Pouco depois do jantar, quase próximo ao horário do recolher obrigatório, Donghyun ainda se encontrava percorrendo os corredores confusos e sem fim daquele lugar que havia se tornado a sua casa. Ele necessitava de dar umas caminhadas antes de se enfiar na cama e adormecer até ao dia seguinte, sendo que isso o ajudava a realmente conseguir adormecer e não ter insónias ou pesadelos com tanta frequência. Enquanto caminhava lia algumas das anotações feitas em dias anteriores, mais especificamente acontecimentos e situações que decorriam nos seus sonhos, apontando todos os que se lembrava por acreditar que aquilo podiam ser memórias da sua vida. Obviamente que, não sendo ele um idiota, tinha os seus próprios códigos e métodos para escrever as coisas sem deixar óbvio do que se tratava, pois sabia que estava sendo vigiado e que tudo o que estava no seu caderno era confiscado. Estava tão imerso nas suas anotações e pensamentos que só se apercebeu da presença de outro alguém quando o ouviu falar. Olhou na sua direção e o viu levantar-se do chão. — Você está bem? — inquiriu com preocupação no seu tom de voz, fechando de imediato o caderno e aproximando-se do outro garoto. — Precisa de ajuda? — perguntou, e mesmo sem saber se o outro de facto precisava de ajuda para se levantar, levou a sua mão ao braço do mesmo e o ajudou.
Em parte, ou pelo menos o pouco que conseguia identificar, sua frustração vinha do fato de passar grande parte do seu dia em um quarto inteiramente branco e completamente fechado. Quanto mais parava para pensar mais de dava conta que provavelmente faziam dias desde a ultima vez que vira a luz do Sol, que sentira um vento de verdade bater em seu rosto. Estava sentindo falta de poder ir aonde quisesse, de pegar uma camera e aproveitar para registrar de um cenário que gostasse. Ali tudo era branco e sem graça. E como logo pode constatar a mesma caracteristica parecia se aplicar para os infinitos corredores, que pareciam nunca a levar a lugar algum. Seria muito pedir que pudesse apenas ver o céu mais uma vez? Sabia que estava soando dramatico, mas talvez isso o despertasse um pouco dos seus pesadelos por alguns instantes.
Havia passado tanto tempo ali dentro sendo tratado apenas como um mero objeto de pesquisa, cujas reações sempre pareceram no minimo interessantes no sentido cientifico que observar alguém aparentemente preocupado consigo pareceu despertar algo dentro de si. Provavelmente o mais próximo de calor emocional que estaria em um bom tempo; e que pessoa pura que havia conseguido manter essa qualidade, mesmo ali dentro, pensou consigo mesmo. — Estou bem, obrigado.. — sussurrou em resposta, aceitando a ajuda alheia mesmo que não precisasse de fato. Era mais algo por trás do gesto que ele sentia que precisava, talvez uma companhia ? —Na verdade, estava indo lhe perguntar se pode me ajudar com algumas direções. Se puder me dizer para que lado fica o refeitório, acho que consigo encontrar meu caminho de volta. — explicou, aos poucos começando a processar que ele na verdade não trabalhava ali. Não parecia com um dos funcionários, pelo ou menos. E diferentemente do restante era bastante gentil. Isso explicaria o porque dele ser tão diferente.
