Angus, Thongs and Perfect Snogging (2008) dir. Gurinder Chadha
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Angus, Thongs and Perfect Snogging (2008) dir. Gurinder Chadha
@bluefairynicole
𝙛𝙡𝙖𝙨𝙝𝙗𝙖𝙘𝙠 ; 𝙚𝙣𝙘𝙝𝙖𝙣𝙩𝙚𝙙 𝙛𝙤𝙧𝙚𝙨𝙩: 𝙝𝙖𝙣𝙨𝙚𝙡 & 𝙧𝙚𝙙 𝙝𝙞𝙙𝙞𝙣𝙜 𝙝𝙤𝙤𝙙.
nem sempre tinha tempo para tirar para si mesmo. hansel era extremamente fixado em seu objetivo que muitas vezes não se permitia relaxar ou sequer reconhecer que também era gente, e que podia, sim, ter um momento para si. da mesma forma que a irmã tomava suas liberdades, ele também podia, por isso, por incentivo da mesma, foi que ele decidiu que sairia à noite para tomar um copo com a bebida mais forte que tivessem, ficasse louco e, quem sabe, arranjar alguma aventura para se meter.
todas as suas expectativas se tornaram realidade quando, por inconveniência do destino, achou a adega mais próxima de onde estava na floresta com a irmã. geralmente a tendência era se alojarem em algum canto na cidade mais próxima, porém a missão deles requisitava que fossem discretos e até mesmo mais cuidadosos que já o eram por natureza. o fato de estar “se revelando” indo na cidade, não necessariamente queria dizer que estava despreparado. isso nunca.
foi quando entrou no espaço, recheado do cheiro ruim de bêbados, a sonora batida musical que os clientes acompanhavam também com as batidas dos pés, seguido de um vai e vem até que incômodo para alguém que só gostava de ficar sozinho. hansel ignorou tudo aquilo e foi sentar no balcão, batendo duas vezes na madeira para chamar atenção da mulher que tomava conta das bebidas. ergueu um dedo e ela logo entendeu do que precisava, não tardando a encontrar para ele uma dose e despejar no copo de alumínio. nesse momento, enquanto se ajeitava no banco, o moreno fitou a figura mais próxima a ele; curioso pela misteriosidade alheia. de fato, o que o atraía no olhar não era nada além da falta de discernimento sobre quem se tratava a dona dos cabelos escuros e escorridos. deixou de olhá-la apenas quando a visão entre ambos tornou-se recíproca, fazendo com que hansel ajeitasse a postura e tomasse uma golada generosa da bebida que segurava agora em mãos. @krmzi
𝙛𝙡𝙖𝙨𝙝𝙗𝙖𝙘𝙠 ; 𝙚𝙣𝙘𝙝𝙖𝙣𝙩𝙚𝙙 𝙛𝙤𝙧𝙚𝙨𝙩: 𝙝𝙖𝙣𝙨𝙚𝙡 & 𝙢𝙚𝙧𝙞𝙙𝙖.
a caça às bruxas sempre foi levada ao pé da letra na concepção de hansel. desde que se entendia por gente, o desapreço pela raça sempre foi maior do que ele mesmo. ainda que na época não tivesse uma compostura adequada para batalhar contra os seres que tanto lhe fizeram mal, hoje em dia podia-se dizer que hansel e sua irmã, gretel, eram os maiores caçadores da floresta encantada. em outras condições, talvez, ele fosse mais orgulhoso do título, exceto pelo fato de que tudo que fez para chegar até ali combinou em traumas e decepções ao longo dos anos. somente tinha gretel em seu encalço e era assim que gostaria de permanecer.
livrar-se daquele mal que era comum na floresta e assolava regiões em maior parte por maldade, era um bem que ele fazia à população humilde e que sofria com aquilo; ele, por ter a magia branca ao seu lado, ainda era inescrupuloso por sentir que traía a própria índole todos os dias, mas o mal necessário para expurgar um outro mal. foi assim que com coordenadas necessárias que lhe foram repassadas há algum tempo e que ele só pode averiguar no momento, hansel encontrou seu caminho em uma cabana simples, bem no meio da floresta. aquele espaço lhe recordou do espaço no qual ficou enclausurado na infância com a irmã e que tinha sido palco de atrocidades advindas de uma bruxa vil. era por essas e outras que seu âmago era alimentado com discórdia para com aquele tipo.
