Vamos comprar um poeta
As pessoas não tem nomes, são identificadas por números, figuras de linguagem como metáfora não existem, pois não expressam a exatidão, artistas são como animais de estimação, porque nessa sociedade tudo que não gera lucro não tem motivo de ser, artistas são comprados apenas por capricho.
Essa não tão distopia assim me fez questionar muita coisa, nessa era neoliberal em que existir, pertencer, performar é mais do que apenas ser pra si, sentir, questionar não tem motivo, e muito menos tempo para acontecer, a culpa por ver essa realidade tão exata e utilitarista não é exatamente nossa, adoecemos porque temos que trabalhar , pagar, ser, e alguns de nós compra essa narrativa um pouco além e acabamos ficando refém dessa cadeia e quando nos damos conta a vida passou e estamos apenas sobrevivendo e nos culpando e se comparando com a realidade de outros.
Esse livro deveria ser lido por todo mundo, a sensação de ser engolida pela rotina, pela necessidade de até no tempo livre ter de fazer uso dele para algo utilitário, olhar em volta e perceber como sociedade caminhamos para performance até mesmo quando deveria ser algo íntimo, secreto, seu.
A breve análise é apenas uma autocritica, mas esse livro com certeza vai ser relido, não sinto que absorvi tudo que devia, mas penso nele todos os dias desde que o terminei, em meus tempos vagos parei de sentir tanta culpa por apenas viver sem estar produzindo, me aperfeiçoando, porque descansar, sentir, se autoanalisar também é uma forma de investimento.