Recentemente várias coisas andavam o deixando triste; embora não conseguisse apontar especificamente para nenhuma delas. Sabia que alguma coisa estava errada, além é claro da dor que sentia que havia se tornado uma constante durante esse tempo. Talvez tivesse alguma coisa a ver com aquele espaço; um lugar que não conseguia se lembrar como havia ido parar ali. Sentia-se decepcionado. E mais frustrado ainda em não entender nada que estava acontecendo consigo. Quanto mais se forçava a lembrar mais tinha a impressão disso tudo estar relacionado a Haneul. Lembrava-se de o ter visto. Pouco antes de... Não conseguia se lembrar. Alguma coisa estava bloqueando o que havia acontecido consigo em seguida e acreditava que não estava pronto para encarar isso ainda. Não sabia muito bem o porque havia pegado o próprio travesseiro e tinha saído arrastando-o pelos corredores. Talvez fosse apenas pelo conforto que a maciez tinha contra seus dedos, ou ter apenas uma coisa fisica em que se segurar. De qualquer forma depois de muito andar havia se cansado. Não sabia mais por qual caminho tinha vindo e muito menos que caminho tomar em seguida. Decidiu apenas se sentar até que alguém viesse o buscar. Sabia que estava sendo constantemente vigiado por eles. Não se surpreendeu quando escutou o som de passos se aproximando de onde estava. — Com licença... — começou se levantando sem muita pressa atraindo a atenção alheia.
Don't be like a prey
(Be) Smooth like a like a snake
벗어나고 싶은데
내게서 떠나 떠나 떠나줘
내게서 떠나 떠나줘
Apesar disso ser um assunto do qual discutiam entre si desde o primeiro semestre da faculdade fazia apenas dois meses que Jung-hee e seu melhor amigo, Kaien, tinham finalmente reunido coragem o suficiente para que encontrassem de fato um apartamento onde poderiam ficar. Como ambos eram um pouco exigentes com relação a vista e localização que o mesmo deveria ter; um dos vários requisitos minimos colocados em uma lista extensa por ambos foi realmente um pouco dificil encontrar o apartamento ideal para os dois. Decidiram desde o inicio que o valor do aluguel, bastante salgado por conta da localização vantajosa próxima ao centro da cidade onde eles poderiam encontrar praticamente de tudo que quisessem comprar e da escola. Muitas vezes o espaço do qual dividiam entre si, embora fosse considerado um apartamento bastante espaçoso, era constante motivo para brigas entre os dois, que pareciam ser um mais folgado que o outro podendo-se encontrar câmeras e lentes dos mais variados tamanhos e marcas espalhadas pela sala ou ocasionalmente pela mesa da cozinha.
Uma das desvantagens do apartamento, assim como a faculdade que havia escolhido para si era a distancia quase que absurda entre esse e sua antiga casa. Mas como não era uma viagem que realizava com muita frequência não era algo que costumava lha incomodar muito; com exceção aquela manhã na qual tivera que acordar duas horas mais cedo que o habitual para se arrumar e encontrar-se na estação de trem a tempo de se encontrar com seu pai na frente de sua companhia. Havia deixado um bilhete explicando a Kaien onde estava indo, algo que provavelmente passaria desapercebido pelo mesmo pelo menos pelas próximas seis horas. Sério, aquele menino era tão desligado que as vezes parecia ter algum tipo de problema. Estava aos poucos despertando ao som de suas músicas favoritas, estando ele escutando uma de suas prediletas no instante em que desembarcara na estação olhando ao redor e seguindo as placas que lhe indicavam a direção que deveria seguir. Como estava um pouco mais adiantado do que tinha previsto decidiu que não teria muito problema caso parasse em uma das barraquinhas de salgados no meio do caminho, visto que estivera cansado demais para tomar algum café da manhã propriamente dito antes de sair de casa.
Continuou seu trajeto alguns instantes mais tarde cantarolando sonoramente consigo mesmo enquanto finalmente atravessava a rua que sabia que o levaria ao endereço que lhe fora passado por seu pai. Não se recordava de nenhuma vez ter sido levado pelo mais velho ao local onde trabalhava, algo que o deixara um pouco apreensivo a principio de acabar se perdendo ou não encontrar o edifício mencionado. Porém quanto mais se aproximava do local mais obvio acabava se mostrando, sendo esses um dos mais altos e chamativos do bloco. Não pode deixar de esboçar um pouco de surpresa ao, assim que colocar os olhos na entrada do mesmo perceber não somente que o interior era tão avançado quanto o exterior como também a presença do seu irmão mais velho ao lado do seu pai. Ja fazia um longo tempo desde que sentira-se confortavel de iniciar uma conversa muito mais longa que um simples cumprimento com seu irmão, pensamento esse que apenas gerava mais desconforto em si. Assentiu levemente os cumprimentando levemente antes de finalmente começarem a serem guiados pelo mais velho em direção ao interior do edifício.
