vc chorou vendo a banda da stella se apresentar? o gio não precisa nem falar né todo mundo sabe q ele chorou
Como não se emocionar? Imagina colocar aquele pequeno demônio da tazmânia no mundo, ver crescer e agora está em um palco de um festival?!
Claire Keane
Keni

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YOU ARE THE REASON
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vc chorou vendo a banda da stella se apresentar? o gio não precisa nem falar né todo mundo sabe q ele chorou
Como não se emocionar? Imagina colocar aquele pequeno demônio da tazmânia no mundo, ver crescer e agora está em um palco de um festival?!
amor tu acha q quem é o ativo entre o ferreirinha e o calleri?
Eu diria que é o Calleri, se o Ferreirinha não acerta nem o tamanho do gol, imagina mirar no cu.
po tu é mt linda papo reto nem existe um negócio desse todo dia q sou abençoado em poder te ver eu fico de xereca eh mt beleza num lugar so mt exuberância nao consigo nem explicar o que sinto quando te vejo pelo amor de deus eu devo ter salvado jesus cristo em todas minhas vidas passadas pra ter a sorte de te ver e tu ainda vai ter um filho meu esqueça tudo
Prometo fazer um inferno na sua cabeça pro resto da vida, Gio.
Tudo nosso e nada deles.
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
Devia ter ficado nervoso com o tom usado pela namorada, especialmente num momento como aquele. Mas a verdade é que finalmente ter os olhos de Kath sobre si o fez sorrir. Ah, ai estava ela. A mãe de seu futuro filho.
“Está tudo bem,” disse devagar, porque sentia que era o que precisava dizer. “Estou com você, beleza? Pro que der e vier. O que você quiser fazer a gente faz.”
Seu corpo todo tremia por dentro; era uma sensação quase que engraçada. Seus pensamentos aconteciam a todos ao mesmo tempo, rodando em torno da realização de que os três testes deram positivo e que Katherine seria mãe. Tirou os óculos do rosto e apertou a palma contra os olhos cheios de água, tentando respirar fundo. "Anakin é um nome horroroso." Disse com a voz abafada, querendo chorar.
"Eu estou grávida." Fungou. "Meu Deus, eu estou grávida." Sua voz era amedrontada, cheia de sentimentos conflitantes e complicados. "Gio," Falava pausadamente, "Eu não quero... não quero tirar o bebê." Disse com uma certeza que nunca achou que teria, mas agora, naquele momento em especifico, apesar de todo o medo, toda a insegurança, pensou que não gostaria de não ter aquele bebe.
Gio tirou os óculos das mãos de Kath e os depositou com calma em cima da pia, junto com todos os três testes. Talvez ainda não tivesse caído em si, talvez só estivesse em modo automático de namorado. Mas no momento não parecia que sua vida inteira estava mudando. A única coisa que se passava na cabeça do loiro era que precisava acalmar Kath. Limpou as mãos em sua calça, segurando a da loira enquanto acariciava seu rosto vermelho. “Anakin é um nome daora,” murmurou baixinho, limpando as lágrimas que se acumulavam nos olhos da namorada.
Bom, o que ele poderia dizer agora? Ela estava mesmo grávida e não era como se Gio pudesse falar que ele também estava — não era com ele. “Ok,” concordou, se levantando e deixando um beijo na cabeça dela. “Ok, amor. A gente vai ter esse bebê então, beleza? E a gente não vai chamar de Anakin.” Mesmo que fosse um nome maneiro e o personagem favorito de Gio. Ajeitou os fios loiros dela e levantou o rosto molhado na sua direção. “Por que a gente não sai desse banheiro? Tá frio pra caralh-” se interrompeu; não iria xingar na frente de seu primogênito. “Tá muito frio e você precisa se esquentar.”
"É o pior nome que eu ouvi na minha vida." Talvez não fosse pra tanto, mas mesko assim, não havia qualquer possibilidade de colocar aquele nome no seu bebê. E esse era o primeiro passo, não era? Escolher um nome para o bebê que estava dentro dela, dar uma identidade a quem nasceria dali nove meses.
Era impossível que mesmo em meio aquele caos de sensações, não sorrisse sutilmente com a forma tão delicada e amorosa que Giorgian estava lidando com tudo aquilo, a deixando mais confortável e calma na medida do possível, levando em consideração seus próprios níveis. "Giorgian você pode xingar," Se levantou do sanitário com calma. "É o meu bebê, não tem pra onde essa criança fugir, vai estar nos genes." Parrou em frente ao espelho do banheiro e levantou a blusa de algodão que usava, observando a barriga no reflexo. "It's weird."
Gio fez uma careta, não ousando demonstrar sua indignação mais do que isso. “Você nunca viu Star Wars, viu?” Mudou um pouco de assunto, quem sabe se fizesse Kath assistir ela concordaria com sua ideia. “Mas beleza, tranquilo, princesa. Eu tenho uma segunda opção pro nome do loirinho! Se bem que eu queria uma menina.” Era engraçado, porque ele falava, mas ainda não conseguia realmente mensurar o tamanho daquilo tudo. Que Kath estava grávida. Que ele seria pais. Que os dois, juntos, seriam pais de uma criança.
“Será que vai ser uma criança chatinha igual você?” Implicou, roubando um beijo enquanto a namorada se ajeitava em frente ao espelho. Pensou em fazer outra brincadeira, mas achava que já tinha passado dos limites, então se contentou em abraçar Kath por trás, colocando uma mão na barriga dela. “Com quanto tempo será que mexe?”
"Star Wars é muito antigo, é em preto e branco." Sabia que não era, mas tinha uma aversão aquela franquia que não era muito justificável. No entanto, aquele detalhe de sua personalidade parecia muito pequeno e insignificante naquele momento. Tudo parecia muito pequeno em comparação a descobrir que estava grávida. "Quais suas opções?"
"Tomara que sim. Imagina se puxar você." Sorriu contra os lábios do namorado. Era um tanto irreal pensar que poderia gerar alguém que fosse parecida consigo, correndo o risco de pagar a própria língua e dar razão a própria mãe tantas outras vezes. "Não faço ideia. Na verdade não faço ideia de absolutamente nada." Relaxou o corpo contra o dele, como se pudesse descansar aqueles poucos segundos sentindo o toque quente em sua barriga. "Deve ser do tamanho de um feijão agora. Se muito."
"Do que você tá falando?!" Questionou verdadeiramente em choque. Ela devia estar brincando. Se tinha uma coisa que Katherine gostava era tirar ele do sério. Balançou a cabeça, decidindo que não valia a pena entrar naquele assunto agora. "Deixa pra lá! Se for um loirinho pode ser Hayden! Mas se for uma loirinha ai eu não sei, vou pensar num nome bacana."
