Os meus ciúmes eram intensos, mas curtos; com pouco derrubaria tudo, mas com o mesmo pouco ou menos reconstruiria o céu, a terra e as estrelas.
Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997 (via temploculturaldelfos)
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Os meus ciúmes eram intensos, mas curtos; com pouco derrubaria tudo, mas com o mesmo pouco ou menos reconstruiria o céu, a terra e as estrelas.
Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997 (via temploculturaldelfos)
Mas a culpa mesmo, delegado, não é do nariz, não é dela e não é minha. A culpa é da inconstância humana. Ninguém é uma coisa só, nós todos somos muitos. E o pior é que de um lado da gente não se deduz o outro, não é mesmo?
Luis Fernando Verissimo, no livro “Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013 (via temploculturaldelfos)
Aos quinze anos, há até certa graça em ameaçar muito e não executar nada.
Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997 (via temploculturaldelfos)
Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Há nisto alguma exageração; mas é bom ser enfático, uma ou outra vez, para compensar este escrúpulo de exatidão que me aflige. Entretanto, se eu me ativer só à lembrança da sensação, não fico longe da verdade; aos quinze anos, tudo é infinito.
Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997 (via temploculturaldelfos)
Você já reparou nos olhos dela? São assim de cigana oblíqua e dissimulada.
Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997 (via temploculturaldelfos)
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
Machado de Assis, no livro “Várias histórias”. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (via temploculturaldelfos)
Deita do meu lado passo o feriado todo com você
Roberta Campos (via cantamor)
Sinto o toque na margem da compreensão;
E o impulso no ar explodindo uma iniciativa do instante deflagrado em meio a sentença carnal.
Sinto o verme na pele distinguindo as células em partes fixas de uma oração.
Sinto o ruído na epiderme manisfestando sentimentos na fúria do sol entre duas folhas azuis.
Sinto o esquecimento na linha frágil que se precipita na margem da individualidade.
Sinto tudo no casulo da irreparável perda.
legados perdidos
dinossauro morto livre da ciência gaia fóssil nem o amor já nos proíbe livre arbítrio é sermos fortes
as ideias em valores sociedade em mutação tudo gira em desacordo tudo cópia em evolução
Pode-se prometer atos, mas não sentimentos; pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou sempre odiá-lo ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; no entanto, pode prometer aqueles atos que normalmente são consequência do amor, do ódio, da fidelidade, mas também podem nascer de outros motivos: pois caminhos e motivos diversos conduzem a um ato. A promessa de sempre amar alguém significa, portanto: enquanto eu te amar, demonstrarei com atos o meu amor; se eu não mais te amar, continuarei praticando esses mesmos atos, ainda que por outros motivos: de modo que na cabeça de nossos semelhantes permanece a ilusão de que o amor é imutável e sempre o mesmo. — Portanto, prometemos a continuidade da aparência do amor quando, sem cegar a nós mesmos, juramos a alguém amor eterno.
Friedrich Nietzsche. (via proezas)
via Poesia Preta
Fauna, flora e nativos brasileiros, de Carybé, 1953 Coleção Santander Brasil
Uma pitada de poesia é suficiente para perfumar um século inteiro.
José Saramago (via 60milanos)
Todos os dias me esforço para ser uma pessoa um pouco melhor. Quando acordo, logo penso: que eu seja melhor que ontem. Que minha cabeça esteja mais aberta, que meu humor esteja melhor, que eu não brigue por besteira, que eu não cometa os mesmos erros do passado, que eu tenha serenidade, que eu consiga vencer o dia, que eu saiba discernir o certo do errado. A minha parte, pelo menos, estou fazendo. Ou pelo menos tentando.
Clarissa Corrêa. (via enamorava)
breu quintal
no quintal a noite se cansa e deita no chão (acendendo vaga-lumes) é madrugada acordo com o barulho mudo de uma força como se um disco voador pousasse (mariposa) no verde do capim vou até à janela a noite linda nela nada sofre por mim