discreto. noites como aquela não eram mais tão frequentes, entretanto, nada garantia que elas jamais viriam outra vez. perfeição. tudo estava na mais perfeita paz. profissionalmente falando e pessoalmente falando. e é aí que mora o problema, na perfeição. inseong não sabe lidar com perfeição. a ansiedade volta a consumi-lo e a cobrá-lo por resultados além dos que consegue entregar, e é insuportável. precisa ser um profissional impecável. precisa ser um irmão impecável. precisa ser um amigo impecável. precisa ser um namorado impecável. e precisa, acima de tudo, falhar. porque está sempre acostumado a tentar e se frustrar no processo. talvez, por isso, que sempre tenta destruir o mais próximo que chega desse perfeito. inseong não quer ser perfeito, mesmo quando quer ser perfeito. porque quando algo está perfeito, sente-se vazio de sua busca incessante por resultados incabíveis. precisa se destruir. precisa se danificar novamente. porque é só assim que há propósito na existência; quando não está feliz o bastante.
talvez fosse apenas a representação do pai falando outra vez, só que, agora, tão vividamente que o assombrava mesmo quando os raios de sol conseguiam alcançá-lo em seus esconderijos medíocres. nenhuma ligação no aniversário. nenhuma sequer. e mesmo assim, ele desejava do fundo do coração que em algum ponto da existência dos pais, eles ainda lhe amassem o bastante para trocar ao menos algumas palavras de carinho, mas não conseguia. e de qualquer forma, seu coração mole é quem teimava em tentar correr atrás dos mesmos pais que lhe magoaram tanto na vida. porque era o aniversário do pai. e assim o fez, quando todos na casa da irmã já dormiam; ele entretanto ainda se lembrava dos hábitos do velho como se fosse o mesmo garoto de catorze anos que passava escondido pelo corredor detrás da sala e o via jogando xadrez consigo mesmo. sabia que ele estava acordado, porque sabia que xadrez é o tipo de vício que não se larga.
chamando. chamando. chamando. o barulho. um suspiro pesado. e aí, a voz.
“ ———— inseong?”
um nó na garganta se forma assim que escuta os dizeres.
“———— oi, pai.”
há quanto tempo não falava assim? há quanto tempo não falava essa palavra?
“———— hum.”
a indiferença no tom de um velho pai amargurado pelas escolhas de seu filho.
“———— é seu dia, eu só queria te desejar um feliz aniversário.”
aí finalmente há uma pausa mais longa, antes da risada ressoar do outro lado da linha até seus ouvidos, o puro escárnio contido no tom de voz horroroso daquele velho.
“———— continua o mesmo emotivo de merda!” ah, a partir daquele ponto inseong sabia, não tinha mais como voltar atrás. “———— não consegue viver de aparências, não é? sente saudades do papai.” o tom de deboche. “———— você não deveria ter me ligado. estragou meu aniversário.”
“———— mas eu sou seu filho. e eu…”
“———— nenhum filho meu toma remédio controlado. eu não criei nenhum filho fraco assim.”
“———— então por que continua encobrindo? por que pagou meus medicamentos?”
“———— eu sei o que você quer ouvir, pirralho, mas não é o que eu vou dizer. encobri porque eu sei que você é fraco. se eu não pagasse, você se mataria e seria nossa culpa. que tipo de monstro eu seria se te deixasse morrer?”
que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro? que tipo de monstro?
que tipo de monstro você seria, pai?
suspirou pesado, e engoliu o choro.
“———— o tipo de monstro que só aceita um filho perfeito, e rejeita qualquer um que não consiga perfeição.” silêncio. “———— mande lembranças à mamãe.” e finalmente, desligou.
Foi muito louco! De repente todo mundo estava lá vestido em seus trajes especiais, e então quando eu estava prestes a dizer sim começou a tocar a música tema de star wars e entrou uma tropa de stormtroopers com uma mulher que gritava feito louca! Aí eu acordei e percebi que realmente não estava me casando com o Thor. Muito triste, o Chris Hemsworth é um gato mas parece que nem em sonho eu dou sorte.
———— ah não! por que logo o thor? agora eu não sei se tenho que sentir ciúmes de você ou dele. ele estava com o mjolnir? você deveria ter feito a piada na hora dos votos! algo tipo: “... e além da honra de me tornar sua esposa, mais tarde terei orgulho de me tornar digna de pegar no seu martelo também”.
———— é uma das coisas mais normais que virão de fãs, disso você pode ter certeza. você ainda não chegou na fase onde elas começam a ficar menos formais e se sentem confortáveis pra falar alguns absurdos? porque é, honestamente, incrível.
Deus me livre subir em postes ou em lugares altos. Eu não tenho medo de quase nada, exceto por altura. Acho que é porque eu sou baixinha e ai a falta de altura faz com que eu tenha medo de ficar em lugares altos, não sei se faz sentido, mas para mim, faz. Acho que eu não conseguiriam então ser fotógrafa ou bombeira. Meu pai queria ser bombeiro, mas ele tinha medo de altura e ai ele desistiu e virou fazendeiro mesmo. Será que medo é hereditário? Genético? Sabe me informar, Inseong oppa?
———— se for assim, isso explica porque eu adoro alturas já que eu sou bem alto. mas não explica por que eu não tenho medo de ficar no chão então acho inválido. ah, eu já li sobre isso em algumas obras que falam que nada é hereditário além dos fatores biológicos, sabe? o ser humano é inato. então você adquire mas você não nasce com nada disso. pode ser por causa do seu pai mas não é por nenhuma questão genética, é por questões psicológicas.
Agora eu entendo o porque de um fotógrafo cobrar tão caro para tirar foto de festa. Além de fazer esses tipos de coisas, eles tem que editar e deixar tudo perfeito ao gosto do cliente.
———— sim! eles sofrem muito, então é totalmente justificável. ainda mais se forem clientes muito exigentes ou muito chatos, sabe? conheço muita gente chata por exemplo.
❝ Isso é impressionante! Além de ser bom para modelagem também tira boas fotos? Daebak, oppa! ❞
———— quando eu era mais novo, eu me interessava por muitas coisas aleatórias que eu acabei desenvolvendo com o tempo. obrigado, ahra-yah. mas você é melhor que eu para modelar, hum? eu sou dentro da média nas duas coisas, nada excepcional.
“Não entendi muito bem porque estamos falando disso, mas… Realmente deve ser bem constrangedor se enfiar no meio das pernas das pessoas pra tirar uma foto. Felizmente nos nossos almoços de família você sempre pode mostrar o seu talento pra fotografia sem fazer essas coisas estranhas.”
———— Até porque graças a Deus ninguém nunca me pediu ‘pra fazer nada mirabolante desse tipo, né? Não sei o motivo do papo ser esse... Acho que é porque eu olhei aquele vaso de planta e pensei que daria uma boa fotografia, aí fiquei um pouco distraído. Era só o que me faltava agora, cada dia que passa eu percebo que estou mesmo meio velho, não basta adorar xadrez e colecionar vinho, eu reparo no estado das plantas.
———— já vi bem pior. você já viu vídeos de autópsia na vida? ou precisou abrir um cadáver? porque eu já. é até interessante apesar de levemente perturbador. enfim, mas você não quer que eu dê uma olhada nisso não?
“Amanhã tem uma corrida fora da cidade, num morro, mas não estou preocupada, conheço o percurso com a palma da mão. De qualquer jeito, você irá assistir a minha corrida certo?”