"Bonito, charmoso, gente boa, flamenguista, pagodeiro? Me parece ótimo!" Estava brincando, claro, na verdade torcia muito para que todos seus filhos se parecessem com Kath - ou com Giulia. "A gente precisar marcar um médico, né?" Ajeitou a namorada melhor em seus braços, apoiando o queixo no ombro dela.
"Do filme. O primeiro foi lançado quando Jesus tava na terra ainda." Deu os ombros, dizendo tudo em um tom exageradamente neutro. "Hayden." Repetiu em voz alta, deixando o nome ressoar no eco por uns segundos. "Hayden Robards Scatorccio" Afirmou, pensando que seria um belo nome. "Henry se for menina? Acho que não."
"Jesus." Balançou a cabeça em negação, rindo. Ainda estava um tanto anestesiada, a ficha sem cair por completo. Ali naquele banheiro frio tudo parecia muito simples, a realidade ainda seria complicada, mas por enquanto era tranquilo e seguro ali. "É, será que vão estranhar se a gente for até o hospital ainda hoje?" E como um clique, arregalou os olhos, se dando conta de um detalhe. "Nós deveríamos contar pros outros?" O pegou pela mão e foi para fora do banheiro, sentando na cama. "Giorgian..."
Abriu um sorriso enorme. Era um bom nome. "Ta aí, princesa! Hayden Robards Scatorccio, gostei." Nem acreditava muito que Kath tinha gostado de uma sugestão sua, ia pra sempre lembrar daquilo. "É, acho que não. Mas vamos ver, beleza? Tem tempo ainda e se for menina a gente pensa com calma." Depositou um novo beijo nos lábios da namorada.
Teria respondido, se não fosse pelo fato de Kath ter o puxado para fora do banheiro como um raio - ela fazia tudo nessa velocidade mesmo. "Ei," disse com calma, sentando ao lado dela e entrelaçando os dedos da mão que ela segurava. "Vai ficar tudo bem, beleza? Você é meio maluca, mas vai ser uma mãe incrível! E eu vou tá sempre do teu lado, pode ficar tranquila. Vamo aproveitar o resto da viagem e ai quando a gente voltar pra terra do sol a gente marca um médico e conta pras pessoas depois que tiver tudo certo," falou, apertando a mão dela.
Sua crise vinha em ondas, as vezes conseguia pensar em meio ao caos e as outras vezes se entregava ao medo aterrorizante que era estar grávida. Sentada na cama, a voz de Gio parecia distante, quase como se estivesse em outro quarto, o toque em sua mão era quase fantasmagórico. Seus pensamentos eram tão altos e confusos que Katherine sentia como se tivesse um zumbido permanente em seus ouvidos.
"Gio..." Se endireitou, levando uma mão a boca em um gesto quase assustado. "Eu vou segurar sua mão enquanto falo isso, e espero que você fique calmo, ok?" Levou a outra mão para segurar a do outro. Sentia suas mãos geladas e seu coração bastante acelerado dentro de seu peito. "Nós vamos ter que falar com meu pai."
Gio já tinha vivido muita coisa nessa vida, disso tinha certeza. E era exatamente sobre isso que pensava enquanto Kath segurava sua mão e anunciava sua sentença de morte. Não tinha nem pensado nisso ainda, muito ocupado em aceitar o fato de que ia ser pai pra poder pensar no fato seguinte de que seria morto. Ele tinha vivido bastante, mas era até meio ridículo morrer dessa forma... o pai de Kath teria coragem de matar o pai do futuro bebê da filha? Gostava de pensar que não, mas tinha muito medo que sim.
Sem querer demonstrar o medo assombroso que tomou conta de seu corpo bronzeado, Gio abriu um sorriso, depositando um beijo na bochecha de Katherine. "Tá suave, meu amor. Do chão eu não passo né."
Não faziam nem quarenta minutos que estava grávida, quer dizer, oficialmente e formalmente grávida, que descobria a cada novo segundo que precisava lidar com uma coisa diferente. Agora, por mais que Gio tentasse transparecer confiança e calma, Katherine sabia que não era bem assim. Continuou o olhando, erguendo uma de suas sobrancelhas claras, sem realmente acreditar naquilo tudo. "É mesmo?"
Gio deu de ombros, tirando seu boné e jogando longe no chão do quarto. "É, ué. Se ele me matar fico mortinho no chão e de lá mesmo ninguém me tira. É mó zuado, porque mal comecei a namorar você e eu já tava aqui pensando como ia ensinar nossa criança a jogar futebol e tocar pandeiro. Você acha que seu pai teria coragem de te fazer mãe solteira? Eu espero que não. Já pensou se nasce um bacurim que parece comigo e eu morto? Assassinado pelo seu pai? Ai tu vai fazer o que? Chorar toda vez que olhar pra criança? Isso não é vida não, loira, e é por isso que tu devia mandar o papo pro teu velho."
Sua cabeça doía um pouco e sentia seus olhos arderem um bocado, como se estivesse prestes a se debulhar em lágrimas. Gio exercia seu monólogo fúnebre e Katherine só conseguia pensar que de fato seu pai gostaria de assassiná-lo. “É claro que com meu pai, lido eu, mas você não pode só se esconder dele. Se você teve pau pra me engravidar tem que ter pau pra falar com meu pai.” Suspirou. “Mas isso não vai ser um problema, só é uma coisa que vamos ter de lidar.” Passou a mão pelos cabelos, um pouco nervosa. “A gente deveria fazer algo agora?”
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
Devia ter ficado nervoso com o tom usado pela namorada, especialmente num momento como aquele. Mas a verdade é que finalmente ter os olhos de Kath sobre si o fez sorrir. Ah, ai estava ela. A mãe de seu futuro filho.
“Está tudo bem,” disse devagar, porque sentia que era o que precisava dizer. “Estou com você, beleza? Pro que der e vier. O que você quiser fazer a gente faz.”
Seu corpo todo tremia por dentro; era uma sensação quase que engraçada. Seus pensamentos aconteciam a todos ao mesmo tempo, rodando em torno da realização de que os três testes deram positivo e que Katherine seria mãe. Tirou os óculos do rosto e apertou a palma contra os olhos cheios de água, tentando respirar fundo. "Anakin é um nome horroroso." Disse com a voz abafada, querendo chorar.
"Eu estou grávida." Fungou. "Meu Deus, eu estou grávida." Sua voz era amedrontada, cheia de sentimentos conflitantes e complicados. "Gio," Falava pausadamente, "Eu não quero... não quero tirar o bebê." Disse com uma certeza que nunca achou que teria, mas agora, naquele momento em especifico, apesar de todo o medo, toda a insegurança, pensou que não gostaria de não ter aquele bebe.