…
Direcionou apenas um rápido olhar na direção do seu irmão, que ja estava começando a se conduzido pela direção oposta do corredor por um outro funcionários passando seu olhar rapidamente por seu pai, que não havia feito qualquer menção de se mover antes de também deixar-se ser conduzido. Quase não tinha conseguido visualizar direito a expressão de nenhum dos dois, mas sua confiança em seu pai era grande o bastante para que não começasse a levantar qualquer tipo de suspeitas. Continuou deixando seu olhar vagar pelos diversos elementos do corredor, admirando a organização e eficiência que os funcionários do lugar pareciam se movimentar; seu olhar deliberadamente passando reto pelos diversos seguranças armados que começavam a aparecer com cada vez mais frequência. “Desculpe, mas o que estou indo fazer mesmo ?” questionou depois de alguns instantes andando em silêncio ao lado da mulher, que estranhamente ainda não havia largado seu ombro. Seu aperto e a forma como o conduzia de maneira gentil, porém firme quase lhe informavam que ela esperava que ele tentasse correr. “ Um experimento. Esta prestes a nos ajudar com um experimento. Nada com que precise se preocupar, é claro. ” assegurou-lhe apertando ligeiramente seus ombros indicando que ja haviam chegado a sala na qual seria realizados os estudos, ou o que quer que fosse.
Piscou rapidamente diante da súbita mudança de iluminação, necessitando de alguns instantes para que se acostumasse e começasse a investigar o ambiente ao seu redor. Encontrou a um canto um armário com portas de vidros com várias prateleiras cheias de vidros contendo os mais variados líquidos, mas o que chamara mesmo sua atenção havia sido a maca arrumada no centro do comodo. Franziu ligeiramente o cenho tentando se lembrar sobre ter conversado com seu pai sobre participar de algum tipo de exame, pensando pela primeira vez que de fato não haviam. Talvez o mais velho estivesse planejando algum tipo de surpresa para os dois; quem sabe não estava querendo mostrar a eles finalmente algo que havia feito em primeira pessoa? Poderia também ser uma pegadinha estranha.. Pensou consigo mesmo olhando ao redor em busca de alguma pessoa escondida, que poderia sair e gritar “pegadinha” ou algo do gênero. Pelo visto estavam apenas ele e a mulher mesmo. “Deite-se, por favor.” instruiu a mesma, ainda usando daquele mesmo tom tranquilizante e calmo, soando como se tivesse lhe contando uma história particularmente agradável.
Suspirou fazendo como lhe havia sido ordenado, notando pela primeira vez que uma das paredes parecia ser feita de vidro; como aquelas salas de interrogatório que por vezes se via em filmes de policiais. Quando tornou a fixar seu olhar na mulher, que agora se encontrava próxima a uma das mesas distantes com uma seringa na mão sobressaltou-se um pouco. “ Essa agulha…” começou a protestar, fazendo uma pequena menção de se levantar, porém a mesma ja se encontrava ao seu lado encostando levemente em seu ombro. “ Tem medo de agulhas ?” questionou a mesma com um sorriso gentil, tomando cuidado de mante-la afastada dele, pelo menos por enquanto estivesse mais agitado. “ Não precisa se preocupar, seu pai em pessoa pediu que tomasse bastante cuidado com você. Essas são mais finas que o normal, não vi sentir mais que uma picadinha. Prometo.” assegurou-lhe, mas a simples menção do nome do seu pai foi o bastante para que tornasse a relaxar respirando profundamente. “Entendo. O que é isso ?” questionou, porém ja esticando o braço em direção a mesma. “ Ah, isso ? É uma coisa que gostaríamos de aplicar em breve em alguns hospitais. É uma substancia criada para acalmar e apaziguar alguns pacientes com ansiedade. Ajudaria bastante antes de cirurgias.” explicou ela, sua voz cada vez mais lenta e distante. Não havia sentido a agulha perfurando sua pele, mas aos poucos sentia seu efeito domina-lo de maneira cada vez mais forte. E era realmente como ela havia lhe descrito, calmo e sereno até que não conseguiu evitar de fechar os olhos.
