Toda Sua | Jeon Jungkook
♡ Sinopse: ❝— Meu nome fica bonito saindo dessa sua boquinha linda e atrevida, mas… não é o que eu quero ouvir, Coelhinha. Vamos tentar de novo? — sua mão habilidosa desceu por entre minha coxa desnuda, erguendo-a para cima, próxima à sua cintura, apertando-a com força. — Agora você será toda minha, não é, Jagiya?❞
Ao cumprir seu tempo de serviço obrigatório no exército e ser dispensado de suas obrigações, Jeon Jungkook tinha pressa e anseio — não de ser notado e ouvido por uma multidão que o deixava estarrecido, mas sim de ouvir nada mais do que a doce voz da sua namorada, proferindo a resposta que confirmava a pergunta que ele mais amava fazer na vida.
♡ Gênero: Smut, +18, literatura adulta.
♡ Avisos: Jeon Jungkook x Você — mas aqui você não é mencionado como (S/N), certo? Apenas com apelidos carinhosos como “baby”, “amor”, “Jagiya”, “Coelhinha” e por aí vai… (a repetição dos apelidos aqui é meio proposital).
Palavras de baixo calão, safadezas e mais safadezas (ou melhor, tentativas e mais tentativas). Proibido para menores de 18 anos. Relacionamento estabelecido. Sexo desprotegido (não faça o mesmo, vamo tá se protegendo? Vamo tá se protegendo!).
♡ Notas da autora: Oiiiiê, galerinha! Tudo belezinha? Estou de volta (ou quase isso).
Essa oneshot foi postada no ano passado lá no meu perfil no Social Spirit (user: Iogroote), em homenagem ao retorno do Jungkook do exército. Talvez eu esteja um pouco atrasadinha para postá-la aqui, mas eu queria ter algo com o Jeon por aqui e pensei: por que não postar aqui também? E cá estou.
É uma one bem grandinha, porque infelizmente eu não consigo ser sucinta e amo detalhar as coisas (vou melhorar nesse quesito, juro!).
Boa leitura para quem for ler e espero, de verdade, que gostem! 💖
Deixem um feedback bem gostosinho aí pra tia.
SEUL, COREIA DO SUL
— Jagiya!
A voz firme e viva de Jungkook preencheu meus sentidos, quebrando qualquer silêncio ensurdecedor naquele extenso corredor iluminado por pequenos plafons de LED embutidos no teto e luminárias presas firmemente às paredes ao nosso redor. As luzes opacas que delas reluziam permitiam que eu tocasse seu rosto bonito perto do meu, sem um resquício de medo ou incerteza aparente, sentindo a maciez da sua pele.
Naquele momento, parecia que meus toques buscavam matar toda a saudade gritante que meu corpo e meu ser sentiam dele — até aqui.
Ele está de volta. De volta à minha vida, depois de uma temporada exaustiva e sufocante para ambos os lados no exército — após ter cumprido definitivamente seu tempo de serviço. Ele voltou ao nosso lar. À casa que nós dois idealizamos juntos, cada detalhe — por menor que fosse. De volta para vivermos uma só vida, para compartilhá-la. Para sermos nós, eu e ele.
… ele está de volta, e ele é meu.
Suas mãos trabalhavam de maneira ágil e inesperada, e, em questão de segundos surpreendentes, ele me prendeu de forma ousada contra a parede, decorada com grafites coloridos cheios de vida — desenhos aleatórios, até demais, que criavam e formavam aos olhos muitas alternativas criativas, semelhantes às tatuagens dele — e ao seu amontoado de músculos, bem mais firmes e sólidos do que me lembrava.
Ele está forte. Bem forte. Corpulento, com proporções mais do que avantajadas na medida certa para me enlouquecer.
Um suspiro extasiado escapou de mim. Fechei os olhos ao inalar seu perfume pela vigésima vez — ou mais — apenas para confirmar que tudo era real — sentindo-me capaz de entrar em combustão a qualquer momento, ante a quentura que irradiava do seu corpo de encontro ao meu. Sua quentura que se assemelhava a um lar. Sempre a um lar.
Ele tentava, de todas as formas possíveis, agora longe dos olhos alheios que o observavam desde que saiu da base do exército, onde esteve, longe de todos aqueles que participaram da festa de boas-vindas para ele e o Jimin, acabar com qualquer brecha de distanciamento maçante entre nós dois.
A festa foi mágica e memorável. Eu estava ao seu lado, reclusa à minha maneira — escondida e quietinha no meu canto — observando tudo ao alcance dos meus olhos. E esse tudo incluía sua inquietação, em determinados momentos, quando nossos olhares desejosos se encontravam em meio a tantos outros, deixando claro, através de suas expressões — com um quê pecaminoso —, que ele se importava e desejava algo além daquela comemoração de boas-vindas, algo que ia muito além da transmissão ao vivo que eles faziam. Algo explícito aos olhos de quem estava ali, algo baseado na junção dos nossos corpos.
— Agora você será toda minha, não é, Jagiya? — perguntou a princípio, baixo e sorrateiro, rente ao meu ouvido. Seu nariz deslizou lentamente pela pele do meu pescoço, inalando o cheiro do meu perfume. Prendi a respiração, soltando-a ofegante. — Somos apenas nós dois, sem ninguém para nos atrapalhar, não é?
Fechei os olhos, totalmente entregue a ele e às suas carícias, que me deixavam fervorosa e sem fala, sem oferecer-lhe uma resposta audível às suas perguntas.
Meu corpo, inteiramente quente e submisso a ele, enquanto sua boca — tão quente quanto todo o meu corpo — beijava-me com volúpia, desmoronaria num piscar de olhos se não estivesse sendo amparado com certa veemência por seus braços. Contudo, se por acaso ele ousasse distanciar-se e levar consigo essa “ousadia” em forma de distanciamento, levando junto todos os seus toques e carícias — por mais breves que fossem — para abrir a porta do nosso quarto ou fazer qualquer outro movimento, eu cairia de encontro ao chão — e, certamente, não teria forças para me levantar sozinha.
Esse é um dos efeitos que esse coreano filho da mãe tem sobre mim. “Um dos” porque são muitos, e o maldito parece saber disso — e, curiosamente, isso o diverte, o diverte pra caramba.
Neste exato momento, quero apenas sentir seus toques em cada centímetro do meu corpo. Em cada centímetro conhecido por ele e por suas digitais. Em cada centímetro que sentia sua falta.
— Disse alguma coisa, baby? Engraçado, não consegui ouvir sua resposta... — segurou meu queixo com firmeza, levando meu olhar ao seu olhar jaboticaba. Seus olhos puxadinhos brilhavam calorosamente, numa mistura de sentimentos e emoções. — Agora você será toda minha, não é, Coelhinha? — assenti, mole e sem fôlego, sentindo falta dos seus lábios colados aos meus. — Tsc, tsc… Quero ouvir sua voz, anjo. — estalou a língua no céu da boca, parecendo se divertir com meu estado, com o estado em que apenas ele me deixa, fazendo o mínimo movimento possível. Cretino! — O gato ainda não comeu a sua língua, Babe, ou… comeu? — provocou, safado, dando ênfase às palavras ousadas, no estilo “quinta série”.
Seu dedo dedilhou meus lábios, enquanto proferia:
— Abre a boquinha e fala, Coelhinha… abre pra mim, amor? — o tom de sua voz era de pura malícia, e eu sabia que “o seu abrir” não se referia apenas a abrir minha boca.
— Jungkook… — murmurei, chorosa, igual um bebê.
— Meu nome fica bonito saindo dessa sua boquinha linda e atrevida, mas… não é o que eu quero ouvir, Coelhinha. Vamos tentar de novo? — sua mão habilidosa desceu por entre minha coxa desnuda, erguendo-a para cima, próxima à sua cintura, apertando-a com força. — Agora você será toda minha, não é, Jagiya?
Suspirei, mole, com a respiração entrecortada.
Sempre ficava assim quando ele me chamava por apelidos carinhosos e românticos (que, outrora, achava cafonas), principalmente Jagiya.
— Sim! Sou toda sua. — soprei certa de minhas palavras, quase sem fôlego, mas sem titubear, mesmo ainda me sentindo como gelatina em seus braços.
