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#Flores textos em português #luna em espanhol.
Não tem mais sentimento pra colocar no papel, não existe mais nada de você que eu queira contar ou guardar, então é assim que se inicia um fim: o silêncio, uma uma penumbra entre a madrugada e o amanhecer, e posso ouvir os barulho do dia do outro lado, quando me termina a sensação estranha do silêncio e solidão e consigo ver com clareza tudo que é possível lá fora, você ficou na noite passada e por sorte não sinto mais nada, nenhum sentimento pra colocar no papel além desse, que é mais meu que seu.
Faz algum tempo que não te escrevo, é estranho eu me sentir segura sempre que penso em você, ainda que passaram anos sem saber nada mais sobre você, mas meu amor por você segue aqui, guardado mesmo que jogue fora, volta. E talvez seja amor por uma versão que não existe mais.. fico pensando se você pensa em mim.. acho que não, se não talvez me escrevesse como eu te escrevo, é estranho lembrar que já foi tudo e hoje em dia já não é mais nada, absolutamente nada, mas você deixou uma cadeira vazia balançando na minha sala, e agora nesse momento eu escrevo pra um fantasma que me acompanha e eu termino escrevendo uma e outra vez há 3 anos..
Não tenho mais nenhuma palavra a ser usada pra te convencer de ficar, nenhuma. Já usei todas de todas a as formas e jeitos, todas as sílabas, letras, idiomas que conheço, disposições, nenhuma delas vai fazer melhor efeito que minha ausência, minha total disposição de fazer o contrário e te deixar ir, fazer o mais difícil talvez seja o mais fácil pra descobrir qual é o seu verdadeiro lugar, mas saiba que amei meu tempo ao seu lado espero te ver em breve, e se eu não ver também… quero que você saiba disso, mas sem usar palavras novas, só as antigas que deixei escritas, ou os abraço que deixei no seu corpo ou o que minha boca tentou expressar nos beijos no meio da noite, e que as minhas mãos desenharam nas carícias… e se você já sabe e se foi, não tenho mais nada pra escrever, só esse texto pensando no que queria que fosse, e que fosse algo mais que uma despedida.
-Paolla katryny
é só que dói um pouco quando eu lembro assim
A rua é a mesma em todas as repetições de cena, os passos são os mesmos na coreografia e as falas iguais, pois não existem mais. O reencontro parcelado, concentrado num mesmo ponto da cidade, onde concordamos em fingir não nos conhecer. Cômico pensar que sempre nos vemos num mesmo lugar, que nunca frequentamos, apesar de termos visitado tantos outros dessa capital com jeito de interior.
Atravessando a rua, ou passando lado a lado, sem a graça da paixão ou o conforto do amor. Sem saudade da memória ou vontade de verdade, sem demanda de perguntas. Só olhos desviantes e dois estranhos que reconheceriam a risada do outro em qualquer lugar.
[E a minha graça tu já não entende]
Não haveria conversa possível e personagens tão antagônicos, como também não existe apagamento. Todas as características incorporadas ainda sabem sua fonte, ainda que não doa mais. Ainda que não seja mais uma história difícil de contar.
Ficou com as quedas de infância, a frustração de adolescente e quaisquer outros relatos que sejam constituintes, mas não centrais. Importantes, mas apenas dados históricos de uma vida longa.
Metros separam o contato visual e físico, anos separam a última vez que fomos algo bonito de se ver e eras separam o que podia ter sido, em outro universo, com outras pessoas. Se você não fosse você e eu não fosse eu. Não procuro mais culpados, já sei quem são. Não elaboro além da conta, sei que você não o faz também.
[O que o amor vira quando chega o fim?]
Tudo está exatamente nos lugares em que deveria estar, entretanto, não te parece cômico teu peito ainda pintado da minha cor favorita e eu ainda usando a tua camisa mais antiga?
Ainda que a cor não seja mais minha, ainda que a camisa já tenha deixado de ser sua há tanto. Não te parece cômico não esquecer de nada enquanto esquece gradualmente de tudo?
Não tenho mais nenhuma palavra a ser usada pra te convencer de ficar, nenhuma. Já usei todas de todas a as formas e jeitos, todas as sílabas, letras, idiomas que conheço, disposições, nenhuma delas vai fazer melhor efeito que minha ausência, minha total disposição de fazer o contrário e te deixar ir, fazer o mais difícil talvez seja o mais fácil pra descobrir qual é o seu verdadeiro lugar, mas saiba que amei meu tempo ao seu lado espero te ver em breve, e se eu não ver também… quero que você saiba disso, mas sem usar palavras novas, só as antigas que deixei escritas, ou os abraço que deixei no seu corpo ou o que minha boca tentou expressar nos beijos no meio da noite, e que as minhas mãos desenharam nas carícias… e se você já sabe e se foi, não tenho mais nada pra escrever, só esse texto pensando no que queria que fosse, e que fosse algo mais que uma despedida.
