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@kell-worlds-blog
Old school 💕
O que você me fez.
Eu já fui abandonada por todas as pessoas que diziam que não o iam fazer, por todas as pessoas que eu amei e confiei um pedaço da minha alma corrompida pela dor na esperança de finalmente ser feliz... Mas só sai mais corrompida ainda.
Eu sempre fui ingênua, acreditava que até mesmo o ser mais cruel tinha um lado bom...
Acho que me enganei.
Cada vez que nossos lábios se tocavam, cada vez que dávamos as mãos e cada vez que nossos olhos se encontravam era mais um pedaço de mim que era destruído para o teu belo prazer sem ao menos eu notar.
Estava tão cega de "amor" que nem vi o quão podre era e o que estavas a fazer comigo. És tão tóxica, o teu veneno é quase fatal, eu realmente achei que ia morrer quando me deixaste, quando encontraste outra pessoa para destruir, mas eu não morri.
Quando eu achava que não havia como recuperar a minha luz um anjo surgiu, tocando minha mão e me acolhendo nos seus braços, curando a escuridão dentro de mim com a sua luz, me fazendo acreditar no amor de novo, me fazendo sentir realmente amada e querida.
Você quase me destruiu, quase me matou... Mas isso serviu para aprender. Hoje, eu uso a dor que me causaste para escrever minhas poesia, meus textos e minha arte.
Hoje eu sou forte, hoje ninguém me abala, ninguém me deita ao chão, hoje eu sou feliz!
Kell...
Quando a noite caí.
É quando a noite caí, quando as luzes se apagam e o silêncio reina no ambiente que tudo vira um caos na minha cabeça.
É quando a noite chega que nas minhas lágrimas consegues ver a lua.
É quando o silêncio paira no ar que consegues ouvir meus murmúrios de sofrimento.
É quando o dia acaba, é quando o sol se esconde levando com ele toda a luz e deixando para trás a escuridão que me assombra.
É quando você deita para dormir, é quando você não está vendo, é ai que o caos começa.
É quando nada pode me impedir de derramar minha dor e me afogar nos meus segredos.
É quando eu posso encher a banheira com palavras contidas, pedidos de socorro não proferidos, é quando eu me afogo dentro dela e dentro de mim mesma.
É quando a noite caí, que eu caíu também.
Kell...
Drogados por prazer.
Há muito tempo que a noite já caiu lá fora, o mundo já parou há muito tempo, mas não nós.
Estamos deitados na nossa cama, conectados, cantando um para o outro sem nos importarmos se iremos acordar o mundo lá fora.
Somos intensos, insaciáveis e incontroláveis, somos movidos por desejo e instintos carnais. Não temos limites ou pudores, não existe vergonha entre nós.
Toca-me, percorre cada centímetro do meu corpo com os teus dedos curiosos, ele é inteiramente teu.
Beija-me, invade a minha boca com a tua língua e mistura nossos sabores, é a melhor combinação do mundo não é?
Penetra-me, invade meu corpo e minha alma, domina o meu prazer, minhas sensações mais depravadas e deixa-me louca e embriagada de desejo.
Nossos gemidos enchem o quarto, nossas respirações ofegantes mostrando o quão entregues estamos um ao outro. Somos dois viciados um no outro, no que causamos um ao outro. Drogados por prazer.
Corpos suados, respirações descompensadas, corações a mil, corpos unidos como um só, gemidos e gritos de pura indecência... E no final a entrega.
Se entrega a mim, deixa-me ver o que eu causo em ti. No teu rosto está estampada a mais pura luxúria, e eu amo isso.
Eu me entrego a ti, e a cada vez parece que o mundo a nossa volta se desmorona e só nós existimos.
Porque é assim que somos, duas almas corrompidas pelo pecado mais desejado, duas almas sujas e marcadas com o fogo mais ardente.
Somos dois drogados por prazer.
Kell...
Eu fui chuva, hoje sou sol.
Estou sentada na minha cadeira de balanço olhando as pequenas gotas da chuva que cai lá fora descendo pelo vidro fino da minha janela me perguntando quando foi que tudo mudou, quando foi que tu mudaste... Quando foi que eu mudei?
Nós éramos como a chuva, intensas mas também temporárias. Quando a água acabou nas nuvens também nós acabamos.
Onde falhamos? Onde erramos? Não era tudo prefeito? Não éramos o exemplo de par perfeito? Quando foi que mudamos?
Nossas mãos pareciam o encaixe prefeito, hoje vejo que afinal fosse até um pouco desconfortável.
Nossos lábios dançavam numa sintonia perfeita, mas vendo bem talvez a mistura dos nossos sabores não fosse boa o suficiente.