— Toda minha? — roçou nossos lábios lentamente, provocando-me. Buscando outra confirmação. — Você é toda minha?
Ele me instigou com um quase beijo profundo, mas desistiu no meio do caminho, apenas para me ver em ruínas e entregue a ele — mais do que já estava.
— Toda sua. — confirmei, umedecendo meus lábios ao vê-lo se afastar um pouco, mas sem ir longe demais.
— Toda minha. — repetiu, à sua maneira, com a voz rouca e um sorrisinho de lado, meneando a cabeça, confirmando para si mesmo o que eu tinha dito. — Toda minha. Toda minha.
Reunindo as últimas forças que me restavam, espalmei as mãos em seu peitoral coberto, sentindo seus batimentos acelerados e o tecido do uniforme camuflado — que ele trajava o dia todo — com os dois primeiros botões abertos e as mangas arregaçadas, subindo-as até o colarinho desgrenhado, consequência das suas mãos rebeldes, que bagunçaram tudo, ansioso para se livrar daquela vestimenta (eu presumo) — embora ele ficasse um grande gostoso nela —, puxei-o para um novo beijo ardente, intensificando o ósculo ao sentir sua mão em minha coxa, apertando-a novamente.
— Hmm… — grunhiu baixo entre o beijo, afastando-se preguiçosamente dos meus lábios, como se aquilo fosse uma tortura para ele. Era uma tortura para mim. — Espero que esteja preparada, meu doce anjo, porque esta noite não darei descanso a você… — alertou, como quem avisa que algo altamente intenso e cheio de adrenalina está por vir. Eu o encarei, submersa em suas íris escuras. — Afinal, tenho que ser ressarcido pelos danos de ter passado tanto tempo sem o calor do seu corpo colado ao meu. — confessou o desejo que parecia guardar consigo por meses a fio, arrepiando-me.
Umedeci meus lábios levemente, diante de suas palavras, mordendo-os por alguns instantes. Fiquei um pouco nervosa pelo que me aguardava por trás daquela porta, prestes a ser aberta, mas também ansiosa para senti-lo de novo — dentro de mim, do jeitinho que amo sentir — depois de tê-lo por tanto tempo tão restrito a mim.
Eu o desejo tanto, tanto que dói.
— Isso é mais do que justo, não é, Coelhinha? Me fizeram ficar sem meu amor por um tempo considerado criminoso, de tão longo que foi. Senti-me como um velho lobo solitário. — forçou um biquinho choroso.
Que neném!
— Velho você já é, não é? — impliquei, zombando da nossa pequena diferença de idade, nada alarmante, tentando dissipar toda a ansiedade que me consumia em querer-lo logo e amenizar a minha pressa.
Uma coisa de cada vez.
Assim, tende a ser mais prazeroso.
… bem mais prazeroso.
— Você não é um lobo, é um Coelhinho, sabe… há uma certa diferença… — pincelei seu nariz bonito, e ele revirou os olhos.
— ‘Tô pouco me fodendo pra isso, Coelhinha, mas estou disposto a te foder muito e te mostrar que não sou velho. Velho é o Jin hyung, garotinha petulante. — apertou minha bunda. — Mas antes, preciso saber… — sua fala se prolongou, instigando-me. — Você está preparada, Coelhinha?
— Não imagina o quanto, ‘velho lobo solitário!’ — respondi, soltando o ar preso em meus pulmões, com aquele novo apelido que certamente não será deletado da minha mente tão cedo. Ótimo!
— Agora vou ter que ouvir você me chamar assim, é? — inquiriu, carrancudo. — Isso não é legal, meu bem. — negou de cara fechada.
— Você aguenta coisa pior que isso, não aguenta? — retruquei.
— Por exemplo, ficar meses e meses longe de você? — replicou.
— E essa foi a pior coisa que já teve que aguentar?
— Não faz ideia do quanto, anjo. Ficar meses e meses sem você foi a pior coisa que já passei. Na verdade, ficar longe de você é a pior coisa que existe. — soltou sua confissão, encarando meus olhos.
Amoleci ainda mais.
Por que ele faz isso comigo?
Puta que pariu!
— Qual é? — cutuquei seu abdômen com a ponta da unha, tentando em vão não me sentir totalmente atingida com sua fala. — Você já passou por coisas bem piores, Jeon. — falei baixinho, como se aquilo o fizesse lembrar da sua bagagem de vida e histórias a serem contadas.
— Talvez, Jagiya! — deu de ombros como se não fosse nada demais. — No entanto… — escondeu seu rosto na curva do meu pescoço, deixando um beijinho desleixado ali. — Nenhuma das coisas que já passei na vida envolveu ficar longe de você por tanto tempo assim. E... um tempo sem você equivale a um sofrimento sem fim, Coelhinha. E isso é uma tortura. — segredou num sussurro quente, contra minha pele. Meu coração balançou dentro do meu peito, batendo agitadamente.
Mais uma vez, o coreano me deixou sem respostas, por mais que, desta vez, ele não tivesse me feito perguntas.
Por que ele me deixa fraca desse jeito?
Sinceramente, não consigo obter respostas certeiras para esse tipo de pergunta.
— Mmm... — beijei seus lábios num selinho demorado. — Essa noite, eu serei inteiramente sua, Jeon. Assim como em todas as outras noites da minha vida. Toda sua. Inteiramente sua. — segredei de volta, compartilhando o mesmo sussurro quente que ele.
— Você tem uma certa noção do poder das suas palavras, não tem? — sua mão solta, livre do aperto em minha cintura, segura minha mão, deslizando-a por seu abdômen até chegar ao seu comprimento escondido sob a calça.
— Não sei. Eu tenho, é? — retruquei com um ar de charme e divertimento na voz, sentindo sua ereção coberta em minha mão.
Tentador!
... muito tentador!
— Sim! Você tem e sabe disso. — concordou lentamente, fechando os olhos. — Não sabe?
— Eu sei, é? — fiz uso do mesmo tom de voz de antes, mordendo os lábios. — Não sei se realmente sei, sabe? Você acha que eu sei, Coelhinho?
— Você acha isso divertido, né?
— Não! Na verdade… — segurei seu rosto, aproximando minha boca do seu ouvido, proferindo um: — Eu acho sexy, pra caralho.
— Você acha, é? Quer me mostrar isso no nosso quarto, Coelhinha?
Estava me preparando para respondê-lo, entretanto, abri a boca apenas para soltar um gritinho de surpresa e susto ao sentir meu corpo ser erguido para cima — sem dificuldade alguma para ele — e meus pés, envolvidos pela sandália de salto alto, não tocarem mais o chão. Passei a ser carregada em seus braços, como se nós dois fôssemos recém-casados.
O mais velho riu, divertindo-se instantâneamente com a situação, e eu o repreendi com o olhar. Todavia, não consegui sustentá-lo por muito tempo, visto que um sorrisinho de contentamento involuntariamente se esboçou em meus lábios, e, numa questão de segundos, com o peso do seu olhar presunçoso, escondi meu rosto no seu pescoço — fazendo daquela parte alva e visível dele a minha morada.
Alheia a tudo, enquanto desejava morar naquele pedacinho dele e em todo o seu corpo — para sempre — Jungkook destravou a fechadura da porta de madeira escura do nosso quarto — que estava à nossa espera — com maestria, fazendo-me erguer o rosto e sair do meu lugarzinho de refúgio na sua pele, encarando-o um tanto quanto embasbacada com sua dupla capacidade de me carregar nos braços e abrir a porta ao mesmo tempo, como se desconhecesse suas múltiplas habilidades.
A porta foi fechada com um agitar rápido do seu pé suspenso por alguns segundos no ar, escondido pelo coturno bem lustrado, fazendo o baque seco ecoar pelo quarto, quebrando o silêncio ensurdecedor ali dentro.
Comigo ainda nos braços, ele caminhava em passos rápidos, sem uma dose de dificuldade aparente, nos levando deliberadamente em direção à enorme e aconchegante cama de casal, conhecida por nós (que, assim como eu, também sentiu saudades dele), com um jogo de lençol branco de seda pura.
