“Eles também brigam, batem portas e saem por aí. Mas voltam rindo da cara um do outro e dizem coisas como “não consigo ficar bravo contigo.”
— Gabito Nunes. (via esqueciam)
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“Eles também brigam, batem portas e saem por aí. Mas voltam rindo da cara um do outro e dizem coisas como “não consigo ficar bravo contigo.”
— Gabito Nunes. (via esqueciam)
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald’s; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso… É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler.
Tati Bernardi. (via cuido)
Pra te esquecer eu rodei três galáxias. Visitei uns vinte planetas e fiz até um reino. Eu bebi um pouco, admito. Fiz tudo que você sempre odiou. Eu deixei a barba crescer, evitei de falar sobre o assunto. O engraçado é que quanto mais eu tentava esconder, mas aparecia. Aí larguei. Arrumei a casa, dei uma geral até no quarto. Larguei a bebida, fiz a barba e comecei a passar as minhas camisas. Eu era desastrado com você, aí virei outro cara. O cara que você aprovaria, mas não gostaria. O cara que poderia te fazer feliz, mas não poderia te fazer amar. Porque você é certa. Porque teu quarto é arrumado, mas a tua vida é uma bagunça. Quer dizer, se eu tivesse sido o cara que você esperava que eu fosse, não ia ter nem um comecinho. Você provavelmente teria me dado um pé na bunda desastroso e ficaria com o primeiro filho da puta que aparecesse. Mas no caso, eu fui o filho da puta. E indo por essa lógica, vários outros caras legais já devem ter aparecido. Mas você é preto no branco. Você afirma gostar daquele cara sem graça, que ri das tuas piadas mas não te faz rir das dele. E pra te esquecer eu tive que me virar pra me tornar um desses caras. Eu tentava não ser sem graça contigo, mas te deixar sem graça. Nunca ri das tuas piadas, porque teu senso de humor sempre foi bom, mas tuas piadas eram péssimas. E o que mais eu fiz pra te esquecer? Larguei aqueles lugares qualquer. Tu sempre reclamou muito dos lugares que eu frequentava. E sempre afirmou que odiava essa minha mania de ser todo errado. Mas peraí, garota certa, você sempre gostou. Reclamava mas nunca teve coragem de largar e procurar alguém certo. Porque você nunca foi toda direitinha. Quem dirá certa. Pra esquecer você eu tive que me dobrar. E foi tudo uma grande de uma perda de tempo. Porque até conhecendo galáxias, visitando planetas e mudando, tu continuou aqui. E se eu fiz essa merda toda pra te esquecer, então me fala o que tu fez pra me fazer gostar. Porque tá foda.
Robin and Stubb. (via abscidar)
Eu quero ser suficiente para mim mesma.
Mas machucar quem amamos, de propósito ou não, é o que fazemos, não é? Faz parte do que somos.
The Originals. (via eternue)
Eu não queria ter chegado ao ponto que cheguei mas eu tive que me submeter a essa situação, acredito que não devemos deixar que os nossos problemas nos afetem tanto, pois somos muito mais que as coisas ruins que acontecem diariamente com a gente. Nunca valeu a pena mudar por nada nem por ninguém, mas não vale a pena confiar tanto em um alguém a ponto de esquecer que nessa vida tudo que temos somos nós mesmo e que não é qualquer um que é capaz de aceitar nossos fardos e fracassos.
As dores de Maria. (via adaptaveis)
Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
Caio Fernando Abreu. (via ecoares)
Ouvir você dizendo os seus problemas, e depois ter a certeza que era essa a voz que eu gostaria de ouvir pra sempre, me sussurrando nem que fossem todas as desgraças do mundo. Te ver chorando e saber que eram essas as lágrimas que eu gostaria de enxugar a minha vida inteira. Acho que eu as causaria só pra ter que depois passar a mão em seu rosto e as apanhar. Apreciaria até sua dor, para que pudesse ser eu estar ao seu lado segurando sua mão. Sua partida então? Que adorável seria. Só pra imaginar sua chegada e o abraço que eu receberia. Eu ousaria querer até que me magoasse, - mas só às vezes- só pra te ver pedindo desculpas e me tratando como nunca antes, devido ao medo de me perder. Eu também sumiria por alguns dias, pra guardar bem quente no meu peito, aquela saudade que eu tenho mesmo ao seu lado. E manteria comigo uma foto sua em minha bolsa, pra mostrar para uma desconhecida em uma fila qualquer; - Ele é lindo não?
