they don't know who 𝒘𝒆 𝒂𝒓𝒆. not really. they don't know what 𝒘𝒆'𝒗𝒆 𝒅𝒐𝒏𝒆
Era Uma Vez… Uma pessoa comum, de um lugar sem graça nenhuma! HÁ, sim, estou falando de você KIM SEO-YEON. Você veio de SEUL, CORÉIA DO SUL e costumava ser CEO DO HOTEL KIM por lá antes de ser enviada para o Mundo das Histórias. Se eu fosse você, teria vergonha de contar isso por aí, porque enquanto você estava COLECIONANDO OBRAS DE ARTE, tem gente aqui que estava salvando princesas das garras malignas de uma bruxa má! Tem gente aqui que estava montando em dragões. Tá vendo só? Você pode até ser VISIONÁRIA, mas você não deixa de ser uma baita de uma ARROGANTE… Se, infelizmente, você tiver que ficar por aqui para estragar tudo, e acabar assumindo mesmo o papel de FORA DA LEI na história TANGLED… Bom, eu desejo boa sorte. Porque você VAI precisar!
Antes de serem uma das famílias mais poderosas da Coréia e estamparem revistas com questionamentos sobre sucessão, os Kim não tinham nada pelo que disputarem. Não possuíam comida forrando seus estômagos, um teto sob suas cabeças em noites chuvosas ou alguém além deles mesmos para protegê-los. Nas entranhas da escassez, onde a falta de recursos é uma realidade implacável, a sobrevivência não depende apenas da individualidade, mas sim da força coletiva. E foi em meio às dificuldades que o bisavô da nossa mocinha, Kim Se-hun, iniciou o que se tornaria o conglomerado. Sendo o mais velho de dois irmãos, Se-hun assumiu a responsabilidade, depois de seu pai falecer e sua mãe ficar debilitada, e tudo começou com a prestação de serviços de construção. Apesar de conseguir cursar a faculdade apenas anos mais tarde, seus serviços — e sua empresa — ganharam popularidade rapidamente em Gyeonggi, e não demorou para que a empresa de construção civil se expandisse para o setor da arquitetura, têxtil e comércio.
A divisão hoteleira surgiu apenas em 1.984, em homenagem ao irmão de seu bisavô, falecido anos antes. O crescimento da empresa levou os negócios para a abertura de franquias ao redor do mundo, estabelecendo a companhia como uma das principais marcas do mercado hoteleiro. Tornando-se a principal fonte da fortuna Kim, é o controle da rede que atrai a atenção de tabloides, e uma das apostas é Seo-Yeon, uma chaebol da quarta geração — e também nossa mocinha. Nascida no seio de uma das famílias mais poderosas da Coreia do Sul, ela cresceu imersa em um mundo de influência, riqueza e intriga. Sempre fascinada pelas histórias e conquistas de seu avô, ela mostrou desde tenra idade uma aptidão para negociações, não sendo raro que conquistasse o direito de um sorvete após o almoço ou a oportunidade de comprar algo que queria, por ter encantado seus familiares.
Não seria exagero dizer que isso modelou a persona da mulher, sendo ela dona de traços como competitividade, estratégia, ambição e inteligência. Seoyeon sempre destacou-se em seus estudos, formando-se em administração empresarial em uma das universidades mais prestigiadas da Coréia. Sua atuação no meio empresarial iniciou-se no complexo de lojas de departamento da família, alcançando a façanha de grandes parcerias como Dior, Channel e Louis Vuitton. Depois de chegar na lista de bilionários não apenas com seus conhecimentos, mas também por ser considerada uma fashionista, Yeon migrou para a rede hoteleira, tendo iniciado sua carreira como Diretora de Marketing.
No ápice de sua carreira e prestes a dar um passo significativo na expansão dos negócios da família, Seoyeon foi surpreendida por um evento extraordinário que mudaria o curso de sua vida para sempre. Enquanto esperava por seu encontro às cegas, em um restaurante reservado unicamente para eles, ela simplesmente sumiu, sendo engolida para o Mundo das Histórias e deixando, sem sombras de dúvidas, seus irmãos muito felizes, ainda que eles tenham dado entrevistas sentimentais após seu desaparecimento.