As coisas ali dentro, diferentes do corredor onde estávamos há instantes, eram visíveis por pequenos filetes de luz, sendo a iluminação mínima a luz da lua contra a janela de vidro do chão ao teto, a mais predominante. Mesmo assim, conseguíamos enxergar nitidamente a plenitude um do outro. E, apenas isso, fez com que compartilhássemos sorrisos carregados de significados pecaminosos.
Sentando-se com cuidado na ponta da cama, acomodei-me com delicadeza em suas coxas fortes e robustas, na medida certa, por suas atividades físicas em sequências mais elevadas e bem mais triplicadas do que ele estava acostumado — no seu dia a dia — no exército, e pude sentir, entre suspiros entrecortados, cada parte rígida e torneada dele embaixo de mim.
A cada segundo, ainda mais entregue a ele, sentia-me mais quente do que já estava, a ponto de pegar fogo. E sua ereção escondida me cutucava como um lembrete de que aquilo poderia acontecer facilmente, em questão de minutos. Eu sou o fogo, ele a gasolina.
Suas digitais percorriam a pele desnuda do meu ombro, deslizando a alça fina do meu vestido rosa de cetim com delicadeza e sem pressa, tomando seu tempo, uma de cada vez, distribuindo beijos delicados ao longo do caminho.
Meus pelos se eriçaram, e o tecido suave desceu feito cascata pelo meu corpo, amontoando-se em volta da minha cintura, deixando meus seios nus visíveis para ele. O uso de sutiã em uma peça como essa não era tão necessário — pelo menos no meu ponto de vista —, e a jaqueta jeans que eu usava antes me ajudou a disfarçar a ausência durante a festa.
Mesmo assim, como se não compreendesse, suas sobrancelhas franziram por alguns segundos.
Jeon me olhava sem piscar, diante do meu descaramento em andar por aí sem sutiã e da visão dos deuses — segundo palavras ditas por ele próprio outrora — que pairava sobre seus olhos, como se meus seios fossem uma obra de arte que merecia ser apreciada com tamanha necessidade por ele.
Esse homem parecia sempre disposto a não perder um detalhe sequer daquela parte do meu corpo tão familiar para ele. Não só essa parte. Ele admirava todas as outras, como se eu fosse uma obra de arte esculpida e feita à mão para ele; para seus toques, para seus beijos.
... e talvez eu fosse mesmo.
Beijos demorados eram abandonados nos meus seios expostos e entre o vale deles. Sua boca abocanhou e tomou posse de um deles, chupando-o com avidez, enquanto sua mão tatuada massageava o outro, fazendo arrepios percorrerem a minha pele.
— Jeon… — clamei, acariciando seu cabelo curto como se o agradecesse através disso, lamentando por não conseguir esconder minhas mãos em seus fios escuros e puxá-los. Que lástima!
— O que, amor?
Sua voz saiu rouca e mais baixa do que de costume (meu).
Senti seu olhar de luxúria pairando sobre mim, encarando-me por cima do seu ato.
As palavras desapareceram da minha cabeça, e um grunhido satisfatório saiu de minha boca, entregando-me caso houvesse dúvidas sobre se eu estava gostando ou não de tudo aquilo.
As polpas inquietas e curiosas de seus dedos longos, não satisfeitas com apenas aquele contato íntimo, ousaram, sem timidez, dedilhar lentamente a pele exposta da minha coxa, escondendo-se debaixo do vestido amontoado na minha cintura — apertando minha bunda com desejo.
— Você ao menos tem noção do quão linda você é, Jagiya? — sua voz rouca reverberou, arrepiando-me.
Era incrível que, mesmo sentado na cama, sua estatura alta continuava sendo bem mais predominante que a minha, e eu mentiria se dissesse que não gostava dessa pequena diferença entre nós, porque, sinceramente, gosto pra caralho.
Minhas pernas estavam presas em cada lado da sua cintura, e, diante dos meus olhos, via sua figura plena. Passei minhas mãos por seus cabelos, deslizando-as e prendendo-as em seu pescoço, encarando seus olhos castanhos escuros com um sorriso embriagado de prazer, beijando-o alguns segundos depois.
— Eu deveria ter essa noção? — refutei.
— Não apenas essa noção, anjo. Mas a noção certeira de que você me deixa completamente louco também. A noção de que você é gostosa pra caralho. Pra caralho.
Sua boca frenética deixava trilhas de beijos molhados e chupões por todo o meu pescoço, fazendo-me suspirar em êxtase.
... eu ficarei marcada por dias.
Sua mão sorrateira caminhava, sem pudor, em direção a uma parte quente e úmida do meu corpo que ele conhecia como a palma da sua mão ousada, que ele conhecia por sempre se encaixar tão fodidamente bem ali — e me foder tão fodidamente bem com seus dedos e seu pau.
Uma parte quente e úmida que doía por ele.
Sem restrições, encarando-me sem hesitar, sua mão ousada invadiu minha calcinha fina e encharcada, sem pedido formal, pegando-me de surpresa. Dois de seus dedos dedilharam-me sem aviso, fazendo-me engasgar em um gemidinho choroso e doloroso pela leve ardência do tempo em que eu não o sentia tão intimamente dentro de mim.
O homem de sorriso matador — capaz de roubar o pouco ar dos meus pulmões e se divertir com isso —, sem parar com suas carícias, aprofundava cada vez mais seus dedos, sentindo cada centímetro da minha carne molhada e suplicante por seus toques, deixando-me ainda mais mole e entregue a ele. Tombei um pouco a cabeça para trás, sentindo sua boca voltar a colidir com meu pescoço exposto, enquanto continuava a trabalhar com seus dedos abusados.
O encarei, mordendo os lábios, ante a cada atitude precisa e certeira dele.
Parecendo desejar sentir um pouco mais do meu calor íntimo sob seu toque familiar, sem temor, ele adicionou mais um dedo. Sua digital fez uma cócega gostosa e uma nova leve ardência ao meu sentir, como o sutil alongamento, antes de se acomodar na minha cavidade quente e necessitada, trabalhando deliberadamente com afinco bem ali. A leve ardência aos poucos se dissipava, dando lugar apenas ao prazer.
— Jungkook… — sussurrei seu nome, surpresa.
Estremeci em seu colo, deitando minha cabeça em seu ombro. Sentindo-me fraca. Gemidos escaparam dos meus lábios em abundância.
O som pornográfico que emanava e ecoava daquele ato enchia meus ouvidos e o quarto, deixando-me mais mole, entregue, submersa e absorta com tudo aquilo.
— Isso tudo é pra mim, Coelhinha? — questionou, presunçoso. Assenti com um menear de cabeça desengonçado. — Desculpe… não ouvi sua voz… disse alguma coisa, amor? — movimentou seus dedos sorrateiramente, em provocação, fazendo-me tremer ao redor deles.
Filho da puta!
— Você sabe a resposta. — me limitei a responder. — Não sabe?
— Eu sei, é? — ele disse, fazendo seus joguinhos perspicazes. Revirei os olhos pelo prazer excessivo que ele me proporcionava, sem parar com o dedilhar dos seus dedos em meio a tudo aquilo e por sua ousadia descabida naquele momento. — Talvez eu saiba, mas… ainda assim quero ouvir da sua boca, babe. Poderia me responder, por favor? — seus movimentos dentro de mim eram como uma espiral, atingindo-me em cheio. E o nó que se formava em meu ventre estava prestes a se arrebentar, a se arrebentar e me deixar molenga em seus braços.
Arfei um gemido, tentando me conter e não demonstrar muito a ela, mas minha tentativa foi terrivelmente falha.
Eu sou terrivelmente falha em volta dos dedos dele.
— Apenas o melhor para o seu retorno, amor. — respondi, num fiozinho de voz, sentindo-me perto de derreter em volta dos seus dedos.
Minha buceta o apertou.
Fazia tanto tempo que não era tocada daquela maneira que me sentia sensível demais, por isso, sentia tudo mais intensamente.
— Eu sinto você apertando meus dedos, baby! — constatou — Você quer gozar?
