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Kiana Khansmith

❣ Chile in a Photography ❣

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@kaonashis-posts
until you learn the lesson
Suddenly I don't want anyone to know me as deeply anymore, which is weird because I have always yearned for someone to understand my soul
We stress too much for a life that can end at any time.
one day someone will hold your heart carefully instead of making you apologize for having one
Solidão
Parece que nasci com essa solidão no meu peito. Sempre lutei contra esse sentimento, parecia errado senti-lo. Eu nunca tive família, até hoje não sinto que tenho. Lembro da psicóloga da escola dizendo “Você tem família, ela apensa está em outra configuração”. Querida Patrícia, ela não está em outra configuração, só não existe. Na última semana, passei o estresse todo para meu corpo, passei a noite vomitando e na noite seguinte uma febre terrível. Eu avisei a minha melhor amiga, que certamente viria me socorrer. Todos os meus amigos viriam me socorrer.
Mas, eu sempre lembro que um dia eu precisei e ela disse que não poderia vir, porque tinha um trabalho da faculdade, e que eu deveria ver com a minha mãe. Lembro do meu melhor amigo me contando que a mãe dele achou estranho ele estar me acompanhando em vários médicos. Não me entende mal, meus amigos são incríveis, poucas pessoas tem amigos assim. Não quero ser gananciosa. Mas no fim do dia eles têm para onde voltar, eles têm um lar, e eu? Tenho uma mãe que ignora minhas ligações e se comporta como uma adolescente ranzinza. Não me entenda mal, ela faz o melhor que pode, e sou grata. Mas o que eu tenho não me é suficiente.
Eu sou grata por todos eles, eu não estaria viva sem eles, literalmente.
Eu sou grata por Cora me chamar para almoçar sempre, sei que ela o faz para que eu me sinta menos solitária. Mas, todo domingo quando chego desse almoço me sinto mais solitária ainda.
Por isso ando pensando, já que vou ser só, vou ser só fazendo algo que eu queira. Eles vão ser contra, mas eu vou mesmo assim, é a minha vida não a deles.
Quem sabe eu não me sinta melhor?Me sinta menos só abraçando essa solidão.
Amparo
De onde vem esse áspero choro de desespero que rasga,minha garganta? Um choro denso, salgado, carregado de rancor e uma incompreensão que pulsa como uma ferida profunda. Ele está preso aqui, arranhando por dentro desde a hora em que acordei …ou será que não? Será que começou antes, talvez no sábado, quando acordei, já, sentindo o calor pesado na cabeça, espesso como tinta derretida em um quadro de Dalí, escorrendo lento pelo chão da realidade?
Tempo… por que ele se arrasta assim, viscoso, quase imóvel? Eu queria que ele acabasse, que evaporasse no ar abafado deste dia, mas essa é uma reflexão para outro momento. Um momento em que eu não esteja ocupada demais tentando viver.
Acordei. Rosto nu, sem maquiagem. A pele exposta, vulnerável ao olhar dos outros e ao toque da manhã, terça. Me perguntei, com um incômodo sutil, quase uma coceira interna: será que vão notar? E como não notariam? O comentário veio, leve e cortante como uma lâmina fina:
“Nossa, você sem maquiagem… quase não notei, sua pele é muito boa. Mas você vem todo dia, né? All in.”
Venho. Todos os dias. Religiosamente. A diferença é que hoje minha paciência se esfarelou, virou pó seco na boca. Acabou para esse mundo de pessoas que caminham cegas, envoltas em suas próprias bolhas, alheias à dor alheia, como se ela fosse incolor , indolor e insípida. Como pode o ser humano ser tão autocentrado, tão brutalmente indiferente?
“Ah, é porque eu nasci nos anos 80, então não falo muito.”
Fala, sim. Fala o tempo todo. Fala dos próprios problemas com um tom arrastado, quase confortável, como quem se aninha na própria justificativa. Usa o passado como desculpa morna para falhas que têm o gosto amargo da negligência diária. E isso me corrói. Me corrói por dentro como ácido. É combustível, INFLAMÁVEL, jogado direto na fogueira da minha exaustão. Não justifique sua preguiça. Não romantize sua incompetência.
E cá estou eu. Todos os dias. Sustentando. Entregando. Sendo mais que excelente. Organizando cada detalhe da minha rotina com precisão quase cirúrgica, adaptando meus dias ao ritmo irregular da dor que lateja na minha cabeça no rio que ecoa no meu ouvido direito. E, ainda assim, é justamente por tudo estar sempre impecável que esperam, silenciosos, atentos, pelo meu erro. Como predadores à espreita.
Mas hoje… no meu quarto dia de dor contínua, como um conjunto de aros pressionando cada milímetro do meu crânio, uma espécie de máscara de ferro que não pode ser retirada, invisível, porém igualmente sufocante. Hoje eu me pergunto: posso ser imperfeita? Posso vacilar? Posso me permitir quebrar?
A resposta vem seca, automática: não.
E, ainda assim… para onde eu correria? Quem entenderia a profundidade dessa dor física que me acompanha como um fantasma em chamas, sempre à espreita no canto da visão? Qual é a causa? Deus que sabe. Quando vem a próxima crise? Pergunte ao diabo. E quando essa termina? Eu não sei. Só sei do som, esse barulho constante, líquido, como um riacho correndo dentro do meu ouvido, insistente, impossível de ignorar.
E junto com ela vem a outra dor. A que não se mede, não se nomeia com exames. A emocional. Mais silenciosa, mas não menos devastadora. Até muito mais.