-Paolla katryny
Não tenho mais nenhuma palavra a ser usada pra te convencer de ficar, nenhuma. Já usei todas de todas a as formas e jeitos, todas as sílabas, letras, idiomas que conheço, disposições, nenhuma delas vai fazer melhor efeito que minha ausência, minha total disposição de fazer o contrário e te deixar ir, fazer o mais difícil talvez seja o mais fácil pra descobrir qual é o seu verdadeiro lugar, mas saiba que amei meu tempo ao seu lado espero te ver em breve, e se eu não ver também… quero que você saiba disso, mas sem usar palavras novas, só as antigas que deixei escritas, ou os abraço que deixei no seu corpo ou o que minha boca tentou expressar nos beijos no meio da noite, e que as minhas mãos desenharam nas carícias… e se você já sabe e se foi, não tenho mais nada pra escrever, só esse texto pensando no que queria que fosse, e que fosse algo mais que uma despedida.
-Paolla katryny
Penso em você às vezes como quem pensa em um familiar que já morreu, passo pelos lugares onde passamos e quase que repasso mentalmente as conversas que as paredes guardam, só pra elas, naquele tempo espaço. Penso em você às vezes como quem pensa no passado sem saber mais nada dele, observando quase que em terceira pessoa o que aprendeu, acho que posso me considerar uma terceira pessoa agora, mas ainda faria as mesma escolhas, passaria pela tua rua às 6, pegaria o metrô no mesmo ponto após me despedir com um beijo, comeria as mesmas empanadas na praça Serrano atrás da igreja. Te conheceria outra vez mesmo sabendo que depois vou ter que passar só e observar as histórias, como um fantasma olhando o passado sem ter a mínima ideia se você tá vivo ou não.
Tenho lindas lembranças, muito vivas ainda, esse luto final me faz pensar na música que bílis diz: “ Our love is six feet under
I can't help but wonder
If our grave was watered by the rain
Would roses bloom?”
Mas já passei por isso antes, sei que em alguns anos isso vai parecer uma besteira, que não valia a pena ter sofrido, mas pra mim agora uns dias depois do fim, olho saudosa para o passado, sabendo que você teve o melhor de mim e capaz outra pessoa no futuro também mereça ter, me fecho agora, pra me curar, te esquecer e pensar que mais uma vez não há nada na vida insuperável
- vai passar
Penso depois de muito tempo… como você estará ? Quem você é hoje? Como será que vai sua vida..eu tô em outro relacionamento agora, já vivi tanto depois de você e não te escrevo a quase um ano, mas as vezes é inevitável que você passe pela minha cabeça, por sorte só como se você me cumprimentasse da porta da minha casa como alguém que passa pra dizer um oi.. seu fantasma não senta mais pra tomar um café e fica me olhando de alguma esquina como sentia a um ano atrás, não dói mais também.. eu não sou mais a mesma afinal, mas minhas perguntas me perseguem.. como você está agora?
Como será que você lembra de mim? Mas não falo de lembrar em uma quarta 3 da tarde, falo do dia do meu aniversário ou de um domingo a noite, o que será que vem a sua mente? É um misterio pra mim, principalmente porque não sei se lembra.. ou se é como uma pessoa qualquer como esses que conheci depois de você,e é provável que o sentimento seja assim, porque então deixa de ser um mistério e passa ser pra mim também menos relevante, o que venho tentando a anos.. se você segue em silêncio eu tenho duas opções: te ver como um mistério ou ver quem tá aqui comigo agora e esquecer de ficar pensando o que te passa em um domingo à noite..
Queria ver uma última foto,mas apaguei todas afinal faz muito tempo, mas acho que se fechar os olhos ainda sei um pouco sobre quem você costumava ser, minha versão que te conhece tá por aqui escondida atrás de uma adulta crescida que fala com todas as letras: estudo trabalho, tenho mais o que pensar. Mas hoje um amigo me disse que o primero era muito importante e que eu era linda, as duas coisas me lembraram você, porque eu não sabia que era linda antes de escutar de você, acho que ele tem razão o primeiro é muito importante, mas importante o suficiente pra você me escrever? Acho que não, por isso não tenho uma última foto mas não parece ainda que faz tanto tempo assim.
-feliz três anos do fim.