— Hmm... — fechei os olhos, contraindo-me ao redor dos dedos dele, apertando-os, enquanto sentia sua ereção dura embaixo de mim. Rebolei em seu colo, ouvindo-o arfar. — Sim, por favor! Por favor, amor! — supliquei.
Seus movimentos passaram a ser mais rápidos dentro de mim, e meus gemidos desenfreados os acompanhavam no mesmo ritmo. O som que faziam era ainda mais pornográfico. Seus dedos tortuosos iam e voltavam até sentir minha ruína líquida, que banhava todos eles, encharcando-os em recompensa.
— Jeon! — gritei esganiçada por ele, mediante aos espasmos que tomavam conta do meu corpo, com uma fina camada de suor brilhando em minha pele. Meus dedos dos pés enrolaram ainda envoltos na sandália de salto.
O coreano retirou seus dedos de dentro da minha cavidade, deixando a leve dor do vazio e da ausência deles reinarem ali. Um biquinho choroso de desaprovação surgiu em meu rosto.
— Sinta o seu delicioso gosto… — seus dedos adentraram na minha boca, e eu os chupei sem pensar duas vezes, até que estivessem limpos. — O que mais você quer, amor? Fala pra mim… fala…? — quis saber, beijando meu ombro suado. — Seu Jeon está de volta para realizar todos os seus desejos.
— Quero que faça do meu corpo o seu presente de boas-vindas, amor. — proferi o que desejava.
— Você não tem medo do que deseja, Jagiya? — perguntou, raspando nossos lábios, me encarando como se tentasse me alertar algo.
— O meu único desejo é sentir você por completo, amor! — rebati, gemendo.
— Meu doce anjo fica ainda mais linda gemendo assim, igual a uma puta. Você é minha putinha, não é? — passou seus dedos pelos meus lábios, me encarando, enquanto eu assentia. — Onde a minha putinha quer me sentir? Fala pra mim... fala?
— A sua putinha quer te sentir dentro dela. A sua putinha quer que você a foda com força, do jeito que só você sabe foder, amor! — confessei de maneira suplicante, sem vergonha ou temor. — Eu sou a sua puta.
— É mesmo, é? Então, eu vou foder a minha putinha com força, do jeito que ela merece ser fodida, amor. Sem dó e sem piedade. Mas antes, preciso realizar um desejo de boas-vindas.
Jungkook me pôs de pé — segurando-me com firmeza, com seus braços presos à minha cintura, para que eu não caísse ao chão por causa do ápice presente em meu corpo —, e, atento, observava o tecido do vestido terminar de deslizar por minhas pernas. Levantei meus pés cuidadosamente, um de cada vez, pulando para fora da barreira rosa de cetim, sem me sentir envergonhada por estar apenas de calcinha fina — bem mais encharcada que antes, por tudo que passei — da mesma cor do vestido, na sua frente.
Quer dizer, a poucos instantes, três dos seus dedos longos estavam fazendo morada dentro da minha buceta.
O membro do BTS, curvou seu tronco esbelto para baixo, e uma de suas mãos firmes tocou meu tornozelo direito, desafivelando a pulseira da sandália de salto, tirando-a do meu pé — igualando o mesmo gesto no outro calcanhar, deixando um beijo casto em cada coxa.
— E qual é o seu desejo de boas-vindas?
— Me deliciar nessa sua bucetinha gostosa, como a minha boca, e tirar outro orgasmo seu. Tenho sede e fome dela, de você, do seu sabor doce em cada pedacinho da minha língua, amor.
É indescritível a maneira como eu sempre me sentia à beira de um abismo, com o contato íntimo da sua boca quente no meu interior encharcado, por uma consequência maior e prazerosa ocasionada por ele mesmo — apenas ele —, chupando-me com volúpia e uma intensidade tamanha, depois de tanto tempo. Deixando-me submersa em uma onda gigantesca de prazer inebriante, como se nada no mundo fosse capaz de me tirar dela — de me tirar do alto prazer da onda que ele me levava. Do alto prazer que ele me proporciona.
O efeito que ele tem sobre todo o meu corpo e cada ponto específico dele me deixa fora de órbita — presa em um mundo pecaminoso, pertencente a nós dois, apenas nós. Podem passar anos e anos, e será sempre assim; o efeito continuará o mesmo.
… eu sou dele.
Uma sequência nova e eletrizante de espasmos me dominou por inteira, fazendo todo o meu ser tremer, deixando claro que eles não seriam os últimos, pois de onde vinham e quem os causava tinha muito mais a me oferecer e proporcionar. Seu semblante transparecia plenamente, assim como cada vertente do seu corpo, que nada disso o cansaria facilmente. Aquilo era apenas a pontinha do iceberg de sensações explosivas que ainda estavam prestes a acontecer, findando nossa noite tórrida e seu retorno ao nosso lar como um todo.
Enquanto eu sentia a sua língua ávida e quentinha agraciando-me tão intimamente — matando toda a saudade que eu sentia dela —, um sorriso involuntário se esboçou em meu rosto ao imaginar que ele estava realmente disposto a fazer valer suas palavras no corredor: “estou disposto a te foder muito e te mostrar que não sou velho”, embora, na verdade, não houvesse necessidade alguma. Eu sabia bem de tudo aquilo. Conhecia e sabia, como ninguém, o que ele é capaz de fazer. Carregava comigo, em cada fibra do meu corpo e do meu sentir inesquecível, a lembrança do que ele é capaz. E ele é capaz de muitas coisas.
A sua boca é como um oceano onde eu amo me derreter e assim desaguar, desfazer-me em volta dela, vendo-o se deleitar com aptidão com o meu gosto e sabor.
Uma das minhas predições é ver os seus lábios brilhando em meio à sucção da minha cavidade. Comendo a minha buceta como se fosse a sua refeição favorita.
Suas mãos firmes, uma delas tatuada, abrem um pouco mais as minhas pernas, deixando-me ainda mais exposta ao seu rosto e aos seus toques aveludados. A dor do pequeno desconforto — embora eu estivesse acostumada a todo tipo de abertura no pilates —, é gostosa ao meu sentir. Seu hálito quente ricocheteou contra a minha fenda molhada, e um novo gemidinho choroso abandonou minha boca entreaberta.
Eu sentia falta disso pra caralho!
Minha coluna ergueu-se do colchão por alguns segundos, com a forte pressão da sua boca beijando e chupando meus lábios íntimos com mais intensidade e precisão, fazendo-me ver estrelas.
— Amor… — murmurei com lamúria.
— O quê, Coelhinha? — disse abafado, me encarando com seus olhos bonitos, por cima do seu ato, sem parar de me devorar com os lábios. — O que o meu amor quer, hein? — inquiriu presunçoso, sem afastar sua boca da minha intimidade, deixando-me sem saber bem o que responder. Eu não consigo raciocinar quando a sua boca está na minha buceta.
Meu corpo estremeceu e rebolei o quadril contra seus lábios, buscando aumentar aquela fricção deliciosa e a sua sucção cheia de maestria em cada cantinho da minha vulva.
Fazendo uma pausa de alguns segundos, afastou-se, deixando uma ausência dolorosa no meu interior (por mais curta que tenha sido), ele usou seus dedos ágeis para abrir caminho, afastando meus lábios, e assim sua língua aveludada invadiu-me com destreza, tomando posse do que lhe pertencia. Dominando-me. Possuindo-me. Passeando por cada centímetro e pedacinho meu, mostrando toda a sua habilidade e benevolência naquele oral alucinante, capaz de me levar ao céu e ao inferno ao mesmo tempo.
Jeon Jungkook é como um perfeito torturador de elite nos prazeres prazerosos da carne, daqueles que se diverte com o sofrimento alheio, ante seus feitos deliberadamente deliberados. Um filho da mãe que parece amar me ver em ruínas, debaixo dele. Que parece amar me ver destruída a cada toque, dedilhar e degustar seu — de maneira sorrateira e preguiçosa, como se gostasse de enxergar nos meus olhos a dor angustiante e excitante que ele próprio causava. O exército parece só ter aumentado esse atrevimento nele, a sua capacidade de torturar e se divertir com isso.
O coreano rosna contra minha carne úmida, palavras com solfejo em safadezas pecaminosas e palavrões pesados. Grunhido em êxtase ao contornar sua língua pela minha entrada convidativa.