Eu só queria um abraço. Um gesto simples, morno, humano. Um reconhecimento, ainda que breve, de que eu aguento essa dor… mas não só ela. Que existem tantas outras camadas invisíveis. Que eu também sou feita de carne sensível e ossos cansados. Que eu também gostaria de ser acolhida, não apenas funcional. De ser afetada, não apenas eficiente. De ser compreendida, não apenas compreensiva.
Porque, no meio de todo esse lugar de controle, de comando, de precisão, existe alguém. Alguém que também falha. Que também cede. Que também desce da altura rígida onde se sustenta… só para, por um instante, receber um pouco de calor, de cuidado, de abrigo.
Amparo, queria amparo.
And I still hate that whenever the word love is spoken, it’s your face that haunts my
mind. I keep wondering if our lives had unfolded differently , with other parents, other
wounds, other paths, would we have finally had a chance?
But maybe that would have made us strangers… even though, deep down, I still
believe we might’ve touched happiness.
We are an iceberg drifting in a world that only sees the glitter on the surface.
No one will ever understand the kind of loneliness that shadows us, or the burning,
unbearable longing for love that swells inside us, ready to burst.
Do you really believe you’ll find in someone else the comfort, the recognition, the
quiet understanding you always found in me?
Because I know, with terrifying certainty, that what I found in you isn’t something life
will let me find again. So I surrender to the weight of my fate, of our fate.
It hurts in a place deeper than my soul, in a place words don’t reach.
Only you know why I cling to control, and only I know why you surrender to it. That’s
how we survive the chaos inside us.
Do you truly think you’ll find someone capable of reading those layers, someone who
won’t run from the storm of who we are?
She may carry my name, but she is not me.
She will never make you bend.
Fim
Eu sabia. Eu quis perguntar várias vezes- “Você conheceu alguém, não conheceu?- E então, chegou o dia que você veio confessar. Confessou como se fosse um pecado, mas na prática era só uma conversa entre amigos.
Em algum momento você era a minha paz, mas agora eu estava em paz, aliviada. E isso foi o que mais me deixou atordoada. Eu não te amava mais, não daquela forma. A consciência disso me enojou. Eu morreria por você em silêncio, mas agora, você era só mais um rosto nas minhas fotos, nas minhas memórias. Foi como quebrar as correntes de um suplício tantálico. Eu estava livre.
eu estou LIVRE…
estou LIVRE..
LIVRE.
EU
PS: Você se lembra de mim toda vez que a chama? HANNAH.
O universo e suas ironias.
“And when I asked you how you’d been, I meant I missed you more than I’ve ever missed anything before.”
— Iain Thomas
“Be with someone who will take care of you. Not materialistically, but take care of your soul, your well being, your heart.”
— Unknown
Eterna solidão?
Parece que nasci com essa solidão no meu peito. Sempre lutei contra esse sentimento, parecia errado senti-lo. Eu nunca tive família, até hoje não sinto que tenho. Lembro da psicóloga da escola dizendo “Você tem família, ela apensa está em outra configuração”. Querida Patrícia, ela não está em outra configuração, só não existe. Na última semana, passei o estresse todo para meu corpo, passei a noite vomitando e na noite seguinte uma febre terrível. Eu avisei a minha melhor amiga, que certamente viria me socorrer. Todos os meus amigos viriam me socorrer.
Mas, eu sempre lembro que um dia eu precisei e ela disse que não poderia vir, porque tinha um trabalho da faculdade, e que eu deveria ver com a minha mãe. Lembro do meu melhor amigo me contando que a mãe dele achou estranho ele estar me acompanhando em vários médicos. Não me entende mal, meus amigos são incríveis, poucas pessoas tem amigos assim. Não quero ser gananciosa. Mas no fim do dia eles têm para onde voltar, eles têm um lar, e eu? Tenho uma mãe que ignora minhas ligações e se comporta como uma adolescente ranzinza. Não me entenda mal, ela faz o melhor que pode, e sou grata. Mas o que eu tenho não me é suficiente.
Eu sou grata por todos eles, eu não estaria viva sem eles, literalmente.
Eu sou grata por Cora me chamar para almoçar sempre, sei que ela o faz para que eu me sinta menos solitária. Mas, todo domingo quando chego desse almoço me sinto mais solitária ainda.
Por isso ando pensando, já que vou ser só, vou ser só fazendo algo que eu queira. Eles vão ser contra, mas eu vou mesmo assim, é a minha vida não a deles.
Quem sabe eu não me sinta melhor?Me sinta menos só abraçando essa solidão.
b&w | love blog
A saudade não me deixa
Bastou uma pessoa me perguntar de você. UMA. Uma amiga chegar e perguntar “Como está o pequeno rei?”. A sensação que eu tive era que eu estava afundando, afogando em saudade. Ninguém desperta esse sentimento em mim. Eu tenho saudades das nossas conversas, das nossas provocações bobas, do teu cheiro, dos teus olhos azuis translúcidos.
Tenho saudade de ver teu peitoral nu, mesmo que em fotos. Saudades do seu jeito maroto e do teu sorriso brincalhão. Saudades de acordar com uma mensagem sua dizendo “Bom dia velha chata”. Eu sinto saudades.
Uma saudade tão grande que dói, que me deixa melancólica e até desesperada. Queria pegar um avião e cruzar o mundo só para te dar um abraço. E me doeu você pegar um avião e atravessar o mundo e só me mandar um aviso “Estou aqui”, e não ter respondido minhas mensagens de revolta, pelo não aviso prévio. Eu estava num episódio de mania e achei que por isso queria te ver. Não é verdade, eu sempre quero te ver, todos os dias, eu sempre sinto sua falta, todos os dias. Eu não consigo lhe superar, não importa o que eu faça, quem eu beije. Você sempre está aqui. Na minha cabeça.