Viver dói.
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@jamaisdit
Viver dói.
E ai veio o positivo.
Aquele positivo que eu supostamente e secretamente queria. Aquela vontade que eu guardava dentro de mim, bem escondidinho, num cantinho da minha alma. Como se fosse errado querer.
Então me bateu um pânico. Eu estava realmente pronta?E ele? Queria? Seu sorriso tímido me dizia que sim. E ele me disse que sim, 6 vezes (ele contou). Mas será que ele entende de todas as consequências que isso causaria? As abdicações? Ou talvez, adaptações?
E se ele mudasse de ideia tarde demais?
E se eu não quisesse mais?
E se ele me deixasse?
E se eu viesse a odiar essa nova vida?
E se ele não me desse o suporte suficiente?
E se eu não desse conta?
E ai: eu me vi. Aquela minha versão com 8 anos de idade, naquele posto de gasolina prometendo pra mim mesma que não usaria “e se?”
É coisa de louco. Afinal, são apenas hipóteses. E de fato, aquilo estava me deixando louca.
Me ouvi. Não de uma maneira irresponsável mas confiando no processo sabe?
Nele.
Em mim.
Il faut toujours avoir une sortie de secours!
Si jamais tu…
Será errado ver beleza na tristeza?
A gaveta quando abre doi.
42. Doar sangue
Feito. O cacete de agulha não dói. Inclusive, deveria fazer todo ano.
57. Ter um cachorro
Nasceu em 10 fevereiro 2023
Chegou na nossa familia dia 8 de abril.
Jimmy 🐾
Um pedacinho de ouro bem medroso chegou pra animar a casa.
Falso alarme
Primeiro a negação.
O desespero misturado com alegria. Mil ideias pipocando na minha cabeça. Não, não e não!
E la vem ele. Daquele jeito meio tímido sem saber como dizer. Ele sorria. E daquele meu jeito me fiz de sonsa ja que queria ouvir dele.
Ele queria. Afinal, a gente da um jeito.
Aquele meu “não” inicial e gigante foi diminuindo com cada sorriso dele diante a situação.
Enfim, foram 15 dias de ideia pipocando na cabeça. De sorrisos. De carinho.
E então, o não definitivo.
Eu senti. E doeu.
58. Nadar pelada
Nunca pensei que faria esse item kkkkk nao so fiz uma vez mas ja fiz varias vezes. Desbloqueei um novo habito que é o habito de ir em saunas alemãs. Confesso que nao to 100% a vontade e nem sei se um dia estarei mas hoje em dia é algo que faço algumas vezes por ano e que faz um bem danado. :)
30. Participar de algo grande para historia
O Covid veio ai né meus amores. Sem muita escolha, fiz parte disso.
Lembro que no começo fiz piada e nao levava a sério. Dizia que as peças quais a gente trabalhava na época vinham de Wuhan, bla bla. Nunca pensei (nem eu nem a maioria das pessoas) que algo que estaria acontecendo numa cidade ate estão desconhecida na China poderia me afetar. Apesar das mortes e das mudanças econômicas terem sido gigantescas, vou focar na minha experiencia pessoal.
A primeira vez que (provavelmente) tive Covid, nenhum medico quis me testar ja que era bem no começo da pandemia e que os testes eram caros. Passei 6 semanas em casa (em plena mudança) me sentindo muuuito cansada e me lembrava dengue. Muito cansaço e muita falta de ar, basicamente os principais sintomas. Lembro das prateleiras vazias nos supermercados, do surto das pessoas em comprar papel higiênico mas tambem me lembro da solidariedade das pessoas com os idosos. Minha empresa quase vazia. O questionamento do meu chef em perguntar se eu nao tinha exagerado em passar 6 semanas em casa.
Enfim.