Deslizei minhas mãos entre os fios escuros e curtos dos seus cabelos, tentando puxá-los com um pouco de força e segurá-los em uma resposta sôfrega e suplicante, contorcendo-me e apertando levemente o seu rosto com o auxílio das minhas coxas, buscando mais contato. Buscando mais e mais dele em mim. Sufocando-o levemente em meio ao meu prazer.
Com ele, eu quero sempre mais e mais.
Porque… porra… senti-lo é tão bom. Bom pra caralho.
— Eu me sinto faminto, Jagiya… faminto por você… por sua buceta… — declarou, banhado em mim, numa confissão ousada que atingiu-me em cheio.
Suas mãos grandes, agora apertando minhas coxas ao redor do seu rosto com uma precisão necessária e invejável, sufocando a si mesmo — como se precisasse daquilo para sobreviver por ora —, buscavam assim como eu, ter ainda mais contato. Como se quisesse me ver fundir a sua boca de uma só vez.
— Jeon… — seu nome soou manhoso e preguiçoso, com lentidão, transparecendo talvez, meu desejo de sentir mais daquela sensação impetuosa. — Por favor! — implorei febril, remexendo-me minimamente na sua boca.
— Quer gozar, meu anjo? — ele quis saber, esganiçado, divertindo-se com meu sofrimento momentâneo. Assenti freneticamente, fazendo meu cabelo farfalhar na fronha de seda, como se apenas aquele gesto fosse capaz de fazê-lo ceder a mim e ao meu desejo.
Minhas costas arquearam para fora do colchão mais uma vez, e eu me sentia cada vez mais perto de um novo colapso.
Puta que pariu!
Puta que pariu!
Puta que pariu!
Mil vezes, puta que pariu!
— Estamos com um problema sério de comunicação hoje, hein? — ele me encarou por cima, sendo um tanto quanto provocativo, usando sua língua ousada, penetrando-me com a ponta e sugando-me como um todo alguns segundos depois. — Não consegui ouvir você com clareza, baby. Você quer gozar ou quer que eu pare? — afastou sua boca brilhante da minha cavidade, deixando-me angustiada com a ausência dela. — Acho que você quer que eu pare, não é, amor?
NÃO!
NÃO!
NÃO QUERO!
— Não ouse parar agora, Jeon! — esbravejei, entre dentes, puxando seus cabelos baixos com as pontas dos dedos, em retaliação, vendo um sorriso faceiro se desenhar em seus lábios molhados.
— Ah, então você fala? — zombou ele, eu revirei os olhos diante da sua ousadia. — Tsc, tsc… — estalou a língua no céu da boca, me repreendendo. — Eu te diria que é feio revirar os olhos pra mim quando não estamos numa cama, anjo, mas… esse não é o nosso caso, não é? — disse enquanto acariciava meu íntimo com seus dedos, usando-os mais uma vez para me estimular ainda mais, se é que era possível. — Estamos numa cama e eu quero que você revire esses seus olhinhos bonitos quando eu voltar a te comer e depois te foder com força. E… pode ter certeza de que não ousarei parar, Coelhinha.
Sobressaltei-me sobre o colchão, numa mistura de surpresa e contentamento, ao sentir sua boca voltar a me chupar com virtuosidade. Seus dedos ajudavam-no em seu trabalho frenético, me estimulando duplamente. A essa altura, toda e qualquer dorzinha que eu sentia, por mais mínima que fosse, não existia mais. Nem um desconforto sequer.
— Amor…
A sua sucção, perfeitamente boa, foi o meu ponto de ruptura, fazendo-me derreter inteiramente em sua boca — quase chorando de prazer —, apertando seus cabelos com as pontas dos dedos com mais força que outrora, gemendo alto e sem pudor, transbordando de prazer em sua boca louvável.
— Você é um pecado, de tão deliciosa que é, babe! — disse, degustando-me em seus lábios e dedos, voltando a deslizar logo em seguida a sua língua por toda a minha extremidade, limpando-me. Fechei minhas pernas ao redor do seu rosto, prendendo-o.
Seus olhos castanhos escuros, intensos, da cor de um bom e suculento café expresso em dias frios de inverno, com pequenos flocos de neve caindo do céu ao chão, misturados ao frescor de um café gelado em dias quentes de verão, encaravam-me como se eu fosse uma deusa em total declínio, emoldurada nas mais perfeitas molduras douradas, prateadas e peroladas do prazer. Molduras feitas por ele e pelo prazer que somente ele me proporciona, que somente ele é capaz de me proporcionar.
Eu geralmente gosto de café gelado em dias quentes, em países de culturas opostas à minha, e de café expresso em dias frios e cinzentos. Contudo, buscando equilibrar tudo, aprecio igualmente — sem tirar nem pôr — um Jeon Jungkook completamente quente, todos os dias da semana, se assim me for outorgado. E, bem… agora eu o terei todos os dias da semana para mim.
— Não acha que está muito vestido para quem está de volta ao nosso lar, não? — indaguei baixinho, repousando meu pé em seu ombro coberto. Deitado em frente às minhas pernas, com um sorriso satisfeito naquele rosto lindo, ele segurou meu calcanhar, beijando o dorso do meu pé. — Quer dizer, eu estou completamente nua aqui… na sua frente… bem exposta… E você aí, todo provido de roupas. Meio injusto isso, não acha, amor?
— Bem… — ele se remexeu na posição, tentando aliviar um pouco da excitação escondida na sua calça. — Se bem me lembro, você me pediu toda desejosa para que eu fizesse do seu corpo o meu presente de boas-vindas, então… que tipo de convidado de honra seria eu se não deslizasse o embrulho do meu presente de boas-vindas com suavidade, admirando-o por longos minutos, por ser a obra de arte mais linda que meus olhos já viram na vida, e degustá-lo do jeito que meu presente de boas-vindas merece ser degustado? — replicou com outra pergunta, pegando-me de surpresa. O sorriso satisfeito dele, para meu delírio, não abandonava seu rosto por nada. — Não consigo, e tampouco sei ser um péssimo convidado de honra com você, Coelhinha! Você merece sempre o melhor de mim… da minha boca… do meu pau.
Minhas bochechas coraram com o efeito de cada uma daquelas palavras pronunciadas com afinco por ele, e meu corpo reagiu, em formigamento. Eu o quero tanto em mim.
Se eu morrer esta noite, que seja apenas de prazer e emoção ao senti-lo em mim. Ao senti-lo dentro de mim — depois de tanto tempo.
Habilmente, ele se levantou, ficando parado perto da ponta da cama, e trabalhou seus dedos longos pelas bordas dos botões da camisa camuflada, abrindo-os com agitação. Meu pé, pendurado no ar, ficou livre para tocar sua pele exposta, enquanto meus olhos o observavam se desfazer do tecido que abraçava seu tronco. Seu traje era composto por uma camiseta regata preta, mas ele tinha se desfeito daquela peça dentro do carro antes mesmo de chegar ao prédio da HYBE.
Meu pé vagueia sem timidez pela pele do seu braço sólido, coberto por tatuagens, contornando-as com as pontas dos meus dedos.
— Sabe... na verdade… — alonguei minha fala, deslizando meu pé inquieto e preguiçoso para baixo, levando-o até sua ereção dura. — Acho que sou eu que sou uma péssima anfitriã, Coelhinho. — ele arqueou as sobrancelhas ao me encarar. — Sim, porque até agora ainda não dei nenhuma recompensa ao meu homem nesta noite. E ele merece ser ressarcido pelos danos de ter ficado meses e meses sem meus toques, não merece? — acariciei seu membro, ainda coberto com meu pé insistente e atrevido, vendo-o fechar os olhos e assenti. — Até porque estou louca para dar para ele…
— E o que você quer dar ao seu homem, meu anjo? — perguntou como quem não quer nada, livrando-se do coturno e das meias com um movimento repentino entre seus pés.
— O que meu homem quiser, eu dou... — respondi fingindo inocência. — O que ele quer?