Seu primeiro pensamento quando acordara algumas horas mais tarde havia sido de que esquecera de colocar seu alarme para despertar naquela manhã, o que o levaria a perder o encontro que havia marcado com seu pai e com seu irmão. Ainda estava bastante sonolento pensando em algumas desculpas consigo mesmo que pudesse apresentar ao mais velho sem escutar algum discurso de mais de três horas quando finalmente percebeu que havia alguma coisa estranha em sua cama. Ou melhor dizendo a cama na qual estava deitado. Nem de longe o quarto no qual estava poderia ser comparado ao seu, assemelhando-se muito mais a um quarto de hospital com todos aqueles aparelhos, algo que o assustou um pouco a principio. Deixou seu olhar vagar pelo ambiente, ainda sentindo-se um pouco assustado demais para se mover quando aos poucos ele foi recobrando a razão de estar ali. Então ele não havia esquecido de se encontrar com seu pai, pensou consigo mesmo aliviado; não teria problemas então.
Inspirou profundamente sentando-se na maca sentando-se de maneira calma e sem pressa, pela primeira vez refletindo sobre o tipo de experimento no qual seu pai poderia te-lo envolvido. Não conseguia nem mesmo lembrar-se com que tipo de coisa seu pai trabalhava, algo que até então não fizera muita diferença para ele. E na mesma medida que essa falta de informação começava a incomoda-lo, como um som constante e igualmente irritante no fundo de sua mente sua confiança pelo mais velho continuava prevalecendo. Era seu pai, obvio que não faria nada de mal a ele; repetiria isso quantas vezes fossem necessárias. Decidiu então que não faria nenhum mal se desse uma olhada nas coisas ao redor enquanto esperava que alguém aparecesse e lhe explicasse o que teria que fazer em seguida. Será que teria que fazer algum tipo de exame ? Será que descobriria mais alguma coisa a cerca de si mesmo ? Sentiu-se ansioso com tal possibilidade.
Estava a cada instante sentindo-se cada vez mais entediado, pensando seriamente em testar se a porta estava mesmo trancada para que pudesse avisar alguém que estava acordado quando escutou o som da chave abrindo a mesma revelando dois médicos com uma expressão particularmente séria. “Bom dia. ” cumprimentou-os virando-se na direção dos mesmos. “Posso falar com meu pai ? Onde ele está?” perguntou ainda cordialmente, não chegando a perceber a forma como os dois pareciam estar mais ansiosos em ter uma conversa direta com ele, quase como se estivessem com medo. “Bom dia, senhor Seok. Seu pai … Ele está ocupado conversando com seu irmão na outra sala, os dois pediram para que lhe mandássemos seus cumprimentos. Seu pai deve se juntar a você em breve.” respondeu simplesmente um dos dois, então com um rápido aceno se reuniram no canto a fim de analisar um monitor cheio de gráficos e informações que ele simplesmente não compreendia. Também não conseguia entender o que diziam entre si, por mais que se esforçasse; provavelmente estavam falando em uma língua estrangeira. Respirando fundo Jung-hee tornou a se sentar na maca, seu olhos vagando de um para o outro enquanto eles continuavam com seu debate. “Oi! Eu ainda ‘tô aqui, sabe..” resmungou depois de longos minutos de conversa cada vez mais acalorada entre os dois. “ ...Melhor. Não podemos nos arriscar dele perder o controle, e o avanço das células esta se tornando cada vez mais rápido..” entreouviu um deles dizendo, porém logo assim que escutara as palavras voltaram a não fazer sentido algum. Porque ele havia trocado de idioma no meio de uma frase aleatória ? “ Estão falando de mim? Quem perderia o controle ? ” perguntou surpreso aos dois, surpreendendo-se um pouco em observar a expressão sobressaltada de ambos. Franziu ligeiramente o cenho levantando-se lentamente