Eu sinceramente pensei que éramos o tão procurado "certo" no meio dos nossos inúmeros erros, mas me enganei. Nós éramos o maior erro de todos...
O coração as vezes é traiçoeiro, faz-nos ver amor onde na verdade não existe nem amizade, e está tudo bem, acontece, não foi nossa culpa.
Nós éramos como a chuva, temporárias!
Hoje eu posso dizer que estou feliz por tudo ter acabado, pela chuva ter passado, porque depois da chuva sempre vem a calmaria, sempre vem o sol e a luz para alegrar a nossa vida. O que antes era escuro e frio hoje é quente e luminoso, o que antes era chuva agora é sol.
É preciso sofrer para encontrar a nossa verdadeira felicidade. E eu sofri muito, mas a recompensa por tamanho sofrimento foi maior ainda que toda a dor causada, então valeu a pena.
Eu fui chuva, hoje sou sol.
Kell...
Queimei
Eu queimei tudo o que me lembra-se de ti. Destruir, quebrei, rasguei e despedacei cada memória tua em minha mente.
Sabes aquela carta de amor que me escreveste como prova do nosso romance? Queimei também, vi-a arder e apagar as palavras que lá marcaste, todas mentiras e promessas vazias. Cheguei mesmo a acreditar que o que tínhamos era amor, do mais puro e inocente, do mais belo e verdadeiro, mas enganei-me.
O teu prazer em me abandonar chega a ser assustador, como alguém pode ser tão cruel? Como que a pessoa que disse que me amava e nunca me iria abandonar simplesmente se foi, sem nem sentir remorsos?
Tu quebras-te o meu coração, a minha alma e tudo mais que existia em mim... Menos o meu fogo, minha incência, minha originalmente, meu pequeno universo existente dentro do meu ser.
Não senti qualquer remorso quando, num momento de fúria e magoa, usei meu fogo para aniquilar tua existência na minha vida, foi o melhor que já fiz.
Hoje és só uma nódoa no meu passado, algo que eu nem ligo mais. Ao contrário do que eu sou para ti, não é? Podes fazer quantos poemas quiseres, mandar mensagem fingido ser engano, me pedir ajuda para a tua nova relação, fingir que nem existo, me ignorar quando me vires na rua e dizer que sou eu que te stalkeio, mas ambas sabemos a verdade e ambas sabemos quem tu és verdadeiramente.
Te desejo a melhor das felicidades, até porque para mim já não és nada então não perco o meu tempo fazendo macumba para quem nem merece isso de mim, só não tenta me pisar de novo ta? Ou irás sentir o meu fogo.
Kell...
Uma alma perdida
Eu não queria ter saído de casa aquela noite mas, por alguma razão ainda não descoberta por mim, meus pés e corpo se moveram por vontade própria para fora do meu humilde e seguro lar. Era como se uma força divina me estivesse guiando até ao meu destino, mesmo que eu não acredite nisso.
Enquanto meu corpo se movia por livre e expontânea vontade, eu me perdia em devaneios e pensamentos sem nexo algum, coisa que em mim era bem normal acontecer, me perder na bagunça que é minha própria mente. Eu não fazia sentido, assim como tudo em geral não faz sentido, nada faz sentido.
Meus pés continuavam a se mover sozinhos, caminhando no chão porém a sensação que eu estava a ter era de que na verdade eu apenas estava flutuando no ar, voando sem rumo algum, numa noite fria e aparentemente comum. As pessoas caminhavam tranquilas pela rua, cada uma em seu próprio mundo, sem nem se importar com as que estavam ao seu lado, pareciam nem ver que não estavam sozinhas mas sim no meio de uma multidão. Eu queria parar e gritar, gritar para elas interagirem umas com as outras, não ficarem presas a si mesmas, procurar ser mais que uma mera alma presa em um pedaço de carne ambulante vivendo conforme as regras da sociedade, mas eu não conseguia, por alguma razão minha voz não saía e meus pés não paravam. Eu andava, andava, andava e andava.
A dada altura eu já não estava mais entre a multidão, estava sozinha, em um lugar escuro e aparentemente vazio à primeira vista. Olhei para a frente e vi uma sepultura... A minha sepultura. E só então eu entendi, eu estava morta. Minha alma já não estava mais presa em um pedaço de carne ambulante, eu já não tinha que seguir as regras da sociedade como todas aquelas pessoas na multidão, mas de alguma maneira eu não estava aliviada, eu não estava feliz. Porque, mesmo estando "livre" eu estava sozinha e, da mesma maneira que eu quis gritar para aquelas pessoas interagirem umas com as outras, eu queria voltar ao passado e gritar a mim mesma para interagir com os outros. Pois a vida meus caros, pode ser até difícil, socializar pode ser difícil, mas a eterna solidão da morte é pior ainda.