Mesmo me sentindo fraca e com as pernas vacilando, por tudo que esse homem já me fez passar — sem nem mesmo ter me fodido pra valer, fundo e com força, ainda… —, sentei-me sobre meus calcanhares, de frente para ele. Tomei seus lábios em um beijo feroz, saboreando o pequeno resquício do meu gosto íntimo em sua língua.
— O seu homem quer que você sinta o gosto dele, amor. Quer que você o tenha na sua língua. — confessou com desejo. Mordendo meus lábios, balancei a cabeça em concordância, como uma boa menina obediente.
Ele se inclina para baixo, e seus lábios molhados voltaram a brincar, após longos minutos, com a pele sensível do meu pescoço, revezando entre mordidas não tão profundas e chupões fortes — que ficariam na minha pele como tatuagem por dias.
Da minha posição, agarrei sua mão, puxando-o para que o corpo pesado dele caísse na cama ao meu lado com facilidade, ou talvez, com uma pequena ajuda, necessitada de sua parte, somada à pressa dele em querer minha boca ao redor do seu membro. Sua pequena ajuda, necessária e necessitada, fez com que, em vez de cair de barriga para baixo, ele se deitasse apressado, todo cheio de desejo, de barriga para cima. O farfalhar agitado do seu corpo pesado sobre o lençol me fez rir sapeca.
Sentei-me em suas pernas, sentindo sua rigidez extremamente marcada na calça, deixando-me mais molhada. Mordi os lábios, apertando lentamente seu falo, usando um pouco mais de força na segunda vez, provocando-o. Agora, era o meu momento de fazê-lo sofrer nas minhas mãos — pelo menos enquanto tinha essa pequena oportunidade de estar no comando.
— Porra… — reagiu ele, jogando a cabeça para trás. — Você é a minha ruína, Jagiya. — confessou baixinho, num sussurro, como quem pede segredo. — Vai acabar comigo qualquer dia desses, puta que pariu!
… ele que é a minha ruína.
— Acabar com você é um divertimento bem… — eu o apertei mais uma vez, aumentando minha sede de tê-lo na boca. — Prazeroso, senhor Jeon.
Desfivelei o cinto escuro, preso nos passantes da calça camuflada, abrindo a braguilha em segundos. Ele suspendeu o quadril, ajudando-me a desfazer daquele pedaço de pano desnecessário para nossa pequena festinha particular.
Sua cueca boxer branca da Calvin Klein foi exposta aos meus olhos, fazendo-me salivar ao vê-la tão marcada quanto sua calça, molhada pelo pré-gozo e sua sensibilidade ante ao momento e à quantidade de tempo sem um dedilhar e toque feminino, aumentando minha pressa e vontade de tê-lo na boca — pois, agora, quem está faminta sou eu. E eu tenho fome e sede dele.
Passei minha mão pelo elástico grosso da cueca, brincando com o mesmo para provocá-lo, em retaliação por tudo que ele me fez passar. Fingia que ia tirar a peça indesejada para o momento, afastando-a da sua pele, mas voltava atrás segundos depois, deixando-o estressado e sensível com a situação — e divertindo-me.
— Cacete, baby! — esbravejou entredentes, impaciente. — Se o caralho do seu objetivo é testar a porra da minha paciência, não está dando certo. — contive uma risada, mordendo a parte interna da bochecha.
— Quantas palavras de baixo calão em uma só frase. Tsc, tsc… que feio! — estalei a língua no céu da boca, fingindo desaprovar sua fala e seus atos, mas, na verdade, eu simplesmente amava tudo aquilo.
— Feio será o estrago que eu farei em você, se continuar com esse joguinho. Continue me provocando e sofrerá duras consequências… — ditou com tom rouco e sádico, dando ênfase na palavra “duras”. — Abre essa sua boquinha e faz o que você sabe fazer de melhor… abre?
Assenti em total obediência, como uma boa cadelinha — no meu caso, Coelhinha.
Invadi a sua cueca, segurando-o e apertando-o levemente, sentindo a extensão quente dele entrar em contato com a palma da minha mão ansiosa. Dedilhei a cabecinha do seu pau com o polegar, pressionando suavemente, e senti seu pré-gozo entrar em contato com minha digital, molhando-a e estremecendo-o em resposta. Retirei a mão, passando o dedo pelos meus lábios e chupando-o logo em seguida. O seu gosto me deu ainda mais água na boca.
Libertei-o da sua boxer, fazendo seu membro grande, grosso e ereto saltar, e um suspiro extasiado e eufórico pulou para fora da minha boca gananciosa. Fazia muito tempo que eu não tinha essa visão tão viva e fresca ao alcance dos meus olhos; antes, eram apenas lembranças dolorosas e ao mesmo tempo suculentas, gravadas na minha memória mais profana, memória dele em mim.
Jungkook afundou seu corpo pesado ainda mais no colchão, buscando apoio para as sensações que estavam por vir e atingi-lo em cheio. Para ele também fazia muito tempo.
Passei a língua por entre meus lábios, umedecendo-os, me preparando para cair de boca nele — literalmente falando.
O pau de Jeon Jungkook é apetitoso em todos os sentidos da palavra, quase como um monumento precioso — na minha perspectiva mais ousada, calorosa e insana de ser.
A cabecinha rosada me dava água na boca todas as vezes. Eu o chupava como se fosse meu doce favorito do mundo inteiro — e, talvez, só talvez mesmo, ele seja o meu doce favorito do mundo inteiro. Um doce saboroso e cremoso.
Dei uma lambida na base até o prepúcio, abaixando a pele sensível para que assim a cabecinha rosada ficasse mais exposta a mim e ao meu toque aveludado, depositando leves beijinhos na região. O mais velho franziu o cenho em prazer, choroso e saudoso, e eu me senti jubilosa, contemplando aquela cena.
Abocanhei o máximo que consegui, mamando-o com vontade e gosto, ou melhor, mamando-o como meu homem merecia ser mamado nesta noite tórrida que marcava seu regresso à nossa casa — seu regresso à minha vida —. Mamando-o como ele desejava ser mamado.
Trabalhei minhas mãos com agilidade, masturbando o restante que sobrava, acariciando suas bolas conforme o metia na boca, dando a elas toda atenção merecida.
Suguei sua glande com força, fazendo o estalo molhado e erótico do ato escapar por entre meus lábios cheios, preenchendo o ambiente juntamente com seus suspiros entrecortados e arfares pesados, seguidos por uma enxurrada de palavrões apreciativos.
Ri presunçosa, amando estar fazendo aquilo mais uma vez. Amando tê-lo na minha boca, no lugar que ele pertencia e podia fazer morada, se quisesse.
Abocanhei novamente, melhorando o ritmo, chupando sem medo e com vontade. Seu pré-gozo se misturava com minha saliva tão quente quanto. Tirei-o da boca e, com as mãos, espalhei aquela pequena mistura nossa por todo o seu comprimento. Lambuzei seu falo com uma nova quantidade de saliva e voltei a chupá-lo e a bombeá-lo ao mesmo tempo.
— Está gostando, senhor Jeon? — o encarei profundamente por cima dos cílios ante ao meu ato pornográfico de boa menina, fingindo uma ingenuidade descomunal para chamá-lo de senhor Jeon.
Aprofundei seu pau um pouco mais na minha boca, sentindo-o bater no fundo da minha garganta, fazendo-me engasgar instantaneamente com seu tamanho e profundidade. E apenas isso foi suficiente para fazê-lo urrar. Ele gosta de me ver engasgando com seu pau, engasgando e lacrimejando — e se deleita com isso.
Seus grunhidos carregados de prazer e satisfação total, ricocheteiam pelas paredes do nosso quarto.
— Porra, baby! — praguejou satisfeito, jogando a cabeça para trás, gemendo alto e sem temor. — Deixa eu foder sua boquinha… deixa?
— Aham! — concordei de antemão, murmurando mole. Fechei os olhos ao sentir seu falo sendo retirado da minha boca e batido na minha bochecha, deixando-a melada.
Jeon agarrou meus cabelos bagunçados com força, prendendo-os em um rabo de cavalo malfeito, impulsionando-os para frente e para trás, fazendo-me engolir tudo por completo, sem pausa ou tempo para respirar. Senti sua glande bater fundo na minha garganta, levando-me a engasgar novamente, ao redor dele, e lacrimejar, numa sequência de vezes repetidas — deliciando-se com tudo aquilo.
