Instituição Religiosa, palco de contradições e desentendimentos
O institucionalismo Religioso é a coisa mais estúpida que existe, por subverter o entendimento das coisas, pois embora as instituições religiosas sejam em primeiro plano organizações filantrópicas, seus administradores subvertem sua função para que seus objetivos alcancem metas corporativas, que na maioria das vezes são fortes para atender aos caprichos recreativos, festas cada vez mais secularizadas, e atividades de lazer do núcleo,
Por outro lado, os sacerdotes trabalham para influenciar o curso dos acontecimentos sociais, através da manutenção de um arcabouço doutrinário que atenda suas necessidades pessoais de crescimento e expansão. Eles difundem essa cultura sobre a presunção de ter recebido tal missão do próprio Deus, a fim de alienar e controlar o maior número de pessoas possíveis, que creditarem confiança nesses líderes que são mercenários, charlatões e criminosos.
Para estabelecermos uma relação com Deus não é necessário aderir ao sincretismo religioso, em primeiro lugar devemos buscar orientação na palavra de Deus, não posso afirmar que uma instituição religiosa é uma organização sem fins lucrativos, uma vez que toda infraestrutura, bem como o suporte aos sacerdotes e funcionários dependem da doação voluntaria, que é uma regra comum e lógica, instituída ainda na igreja primitiva pela mesma razão. E é preciso separar as coisas, pois o sincretismo religioso está diretamente ligado às regras da instituição, que embora sejam de orientação Cristã, diferem em muito da disciplina Bíblica, que trata diretamente da fundamentação da igreja de Cristo no cerne da alma de cada um.
As instituições religiosas são vistas por muitos intelectuais como fenômeno social, e tem forte relevância cultural, e muito embora algumas tenham importância fundamental na formação de caráter do ser humano, muitas denominações são instituições aculturais, ou seja, optam por praticar uma "cultura canibal" uma vez que seus seguidores são levados a acreditar que todas as culturas devem submeter-se obrigatoriamente às deles, como ocorre com o islamismo.
Nos últimos trinta anos observo que muitos adeptos do sincretismo religioso não se definem pela essência da palavra sagrada, mas pelos dogmas institucionais. Esses indivíduos têm uma visão etnocêntrica do mundo, sentimento característico de indivíduos alienados a um sistema religioso extremista, que na maioria das vezes se opõem incisivamente a filosofia que pregam. Sou seguidor convicto do Cristianismo e tenho buscado melhorar minha postura diante da sociedade, tentando viver a paz e amor proclamado por Jesus Cristo (Mc cap.12 e Mt cap.22) que até hoje influencia pessoas por todo mundo, através dos ensinamentos de sabedoria e amor. Todos que creem verdadeiramente em Jesus Cristo, ou o considera um grande filósofo, compreendem claramente que suas palavras são um alimento para o crescimento e equilíbrio da sociedade, nunca para a aniquilação intelectual, desigualdade, preconceito e falta de amor.
As sagradas escrituras ressaltam que o templo habitado por Deus, está edificado no coração daqueles que estão abertos para receber o unto sagrado do amor. Portanto, o templo no qual o Espírito de Deus habita é imaterial, isto é: não foi edificado por mãos humanas. Na mesma palavra consta que a Família é uma instituição sagrada (Gn cap. 2 e 4) na mesma palavra a igreja é descrita como instituição imaterial, e para ser constituída em nossas vidas depende da compreensão, esclarecimento e prática da fé por meio da disciplina bíblica, que foi revelada a nós.
Quando dilucidei essas questões do legalismo religioso, que são sistematicamente avessas postura cristã, afirmando que as denominações formalizadas por homens são estúpidas, tive a prova concreta de que as pessoas que seguem essas instituições, nutrem uma espécie de “amor moral” sentimento dividido apenas com membros pertencentes a mesma denominação, e qualquer um que se oponha a essas regras são imediatamente subjugadas ao inferno, a uma inquisição moral onde o indivíduo perde o direito de ser gente, a menos que voltem a obedecer aos sacerdotes. De maneira geral, parece que os erros do passado estão sendo repetidos pelas instituições religiosas protestantes, como a tão malfalada venda de indulgências feitas pela igreja católica no período medieval, que iniciou no século XIII e se estendendo até o final do Século XVIII, e que hoje se convertem na venda explícita de milagres e curas.