Gio tirou os óculos das mãos de Kath e os depositou com calma em cima da pia, junto com todos os três testes. Talvez ainda não tivesse caído em si, talvez só estivesse em modo automático de namorado. Mas no momento não parecia que sua vida inteira estava mudando. A única coisa que se passava na cabeça do loiro era que precisava acalmar Kath. Limpou as mãos em sua calça, segurando a da loira enquanto acariciava seu rosto vermelho. “Anakin é um nome daora,” murmurou baixinho, limpando as lágrimas que se acumulavam nos olhos da namorada.
Bom, o que ele poderia dizer agora? Ela estava mesmo grávida e não era como se Gio pudesse falar que ele também estava — não era com ele. “Ok,” concordou, se levantando e deixando um beijo na cabeça dela. “Ok, amor. A gente vai ter esse bebê então, beleza? E a gente não vai chamar de Anakin.” Mesmo que fosse um nome maneiro e o personagem favorito de Gio. Ajeitou os fios loiros dela e levantou o rosto molhado na sua direção. “Por que a gente não sai desse banheiro? Tá frio pra caralh-” se interrompeu; não iria xingar na frente de seu primogênito. “Tá muito frio e você precisa se esquentar.”
"É o pior nome que eu ouvi na minha vida." Talvez não fosse pra tanto, mas mesko assim, não havia qualquer possibilidade de colocar aquele nome no seu bebê. E esse era o primeiro passo, não era? Escolher um nome para o bebê que estava dentro dela, dar uma identidade a quem nasceria dali nove meses.
Era impossível que mesmo em meio aquele caos de sensações, não sorrisse sutilmente com a forma tão delicada e amorosa que Giorgian estava lidando com tudo aquilo, a deixando mais confortável e calma na medida do possível, levando em consideração seus próprios níveis. "Giorgian você pode xingar," Se levantou do sanitário com calma. "É o meu bebê, não tem pra onde essa criança fugir, vai estar nos genes." Parrou em frente ao espelho do banheiro e levantou a blusa de algodão que usava, observando a barriga no reflexo. "It's weird."
Gio fez uma careta, não ousando demonstrar sua indignação mais do que isso. “Você nunca viu Star Wars, viu?” Mudou um pouco de assunto, quem sabe se fizesse Kath assistir ela concordaria com sua ideia. “Mas beleza, tranquilo, princesa. Eu tenho uma segunda opção pro nome do loirinho! Se bem que eu queria uma menina.” Era engraçado, porque ele falava, mas ainda não conseguia realmente mensurar o tamanho daquilo tudo. Que Kath estava grávida. Que ele seria pais. Que os dois, juntos, seriam pais de uma criança.
“Será que vai ser uma criança chatinha igual você?” Implicou, roubando um beijo enquanto a namorada se ajeitava em frente ao espelho. Pensou em fazer outra brincadeira, mas achava que já tinha passado dos limites, então se contentou em abraçar Kath por trás, colocando uma mão na barriga dela. “Com quanto tempo será que mexe?”
"Star Wars é muito antigo, é em preto e branco." Sabia que não era, mas tinha uma aversão aquela franquia que não era muito justificável. No entanto, aquele detalhe de sua personalidade parecia muito pequeno e insignificante naquele momento. Tudo parecia muito pequeno em comparação a descobrir que estava grávida. "Quais suas opções?"
"Tomara que sim. Imagina se puxar você." Sorriu contra os lábios do namorado. Era um tanto irreal pensar que poderia gerar alguém que fosse parecida consigo, correndo o risco de pagar a própria língua e dar razão a própria mãe tantas outras vezes. "Não faço ideia. Na verdade não faço ideia de absolutamente nada." Relaxou o corpo contra o dele, como se pudesse descansar aqueles poucos segundos sentindo o toque quente em sua barriga. "Deve ser do tamanho de um feijão agora. Se muito."
"Do que você tá falando?!" Questionou verdadeiramente em choque. Ela devia estar brincando. Se tinha uma coisa que Katherine gostava era tirar ele do sério. Balançou a cabeça, decidindo que não valia a pena entrar naquele assunto agora. "Deixa pra lá! Se for um loirinho pode ser Hayden! Mas se for uma loirinha ai eu não sei, vou pensar num nome bacana."
"Bonito, charmoso, gente boa, flamenguista, pagodeiro? Me parece ótimo!" Estava brincando, claro, na verdade torcia muito para que todos seus filhos se parecessem com Kath - ou com Giulia. "A gente precisar marcar um médico, né?" Ajeitou a namorada melhor em seus braços, apoiando o queixo no ombro dela.
"Do filme. O primeiro foi lançado quando Jesus tava na terra ainda." Deu os ombros, dizendo tudo em um tom exageradamente neutro. "Hayden." Repetiu em voz alta, deixando o nome ressoar no eco por uns segundos. "Hayden Robards Scatorccio" Afirmou, pensando que seria um belo nome. "Henry se for menina? Acho que não."
"Jesus." Balançou a cabeça em negação, rindo. Ainda estava um tanto anestesiada, a ficha sem cair por completo. Ali naquele banheiro frio tudo parecia muito simples, a realidade ainda seria complicada, mas por enquanto era tranquilo e seguro ali. "É, será que vão estranhar se a gente for até o hospital ainda hoje?" E como um clique, arregalou os olhos, se dando conta de um detalhe. "Nós deveríamos contar pros outros?" O pegou pela mão e foi para fora do banheiro, sentando na cama. "Giorgian..."
Abriu um sorriso enorme. Era um bom nome. "Ta aí, princesa! Hayden Robards Scatorccio, gostei." Nem acreditava muito que Kath tinha gostado de uma sugestão sua, ia pra sempre lembrar daquilo. "É, acho que não. Mas vamos ver, beleza? Tem tempo ainda e se for menina a gente pensa com calma." Depositou um novo beijo nos lábios da namorada.
Teria respondido, se não fosse pelo fato de Kath ter o puxado para fora do banheiro como um raio - ela fazia tudo nessa velocidade mesmo. "Ei," disse com calma, sentando ao lado dela e entrelaçando os dedos da mão que ela segurava. "Vai ficar tudo bem, beleza? Você é meio maluca, mas vai ser uma mãe incrível! E eu vou tá sempre do teu lado, pode ficar tranquila. Vamo aproveitar o resto da viagem e ai quando a gente voltar pra terra do sol a gente marca um médico e conta pras pessoas depois que tiver tudo certo," falou, apertando a mão dela.
Sua crise vinha em ondas, as vezes conseguia pensar em meio ao caos e as outras vezes se entregava ao medo aterrorizante que era estar grávida. Sentada na cama, a voz de Gio parecia distante, quase como se estivesse em outro quarto, o toque em sua mão era quase fantasmagórico. Seus pensamentos eram tão altos e confusos que Katherine sentia como se tivesse um zumbido permanente em seus ouvidos.
