redpriestess-of-thedeath:
Cåtrionä gargalhara ao notar as feições masculinas que evidenciaram-se por sobre a face do tal, o rubor subira-lhe o pescoço, logo instalando-se pelas maçãs faciais, de modo a explicitar a irritação deste para com as sentenças proferidas pela maior. Um sorriso ladino dançava por sobre os lábios da elfa, de modo a expor o divertimento desta para com a cena a qual estava por desenrolar-se. Suas orbes anis declinaram-se ao encontro do mar tempestuoso e amendoado que residia no olhar do mancebo.
┉┉───── 𝑺𝒊𝒏𝒕𝒐 𝒖𝒎𝒂 𝒗𝒆𝒓𝒊́𝒅𝒊𝒄𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓 𝒆𝒎 𝒔𝒖𝒂 𝒓𝒆𝒄𝒖𝒔𝒂, 𝒂𝒐𝒔 𝒕𝒐𝒍𝒐𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒐𝒃𝒓𝒊𝒈𝒂𝒎-𝒔𝒆 𝒂 𝒂𝒄𝒆𝒊𝒕𝒂𝒓 𝒆 𝒎𝒂𝒏𝒕𝒆́𝒎-𝒔𝒆 𝒂𝒑𝒓𝒊𝒔𝒊𝒐𝒏𝒂𝒅𝒐𝒔 𝒂𝒐 𝒓𝒂𝒏𝒄𝒐𝒓. ─ proferira com cautela em demasia, atentando-se a tonalidade de vosso vozear. A mercenária atentara-se à apresentação do anão em vossa frente, o arquear de sua sobrancelha destra evidenciava sua surpresa para com a situação, ainda sim, dera um sutil passo para trás, inclinando-se frente ao tal à medida que realizava uma reverência, de modo a ofertar-lhe uma postura respeitosa, uma vez que os alheios tendiam por fitá-los ┉┉───── 𝑷𝒆𝒓𝒎𝒊𝒕𝒂-𝒎𝒆 𝒐 𝒊𝒏𝒅𝒂𝒈𝒂𝒓, 𝒄𝒉𝒆𝒇𝒆 𝒅𝒂 𝒄𝒂𝒗𝒂𝒍𝒂𝒓𝒊𝒂 𝒐𝒖 𝒅𝒂 𝒐𝒓𝒅𝒆𝒎 𝒓𝒆𝒍𝒊𝒈𝒊𝒐𝒔𝒂? ─ a moçoila, por sua vez, mantinha uma feição de comicidade, não havia uma penumbra em vossas orbes que pudessem ser atribuídas ao medo, há muito deixara de temer seres e homens, todavia, não podia destoar-se do pensar que R’hllor havia designado-a para encontros oportunos na dita noite, certamente que poderia ser tido como um sinal de que vosso plano encontrava-se a seguir como deveria; detendo a bênção do Senhor da Luz ┉┉───── 𝑬́𝒔 𝒐 𝒑𝒓𝒊𝒎𝒆𝒊𝒓𝒐 𝒅𝒆 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒏𝒐𝒎𝒆, 𝒐 𝒖́𝒏𝒊𝒄𝒐 𝒂 𝒓𝒆𝒔𝒑𝒐𝒏𝒅𝒆𝒓 𝒑𝒐𝒓 𝒔𝒆𝒖𝒔 𝒂𝒕𝒐𝒔 𝒆 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒐𝒖𝒔𝒂 𝒎𝒂𝒏𝒕𝒆𝒓 𝒖𝒎𝒂 𝒑𝒐𝒔𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒑𝒆𝒕𝒖𝒍𝒂𝒏𝒕𝒆? 𝑷𝒐𝒔𝒔𝒖𝒐 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒔𝒆𝒖 𝒑𝒐𝒗𝒐 𝒂 𝒎𝒆𝒔𝒎𝒂 𝒄𝒊𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆𝒕𝒆𝒏𝒉𝒐 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒐 𝒎𝒆𝒖; 𝒏𝒆𝒏𝒉𝒖𝒎𝒂. 