Jhennifer Werneck (via caotizado)
As mulheres que mais irão marcar a sua vida são as CHATAS. Também chamadas de loucas, ciumentas, bipolares, confusas, esquisitas. As chatas te ligam de madrugada cobrando algo que você fez na semana passada, elas brigam contigo, olham feio para a mulherada que ta em volta de você, as chatas fazem cara feia, batem o pé, fazem bico, batem boca contigo sem pensar nas consequências e principalmente são ciumentas. Mas vou te perguntar uma coisa: Quem não gosta de se sentir desejado?! Uma mulher que não te procura ou não está nem aí para você ou tem medo de te perder e prefere fingir que não viu ou ouviu nada não tem identidade! As chatas podem incomodar, mas estão ali, do seu lado em qualquer situação, não ligam para sua conta bancária ou quantos carros tem na garagem, elas te cercam tanto que não deixam que nada de ruim se aproxime de você.. Elas podem ter seus defeitos mas fazem de tudo para serem perfeitas, não pedem desculpas e são marrentas, porém se trata-las bem são as pessoas mais doces que irá conhecer… Então valorize aquela mulher que bate o pé, xinga, teima, porque essa mulher sim está dando valor para o que você é!
Pedro Bial. (via ecoares)
Olá, João. Ou João Gabriel. Ou Santiago, não sabemos ainda, eu e sua mãe não conseguimos nos decidir. Sei que eu queria brasileirar Lenon ou Dilan, mas sua mãe anda redutiva quanto a isso, diz querer protegê-lo. Mas do quê, a gente pode saber? Talvez de fazer sucesso com as menininhas do Jardim de Infância com um nome lendário desses. Mas não se chateie, ok? Nós vamos encontrar uma solução. Bem, eu não sei como começar isso, é estranho falar com uma barriga gorda, a última vez que fiz isso foi aos sete anos quando o tio Lino me jurou ter comido o Caco, um hamster branquinho que eu tinha. Mas isso é uma longa história. Você quer um hamster também? O pai compra. Pai. Que troço esquisito pra quem ainda come sucrilhos pela manhã. Mas agora está tudo bem. Nós não planejamos você, mas o inesperado aconteceu. Primeiro eu tive algumas crises peterpânicas, sumi por um tempo, cheguei a sugerir que você fosse interrompido. Aí veio o ultrassom, aquela canção do Cat Stevens num comercial sobre o verão, os livros do “Diário de Um Banana” na livraria perto daqui. Então eu decidi que precisava de você, talvez mais que você de mim. Acho que você pode me ensinar muitas coisas. Não coisas como lidar com peitos, isso eu já aprendi aos 23. Há montes de outras coisas que eu preciso saber, como ser menos egoísta, menos farisaísta, menos inconsequente. Ou como dar nó em gravatas, seu avô já tentou trezentas vezes, mas acho que ele não sabe direito o que está fazendo. Bem, acho que já deu pra sentir que ainda estou confuso quanto ao meu papel nessa peça que a vida me pregou. As coisas vão mudar, eu sei, mas acho que vou me sair bem. Dizem que, agora sim, vou conhecer o verdadeiro amor. E, confesso, estou curioso e trêmulo. Talvez eu desmaie no seu parto, tudo bem pra você? Mas é só questão de idade, pulando essa parte a gente pode sair do hospital, conhecer o mundo e passear por aí. Comecei uma poupança pra você. Já tem trinta reais. Sei que não é muita coisa, mas já dá um Mc Lanche Feliz. O que você acha? Depois, mais tarde, talvez uns vinte anos, podemos beber algumas cervejas e falar sobre garotas ou sobre o que está errado na escalação do nosso time do coração. O que você quer agora? Batatas fritas? Uma garupa até a praça do avião? Uma guitarra? Uma estrela do mar? Bem, como você pode ver, o clima é de ansiedade, alegrias e de uns tapinhas nas costas. Tenho recebido muitos abraços, parabéns e recomendações para criar juízo. Não sei que porra as pessoas estão pensando quando me mandam criar juízo. E também não entendo os parabéns, foi fácil e gostoso fazer você, mas isso é papo pra daqui uns quinze anos. Quem sabe, se der