"Gio..." Se endireitou, levando uma mão a boca em um gesto quase assustado. "Eu vou segurar sua mão enquanto falo isso, e espero que você fique calmo, ok?" Levou a outra mão para segurar a do outro. Sentia suas mãos geladas e seu coração bastante acelerado dentro de seu peito. "Nós vamos ter que falar com meu pai."
Gio já tinha vivido muita coisa nessa vida, disso tinha certeza. E era exatamente sobre isso que pensava enquanto Kath segurava sua mão e anunciava sua sentença de morte. Não tinha nem pensado nisso ainda, muito ocupado em aceitar o fato de que ia ser pai pra poder pensar no fato seguinte de que seria morto. Ele tinha vivido bastante, mas era até meio ridículo morrer dessa forma... o pai de Kath teria coragem de matar o pai do futuro bebê da filha? Gostava de pensar que não, mas tinha muito medo que sim.
Sem querer demonstrar o medo assombroso que tomou conta de seu corpo bronzeado, Gio abriu um sorriso, depositando um beijo na bochecha de Katherine. "Tá suave, meu amor. Do chão eu não passo né."
Não faziam nem quarenta minutos que estava grávida, quer dizer, oficialmente e formalmente grávida, que descobria a cada novo segundo que precisava lidar com uma coisa diferente. Agora, por mais que Gio tentasse transparecer confiança e calma, Katherine sabia que não era bem assim. Continuou o olhando, erguendo uma de suas sobrancelhas claras, sem realmente acreditar naquilo tudo. "É mesmo?"
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
Devia ter ficado nervoso com o tom usado pela namorada, especialmente num momento como aquele. Mas a verdade é que finalmente ter os olhos de Kath sobre si o fez sorrir. Ah, ai estava ela. A mãe de seu futuro filho.
“Está tudo bem,” disse devagar, porque sentia que era o que precisava dizer. “Estou com você, beleza? Pro que der e vier. O que você quiser fazer a gente faz.”
Seu corpo todo tremia por dentro; era uma sensação quase que engraçada. Seus pensamentos aconteciam a todos ao mesmo tempo, rodando em torno da realização de que os três testes deram positivo e que Katherine seria mãe. Tirou os óculos do rosto e apertou a palma contra os olhos cheios de água, tentando respirar fundo. "Anakin é um nome horroroso." Disse com a voz abafada, querendo chorar.
"Eu estou grávida." Fungou. "Meu Deus, eu estou grávida." Sua voz era amedrontada, cheia de sentimentos conflitantes e complicados. "Gio," Falava pausadamente, "Eu não quero... não quero tirar o bebê." Disse com uma certeza que nunca achou que teria, mas agora, naquele momento em especifico, apesar de todo o medo, toda a insegurança, pensou que não gostaria de não ter aquele bebe.
Gio tirou os óculos das mãos de Kath e os depositou com calma em cima da pia, junto com todos os três testes. Talvez ainda não tivesse caído em si, talvez só estivesse em modo automático de namorado. Mas no momento não parecia que sua vida inteira estava mudando. A única coisa que se passava na cabeça do loiro era que precisava acalmar Kath. Limpou as mãos em sua calça, segurando a da loira enquanto acariciava seu rosto vermelho. “Anakin é um nome daora,” murmurou baixinho, limpando as lágrimas que se acumulavam nos olhos da namorada.
Bom, o que ele poderia dizer agora? Ela estava mesmo grávida e não era como se Gio pudesse falar que ele também estava — não era com ele. “Ok,” concordou, se levantando e deixando um beijo na cabeça dela. “Ok, amor. A gente vai ter esse bebê então, beleza? E a gente não vai chamar de Anakin.” Mesmo que fosse um nome maneiro e o personagem favorito de Gio. Ajeitou os fios loiros dela e levantou o rosto molhado na sua direção. “Por que a gente não sai desse banheiro? Tá frio pra caralh-” se interrompeu; não iria xingar na frente de seu primogênito. “Tá muito frio e você precisa se esquentar.”
"É o pior nome que eu ouvi na minha vida." Talvez não fosse pra tanto, mas mesko assim, não havia qualquer possibilidade de colocar aquele nome no seu bebê. E esse era o primeiro passo, não era? Escolher um nome para o bebê que estava dentro dela, dar uma identidade a quem nasceria dali nove meses.
Era impossível que mesmo em meio aquele caos de sensações, não sorrisse sutilmente com a forma tão delicada e amorosa que Giorgian estava lidando com tudo aquilo, a deixando mais confortável e calma na medida do possível, levando em consideração seus próprios níveis. "Giorgian você pode xingar," Se levantou do sanitário com calma. "É o meu bebê, não tem pra onde essa criança fugir, vai estar nos genes." Parrou em frente ao espelho do banheiro e levantou a blusa de algodão que usava, observando a barriga no reflexo. "It's weird."
Gio fez uma careta, não ousando demonstrar sua indignação mais do que isso. “Você nunca viu Star Wars, viu?” Mudou um pouco de assunto, quem sabe se fizesse Kath assistir ela concordaria com sua ideia. “Mas beleza, tranquilo, princesa. Eu tenho uma segunda opção pro nome do loirinho! Se bem que eu queria uma menina.” Era engraçado, porque ele falava, mas ainda não conseguia realmente mensurar o tamanho daquilo tudo. Que Kath estava grávida. Que ele seria pais. Que os dois, juntos, seriam pais de uma criança.
“Será que vai ser uma criança chatinha igual você?” Implicou, roubando um beijo enquanto a namorada se ajeitava em frente ao espelho. Pensou em fazer outra brincadeira, mas achava que já tinha passado dos limites, então se contentou em abraçar Kath por trás, colocando uma mão na barriga dela. “Com quanto tempo será que mexe?”
"Star Wars é muito antigo, é em preto e branco." Sabia que não era, mas tinha uma aversão aquela franquia que não era muito justificável. No entanto, aquele detalhe de sua personalidade parecia muito pequeno e insignificante naquele momento. Tudo parecia muito pequeno em comparação a descobrir que estava grávida. "Quais suas opções?"
"Tomara que sim. Imagina se puxar você." Sorriu contra os lábios do namorado. Era um tanto irreal pensar que poderia gerar alguém que fosse parecida consigo, correndo o risco de pagar a própria língua e dar razão a própria mãe tantas outras vezes. "Não faço ideia. Na verdade não faço ideia de absolutamente nada." Relaxou o corpo contra o dele, como se pudesse descansar aqueles poucos segundos sentindo o toque quente em sua barriga. "Deve ser do tamanho de um feijão agora. Se muito."