𝑪𝒐𝒓𝒓𝒊𝒋𝒂-𝒎𝒆 𝒔𝒆 𝒆𝒓𝒓𝒂𝒅𝒂 𝒆𝒔𝒕𝒊𝒗𝒆𝒓 𝒎𝒂𝒔, 𝒊𝒏𝒅𝒆𝒑𝒆𝒏𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒓𝒈𝒐 𝒉𝒊𝒆𝒓𝒂́𝒓𝒒𝒖𝒊𝒄𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒔𝒆𝒋𝒂𝒔 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒖𝒊𝒅𝒐𝒓, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒕𝒐𝒓𝒏𝒂-𝒔𝒆 𝒊𝒔𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒂𝒐𝒔 𝒄𝒂𝒔𝒕𝒊𝒈𝒐𝒔. ─ direcionara-se a mesa próxima de ambos, vindo por servir-se de uma cálice do líquido tinto e adocicado, elevara-o a altura de seus lábios róseos e volumosos, de modo a erguê-lo a fim de despejar uma vasta quantia para o interior de sua cavidade bucal ┉┉───── 𝑶𝒖𝒕𝒓𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒊𝒔𝒔𝒆𝒓𝒂𝒎-𝒎𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒐𝒔 𝒅𝒂 𝒔𝒖𝒂 𝒓𝒂𝒄̧𝒂 𝒔𝒐𝒇𝒓𝒊𝒂𝒎 𝒑𝒆𝒍𝒂 𝒂𝒖𝒔𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝒑𝒂𝒄𝒊𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂, “𝒄𝒂𝒃𝒆𝒄̧𝒂𝒔-𝒒𝒖𝒆𝒏𝒕𝒆”, 𝒐𝒖𝒔𝒂𝒓𝒂𝒎 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒆𝒓𝒊𝒓-𝒎𝒆, 𝒎𝒂𝒔 𝒏𝒖𝒏𝒄𝒂 𝒉𝒂𝒗𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒂𝒓, 𝒃𝒆𝒎, 𝒂𝒕𝒆́ 𝒐 𝒅𝒊𝒕𝒐 𝒎𝒐𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐. 𝑶𝒇𝒆𝒏𝒅𝒆𝒕𝒆𝒔 𝒄𝒐𝒎 𝒎𝒊́𝒔𝒆𝒓𝒂𝒔 𝒔𝒆𝒏𝒕𝒆𝒏𝒄̧𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒖𝒎𝒂 𝒆𝒔𝒕𝒓𝒂𝒏𝒉𝒂 𝒆 𝒐𝒄𝒖𝒑𝒂𝒔 𝒖𝒎 𝒄𝒂𝒓𝒈𝒐 𝒕𝒂̃𝒐 𝒂𝒄𝒍𝒂𝒎𝒂𝒅𝒐? 𝑬́ 𝒅𝒆 𝒈𝒆𝒓𝒂𝒓 𝒆𝒔𝒕𝒓𝒂𝒏𝒉𝒆𝒛𝒂𝒔, 𝒅𝒆𝒗𝒐 𝒂𝒅𝒎𝒊𝒕𝒊𝒓, 𝒎𝒂𝒔 𝒓𝒆𝒔𝒑𝒆𝒊𝒕𝒐-𝒐 𝒑𝒐𝒓 𝒕𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 𝒆̂𝒙𝒊𝒕𝒐 𝒆, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒐𝒖𝒔𝒐 𝒑𝒆𝒅𝒊𝒓-𝒕𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒄𝒖𝒍𝒑𝒂𝒔, 𝒑𝒐𝒊𝒔 𝒂𝒎𝒃𝒐𝒔 𝒅𝒆𝒕𝒆𝒎𝒐𝒔 𝒐 𝒔𝒂𝒃𝒆𝒓 𝒅𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆 𝒏𝒂𝒅𝒂 𝒗𝒂𝒍𝒆𝒓𝒂́. 𝑴𝒆𝒓𝒂𝒔 𝒐𝒓𝒂𝒄̧𝒐̃𝒆𝒔 𝒋𝒐𝒈𝒂𝒅𝒂𝒔 𝒂𝒐 𝒗𝒆𝒏𝒕𝒐, 𝒏𝒂̃𝒐?
D'lle-de-Foūcalt direcionara um sorriso amplo e amarelo ao acastanhado, não importando-se com o cinismo que havia de embebê-lo. Bem havia de saber que ali nada mais era do que uma moçoila mascarada, quer fosse em uma festividade ou pelos corredores do castelo de Ebrimel, enquanto detivesse sua real face embrenhada nas sombras, não poderia destoar-se deste papel deplorável ao qual estava por encenar. Inclinara o tronco à frente, a fim de aproximar sua face para com a do mancebo, conquanto, sem exceder os limites do respeitável, afinal, detinha asco para aproximações com figuras do sexo oposto.
