Talvez eu tenha chegado mais próximo do limbo, dessa vez.
Qualquer coisa que remete a dependência que tive antes de um laço saudável, me desespera de maneira descontrolada.
É incrÃvel imaginar uma cólera, um impulso descontrolado, onde posso somente ter total controle quando ele aparece. Quando alguém me ajuda a desacelerar no momento que mais preciso, aonde menos tenho auto controle.
Isso causa todo tipo de desconforto, um peso grande sem ser material, somente a sensação de me tornar outra pedra novamente, o trauma que maior se intensifica no decorrer dos dias, semanas, meses... Não poderia, nem precisaria acontecer agora, poderia?
Ou maquio tudo perfeitamente bem, como se toda estrutura daquele prédio interminável não tenha rachaduras ou móveis que não compõem mais o ambiente, ou, cuspo toda frustração na escrita, vomitando gosmas pretas, sujeira intoxicada, a ponto de ficar insuportável por inteiro o processo de soltar.
Fica? Por que você quer ficar? Não tenho ampulhetas para determinar minha ida, ou ao menos, por quanto tempo minha beleza exterior, interior, prevalecerá. Estaria incomodado se te falasse o quanto isso me torna vulnerável a ponto de negar?
Pare de pensar besteira, você diria.
Porém, muitos "porém" me devoram. Me mastigam. Me trituram de fora a fora. Meu intestino ama suas borboletas, mas o meu coração morre de medo de borboletas. Minha vela adora sua chama ardente, mas tenho medo da cera não suportar o calor.
Eu amo o rosa das borboletas, elas são lindas voando ao redor do meu coração.
Será que possuo cera o suficiente? Aonde teria mais cera? E se não conseguir mais? E se a sua chama não querer mais minhas velas?
As borboletas! Se elas fugirem, quem ficará no meu estômago?
Quem teria a cor linda do rosa?
Por que você quer que eu fique?
Por que me quer tanto?
Eu valho a pena?
Será que poderia valer?
Ainda posso valer?
Como poderia?
Me diga, como?
Me diga o porque.
Me diga.
Me diga.