"Do que você tá falando?!" Questionou verdadeiramente em choque. Ela devia estar brincando. Se tinha uma coisa que Katherine gostava era tirar ele do sério. Balançou a cabeça, decidindo que não valia a pena entrar naquele assunto agora. "Deixa pra lá! Se for um loirinho pode ser Hayden! Mas se for uma loirinha ai eu não sei, vou pensar num nome bacana."
"Bonito, charmoso, gente boa, flamenguista, pagodeiro? Me parece ótimo!" Estava brincando, claro, na verdade torcia muito para que todos seus filhos se parecessem com Kath - ou com Giulia. "A gente precisar marcar um médico, né?" Ajeitou a namorada melhor em seus braços, apoiando o queixo no ombro dela.
"Do filme. O primeiro foi lançado quando Jesus tava na terra ainda." Deu os ombros, dizendo tudo em um tom exageradamente neutro. "Hayden." Repetiu em voz alta, deixando o nome ressoar no eco por uns segundos. "Hayden Robards Scatorccio" Afirmou, pensando que seria um belo nome. "Henry se for menina? Acho que não."
"Jesus." Balançou a cabeça em negação, rindo. Ainda estava um tanto anestesiada, a ficha sem cair por completo. Ali naquele banheiro frio tudo parecia muito simples, a realidade ainda seria complicada, mas por enquanto era tranquilo e seguro ali. "É, será que vão estranhar se a gente for até o hospital ainda hoje?" E como um clique, arregalou os olhos, se dando conta de um detalhe. "Nós deveríamos contar pros outros?" O pegou pela mão e foi para fora do banheiro, sentando na cama. "Giorgian..."
Abriu um sorriso enorme. Era um bom nome. "Ta aí, princesa! Hayden Robards Scatorccio, gostei." Nem acreditava muito que Kath tinha gostado de uma sugestão sua, ia pra sempre lembrar daquilo. "É, acho que não. Mas vamos ver, beleza? Tem tempo ainda e se for menina a gente pensa com calma." Depositou um novo beijo nos lábios da namorada.
Teria respondido, se não fosse pelo fato de Kath ter o puxado para fora do banheiro como um raio - ela fazia tudo nessa velocidade mesmo. "Ei," disse com calma, sentando ao lado dela e entrelaçando os dedos da mão que ela segurava. "Vai ficar tudo bem, beleza? Você é meio maluca, mas vai ser uma mãe incrível! E eu vou tá sempre do teu lado, pode ficar tranquila. Vamo aproveitar o resto da viagem e ai quando a gente voltar pra terra do sol a gente marca um médico e conta pras pessoas depois que tiver tudo certo," falou, apertando a mão dela.
Sua crise vinha em ondas, as vezes conseguia pensar em meio ao caos e as outras vezes se entregava ao medo aterrorizante que era estar grávida. Sentada na cama, a voz de Gio parecia distante, quase como se estivesse em outro quarto, o toque em sua mão era quase fantasmagórico. Seus pensamentos eram tão altos e confusos que Katherine sentia como se tivesse um zumbido permanente em seus ouvidos.
"Gio..." Se endireitou, levando uma mão a boca em um gesto quase assustado. "Eu vou segurar sua mão enquanto falo isso, e espero que você fique calmo, ok?" Levou a outra mão para segurar a do outro. Sentia suas mãos geladas e seu coração bastante acelerado dentro de seu peito. "Nós vamos ter que falar com meu pai."
amiga queria te avisar que eu tava conversando com o gio e ele falou que não tem ngm namorando em sun city viu
Como é a história? @gionotarrascaeta
qual sua lembrança favorita desse ano?
É, beijar e se declarar na chuva de madrugada é realmente algo.
amor amei muito sua nova skin care sei la vc é tao linda q tenho vontade de me degolar #deixaeuseropaidoseusfilhosprfvr
Pois se degole.
kath como vc se enxerga dentro do combate contra nascimento de virginianos hein
Infelizmente muito limitada.
Mas vou me esforçar o máximo pra ser um libriano.
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
Devia ter ficado nervoso com o tom usado pela namorada, especialmente num momento como aquele. Mas a verdade é que finalmente ter os olhos de Kath sobre si o fez sorrir. Ah, ai estava ela. A mãe de seu futuro filho.
“Está tudo bem,” disse devagar, porque sentia que era o que precisava dizer. “Estou com você, beleza? Pro que der e vier. O que você quiser fazer a gente faz.”
Seu corpo todo tremia por dentro; era uma sensação quase que engraçada. Seus pensamentos aconteciam a todos ao mesmo tempo, rodando em torno da realização de que os três testes deram positivo e que Katherine seria mãe. Tirou os óculos do rosto e apertou a palma contra os olhos cheios de água, tentando respirar fundo. "Anakin é um nome horroroso." Disse com a voz abafada, querendo chorar.
"Eu estou grávida." Fungou. "Meu Deus, eu estou grávida." Sua voz era amedrontada, cheia de sentimentos conflitantes e complicados. "Gio," Falava pausadamente, "Eu não quero... não quero tirar o bebê." Disse com uma certeza que nunca achou que teria, mas agora, naquele momento em especifico, apesar de todo o medo, toda a insegurança, pensou que não gostaria de não ter aquele bebe.
Gio tirou os óculos das mãos de Kath e os depositou com calma em cima da pia, junto com todos os três testes. Talvez ainda não tivesse caído em si, talvez só estivesse em modo automático de namorado. Mas no momento não parecia que sua vida inteira estava mudando. A única coisa que se passava na cabeça do loiro era que precisava acalmar Kath. Limpou as mãos em sua calça, segurando a da loira enquanto acariciava seu rosto vermelho. “Anakin é um nome daora,” murmurou baixinho, limpando as lágrimas que se acumulavam nos olhos da namorada.
Bom, o que ele poderia dizer agora? Ela estava mesmo grávida e não era como se Gio pudesse falar que ele também estava — não era com ele. “Ok,” concordou, se levantando e deixando um beijo na cabeça dela. “Ok, amor. A gente vai ter esse bebê então, beleza? E a gente não vai chamar de Anakin.” Mesmo que fosse um nome maneiro e o personagem favorito de Gio. Ajeitou os fios loiros dela e levantou o rosto molhado na sua direção. “Por que a gente não sai desse banheiro? Tá frio pra caralh-” se interrompeu; não iria xingar na frente de seu primogênito. “Tá muito frio e você precisa se esquentar.”
"É o pior nome que eu ouvi na minha vida." Talvez não fosse pra tanto, mas mesko assim, não havia qualquer possibilidade de colocar aquele nome no seu bebê. E esse era o primeiro passo, não era? Escolher um nome para o bebê que estava dentro dela, dar uma identidade a quem nasceria dali nove meses.