Um erro típico e não menos grave que esse, é a questão da aniquilação intelectual, onde não é permitido buscar conhecimentos na Bíblia Sagrada sem a observância dos sacerdotes, e quando feito sobremaneira que a interpretação foge aos dogmas e conveniências institucionais, as pessoas sofrem medidas de austeridade por parte da instituição. Outro erro de conduta pode ser conferido na própria Bíblia (Mc cap. 7) quando os Fariseus, que eram os religiosos da época, criaram um regimento interno pelo qual tentavam enquadrar o próprio Cristo, que é em pessoa a própria religião cristã, Os religiosos de hoje são como os fariseus, pois dão mais importância às regras institucionais e ao movimento religioso, do que a disciplina Bíblica e os mandamentos de Cristo sobre amar a Deus sob todas as Coisas e o próximo como a si mesmo.
Em (Mt 22:40) Jesus ensinou que todos os mandamentos de Deus têm o objetivo de ajudar as pessoas a demonstrar seu amor a Deus e ao próximo, e em (Mt 22:37) diz que só podemos conhecer a Deus obedecendo sua palavra, e hoje temos o Espírito Santo enviado por Jesus para nos ensinar todas as coisas de Deus, isto é, uma vez convertidos por Cristo, somos orientados por seu espírito.
Por último e mais absurdo é o mercado da fé, que movimenta milhões em produtos, que vão desde literaturas, amuletos, areia de praia, água de rio, lenço com suor de bispo e produtos de áudio e vídeo, como shows, novelas, filmes, piadas e palestras. Afirmando que essas mercadorias contêm a centelha Divina. Tudo isso são coisas que Cristo abominou na igreja (Mc cap. 11 v 16) mas que ainda assim, de erro em erro, o homem prova que cada vez mais tem se perdido em convicções instituídas e organizadas por ele mesmo, e dessa maneira se afastam cada vez mais da religião Cristã na sua mais pura essência que emana de Cristo, e tem como princípio único o Amor.
Na igreja não existe espaço para a ignorância
No Cristianismo pessoas são mais importantes que pedras e papéis, pois diante de Deus todas as pessoas são iguais, tendo como grau hierárquico maior o cordeiro santo de Deus, representado por aqueles que servem ao próximo com amor precípuo e incondicional advindo de Deus. Portanto não vos deixeis seduzir por pedras e coisas, pois corremos o risco de terminar a vida com um tijolo no lugar do coração e um coração fadado pela própria perversidade.
Mas precisamos ser justos em considerar que, muitas denominações geridas por homens bons, são essenciais para a difusão da palavra de Deus, e nelas são formados cristãos verdadeiros, que criam uma rede de apoio essencial para o sustento missionário e suporte social, e isso acontece em diversos núcleos de várias denominações Católicas e Protestantes, onde os membros locais são pessoas verdadeiramente comprometidas com o reino de Deus.
Tudo que decorre fora da liturgia cristã, parte da corrupção do coração de alguns homens, que por conta da sua má-fé acabam manchando o nome de suas respectivas denominações, que em grande parte, foram fundamentais ao longo da história para difusão da Palavra de Deus, quando geridas por homens vocacionados para o ministério sacerdotal.
Jamais devemos generalizar, pois as questões levantadas nesse estudo, expõe o comportamento de pessoas que não se comprometem em viver o que pregam, e consequentemente moldam as denominações segundo suas próprias convicções, e na maioria das vezes criam suas próprias seitas para difundir aquilo que definem por religião.
Esses obviamente não representam a religião cristã, que é a pessoa de Cristo.