┉┉─────𝑬𝒔𝒕𝒂𝒊𝒔 𝒂 𝒊𝒏𝒔𝒊𝒏𝒖𝒂𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒂𝒏𝒐𝒔 𝒔𝒂̃𝒐 𝒇𝒓𝒂𝒄𝒐𝒔 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐 𝒂́𝒍𝒄𝒐𝒐𝒍? 𝑰𝒔𝒕𝒐 𝒏𝒂̃𝒐 𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆 𝒂 𝒔𝒆𝒓 𝒏𝒐𝒗𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒂𝒍𝒈𝒖𝒎𝒂. 𝑬𝒍𝒇𝒐𝒔, 𝒏𝒐 𝒆𝒏𝒕𝒂𝒏𝒕𝒐, 𝒏𝒂̃𝒐 𝒑𝒆𝒓𝒆𝒄𝒆𝒎 𝒄𝒐𝒎 𝒕𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒂 𝒇𝒂𝒄𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, 𝒅𝒆𝒗𝒆𝒔 𝒄𝒐𝒏𝒄𝒐𝒓𝒅𝒂𝒓. 𝑩𝒐𝒎, 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒐 𝒒𝒖𝒆, 𝒂 𝒋𝒖𝒍𝒈𝒂𝒓 𝒑𝒆𝒍𝒂𝒔 𝒍𝒊𝒏𝒉𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒆𝒙𝒑𝒓𝒆𝒔𝒔𝒂̃𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒕𝒐𝒎𝒂𝒎-𝒍𝒉𝒆 𝒂 𝒇𝒂𝒄𝒆, 𝒆𝒍𝒐𝒈𝒊𝒂𝒓-𝒎𝒆 𝒆́𝒔 𝒅𝒆 𝒍𝒐𝒏𝒈𝒆 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒍𝒎𝒆𝒋𝒂 𝒑𝒐𝒓 𝒇𝒂𝒛𝒆𝒓. 𝑨𝒇𝒊𝒓𝒎𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒔𝒐𝒖 𝒄𝒐𝒓𝒂𝒋𝒐𝒔𝒂, 𝒎𝒂𝒔 𝒂𝒍𝒆𝒈𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒕𝒂𝒍 𝒄𝒐𝒓𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒂𝒔𝒔𝒆𝒎𝒆𝒍𝒉𝒂-𝒔𝒆 𝒂̀ 𝒃𝒖𝒓𝒓𝒊𝒄𝒆, 𝒖𝒎𝒂 𝒗𝒆𝒛 𝒒𝒖𝒆 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒎𝒐𝒓𝒓𝒆𝒓 𝒑𝒐𝒓 𝒕𝒂𝒍. 𝑨𝒉! 𝑮𝒓𝒂𝒏𝒅𝒎𝒂𝒔𝒕𝒆𝒓, 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒆𝒓 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒊́𝒎𝒑𝒆𝒕𝒐, 𝒓𝒆𝒗𝒆𝒍𝒆-𝒎𝒆 𝒂 𝒔𝒊𝒏𝒄𝒆𝒓𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒐𝒔 𝒂𝒏𝒐̃𝒆𝒔. ─ a moçoila proferira ao semicerrar vosso olhar, de modo a atribuir à eles um ar animalesco; felino. Novamente, o cálice fora erguido aos lábios e uma nova quantia fora ingerida. De forma sutil permitira com que a ponta de sua língua serpenteasse por sobre seu lábio inferior, antecedendo o afastar de ambas as faces ┉┉───── 𝑨̀ 𝒆𝒔𝒕𝒆𝒔, 𝒆𝒔𝒕𝒐𝒖 𝒇𝒂𝒎𝒊𝒍𝒊𝒂𝒓𝒊𝒛𝒂𝒅𝒂, 𝒄𝒐𝒏𝒇𝒆𝒔𝒔𝒐-𝒕𝒆, 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒖𝒎𝒂 𝒆𝒙𝒊́𝒎𝒊𝒂 𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒅𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝒑𝒆𝒓𝒊́𝒄𝒊𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒂𝒓𝒎𝒂𝒔 𝒃𝒓𝒂𝒏𝒄𝒂𝒔 𝒆 𝒄𝒐𝒎𝒃𝒂𝒕𝒆 𝒄𝒐𝒓𝒑𝒐́𝒓𝒆𝒐, 𝒂𝒑𝒆𝒕𝒆𝒄𝒆-𝒎𝒆 𝒐𝒔 𝒄𝒐𝒎𝒃𝒂𝒕𝒆𝒔 𝒄𝒂𝒖𝒔𝒂𝒅𝒐𝒔 𝒑𝒆𝒍𝒂 𝒔𝒊𝒏𝒄𝒆𝒓𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒐𝒖, 𝒏𝒆𝒔𝒕𝒆 𝒄𝒂𝒔𝒐, 𝒂 𝒂𝒖𝒔𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒅𝒆𝒔𝒕𝒂. ─ um riso baixo desprendera-se de sua garganta, de certo que o ruído não vinha a ser melodioso, tampouco que gracioso. Era exótico e desafinado, de modo a ganhar a atenção daqueles que rodeavam-nos. No entanto, esta estendera-lhe a destra com uma sutileza invejável, o capuz que cobria-lhe parcialmente a face fora repuxado para trás usando de sua canhota, logo estava por direcionar-lhe um sorriso triunfante ┉┉───── 𝑵𝒂̃𝒐 𝒉𝒆𝒊 𝒅𝒆 𝒂𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒂𝒓-𝒎𝒆 𝒆 𝒕𝒂𝒎𝒑𝒐𝒖𝒄𝒐 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒆𝒋𝒆-𝒐, 𝒅𝒆𝒊𝒙𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒅𝒊𝒈𝒏𝒊́𝒔𝒔𝒊𝒎𝒂 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂 𝒂 𝒕𝒂𝒓𝒆𝒇𝒂 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒄𝒐𝒃𝒓𝒊𝒓 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒊𝒅𝒆𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, 𝒅𝒊𝒈𝒐, 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒓𝒆𝒂𝒍 𝒇𝒂𝒄𝒆. 