Era impossível que mesmo em meio aquele caos de sensações, não sorrisse sutilmente com a forma tão delicada e amorosa que Giorgian estava lidando com tudo aquilo, a deixando mais confortável e calma na medida do possível, levando em consideração seus próprios níveis. "Giorgian você pode xingar," Se levantou do sanitário com calma. "É o meu bebê, não tem pra onde essa criança fugir, vai estar nos genes." Parrou em frente ao espelho do banheiro e levantou a blusa de algodão que usava, observando a barriga no reflexo. "It's weird."
Gio fez uma careta, não ousando demonstrar sua indignação mais do que isso. “Você nunca viu Star Wars, viu?” Mudou um pouco de assunto, quem sabe se fizesse Kath assistir ela concordaria com sua ideia. “Mas beleza, tranquilo, princesa. Eu tenho uma segunda opção pro nome do loirinho! Se bem que eu queria uma menina.” Era engraçado, porque ele falava, mas ainda não conseguia realmente mensurar o tamanho daquilo tudo. Que Kath estava grávida. Que ele seria pais. Que os dois, juntos, seriam pais de uma criança.
“Será que vai ser uma criança chatinha igual você?” Implicou, roubando um beijo enquanto a namorada se ajeitava em frente ao espelho. Pensou em fazer outra brincadeira, mas achava que já tinha passado dos limites, então se contentou em abraçar Kath por trás, colocando uma mão na barriga dela. “Com quanto tempo será que mexe?”
"Star Wars é muito antigo, é em preto e branco." Sabia que não era, mas tinha uma aversão aquela franquia que não era muito justificável. No entanto, aquele detalhe de sua personalidade parecia muito pequeno e insignificante naquele momento. Tudo parecia muito pequeno em comparação a descobrir que estava grávida. "Quais suas opções?"
"Tomara que sim. Imagina se puxar você." Sorriu contra os lábios do namorado. Era um tanto irreal pensar que poderia gerar alguém que fosse parecida consigo, correndo o risco de pagar a própria língua e dar razão a própria mãe tantas outras vezes. "Não faço ideia. Na verdade não faço ideia de absolutamente nada." Relaxou o corpo contra o dele, como se pudesse descansar aqueles poucos segundos sentindo o toque quente em sua barriga. "Deve ser do tamanho de um feijão agora. Se muito."
"Do que você tá falando?!" Questionou verdadeiramente em choque. Ela devia estar brincando. Se tinha uma coisa que Katherine gostava era tirar ele do sério. Balançou a cabeça, decidindo que não valia a pena entrar naquele assunto agora. "Deixa pra lá! Se for um loirinho pode ser Hayden! Mas se for uma loirinha ai eu não sei, vou pensar num nome bacana."
"Bonito, charmoso, gente boa, flamenguista, pagodeiro? Me parece ótimo!" Estava brincando, claro, na verdade torcia muito para que todos seus filhos se parecessem com Kath - ou com Giulia. "A gente precisar marcar um médico, né?" Ajeitou a namorada melhor em seus braços, apoiando o queixo no ombro dela.
"Do filme. O primeiro foi lançado quando Jesus tava na terra ainda." Deu os ombros, dizendo tudo em um tom exageradamente neutro. "Hayden." Repetiu em voz alta, deixando o nome ressoar no eco por uns segundos. "Hayden Robards Scatorccio" Afirmou, pensando que seria um belo nome. "Henry se for menina? Acho que não."
"Jesus." Balançou a cabeça em negação, rindo. Ainda estava um tanto anestesiada, a ficha sem cair por completo. Ali naquele banheiro frio tudo parecia muito simples, a realidade ainda seria complicada, mas por enquanto era tranquilo e seguro ali. "É, será que vão estranhar se a gente for até o hospital ainda hoje?" E como um clique, arregalou os olhos, se dando conta de um detalhe. "Nós deveríamos contar pros outros?" O pegou pela mão e foi para fora do banheiro, sentando na cama. "Giorgian..."
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
Devia ter ficado nervoso com o tom usado pela namorada, especialmente num momento como aquele. Mas a verdade é que finalmente ter os olhos de Kath sobre si o fez sorrir. Ah, ai estava ela. A mãe de seu futuro filho.
“Está tudo bem,” disse devagar, porque sentia que era o que precisava dizer. “Estou com você, beleza? Pro que der e vier. O que você quiser fazer a gente faz.”
Seu corpo todo tremia por dentro; era uma sensação quase que engraçada. Seus pensamentos aconteciam a todos ao mesmo tempo, rodando em torno da realização de que os três testes deram positivo e que Katherine seria mãe. Tirou os óculos do rosto e apertou a palma contra os olhos cheios de água, tentando respirar fundo. "Anakin é um nome horroroso." Disse com a voz abafada, querendo chorar.
"Eu estou grávida." Fungou. "Meu Deus, eu estou grávida." Sua voz era amedrontada, cheia de sentimentos conflitantes e complicados. "Gio," Falava pausadamente, "Eu não quero... não quero tirar o bebê." Disse com uma certeza que nunca achou que teria, mas agora, naquele momento em especifico, apesar de todo o medo, toda a insegurança, pensou que não gostaria de não ter aquele bebe.
Gio tirou os óculos das mãos de Kath e os depositou com calma em cima da pia, junto com todos os três testes. Talvez ainda não tivesse caído em si, talvez só estivesse em modo automático de namorado. Mas no momento não parecia que sua vida inteira estava mudando. A única coisa que se passava na cabeça do loiro era que precisava acalmar Kath. Limpou as mãos em sua calça, segurando a da loira enquanto acariciava seu rosto vermelho. “Anakin é um nome daora,” murmurou baixinho, limpando as lágrimas que se acumulavam nos olhos da namorada.
Bom, o que ele poderia dizer agora? Ela estava mesmo grávida e não era como se Gio pudesse falar que ele também estava — não era com ele. “Ok,” concordou, se levantando e deixando um beijo na cabeça dela. “Ok, amor. A gente vai ter esse bebê então, beleza? E a gente não vai chamar de Anakin.” Mesmo que fosse um nome maneiro e o personagem favorito de Gio. Ajeitou os fios loiros dela e levantou o rosto molhado na sua direção. “Por que a gente não sai desse banheiro? Tá frio pra caralh-” se interrompeu; não iria xingar na frente de seu primogênito. “Tá muito frio e você precisa se esquentar.”
"É o pior nome que eu ouvi na minha vida." Talvez não fosse pra tanto, mas mesko assim, não havia qualquer possibilidade de colocar aquele nome no seu bebê. E esse era o primeiro passo, não era? Escolher um nome para o bebê que estava dentro dela, dar uma identidade a quem nasceria dali nove meses.
