Merda, acho que ficamos trancados aqui dentro!
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@james-shortland
Merda, acho que ficamos trancados aqui dentro!
É oficial: Netflix é o meu melhor amigo.
Ah não, Wendy. Me recuso a assistir The Notebook outra vez.
Não subestime a minha inteligencia, e minha criatividade. Não é atoa que eu sou presidente de tantos clubes.
Oh, me desculpe senhora rainha presidente de tantos clubes. Eu não quis faltar com o respeito.
oh, darling, my heart's on fire for you; @jendy
Soltou uma risada fraca em resposta ao comentário do namorado, ao mesmo tempo que deitava-se um pouco mais em cima do mesmo. - Sempre uma boa notícia. - Antes de conhecê-lo, nunca pensara que simplesmente estar com alguém pudesse proporcioná-la sensação tão boa. Bastava olhar para James que uma onda de segurança lhe tomava o corpo por inteiro. Segurança, carinho, afeto… Wendy não se demorava procurando um nome para o que sentia por Shortland. Depois de muito tempo - tempo demais -, aprendera a simplesmente viver as coisas, sem se preocupar em rotular tudo o que acontecia. Podia não ser liberal como James ou como Lottie, mas as mudanças que o relacionamento havia trazido à morena eram inegáveis, pulavam aos olhos de qualquer um que a tivesse conhecido antes do início do namoro. Antes, costumava olhar com desprezo para aqueles casais que ficavam se engolindo no meio da rua, como se precisassem esfregar na cara de todo mundo que estavam juntos. Wendy sempre pensara que aquilo fosse um reflexo de insegurança e instabilidade - se o que sentiam um pelo outro fosse honesto, não precisariam mostrar para o resto do mundo. No entanto, bastou completar uma semana de namoro para começar a fazer o mesmo, pouco ligando para quem via ou deixava de ver. Céus, ela estava tão apaixonada.
Foi pega de surpresa quando o moreno abordou o assunto sobre o qual ela passara o dia pensando, mas o qual tivera o cuidado de não abordar por conta própria. Ela era tão fácil assim de ler? - Está… Indo. Eu acho. - Considerou mentir, dizer que estava tudo indo às mil maravilhas, mas sabia que as chances de James acreditar era pateticamente baixas. Optou, então, por dar aquela resposta vaga. Por vezes, Wendy não podia deixar de se sentir um incômodo na vida do garoto. Quer dizer, lá estava ele, tão acostumado a Pigeon Creek que parecia ter passado ali a vida inteira. Quando ninguém estava lá para ouvir, Halsey se perguntava se os dois não eram diferentes demais para o namoro dar certo. Mas agora não era hora de pensar nisso, decidiu. Afugentou os pensamentos para o mais longe que pôde e focou-se nas palavras do menino. - É uma boa ideia, eu topo. -, respondeu, o tom de voz mais animado do que ela própria, enquanto acariciava o peitoral de James com a ponta dos dedos. - Só não agora, ok? Vamos ficar aqui um pouco. - Ok, o plano de Wendy era atrasar o máximo que conseguisse, mas ele não precisava saber disso agora. Até porque, como ela sabia bem, intenções dele eram as melhores possíveis, o que quase a fazia se sentir mal por não ficar animada com a ideia. Quase.
Observava a movimentação no campus da escola ao mesmo tempo em que sentia as carícias de Wendy em seu peito. Sentiu uma leve imprecisão nas falas da namorada e isso deixou-o intrigado sobre o assunto. Tinha plena certeza de que a garota não contaria seus verdadeiros sentimentos sobre Pigeon Creek apenas para agradá-lo. De fato, às vezes sentia uma dificuldade maior em entendê-la. Isso era algo preveniente de suas atitudes no passado, no modo grosseiro como tratava as outras garotas. Sempre foi de oferecer ajuda uma única vez e se fosse recusada, dava de ombros e seguia seu caminho. Seu lado insensível sempre falou mais alto em seus relacionamentos. Nunca importou-se de verdade com sentimentos alheios, a não ser que fosse sair beneficiado da história. Reconhecia o verdadeiro interesse das garotas e estar junto delas era apenas uma necessidade de não estar sozinho. Envolver amor no meio daquilo era algo impensável. Até Wendy aparecer. James caiu em amores profundamente e mesmo depois de tanto tempo de namoro ainda sentia as sequelas de suas experiências passadas. Algumas vezes não sabia como dirigir-se à namorada, outras não sabia exatamente o que responder e o receio de ser frio sempre o amedrontava, ainda mais quanto estavam lidando com um assunto delicado. Por outro lado, o rapaz se esforçava. E isso era algo visível.