— Que boquinha deliciosa, amor! — ele falou, com a voz rouca. — Tão quente, tão molhada… tão boa de foder.
Com os olhos fechados e a boca entreaberta, enquanto sua mão máscula e tatuada permanecia firme em meus cabelos, Jeon soltou uma nova quantidade absurda de palavrões e palavras sem nexo algum aos meus sentidos, gemendo enlouquecido, tomando para si aquele prazer inebriante, que parecia ao mesmo tempo impossível e até doloroso de ser negado naquele momento.
Os sons de sucção forte e meus engasgos preencheram o quarto — mais uma vez —, tornando tudo ainda mais pornográfico e insano. Chupei suas bolas, molhando-as com grossa camada de misturas que derramava por meus lábios.
Dedilhei meu clitóris, sentindo minha cavidade ainda mais molhada e quente. Estou mais molhada e necessitada que outrora, pronta para dar para ele.
Senti as veias do seu membro engrossarem, indicando que ele estava perto de derreter em minha boca, pela primeira vez depois de tanto tempo. Seu aperto forte e necessitado nos fios dos meus cabelos se intensificou, e, com isso, aumentei os movimentos das minhas mãos, punhetando-o com voracidade. Seus jatos quentes atingiram minha garganta em cheio; eu o engoli com deleite. Seu gosto na minha língua era esplêndido — desse modo, jamais me cansaria de chupá-lo. Seu gemido animalesco reverberou.
— Você é tão apetitoso, amor. Tentador e delicioso… — confessei baixinho, com um fio de voz.
— Você é uma cadelinha tão petulante… — sua mão apertou minha bochecha, formando um biquinho de peixe, que logo foi selado com um beijo dele. — Fica de quatro para o seu homem… fica? — ordenou, e eu concordei de antemão, com meu corpo ainda pairando sobre o dele. — Agora, vadia! — proferiu, de maneira autoritária, com a expressão fechada, como um chefe tirano que tem como hobby favorito delegar ordens aos seus subordinados. E, nesse caso, eu sou a subordinada dele.
Obedeci prontamente — totalmente obediente — já que não precisava que ele pedisse duas vezes. Eu sempre cederei e obedecerei seus mandos e desmandos, dentro e fora do quarto, dentro e fora de mim.
Saltei para longe do meio das suas pernas, trocando nossa posição, ficando de quatro, do lado oposto ao que ele estava deitado. Com a bunda empinada, rosto no colchão e mãos seguras na cabeceira da cama, antecipadamente.
— É nessa posição que eu gosto de ver você... — deu um tapa na minha bunda, fazendo o colchão se afundar atrás de mim com o peso do seu corpo. Com a sua aproximação nada sorrateira, seu pau roçou uma das minhas nádegas, pincelando, e eu mordi os lábios. — Minha gostosa.
De maneira lenta e torturante ao meu sentir, sem proteção, pele a pele, o mais velho me penetrou. Preguiçoso, lento, desprovido de pressa. Centímetro por centímetro dentro de mim. Preenchendo-me completamente com todo o seu comprimento, grande e grosso.
Suspirei, surpreendida, extasiada e emocionada, com cada alagamento, cada queimação e esticamento, quase chorando copiosamente com a dorzinha ardida ao recebê-lo e acolhê-lo depois de tanto tempo, outra vez, dentro da minha buceta, ante ao seu tamanho tão conhecido e costumeiro meu — apesar do tempo longe —, se aconchegando tão bem dentro de mim, como sempre fez e fazia.
Perdi a linha de raciocínio e o ar, e por alguns segundos me esqueci de como respirar, apenas sentindo o meu coração bater rapidamente, de maneira eufórica, zumbido em meus ouvidos, e o seu pau escorregando cada vez mais para dentro de mim de tão superestimulada que eu estou.
… eu quero morar nesse momento.
Eu quero sentir por horas a fio a queimação gostosa que estou sentindo dentro da minha buceta.
Fechei os olhos com força e, ao senti-lo bater tão fundo, meu corpo respondeu com um sobressalto desengonçado. Minhas mãos escorregaram para longe da cabeceira, e meu corpo cedeu um pouco para baixo, para longe do seu pau, quase desmoronando no colchão. No entanto, suas mãos foram rápidas e apertaram minha cintura rudemente, me puxando de volta e me mantendo firmemente na posição em que estava.
— Não foge assim de mim, não, amor… não foge do seu homem, não, baby. Fica bem aqui… coladinha no meu pau. — disse rente ao meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha. Estremeci com a sua fala, e foi o suficiente para que minha buceta atrevida o apertasse.
… tão bom.
Apesar de todas as memórias gravadas e lembranças frescas, eu tinha me esquecido vagamente do quão grande ele é, me esquecido vagamente do quão quente a minha buceta fica ao redor do seu pau, do quanto ele estica as minhas paredes, do estrago que ele fazia e ainda faz dentro de mim.
Eu tinha me esquecido, mesmo que vagamente, porém, agora ele está me fazendo recordar, me fazendo lembrar.
— Amor... amor... ain, amor... — miei, manhosa e chorona, tateando falhamente e desengonçadamente da posição em que estávamos sua pele. Com minha mão no seu abdômen sólido, fiz menção de empurrá-lo para longe e nos desconectar, mas minhas forças eram nulas. E, por mais que eu tentasse afastá-lo, não era isso que eu queria, não era isso que minha buceta queria.
Só que a queimação, o alongamento e a dorzinha latente estavam me deixando louca, impossibilitada de raciocinar direito, de comandar meus movimentos, confusa em meio a euforia do êxtase de sensações intensas, profanas e explosivas que estou sentindo. Tudo isso somado à saudade que meu ser inteiro sentiu dele. Saudade que está sendo paulatinamente saciada.
Doía, esticava, queimava, ardia senti-lo pele a pele, mas… ao mesmo tempo, é tão bom... porra... tão bom... tão bom que eu não quero ele longe, não quero parar de senti-lo.
— Ain... — um chiado sôfrego e baixo escapou da minha boca entreaberta.
— Tá doendo, meu amor? — ele perguntou, beijando meu ombro ao ouvir. — Faz muito tempo, não é, meu anjo? Quer que eu pare? — acariciou minha bunda, beijando minhas costas com cuidado e preocupação. — Eu paro, Jagiya…
— Não! Não! Não! Não, amor... não quero! Não quero que pare! — respondi desesperada, e o sopro da sua risada, rindo com carinho do meu desespero, bateu contra a pele do meu pescoço, e um beijo foi deixado ali.
— Safada, gostosa!
Um tapa fraco foi dado na minha bunda, bem onde ele acariciava.
— Sua buceta tá tão apertadinha, meu anjo... Sempre tão apertada, puta que pariu... — grunhiu rouco, eu não conseguia vê-lo claramente, mas sabia que seus olhos estavam fechados com força naquele momento. — Tá apertando tanto o meu pau, porra... — disse enquanto sentia meu aperto involuntário ao redor dele, com ele permanecendo paradinho dentro de mim, imóvel, esperando eu me acostumar com tudo. — Eu amo sua buceta, babe. Sua bucetinha é o meu paraíso... o meu céu... — segredou, safadamente, sussurrando no meu ouvido. — Ter ficado todo esse tempo sem te foder deveria ser considerado um crime imperdoável… Caralho, estou louco para te foder com força e deixá-la sem andar por dias. Louco para me acabar nessa bucetinha e te deixar cheia, cheia com um filho meu. Eu vou foder um filho em você, amor... Esse será meu presente de boas-vindas... Eu amo sua buceta... amo pra caralho. — cheirou meu pescoço, e a cada palavra dita por ele, minha buceta respondia com mais aperto e umidade excessiva. — Você quer ficar cheinha, Jagiya? Quer ficar cheinha com um filho meu? Um filho nosso? — meneei a cabeça freneticamente, concordado, embriagada pelas palavras e pela profundidade do seu membro dentro de mim, não me sentindo capaz de abrir a boca e formular palavras em resposta.
… caralho, é tão bom.
