Sua mĂŁe, uma artista plĂĄstica renomada, exigia da filha o mesmo nĂvel de excelĂȘncia em relação ao dela, inclusive em termos acadĂȘmicos. Dentro de casa, o ato de falhar raramente era permitido, e, por isso, Jolene segue buscando a aprovação materna, transferindo inconscientemente essa necessidade para suas relaçÔes mais prĂłximas.
Jolene tem um lado profundamente sensĂvel. Sente tudo Ă flor da pele e, quando a dor aperta, raramente sabe como lidar. Em momentos mais delicados, recorre ao ĂĄlcool e a drogas leves na tentativa de se anestesiar.
A morte de Owen foi devastadora. Os dois eram amigos prĂłximos, e Jolene o adorava â embora brigassem com frequĂȘncia e passassem longos perĂodos sem se falar, retomando o contato depois de um tempo como se nada tivesse acontecido. A dificuldade em lidar com essa perda tem a levado a beber com cada vez mais frequĂȘncia.
começou a rir enquanto tentava se lembrar do que havia bebido naquela noite; com certeza bebeu mais de trĂȘs shots e talvez um drinkzinho ou outro. sentia-se bĂȘbada, mas acreditava fielmente que nĂŁo estava bĂȘbada o suficiente para nĂŁo conseguir decidir por si mesma. "viu? nĂłs nĂŁo estamos bĂȘbados." tentou provar, começando a rir logo em seguida. o ĂĄlcool sempre fazia com que jolene achasse qualquer coisa mais engraçada do que realmente era. "nĂłs deverĂamos fazer matching tattoos." disse, enquanto observava atentamente as opçÔes de tatuagens disponĂveis. "o que vocĂȘ acha desse gatinho?" apontou para o desenho de um gato preto, meio mĂstico, com um sĂmbolo na testa. "poderĂamos fazer no ombro."