Animou-se quando Wendy concordou com sua recente ideia, mas logo tratou de encará-la quando a mesma pediu mais alguns minutos de sua companhia ali. Envolveu-a ainda mais em abraço, passando suas carícias para o braço da namorada. Sua pele lisa e macia o fizeram sorrir contra sua vontade. — Como se eu não te conhecesse e não soubesse que está tentando evitar alguma coisa. — comentou com a voz levemente modificada, num tom animado e descontraído. Levou suas mãos até o lateral do corpo da garota e começou uma sessão de cócegas. Ouvi-la gargalhar diante da tortura benevolente preenchia o peito de James de uma sensação confortante. Permitiu-se gargalhar junto dela, no mesmo momento em que, de tanto proporcioná-la cócegas, deitava-a sobre o gramado. Em seguida, parou com a brincadeira e ficou a contemplá-la debaixo de si. Seus lábios logo colaram aos dela, dando início à um beijo cheio de desejo e paixão. Separou-se lentamente, deixando um sorriso ameno transparecer sobre seus lábios. — Se me esconder as coisas de novo, as cócegas serão piores na próxima vez. — proferiu num sussurro, enquanto a ajudava levantar-se do chão. Ajeitou seus cabelos desgrenhados, retirando alguns pedaços pequeninos de grama. — Não tenha com o que se preocupar, Wendy, vai ficar tudo bem. — falou, enquanto retornava à posição inicial. Esperava que a garota acreditasse em suas palavras, afinal de contas, ele realmente estava ali para ajudá-la.
Se você acha que pode me comprar desta maneira saiba que… Você esta completamente certo.
Mas vou me lembrar de você ter roubado meu doce, para vinganças futuras.
Sabia! Não acho que saberá como vingar-se usando isso, mas tudo bem. Espero para ver.
Mas ele iria morder e lamber o celular não responder mensagem. Bem triste.
Por isso existem adestradores, para ensinar essas excentricidades aos cães. Contrate um.
Te acordando Jaiminho. Você estava babando litros e seria feio se aguma garota gostosa passase por aqui e visse você assim. Fora isso que você tem me agradecer por ter vindo com jeitinho.
Não me incomodaria se alguma garota me visse assim. Já tenho uma namorada e ela sabe bem desses meus problemas na hora de dormir.
E, claro, muito obrigado. Eu não estaria preparado para sua agressividade.
Vamos apenas começar pelo fato de você parecer um ogro comendo. E segundo, isto é meu.
E terceiro, está delicioso.
Relaxa, Natalie. Eu compro outro pra você, quantos quiser.
Sabe o que seria legal? Se eu pudesse… Sei lá, mandar uma mensagem de texto pro meu cachorro.
Se ele tiver um celular, cara, que mal tem nisso?
De você James nada surpreende.
Eu não teria tanta certeza assim, se fosse você.
Sociologia é péssimo, e a professora pior ainda. Eu gosto de quase todos os filmes do Stanley Kubrick, e Laranja Mecânica também é um dos meus livros favoritos. Quer dizer que você queria sair torturando pessoas e estuprando mulheres? Well, bom saber.
Não culpe a professora pela falta de interesse dos alunos. Depois de alguns anos isso deve desanimar. Bom, quanto ao livro não sou digno de comentar, porque assisti apenas ao filme e não sei se ele seguiu rigorosamente a linha do livro. Mas posso dizer que foi um excelente filme. Pensando por esse lado, não, não gostaria de fazer parte da gangue dele.
Muito engraçado James, agora devolva.
Quer mesmo que eu devolva?
Não se preocupe cara, eu raramente sinto ciumes e ultimamente tão pouco tenho motivos para sentir, mas é bom não querer ver mesmo, não é bonito.
Olha, cara... Não sei exatamente o que está rolando, mas essas coisas são passageiras, vai por mim. Uma hora tudo se acalma.
Sabe eu espero que você não tenha problema com uma foto de você dormindo no celular de todo mundo que eu conheço.
Na verdade, não. Acredito que eles já tenham fotos piores.
O que você está fazendo?
Você precisa provar isso, é muito bom! Mas não do meu prato, claro.
Ops.
Sua presença aqui é realmente incentivadora, James.
Algo sobre a crítica presente em Laranja Mecânica sobre o problema de ressocialização penal, eu acho. Não sei, odeio sociologia.
Sociologia não é uma das minhas matéria preferidas. Mas Laranja Mecânica é filme bom. Gostaria de fazer parte da gangue do Alex.