Uma aproximação eterna:
A verdade é que, nos segundos que antecedem o adormecer, no limiar que divide o pensar em tudo e o completo silêncio da consciência, existe um eu que nunca consigo alcançar.
Uma criança que ainda não aprendeu a falar e uma idosa que, entre um lapso e outro, escreve sobre amigos e amores se abraçam e coexistem.
Como numa singularidade do universo, passado e futuro se misturam num cérebro sobrecarregado e cansado.
Contorço o ser e estico o estar, tentando entrelaçar um no outro.
Mas essas cordas são paralelas e nunca se tocam. Por mais que vibrem, a distância tende a zero, mas nunca é.



