da cama enquanto os encarava firmemente, cada vez mais sua desconfiança tomando conta de si. Não com relação ao seu pai; esses dois poderiam muito bem estar seguindo com algum plano escondido. Inveja do sei pai provavelmente. Então era por isso que estavam conversando em outro idioma… Iria contar tudo para seu pai, aqueles dois não escapariam impunes dessa… Foi quando sentiu uma pontada na região inferior das costas seguida por uma queimação intensa, fazendo com que cambaleasse para frente aos poucos cedendo sob o próprio peso. Quando estava prestes a desmaiar pode observar com clareza a pessoa que agora segurava uma seringa vazia em mãos. Sabia que estava apenas alucinando, mas a visão do seu pai ali havia sido tão nítida…
…
Despertou mais uma vez em um ambiente completamente diferente. Estava agora em um quarto razoavelmente pequeno no qual havia apenas uma cama de solteiro colada a parede, na qual estava deitado e uma escrivaninha mais a frente. Ao lado tinha uma porta que levava a uma coisa que se parecia muito com um banheiro. Jung-hee não estava se sentindo nem um pouco disposto a se levantar naquele primeiro instante, aos poucos sendo tomado por uma dor gradativamente mais forte na região de suas costas. Era uma dor tão intensa que parecia aos poucos emanar para o restante do seu corpo, e logo a unica coisa que conseguia sentir era dor. Fechou demoradamente seus olhos esperando que a dor cessasse, mas por fim acabou apenas voltando a adormecer.
Tornou a despertar mais uma vez ao escutar um som baixo, porém constante de algo que pareciam gotas. Demorou alguns instantes para que notasse que ainda se encontrava naquele mesmo quarto pequeno de alguns instantes atrás, pensamento esse que fez com que se recordasse imediatamente da dor que sentira o que parecia ser minutos atrás. Quanto tempo havia se passado desde que adormecera? Resmungou baixinho finalmente se levantando da cama, olhando cuidadosamente cada canto ao seu redor. Não havia nada de especial, ou sequer alguma coisa que pudesse lhe informar quanto tempo havia se passado; não havia nenhum sinal de janelas que levavam ao lado de fora, nem mesmo no banheiro. A unica saída visível era uma porta de metal grossa, do lado de fora da mesma apenas escuridão. Pela primeira vez não estava conseguindo encontrar quaisquer justificativas para que fosse obrigado a passar por uma situação como aquelas. Estava se sentindo sozinho, aos poucos lembrando-se de ter visto seu pai segurando a seringa que o havia apagado. Não queria acreditar em nada disso. Não queria. Soluçou encolhendo-se no chão do quarto sentindo pela primeira vez um incomodo em suas costas, quase como se a pele estivesse bastante sensível em um ponto especifico. Inspirou profundamente, sua atenção aos poucos sendo desviada para esse fato levando uma das mãos ao local cuidadosamente. Arquejou mais uma vez ao sentir uma dor aguda ao encostar o dedo no que parecera ser uma ferida recém adquirida, mas ainda assim conseguindo reunir coragem o bastante para puxar uma ponta que não parecera nem um pouco como sua pele. Não conseguiu conter um grito de dor com o que seguiu logo em seguida, principalmente por estar cada vez mais assustado sem saber o que fazer em seguida. Quanto mais tentava entender o que estava acontecendo mais confuso ficava. Levantou-se apressadamente correndo em direção ao banheiro arrancando a camiseta com uma força desnecessária cobrindo os lábios afim de conter outro berro, desta vez de pavor ao observar a extensão da ferida que tinha em suas costas, um formato um tanto quanto sugestivo. Somado a isso ao fato que segurava uma pena ensanguentada em sua mão apenas o levava a imaginar o tipo de procedimento que havia se submetido sem saber.