tempo, você conheça seu bisavô. Ele está com Alzheimer. Às vezes ele joga o prato inteiro de comida na parede e os adultos acham um pouco triste, mas acho que você vai até achar engraçado. Aliás, estou louco pra escutar seu riso. E também já fiz planos de cantar “Hey Jude” quando você começar a espernear no berço que ganhamos dos seus avós de Pelotas. Não será perfeito o tempo todo. Haverá dias que você vai berrar sem parar e eu vou implorar pra você começar a falar agora mesmo, e diga afinal o que é que você quer. Mas tudo bem, a gente faz as pazes e algumas fuzarcas. E depois você pode adormecer no meu peito assistindo “Três é Demais” no sofá, até a mamãe chegar. Ah, sobre a mamãe. Bem, acontece que não estamos mais juntos. Não sei explicar, essas coisas são meio complicadas, temo que se eu começar a explanar como funciona os relacionamentos você relute sair daí e depois precisaremos gastar todo dinheiro da sua faculdade numa cesariana desnecessária. Vai ser um pouco estranho, mas hoje em dia é comum os pais morarem em apartamentos separados, por mais idiota que isso possa parecer. O lado bom é que você terá dois quartos. É, nós adultos somos muito idiotas mesmo, na maioria das vezes a gente não sabe direito o que está fazendo. Mas não se preocupe, ainda somos amigos, a gente se dá legal e estaremos sempre por perto. Sem brigar, a gente jura. Sei que estamos sempre jurando coisas, mas vamos trabalhar duro. Por você. Certo? Se está bom pra você, dá um chute. Se não, dois. E pode apostar, vamos amar você infinitamente mais e melhor do que a gente já se amou um dia. Como assim, quanto é infinito? Infinito é infinito. É tudo. É pra sempre. É sem fim. É uma coisa que não dá contar nos dedos. Nem na calculadora? Não, nem na calculadora, filho.
Gabito Nunes, amor sem fim. (via reforcei)
o fim dói pra todos mesmo quando sabemos que está próximo, mesmo quando esperamos de olhos bem abertos e coração atento ainda assim, ele dói e sufoca e nos faz sentir vontade de gritar até que nada mais exista mas é preciso aceitá-lo pra que dentro de si se abram novos espaços pra recomeços e pra novos relacionamentos, novos momentos com novas pessoas, novas sensações e novas experiências.
aceite o fim ainda que doa e você se sinta como que incompleta pra sempre com a perda prometo que a sensação é passageira e a incompletude talvez sempre exista por outros motivos mas você é capaz de preencher a maior parte de si com suas novas descobertas solitárias
se for preciso, rasgue as fotos apague as mensagens esqueça o tom da voz abra-se pra uma nova vida e disponha-se a reconstruir-se, sozinha, antes de entregar-se a um outro alguém só você se conhece a ponto de recolher os seus próprios pedaços de passado e, após remendá-los, fazê-los deles a sua melhor versão no presente só você sabe como seguir em frente quando o mundo ao seu redor parece triste e cinzento
é verdade que você o perdeu e é verdade que a partida dói com a força de mil desilusões acumuladas que resultaram no fim
mas você é capaz de engolir suas próprias mágoas, limpar as lágrimas cansadas e seguir, a princípio a passos hesitantes, para um futuro de tranquilidade e confiança
porque vocês deixaram um ao outro mas quem mais importa não foi embora da sua vida e estará por perto até o fim dos seus dias: você mesma. Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente.
Idiotice minha achar que serei mais do que só uma para você.
Reencontraveis.
Eu jamais esquecerei você.
Eu adorava sentir você perto, sentir seus carinhos e cuidados comigo. Eu amava ver você me tratando como sua e mostrando que era meu. Te fazer sorrir e gemer na mesma intensidade, sempre foram os meus maiores prazeres. Era tão nosso aqueles momentos. Nada parecia errado ao seu lado, meu único erro foi ter ficado tanto tempo longe de você.
Touch my body and my heart (via afastava)