no momento em que viu alguém saindo de lá, uma jovem de cabelos encaracolados e ruivos, algo que certamente não tinha como esconder, hansel supôs que era a bruxa que residia ali. estava com a flecha apontada bem no coração desta, mas o susto que levou pelo cavalo relinchando foi suficiente para que ele errasse seu tiro, revelando ao alvo seu paradeiro imediatamente. @shebrave
#children
Depois de ver Freya naquela mesma noite, ela esperava que desse de cara com @joaonoctis à qualquer momento. Se fosse honesta, sequer estava tentando se esconder — o que chegava a ser engraçado: para alguém que vinha fazendo isso pelos últimos dois meses, já deveria ser um hábito. Parecia atenta demais aos arredores, como se procurasse por alguém. E, de fato, ela buscava pelo rosto dele no meio de todos os outros. Não pensava que num baile daqueles conseguiriam conversar; mas talvez contar a ele sobre o encontro com Freya pudesse ajudá-la a tornar as coisas mais leves, e era isso que esperava. Levantou-se da cadeira quase que instantaneamente ao encontrá-lo de costas a alguns passos de onde estava sentada, enquanto parecia perdido em meio à multidão. “Podemos conversar?” Indagou, segurando Noctis pela manga do blazer e se aproximando. “Vou ser rápida.” Nicole odiava mentiras, mas aquela era mais uma que poderia adicionar à pilha que contaria para os Grimm. Não tinha pretensão alguma em ser breve.
de todas as figuras que esperava ver na noite, nicole, por mais que tivessem seus desentendimentos, era uma delas sim. não podia simplesmente negar aquilo para si quando era tão óbvia que a relação entre eles dois estava na estaca zero novamente. porém, o olhar direcionado à ex não foi lá dos mais acolhedores. sentiu o toque dela no tecido de sua roupa e a primeira reação foi, claro, desvencilhar-se sutil e gentilmente. a mão oposta foi na direção dos dedos dela, apertando o suficiente, sem rudez, para que a fizesse quebrar aquele contato. ainda não estava cem por cento livre de pensar e sentir coisas por nicole que outrora já havia esquecido, pois queria manter aquelas sensações e sentimentos enterrados. o toque dela, no entanto, não ajudaria em nada para isso, muito menos se ela queria conversar sobre; o que, supôs ele, era exatamente sobre ambos. ─── fico admirado com sua disposição de sequer vir falar comigo, nicole, que dirá vir em um evento por livre e espontânea vontade. ─── debochou com um amargor na boca ao falar tudo aquilo, o que, em sua tradução próxima significava: sim, claro, por que não? ficava nítido que mesmo depois de um tempo noctis ainda era rancoroso. o toque que desvencilhara foi lento, de modo que soltou os dígitos alheios devagar e enquanto afastava dela, pouco depois de proferir tudo aquilo, dando a entender que o seguisse especificamente para uma das sacadas de uma janela. era frio, mas era silencioso e isolado de barulho e outros empecilhos que porventura pudessem atrapalhar; pena que não significava que noctis não fosse tirar proveito da situação de forma que a pressionasse, ainda que não tivesse a ligeira intenção de fazê-lo. só estava extremamente magoado com ela, por isso não se preocupava em dar na mesma moeda mesmo que de uma forma boba. ─── quando nenhum dos dois aguentar o frio, é a hora que essa conversa acaba. então?... ───
September 07 | Aaron Taylor-Johnson at the TIFF: “House of Aurora” Interview
If he doesn’t like you, this is all just a moo point.
@krmzi
krmzi
ela assentiu a pergunta dele, feliz por ele não ter resistido a ideia da dança. ─── pois é, na verdade, queria ficar assistindo o desenrolar da novela, mas podemos ler o resumo depois. ─── usou a metáfora com um riso, bebendo um gole do champagne após o brinde. não sabia qual taça era aquela, mas já havia passado de dez certamente. talvez estivesse tão feliz e disposta naquela noite que nem percebera o quão alcoolizada estava. ao ouvir a sugestão dele, não pode deixar de rir, mostrando o braço tatuado. ─── você gostou? foi ideia do august… ele achou que combinava comigo, sabe como é, lady on the streets, beast in the sheets. ─── a piscadela acompanhou o ditado, e logo outro gole estava sendo tomado. ─── isso depende muito da próxima música… ─── comentou, e no momento em que a valsa fora substituida pelas notas melosas de um tango, crimson não se conteu. ─── vamos dançar aqui mesmo. ─── e sem que ele respondesse, já o puxava para a pista de dança. ─── é só seguir meus passos que ficaremos bem. ─── sussurrou no ouvido alheio, imaginando que ele não sabia dançar tango. começou, então, como os passos lentos e firmes, mantendo os olhos fixados nos dele.