Na segunda ou terceira onda, quando conheci meus sogros atuais, recebi covid de presente. Eles ficaram bem na bad e ainda bem eu nao senti nada alem da perda de apetite e de cheiro assim que do tédio de ficar trancada no meu quarto por um pouco mais de uma semana. Meu namorado da época, como um bom francês, so se preocupava com o fato de nao sentir o gosto do vinho.
36. Cantar bebada em um bar
Cantei, berrei, dancei e (o terror dos introvertidos aconteceu) fui o centro das atenções por alguns minutos. Nao ligava e nem via nada ja que o alcool me cegava e me anestesiava. Surpreendentemente ou não, Bah nao só lembrava das nossas musicas mas as escolhia a dedo (o supra-sumo do Capricórnio) Eu, com um certo sorriso malicioso confesso, aceitava cantar as musicas em dueto.
No final, com majestia e com um certo teor de alcool, agradeci meus fãs pelos aplausos.
Guess I don’t miss you anymore.
Jaula
Sempre pensei que eu estava presa nessa jaula. Jaula: imposta pela sociedade e seguidamente por mim. Não poder viver a vida por completo. Sempre pensei que só sairia dela se eu fosse magra suficiente pra passar entre as barras de ferro. Mas na verdade isso só é uma possibilidade. Acho que hoje em dia eu to forçando as barras, abrindo com minhas próprias mãos, com meu próprio esforço. Preciso ser forte.
(mar.2017)
Robotico.
Aguentar valeu a pena. Me lembro que estava a dois dedos de jogar tudo pra cima. De mandar o foda-se. Ele me ajudou a suportar aquele trabalho. Me acordava todos os dias as 5h. E minha hora chegou. Claro que não sou CEO mas comparando com meu trabalho anterior valeu muito a pena segurar as pontas. Engolir alguns sapos. Aprendi que eu tenho uma relação meio bizarra com dinheiro. (O tamanho do meu salario determina quem eu sou??? Aliás, não só eu. Todo mundo. A mudança de algumas caras quando se passa por aquela porta é notável. ) Tambem aprendi sobre as pessoas e seus egos. Como essas pessoas refletem suas mágoas e frustrações nas outras. E reforcei a minha teoria que quem muito fala pouco faz/tem. A humanidade é fascinante e preocupante. Minha próxima meta no meu trabalho é me fazer respeitar.
Falando tudo errado. Inventando a nossa propria lingua. Na verdade, a gente se entende sem precisar de nenhuma palavra.
(fev.2019)
2018
Mais que merda. O ano começou comigo enroscada com uma pessoa. Aquela lá. Quase entrei pra empresa dele. Porra de pirâmide kkkk Comecei a trampar na Orolux. Ganhei meus salários. Fui pra londres na Páscoa. Conheci alguem que me ensinou sobre como se apegar e desapegar tão rápido. Aprendi que amar é para os fortes. Aprendi que nesse mundo as pessoas desistem muito rápido. Conheci o Habibi. Fiz o AG. Aprendi muito sobre respeito e parceria. Aprendi algumas palavras em árabe e aprendi que somos muito iguais apesar das diferenças. O ser humano é o mesmo. Fiz minha conta no banco. Viajei pra portugal. Estou aprendendo sobre equilibrar as coisas e como ser boa em todos os aspectos (ou pelo menos tentar). Aprendi a me abrir 100% e me fechar 100%. Aprendi a dizer não. Viajei pra Splügen. Comi para um. Amei muito. Amar é tão leve. É branco. Como uma nuvem. Ao mesmo tempo é tão consistente. Viajei pra Dusseldorf. Conheci uma pessoa doce e cabeça dura ao mesmo tempo. Conheci Colônia. Voltei pra Amsterdam e tive um dos melhores réveillon. Foi completo apesar de só nós dois. Viva 2018. O ano do plot twist. Jongler des super pouvoirs
(2.jan.2019)
Viagem para uma cidade futuristica
O trem passava com uma altura como se estivessemos no meio dos prédios. O pôr do sol refletia sobre o lago.
(jun.2018)