Era impossível que mesmo em meio aquele caos de sensações, não sorrisse sutilmente com a forma tão delicada e amorosa que Giorgian estava lidando com tudo aquilo, a deixando mais confortável e calma na medida do possível, levando em consideração seus próprios níveis. "Giorgian você pode xingar," Se levantou do sanitário com calma. "É o meu bebê, não tem pra onde essa criança fugir, vai estar nos genes." Parrou em frente ao espelho do banheiro e levantou a blusa de algodão que usava, observando a barriga no reflexo. "It's weird."
Gio fez uma careta, não ousando demonstrar sua indignação mais do que isso. “Você nunca viu Star Wars, viu?” Mudou um pouco de assunto, quem sabe se fizesse Kath assistir ela concordaria com sua ideia. “Mas beleza, tranquilo, princesa. Eu tenho uma segunda opção pro nome do loirinho! Se bem que eu queria uma menina.” Era engraçado, porque ele falava, mas ainda não conseguia realmente mensurar o tamanho daquilo tudo. Que Kath estava grávida. Que ele seria pais. Que os dois, juntos, seriam pais de uma criança.
“Será que vai ser uma criança chatinha igual você?” Implicou, roubando um beijo enquanto a namorada se ajeitava em frente ao espelho. Pensou em fazer outra brincadeira, mas achava que já tinha passado dos limites, então se contentou em abraçar Kath por trás, colocando uma mão na barriga dela. “Com quanto tempo será que mexe?”
"Star Wars é muito antigo, é em preto e branco." Sabia que não era, mas tinha uma aversão aquela franquia que não era muito justificável. No entanto, aquele detalhe de sua personalidade parecia muito pequeno e insignificante naquele momento. Tudo parecia muito pequeno em comparação a descobrir que estava grávida. "Quais suas opções?"
"Tomara que sim. Imagina se puxar você." Sorriu contra os lábios do namorado. Era um tanto irreal pensar que poderia gerar alguém que fosse parecida consigo, correndo o risco de pagar a própria língua e dar razão a própria mãe tantas outras vezes. "Não faço ideia. Na verdade não faço ideia de absolutamente nada." Relaxou o corpo contra o dele, como se pudesse descansar aqueles poucos segundos sentindo o toque quente em sua barriga. "Deve ser do tamanho de um feijão agora. Se muito."
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
Devia ter ficado nervoso com o tom usado pela namorada, especialmente num momento como aquele. Mas a verdade é que finalmente ter os olhos de Kath sobre si o fez sorrir. Ah, ai estava ela. A mãe de seu futuro filho.
“Está tudo bem,” disse devagar, porque sentia que era o que precisava dizer. “Estou com você, beleza? Pro que der e vier. O que você quiser fazer a gente faz.”
Seu corpo todo tremia por dentro; era uma sensação quase que engraçada. Seus pensamentos aconteciam a todos ao mesmo tempo, rodando em torno da realização de que os três testes deram positivo e que Katherine seria mãe. Tirou os óculos do rosto e apertou a palma contra os olhos cheios de água, tentando respirar fundo. "Anakin é um nome horroroso." Disse com a voz abafada, querendo chorar.
"Eu estou grávida." Fungou. "Meu Deus, eu estou grávida." Sua voz era amedrontada, cheia de sentimentos conflitantes e complicados. "Gio," Falava pausadamente, "Eu não quero... não quero tirar o bebê." Disse com uma certeza que nunca achou que teria, mas agora, naquele momento em especifico, apesar de todo o medo, toda a insegurança, pensou que não gostaria de não ter aquele bebe.
Gio tirou os óculos das mãos de Kath e os depositou com calma em cima da pia, junto com todos os três testes. Talvez ainda não tivesse caído em si, talvez só estivesse em modo automático de namorado. Mas no momento não parecia que sua vida inteira estava mudando. A única coisa que se passava na cabeça do loiro era que precisava acalmar Kath. Limpou as mãos em sua calça, segurando a da loira enquanto acariciava seu rosto vermelho. “Anakin é um nome daora,” murmurou baixinho, limpando as lágrimas que se acumulavam nos olhos da namorada.
Bom, o que ele poderia dizer agora? Ela estava mesmo grávida e não era como se Gio pudesse falar que ele também estava — não era com ele. “Ok,” concordou, se levantando e deixando um beijo na cabeça dela. “Ok, amor. A gente vai ter esse bebê então, beleza? E a gente não vai chamar de Anakin.” Mesmo que fosse um nome maneiro e o personagem favorito de Gio. Ajeitou os fios loiros dela e levantou o rosto molhado na sua direção. “Por que a gente não sai desse banheiro? Tá frio pra caralh-” se interrompeu; não iria xingar na frente de seu primogênito. “Tá muito frio e você precisa se esquentar.”
"É o pior nome que eu ouvi na minha vida." Talvez não fosse pra tanto, mas mesko assim, não havia qualquer possibilidade de colocar aquele nome no seu bebê. E esse era o primeiro passo, não era? Escolher um nome para o bebê que estava dentro dela, dar uma identidade a quem nasceria dali nove meses.
Era impossível que mesmo em meio aquele caos de sensações, não sorrisse sutilmente com a forma tão delicada e amorosa que Giorgian estava lidando com tudo aquilo, a deixando mais confortável e calma na medida do possível, levando em consideração seus próprios níveis. "Giorgian você pode xingar," Se levantou do sanitário com calma. "É o meu bebê, não tem pra onde essa criança fugir, vai estar nos genes." Parrou em frente ao espelho do banheiro e levantou a blusa de algodão que usava, observando a barriga no reflexo. "It's weird."
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
Devia ter ficado nervoso com o tom usado pela namorada, especialmente num momento como aquele. Mas a verdade é que finalmente ter os olhos de Kath sobre si o fez sorrir. Ah, ai estava ela. A mãe de seu futuro filho.
“Está tudo bem,” disse devagar, porque sentia que era o que precisava dizer. “Estou com você, beleza? Pro que der e vier. O que você quiser fazer a gente faz.”
Seu corpo todo tremia por dentro; era uma sensação quase que engraçada. Seus pensamentos aconteciam a todos ao mesmo tempo, rodando em torno da realização de que os três testes deram positivo e que Katherine seria mãe. Tirou os óculos do rosto e apertou a palma contra os olhos cheios de água, tentando respirar fundo. "Anakin é um nome horroroso." Disse com a voz abafada, querendo chorar.
"Eu estou grávida." Fungou. "Meu Deus, eu estou grávida." Sua voz era amedrontada, cheia de sentimentos conflitantes e complicados. "Gio," Falava pausadamente, "Eu não quero... não quero tirar o bebê." Disse com uma certeza que nunca achou que teria, mas agora, naquele momento em especifico, apesar de todo o medo, toda a insegurança, pensou que não gostaria de não ter aquele bebe.