não evitou de rir com o comentário dela, afinal estava certa - novamente. a trupe toda do tempo de escola era previsível o bastante para que ambos já soubessem o que aconteceria dali em diante, por isso que noctis apenas engoliu o restante de bebida na taça, sem tirar os olhos da amiga, para que risse nasalado. ─── i don’t know ‘bout that last one tho. ─── soltou divertido, mas não deixava de ser uma verdade. crimson não era o tipo de amiga com quem tinha ou tivera benefícios, mas era tudo uma questão de ponto de vista. eles tinham suas prioridades e, se até agora nada tinha acontecido, havia um motivo. todavia, gostava da presença dela e sua estadia era sempre bem-vinda na vida do grimm. ─── o destino está a nosso favor, é isso? quais as chances... ─── por diversão arregalou os olhos e abriu os braços, batendo as palmas pouco depois para esfregá-las, como se indicasse que estava preparado. sem sequer hesitar, permitiu-se ser puxado pela outra até o local indicado. ele, de fato, não sabia dançar tango, mas movimentar-se na mesma velocidade que ela não seria difícil, além de que mantinha firme o contato com a outra; a destra tocava o dorso alheio com segurança, quase como se segurasse uma pluma, enquanto a oposta segurava uma das mãos dela. ─── perfeito... mas eu vou cantar. ─── ainda fixo nos olhos dela, noctis proferiu de forma cômica, mas seu semblante sério não era de possível compreensão caso ela não o conhecesse bem, o que não era o caso. ─── uuuh ─── entonou de forma alta, o que não dava pra ser escutado por conta da música que abafava sua voz. ─── baby, i looove your way... everyday, yeah yeah. ───
crimson adorava estar coberta de razão, e naquela situação em especial, queria estar, principalmente se aquele fosse o único jeito de fazer com que noctis aceitasse dançar com ela. ─── se bem que a vi dançando com gerard antes e as coisas pareceram correr normalmente, talvez seja seu dia de sorte… ─── fez uma breve careta, o baile parecia ter uma atmosfera mágica onde tudo parecia estar dando certo para todos. ─── o que é uma pena, porque ai você estaria perdendo a oportunidade de dançar comigo… ─── amenizou o tom da fala, deslizando o indicador pelo ombro dele, repentinamente se virando para pegar duas taças da bandeja do garçom que passava por eles, entregando uma a ele. ─── aqui, para o pequeno show. ─── sorriu de canto, erguento a taça em brinde.
o moreno deu duas tossidas rápidas para limpar o engasgo na garganta diante do que a outra tinha proferido. ─── então eu posso tomar isso como um convite para dançar já? porque se tudo correu bem logo entre esses dois, não tem porque ficar esperando algo com esses aí. ─── dessa vez foi a vez dele de fazer uma careta. assim que tomou a taça em mãos, sorriu largo para a outra, erguendo para brindar. ─── e para as lembranças que advém dele. ─── sempre foi bem humorado na presença dela. eram poucas as pessoas que rapidamente cativavam ele, mas na época crimson partilhava da mesma inocência dele, no auge de suas vidas. aquela época era ótima, mas preferia bem mais o que tinha agora; era mais livre. ─── essas músicas são muito chatas, crim. você que vai decidir se vamos dançar com nossa própria playlist lá fora ou se você prefere afofar o salto e exibir essa tatuagem rebelde na pista de dança. ───
( joaonoctis )
w/ @krmzi
─── vamos fazer uma aposta. ─── não tinha muito mais o que falar para a amiga além de sugerir diversões fora de hora. ele sabia que ela nunca negava nada; eram da mesma laia afinal de contas. assim que sorveu um bocado da bebida em mãos, repassou para ela, pois tinha tirado da mão dela mesmo. ─── se um deles brigar um com o outro antes de cinco músicas de valsa serem tocadas, eu deixo você me tirar pra dançar. ─── referia-se aos colegas de escola de antigamente. crimson era uma das poucas que tinha levado para a vida desde aquela época. os outros eram dificilmente bons para se abrir como ela e a amizade de ambos havia crescido consideravelmente durante os anos, já que nunca saíram de fato de storybrooke para apreciar novos ares.
o melhor do baile era pode curtir um evento daquele com os amigos. crimson já havia encontrado tantos rostos conhecidos que perdera a conta, mas ao ver noctis por ali, não deixou-se de se animar ainda mais. ele era um de seus melhores amigos, estavam juntos desde os últimos anos de escola, os quais haviam causado muito. pegando a bebida novamente, tomou um longo gole enquanto assentia à sugestão de aposta dele. ─── certo, já se prepare, conhecendo aqueles dois… ─── ela apontou para scarlett e victor que impressionadamente haviam começado a dançar. ─── não vai nem dar tempo de terminar a primeira música antes que a discussão comece. ─── ela falava com certeza. a verdade é que torcia para que discutisse, afinal, só de imaginar a oportunidade de dançar com noctis depois de todos aqueles anos pós baile de formatura a divertia.
