🛡 — — Luther já imaginava que ao apresentar-se no baile, encontraria outros rostos conhecidos os quais não fazia contanto a um certo tempo ou a quem o odiasse. Honestamente, não ligava. Decidira que aproveitaria a noite para beber um bom vinho ou hidromel, e se possível, fazer novos aliados que apoiassem seu plano e entendessem que sua visão para Althoria era a melhor e única possível. Entre tantos rostos mascarados, era difícil encontrar conhecidos, porém, encontrara Gregorie e o reconhecera por postura, vestes e também os fios de cabelo que lhe eram conhecidos. Tinha muito apreço pelo garoto, apesar de não gostar de admitir.
Aproximou-se dele com a taça na mão. Sorriu de canto ao ouvir as palavras proferidas por aquele que uma vez era seu filho e se sentiu orgulhos. Assim que as taças atingiram-se num brinde, comentou. “Vejo que ainda tem o pensamento de um Nevrakis.”, e bebeu em seguida um longo gole do líquido que estava em sua taça.
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𝒟e certo que, ao perceber um semblante meramente conhecido pelo mancebo aproximar-se de si, um turbilhão de pensamentos, anseios e a maldita sensação de saudade invadira-lhe o peito. 𝒩ão que 𝒢regòrïe fosse detentor de uma índole sentimentalista, diria que o álcool havia lhe aflorado, mas ao saber que era ℒuther aquele cujo oferecera um brinde, fora inevitável um sorriso formar-se em suas feições. 𝒪 garoto crescera ao lado daquele monarca e devido a separação bruta, encontrava-se perdido e indubitavelmente, esta nova aproximação fizera com que abrangesse em si a ideia de proteção, por mais que o 𝒩ebrakis fosse contido em demasia, detinha a total certeza que estava tão contente quanto acerca deste encontro.
──────── 𝐏𝐫𝐨𝐦𝐞𝐭𝐨 𝐚̀ 𝐭𝐢, 𝐦𝐞𝐮 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐢𝐝𝐨 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐢𝐚𝐫𝐜𝐚, 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐮𝐧𝐜𝐚 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐚𝐫𝐞𝐢 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬 𝐫𝐚𝐢́𝐳𝐞𝐬 𝐞𝐦 𝐬𝐞𝐮 𝐫𝐞𝐢𝐧𝐨 𝐞 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐞 𝐝𝐞𝐫𝐚. 𝐒𝐨𝐮 𝐝𝐞𝐯𝐨𝐭𝐨 𝐚 𝐯𝐨𝐜𝐞̂ 𝐞 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐭𝐮𝐭𝐨𝐫𝐚, 𝐞 𝐨𝐫𝐠𝐮𝐥𝐡𝐨-𝐦𝐞 𝐭𝐞𝐫 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐚̃𝐨 𝐬𝐢𝐦𝐢𝐥𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐚̀ 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐍𝐞𝐯𝐫𝐚𝐤𝐢𝐬 — ℰle brindara, deixando com que alguns respingos de vinho voassem, deixando com que uma gargalhada ecoasse por suas cordas vocais. ──────── 𝐌𝐞𝐮 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨, 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐥𝐡𝐞 𝐭𝐫𝐨𝐮𝐱𝐞 𝐚𝐭𝐞́ 𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐟𝐞𝐬𝐭𝐚𝐧𝐜̧𝐚, 𝐣𝐚́ 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐮𝐧𝐜𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐚 𝐭𝐚̃𝐨 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐚̀ 𝐞𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐟𝐫𝐢𝐯𝐨𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬? 𝐀𝐡, 𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐫, 𝐬𝐢𝐧𝐭𝐨 𝐟𝐚𝐥𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐦𝐞𝐮 𝐥𝐚𝐫, 𝐦𝐚𝐬 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐡𝐚́ 𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐞 𝐜𝐮𝐣𝐨 𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐮 𝐫𝐞𝐢𝐧𝐨, 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐞𝐧𝐜𝐞. 𝐌𝐚𝐬 𝐝𝐢𝐠𝐚-𝐦𝐞, 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐬 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐃𝐢𝐚́𝐯𝐨𝐥𝐨𝐬? 𝐄𝐬𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐭𝐞́𝐦 𝐚 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚𝐫 𝐞 𝐫𝐞𝐞𝐫𝐠𝐮𝐞𝐫 𝐀𝐛𝐚𝐧𝐭𝐡𝐮𝐬 𝐝𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐦𝐚𝐠𝐢𝐧𝐚? — 𝒫oderia até mesmo sugerir um golpe, ou seus almejos por reinar e unificar dois reinos sob seu comando, conquanto, o jovial preferiu manter-se calado até o momento, pelo menos até ouvir a resposta daquele que o acompanhava.
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