Eu só queria ter entendido isso mais cedo.
Kell...
Rapaz Bruxo
Eu me pergunto como foi que tudo aconteceu?Como foi que eu deixei acontecer? Como foi que tu conseguiste?
Tu chegou de mansinho sem eu nem dar por isso, e do nada, sem me dar chances de escapar, me fizeste prisioneira do teu amor.
Eu não estou a reclamar, longe de mim faze-lo, só não consigo entender.
Eu era dessas que gritava aos sete ventos "Eu não me apaixono" "Amor é coisa de fracos" "Namorar só nos faz sofrer" e olha para mim agora, completamente envolvida no teu feitiço.
Rapaz Bruxo, esse é o teu nome. Chegou de mansinho mas de um jeito arrebatador. Destruiu meus muros, deitou a baixo todas as minhas defesas, me derreteu com um olhar quente e abrasador e abalou por completo meu coração e meu psicológico.
Que magia é essa? Como você fez isso?
Me quebrou por completo mas num bom sentido. Me fez engolir cada palavrar antes dita, e a menina que não se apaixonava agora não vê nada além do amor.
Rapaz Bruxo, me conta teu segredo. O que está por detrás dessa olhar tão quente que me derreteu por completo? O que está por detrás dessas mãos que me desmontam inteira ao mais pequeno toque? Como você consegue?
Você chegou bem de mansinho mas causou um enorme caos. A menina que se dizia como gelo virou pura manteiga derretida por você. A menina que não ligava para essas bobeiras de namoro hoje sorri boba só de ouvir seu nome.
Eita Rapaz Bruxo, você não sabe o estrago que causou.
A menina que não amava já não vive sem amor.
Kell...
Amor abusivo
Até hoje eu não sei porque me deixei envolver nas tuas mentiras e ilusões, eu sinceramente não sei.
Não sei como acreditei que o que dizias sentir por mim era real, como eu deixei minha felicidade de lado para te dar uma chance já que dizias que se eu não o fizesse não seria mesmo tua amiga, como eu caí nisso?
Eu não sei como cheguei a pensar que se calhar tinhas razão, se calhar eu não era mesmo uma boa amiga se não o fizesse.
E eu fiz... Eu cedi.
Eu acreditei piamente que o que tínhamos era amor, era bom, era saudável e era certo... Mas não era.
Era tudo ilusão, era falso, era errado e era doentio.
Eu olhava nos teus olhos e via estrelas dançando nas tuas íris, hoje eu olho para eles e apenas vejo um poço de mentiras coberto por rosas mortas mas ainda com espinhos.
Quando nos abraçavamos eu me sentia segura, protegida... Hoje ao me lembrar desses momentos me sinto presa, acorrentada e em pânico só de pensar em voltar para perto de ti, para os teus braços...
Os teus lábios... Eu lembro-me que cada vez que nossos lábios se tocavam eu sentia borboletas na barriga, e minha pele arrepiava.
Hoje sei que essas sensações era apenas efeitos colaterais do teu veneno.
Eu fui mantida em cativeiro, presa a ti, aceitando tudo sem ter a minina noção do quão abusiva eras...
Hoje as estrelas que eu via nos teus olhos eu vejo no verdadeiro céu, aquele que tu não me deixavas olhar para que eu não visse que existiam outras para além das tuas.
A segurança do teu abraço eu encontro em outros braços, em alguém que realmente me ama, me protege e cuida de mim.
Hoje as borboletas que eu sentia na barriga quando te beijava eu sinto em coisas que realmente são saudáveis, sinto ao beijar quem amo, fazendo algo que eu gosto ou simplesmente vendo um por do sol.
Tudo o que eu sentia quando estava contigo eram puras ilusões, puras mentiras e ainda bem que eu descobri isso a tempo.
Hoje eu tenho tudo isso e muito mais, hoje eu sou feliz de verdade, sem mentiras e ilusões, sem espinhos e veneno...
Sem você.
Kell...
A menina marcada.
Cada cicatriz é uma marca de guerra.
Cada cicatriz é uma lembrança gravada na pele.
Cada cicatriz é uma história.
São versos espalhados por um corpo já tão acustomado a dor, formando um poema não compreendido por muitos.
A dor estampada no olhar de sua portadora, seu corpo corroído pela lâmina enferrujada da espada do sofrimento.
Muitos a olham e estranham suas marcas, sentem nojo e repulsa, sem saber as histórias por detrás de tamanha auto-crueldade.
Sofrimento descarregado em si mesma por anos e anos, marcas e mais marcas, um poema sem fim marcado em sua pele.
Uma menina tão jovem, mas cheia de cicatrizes de guerra.
Uma guerra que ela travou contra si mesma.
Kell...