─── damn... ─── a pontuação de noctis não foi nada sutil, pois fez uma careta no instante em que proferiu aquilo. ele os conhecia bem até demais para saber que crimson falava a verdade e não sairia nada de bom dali, pelo menos não na visão deles. ─── longe de mim esperar que nossos antigos colegas briguem entre si, mas acho que a gente pode pegar mais umas bebidas só pra aproveitar. ─── diante daquela constatação, pressionou os lábios um contra o outro, sentindo uma amargura velada. ─── aproveitar a bebida, no caso... ─── brincou mais uma vez. não se sentia nem mal por falar aquilo, mas com crimson não precisava filtrar tanta coisa.
w/ @hunterfreya
noctis odiava eventos muito formais porque, primeiro de tudo, ele era desleixado quanto à sua forma de se vestir; qualquer coisa era qualquer coisa na visão dele. portanto, só compareceu ao evento do museu única e exclusivamente porque sua irmã também ia. eles sempre foram muito próximos e inseparáveis, tanto que até no treinamento de infância noctis quem repassava o nivelamento que o pai nunca deu à ela. se esta não pudesse se defender quando ele não estivesse por perto, se culparia para sempre. por isso é que estava ao lado dela, segurando uma taça de bebida e direcionando à mais nova. ─── quase me humilhei pra pegar os drinks, acredita? ─── bufou um pouco estressado com a situação. ─── sempre que eu fazia menção de pegar mais um, pegavam antes. tive que esconder o meu, senão você ficava sem mesmo, se eu tivesse perdido a paciência antes. ───
w/ @krmzi
─── vamos fazer uma aposta. ─── não tinha muito mais o que falar para a amiga além de sugerir diversões fora de hora. ele sabia que ela nunca negava nada; eram da mesma laia afinal de contas. assim que sorveu um bocado da bebida em mãos, repassou para ela, pois tinha tirado da mão dela mesmo. ─── se um deles brigar um com o outro antes de cinco músicas de valsa serem tocadas, eu deixo você me tirar pra dançar. ─── referia-se aos colegas de escola de antigamente. crimson era uma das poucas que tinha levado para a vida desde aquela época. os outros eram dificilmente bons para se abrir como ela e a amizade de ambos havia crescido consideravelmente durante os anos, já que nunca saíram de fato de storybrooke para apreciar novos ares.
w/ @bluefairynicole
sua cabeça ultimamente andava com uns parafusos soltos aqui e ali, por isso que decidiu sozinho que a melhor saída para liberar os ares ruins seria fazer uma faxina. organização sempre foi uma das coisas que desde mais novo ele foi inclinado a ter na vida no geral, culpa do tipo de pai que ele e sua irmã tiveram, o que claramente tinha deixado marcas para a vida toda. mas, possivelmente alguns males vieram para o bem uma vez que noctis conseguia aliviar um pouco de seu estresse contínuo com aquela mania. e foi ali, caçando umas coisas para jogar fora, que achou um livro de ciências. sua memória rapidamente ligou à lembrança dos momentos que tivera com nicole, sua ex-namorada, e por isso foi preciso um suspiro profundo antes de jogar o livro sobre a cama com rudez. o fato de ela tê-lo deixado sem sequer dar uma explicação - simplesmente sumir de sua vida, foi algo que o magoou verdadeiramente, pois nunca esteve habituado com abandonos. foi um sentimento novo, mas uma decepção a mais em sua vida não era nada que não pudesse superar em alguns dias. por isso, quando juntou tudo, separou apenas o livro em uma mão e na outra levava uma sacola de lixo para um comboio, tratando de marchar até a biblioteca. achava que assim estaria selando qualquer memória antiga que tivesse dela e não se importava com quem fosse achar aquele livro depois e visse as mensagens trocadas; ele não dava a mínima mesmo, aparentemente. porém, foi preciso parar em frente à seção vigente do assunto no livro para que visse a silhueta feminina conhecida logo à frente. ela tinha mudado significativamente e obviamente o deixou tenso, mas seria necessário bem mais do que só a figura alheia para atormentar-lhe os pensamentos. bateu o livro que segurava com uma mão, contra a outra de forma audível, enquanto ajeitava a postura para se apoiar no peso em uma perna só. seu olhar, todavia, cheio de rancor ainda encarava ela, mas nenhuma palavra foi proferida de seus lábios, afinal: não era ele quem tinha que falar algo ali. ele não devia à ela sequer o tempo que estava perdendo ali parado, mas era uma coincidência ácida da parte do destino uni-los novamente sob aquelas circunstâncias.
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