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
Começava a ficar bastante agoniado. Batia e chamava e nada. Da última vez que tinha ficado do outro lado da porta de um banheiro com Kath tinha terminado tudo bem. Mas de maneira engraçada tinha sido a vez mais recente que também sentiu o coração chegar a sua garganta.
“Ei,” tentou de novo, dessa vez testando a porta e vendo que não estava trancada. Entrou com cautela, se ajoelhando de frente para Kath no vaso sanitário. Devagar, tirou os testes das mãos trêmulas da namorada, olhando com cuidado e confirmando que realmente não estava doido, mas que também agora era pai. “Qual a chance de você deixar eu chamar nosso bebê de Anakin?” Tentou animar o clima, mesmo sentindo suas mãos suadas e seu coração acelerado.
"Are you insane?" Respondeu devagar, levantando o olhar para o homem a sua frente. O homem que agora era pai. Pai do filho que Katherine carregava.
"Isso... Como... Giorgian." O olhava confusa. Aterrorizada. "Nós... Bem, não."
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.
Gio estava meio confuso enquanto encarava o teste, pois tinha quase certeza absoluta que tinha mais de uma linha. Será que estava precisando usar óculos? Precisava ir ao médico.
Nem deu tempo de olhar muito pois quando ouviu Kath ela já estava desaparecida dentro do banheiro de novo. E calada, o que era estranho. Kath nunca ficava calada. “Princesa?” Arriscou, depois de mais uns minutos.
Suas mãos tremiam enquanto cada uma delas segurava um teste diferente, e em cada um deles, duas linhas vermelhas e bem marcadas sinalizavam que dentro de Katherine crescia um outro ser humano.
Ouviu Giorgian a chamar do outro lado da porta, mas era incapaz de falar ou se mexer. Tudo o que conseguia fazer era encarar as fitinhas em sua mão enquanto sua cabeça rodava e sua alma saía do corpo.
i'm having his baby (yes, i am and you should see your faces)
@gionotarrascaeta
Não sabia com quem ia brigar e reclamar primeiro, mas alguém seria o alvo. Tinha certeza de que aquilo era fruto de alguma incompetência nutricional dos Marotos, sabia que sim. Por isso, quando Laura brincou sobre gravidez, Katherine não se importou. Não se importou tanto que fingiu não ver Gio empalidecer e afirmou que já se sentia melhor — mesmo que fosse por muito pouco. Ainda estava um pouco pálida, sentindo-se mais cansada que o habitual, mas claramente era por ter vomitado tanto e se desidratado e, considerando o aspecto geral, já estivera em um estado pior. Ainda assim, preferiu ficar deitada naquela tarde, se acomodando com seu livro na imensa cama que agora dividia alegremente com Giorgian.
Não era possível, era? Quer dizer, Gio não lembrava exatamente se eles tinham usado ou não camisinha das últimas vezes que eles... bem! E mesmo assim fazia sentido? Quanto tempo fazia? Porra, era foda. Nora e Laura realmente estavam determinadas naquela viagem, era de bater palma mesmo. Não conseguia mais tirar a palavra grávida da cabeça e era tudo culpa de Laura que ele tinha endoidado, ido atrás de uma farmácia e comprado cinco testes de gravidez de cinco marcas diferentes - ele só tinha dinheiro pra cinco, mesmo que quisesse comprar nove, pois era seu número da sorte.
Entrou no quarto que graças a deus só tinha Kath e foi logo tirando seu gorro, seus dois cachecóis e suas luvas. "Fala, minha patroa!" Jogou a sacola num canto qualquer, indo até a loira e depositando um beijo na bochecha quentinha dela.
"Onde você estava?" Abaixou o óculos enquanto o observava do outro lado do quarto colocando o livro sobre o colo, a carranca brava se derretendo em bochechas coradas ao sentir o beijo na bochecha.
"Que sacola é essa?" Perguntou ao se sentar na cama.
Ah é, Kath era sempre muito curiosa. “Na farmácia,” respondeu tranquilo, se ajeitando pra ficar ao lado dela na cama e tirando seu casaco mais grosso.
“Olha, loira, sem me matar, beleza? Mas eu fiquei preocupado e é tudo culpa da Laura, papo reto! Mas eu achei melhor prevenir que remediar…” olhou rapidamente pra ela antes de pegar a sacola com os testes e entregar.
Cerrou os olhos ao ouvir o nome do estabelecimento, não precisando de qualquer explicação adicional para saber o que ele estava fazendo na farmácia.
"A Laura estava só brincando, Giorgian." Revirou os olhos, "Você leva ela sério demais." Sabia que era só mais um comentário ácido e usual da médica. Sabia mais ainda quão comum aquela piada de gravidez ao ver uma mulher enjoada, nada de mais. "Mas se você insiste, vou fazer os testes só pra provar que você está errado. Cinco vezes!" Se levantou batendo o pé e indo ao banheiro.
Ele devia ter adivinhado que essa seria a reação da namorada — namorada, mas que culpa tinha de ser um homem preocupado?! E Laura era médica pô, ela sabe dessas coisas!
“Ela é médica! Ela deve saber das coisas, beleza? É o trabalho dela. E não custa nada, mas eu tô preocupado! Se não for nada prometo que te faço sopa e chá até o fim da viagem!” Se levantou junto, ficando próximo a porta do banheiro.
"Ela é médica." Imitou com uma voz fina, fechando a porta do banheiro. "Não preciso que você segure o potinho enquanto eu faço xixi." Disse já dentro do banheiro, sorteando o primeiro teste dos cinco que faria. Sim, faria os cinco só para provar que estava certa.
Pouco tempo depois de fazer o teste, abriu a porta enquanto segurava a tirinha na mão. "Aqui ó, uma linha só. Negativo. Não precisei de 1 minuto pra provar que estou certa e não estou grávida."
Gio riu, mesmo, porque era ela muito maluca. “Eu não ia segurar seu potinho!” Respondeu risonho, ainda de pé do lado da porta. “Ia me oferecer pra segurar sua mão, mas beleza…”
Se assustou quando a porta abriu com força, se ajeitando pra olhar o teste. “Tem certeza que isso é uma linha só? Mas faz ai os outros só por garantia, pô”
Era engraçado como de fato em momentos em que sua vida muda completamente as coisas parecem acontecer em câmera lenta. A voz de Giorgian foi ficando distante e a segunda linha, timidamente, ia ganhando um pouco mais de cor e se fazendo presente no teste.
"Gio," O chamou meio incerta, "Vou fazer outro." Entrou no banheiro de volta, fazendo mais dois testes, assim teria a prova de três e aquele susto passaria. Poderia estar vendo coisas, estava lendo a muito tempo e com a vista cansada. Completamente normal.