— Eu... eu… quero, amor. — respondi pausadamente, despida de qualquer desconforto, rebolando minimamente em seu pau, para frente e para trás, avisando-o que estava pronta para movimentos bruscos, para ser fodida com força. — Me fode, vai… Me fode com força, amor. Fode um filho em mim... me enche, Jeon...
A presença faceira dele dentro de mim, sem timidez ou incertezas, mostrava o quanto ele se moldava perfeitamente à minha cavidade, ao meu corpo. Era acolhedor e familiar na medida certa. Deixava claro que ele pertencia a mim e eu a ele, o encaixe perfeito.
Seu tempo no exército me privou de momentos excitantes como esse com meu homem, e parecia que o universo conspirava contra mim para que eu não fosse fodida por ele, porque quando ele tinha folgas de algumas horas do exército para acabar comigo no seu pau, eu estava no Brasil resolvendo questões da minha vida pessoal e profissional.
Por isso, por mais repetitivo que pareça, sim, faz muito tempo... muito tempo. Muito tempo de muitas coisas.
— Vou te foder fundo e com força, Jagiya… fundo e com força.
Jungkook ditou seu próprio ritmo alucinante — apreciado por mim —, indo para frente e para trás, movendo seus quadris com velocidade, metendo com vontade e acertando deliberadamente pontos certeiros e sensíveis dentro de mim. Solucei de prazer, incapaz de controlar meus gemidos desenfreados, que se misturavam ao som sujo e pecaminoso da nossa pele banhada de suor, chocando-se uma contra a outra sem modéstia alguma. Ele metia e metia sem dó ou piedade.
Meus peitos balançavam de maneira dolorida com seus solavancos duros, e eu me sentia incapaz de segurá-los — parecia que eu não sabia como fazer isso, que eu não sabia como soltar minhas mãos da cabeceira da cama e prendê-los, que eu não sabia como controlá-los. Eu conseguia apenas gemer alto e de forma gritante, sem me importar com a vizinhança conservadora.
Emaranhar e se perder por completo, lado a lado com ele, sem uma saída e rota de fuga visível — não que eu necessitasse disso —, naquela névoa latente de puro prazer mundano e desenfreado, era irresistível em demasia.
Ele metia e metia incessantemente, como um louco alucinado, como se precisasse daquilo para sobreviver. Metia e metia fundo e forte dentro de mim, preenchendo e acertando minha buceta, fodendo-me com gana, força, raça e desejo.
A madeira da cama batia na parede, produzindo um barulho estridente por causa de seus movimentos brutais e coordenados.
Minha buceta gulosa, engolia e o apertava ousadamente, com sons molhados demais, íntimos demais, familiares demais, sujos demais, insanos demais (um som nosso). Eu me sentia quente, muito quente, como um vulcão em erupção.
Arregalei os olhos quando ele atingiu pontos que pareciam gatilhos perfeitos dentro de mim.
— Jeon! — gritei, esganiçada.
Os gemidos do moreno também seguiram o mesmo percurso que os meus, junto com seus palavrões.
— Tão apertadinha ao redor do meu pau, Jagiya. Bom pra caralho, porra! Faz tempo que não tenho o meu pau te fodendo assim, não é, amor? Caralho! Caralho! — lamentou, quando seu pau escorregou para fora, em meio a um movimento de entra e sai, devido à intensidade da minha umidade. Protestei manhosa, sentindo o vazio, e de maneira desengonçada olhei para ele por cima do ombro. Estendi minha mão, tateando seu falo, sentindo o calor do seu corpo corpulento irradiar atrás de mim, agarrando seu pau tão molhado quanto a minha carne, levei-o de volta à minha entrada, fazendo-o se afundar novamente, prendendo-o ali. — Tão molhada… Porra, meu anjo… — ele chupou meu pescoço.
— Amor… — eu só conseguia respondê-lo, usando aquele apelido carinhoso. — Mete mais fundo e mais forte, por favor! Continua sem ter dó ou pena de mim. — supliquei.
Foi o suficiente.
Seus movimentos passaram a ser mais velozes, sem um resquício sequer de dó ou pena, sem falhas ou pesar, deixando-me em frenesi. Ele metia e metia como fazia desde o começo, mas agora com mais vigor, com mais força, com mais brutalidade, fazendo meu corpo ir para frente e quase desmoronar no colchão com tamanha intensidade. Com a intensidade que eu gosto e amo.
Apertei a cabeceira da cama com força até os nós dos meus dedos ficarem brancos, desfrutando do prazer imensurável que invadia meu corpo inteiro, meu ser como um todo. Sentia-me extremamente sensível, e isso fazia com que eu me contraísse cada vez mais, sem aviso, em pequenos intervalos de segundos, contra o membro dele. Apertando-o, incontavelmente, bem dentro de mim.
— Amor… — gemi manhosa.
A necessidade gritante de gozar batia desesperadamente na minha porta, na forma perfeita de um nó no meu ventre que se arrebentaria a qualquer momento, diante das investidas precisas dele. Eu não aguentaria segurá-lo por mais um pouco — por mínimo que fosse — caso ele me pedisse.
— Amor, eu quero gozar… — murmurei, suplicante, sem voz, sentindo-me à beira de definhar completamente. — Por favor, amor, me deixe gozar?
— Eu poderia facilmente torturá-la um pouco mais por tudo que você me fez passar com seu joguinho antes de cair de boca no meu pau… — disse presunçoso, com a voz rouca e pesada. — Mas… — alongou a fala propositalmente ao investir agora lentamente dentro de mim, me provocando. — Não farei isso. Quem sabe depois, não é, Coelhinha? Você merece, não merece? — suas mãos agarraram meus cabelos, batendo minhas costas no seu peito. Assenti, incerta, sem saber se ele desejava uma resposta muda em troca. — Dá esse presente de boas-vindas para o seu homem… Dá pra mim, meu anjo? Dá? Goza no meu pau, goza? — pediu.
Retirando-se para fora, ele voltou para dentro, fazendo-me senti-lo completamente em minha cavidade ultra sensível, impulsionando-me cada vez mais rápido, metendo loucamente. Eu me sentia no paraíso e no inferno ao mesmo tempo, envolta naquela atmosfera de prazer que pertencia somente a nós dois, eu e ele.
— Me dê tudo o que está preso dentro de você, baby! Goza pra mim, amor... — sua voz saiu rouca e ordenante.
O nó no meu ventre rompeu ao som da sua voz, atendendo ao seu pedido de imediato, arrebentando-se em uma explosão de sensações indescritíveis, derretendo-me ao redor do seu pau.
Suas investidas em meu interior continuaram, agora em busca do próprio deleite, enquanto ele me segurava com firmeza, diante dos espasmos e da fraqueza momentânea que tomava conta do meu corpo. O coreano grunhiu selvagemente, entre uma investida vigorosa e outra, não tardando a alcançar o ápice.
A espiral ao redor de nós dois era avassaladora, magnífica e majestosa.
O almíscar forte de nossas misturas e suor, pairava pelo quarto, formando uma névoa calorenta e intimamente familiar.
— Porra! Porra! — exclamou em euforia após sua última investida, escondendo o rosto na curva do meu pescoço molhado.
— E não é que a anfitriã realmente deu uma recompensa pra você, Coelhinho… — sussurrei, sentindo sua risada ricochetear em minha pele cansada.
Usando toda a dose extra de carinho que ele carrega consigo, em meio ao cansaço, ele mudou nossas posições, deitando-me confortavelmente sobre seu peito, enchendo meu rosto com pequenos beijinhos, despreocupado com a bagunça cremosa grudada em nossos corpos.
— Você sempre dá pra mim, amor. Seu corpo é meu presente de boas-vindas favorito. — raspou nossos lábios. — Você é toda minha, não é, Jagiya? — questionou definitivo, com firmeza, querendo ouvir a resposta. Na minha perspectiva, cheia de experiências ao longo dos anos, a resposta para aquela pergunta parecia soar como música para seus ouvidos.
— Toda sua. — confirmei, tomando seus lábios em um beijo calmo e genuíno.
— Toda minha. — repetiu de volta, sorridente em meio ao nosso ósculo. — Eu amo amar você, amor.
