𝑺𝒆 𝒖𝒎 𝒅𝒊𝒂 𝒅𝒆𝒕𝒊𝒗𝒆𝒓 𝒄𝒖𝒓𝒊𝒐𝒔𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒆𝒔𝒕𝒆 𝒔𝒆𝒓 “𝒄𝒐𝒓𝒂𝒋𝒐𝒔𝒐” 𝒑𝒓𝒐𝒄𝒖𝒓𝒆-𝒎𝒆. 𝑬, 𝒄𝒂𝒔𝒐 𝒐𝒖𝒔𝒆 𝒄𝒂𝒔𝒂𝒓-𝒔𝒆, 𝒉𝒆𝒊 𝒅𝒆 𝒊𝒓 𝒂𝒕𝒓𝒂́𝒔 𝒆 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒆𝒓𝒊𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒆́𝒔 𝒐 𝒖́𝒏𝒊𝒄𝒐 𝒂𝒏𝒂̃𝒐 𝒇𝒓𝒂𝒄𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒃𝒆𝒃𝒊𝒅𝒂𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐𝒓𝒂 𝒄𝒐𝒏𝒉𝒆𝒄𝒊.
-- Permita-me responder. Grandmestre é o governante surpremo sob a legitimidade da escolha de todo o povo anão residente em Floundry. Em outras palavras? Um rei. Embora nosso sistema de escolha de governantes seja bastante mais avançado. Não que eu espere que as pessoas daqui saibam a quem devem respeito sem que haja coroas sobre suas cabeças. Não é assim que são ensinados a pensar. -- A expressão de Whitlock deixava claro que a troca com a ruiva não era do seu agrado. Suas mãos de dedos grossos se abriam e se fechavam ao lado do corpo enquanto os olhos dele permaneciam fixos nos dela, inflexíveis. -- Ouso fazer o que é necessário para defender a minha honra e a do meu povo. Não a ouvi declamar o próprio cargo, mas ainda assim, é a senhora quem ousa insultar-me e ensinar-me como fazer meu próprio trabalho. Diga-me de que país e por que povo é responsável e então pode dizer-me o que ouso ou não fazer. Já sou velho o suficiente para não receber lições de tutora nenhuma, especialmente uma sem conhecimento algum sobre minha gente.
A discussão animava-lhe o espírito. Seu mestre sempre lhe dizia que ele tinha, em verdade, a animação de uma lavadeira. O que o agradava era a conversa, era o trocar. Ele havia melhorado muito desde que havia assumido seu lugar. Mas é verdade que ainda adorava discutir.
-- Não há problemas em acreditar na verdade. Anões são orgulhosos e com razão. Qualquer ofensa já é grande com o nosso tamanho, a senhora não concorda? -- Ele ergueu uma das sobrancelhas, abrindo um sorriso gelado. -- O segredo do meu sucesso, ao contrário de muitos nobres de Althoria, é uma inteligência sem paralelos e rapidez para agir quando outros congelam. É claro que meu gênio pode ser um pouco explosivo, mas você pode dizer o mesmo? Que seus defeitos são ofuscados pelas suas qualidades?
Ele balançou a cabeça, sentindo-se especialmente inspirado. O cabelo escuro se derramou sobre a máscara dourada.
-- É bem verdade, minha senhora. Suas palavras seriam desperdiçadas em desculpas. O que não quer dizer que não deva dizê-las. É o que é esperado. O educado a se fazer. Afinal, é por isso que os elfos são famosos, se por qualquer coisa. Educação, não? -- Whitlock observou a pequena cena com um erguer de sobrancelhas, absolutamente não impressionado. Ele puxou o ar e cuspiu para o lado. -- Típico. Fazer uma cena e não assumir responsabilidades pelas ofensas. Não devia ter esperado mais. Se um dia sentir tédio o suficiente, perseguirei seu desafio. Mas alguns de nós tem assuntos de verdade a tratar invés de insultar dignatários e fazer jogos de fuga.