Os majestosos vitrais adornados com imagens dos deuses mais reverenciados em seus reinos eram como um tributo a cada um deles. Até mesmo Merlin tinha seu lugar entre as figuras divinas, embora Hans achasse que ele estivesse um tanto perdido entre os demais. Hans não era conhecido por sua devoção religiosa ou por frequentar assiduamente o templo, mas gostava de dar uma passada de vez em quando para observar as oferendas deixadas pelos fiéis; se visse algo especialmente valioso ou interessante, não hesitava em se apropriar, recorrendo a um falso arrependimento no dia seguinte. As oferendas ali deixadas poderiam surpreender até mesmo os mais céticos. Ao perceber que não estava sozinho naquele momento, Hans desistiu de suas intenções. "Clamando por respostas ou suplicando por socorro?", indagou com uma pontada de ironia. "E para qual deles?" Ele direcionou os olhos para os vitrais mais uma vez. "Só não me diga que é o Merlin, aquele incompetente. Quem será que achou que seria uma boa ideia em colocar um vitral dele ali?"
para um starter fechado, digite um lugar + @ do seu char. (00/03)
alguns diziam ser chocante que ela fosse religiosa, ao menos em seu mundo diziam isso. não falava muito sobre sua vida pessoal, de toda forma, e pontos como aquele sempre eram excluídos previamente de suas entrevistas. não precisava se expor daquela forma. apesar disso, yeon era bastante devota, e ainda que não reconhecesse nenhuma daquelas figuras como seu senhor, arriscou o local para se sentir confortável. depois de acender uma vela e realizar uma pequena prece do lado de fora, foi com curiosidade que adentrou o tempo. estava para sentar-se em um dos bancos mais próximos da saída, ignorando a estranha sensação de ser observada, quando empregou um culpado à ela: aquela voz. a pergunta fora ignorada ao que se sentava no banco, mas a insistência fê-la apertar os olhos na direção de westergaard. ❛ não creio que esse local seja destinado a conversas ou, hum, blasfêmia. quem quer que o tenha colocado ali, deve ter um pouco de fé no feiticeiro; e se não concorda, talvez possa reclamar pessoalmente. ❜ sorriso sem humor fora ofertado ao que se ajoelhava, esperando que o outro entendesse o fim do assunto.
Uma locadora de dvds, nem imaginaria que algo que tinha visto quando deixava moedas poderia comparecer naqueles reinos. Mas tinha comparecido e Toothiana começou a pesquisar dvds que pudesse ver.. Problema, é que ela agora sentia-se uma velha que não sabia como aquilo tudo funcionava. "São tantas escolhas...." Comentou , enquanto pegava em dois dvds "Qual escolho? É a primeira vez que irei ver um dvd e tenho receio que não vá gostar." Um suspiro saiu dos lábios da fada, colocando um dos dvd's de volta e pegando em outro. Ela lia atentamente tudo que estava escrito, seu desejo era levar todos mas só poderia escolher um. Como era dificil para ela escolher apenas um...
não havia tido muito contato com aquele tipo de tecnologia. já era ultrapassado demais quando chegou seu momento de usar, tendo sido substituídos por sites piratas, tv à cabo e serviços de streamings. mas seu avô tinha um antigo aparelho, com uma única gravação ainda em vhs: seu casamento. e, de toda forma, seo yeon entendia o princípio daquilo tudo. ❛ que tipo de filme você gosta? ❜ intrometeu-se diante o questionamento, se aproximando da morena. ❛ ação? filmes de terror? hmmm ou então romance? eu posso te recomendar alguns que fizeram sucesso... ❜ porque estava sendo tão simpática com aquela criatura?
Os pesadelos estavam a deixar Mary Anne ansiosa e sentia-se confusa. Ela precisava de uma mudança de rotina para perceber o que se estava a passar. Porque dormir, acordar ao meio da noite, voltar adormecer, acordar para aulas e dormir de tarde para recuperar das horas perdidas.
Naquele dia, decidiu passar a tarde na avenida principal. Sentada no chafariz da avenida, Mary Anne absorvia os raios de sol enquanto desenhava num pequeno caderno. Nesse caderno, desenhava o dragão que atormentava os seus sonhos e mantinha acordada. Só apercebeu que muse estava ao seu lado, quando a sombra ficou em cima do caderno "Olá... Nem notei a sua presença. Está tudo bem?"
ainda não havia se acostumado com aquelas roupas, e por vezes sentia que pinicavam sua pele sensível. mas havia aprendido, desde o baile, que uma mudança de outfit não seria tolerada. portanto, apesar de pequenas alterações que realizava, como o cumprimento da saia que usava, ainda esforçava-se para se manter na paleta. e com o breve tempo livre, uma caminhada exploratória parecia bastante adequada. estava em um mundo mágico, mesmo que custasse a acreditar na magia em si, e talvez por isso determinadas coisas custassem sua curiosidade. como o caso do chafariz, que observava com uma ruga entre as sobrancelhas. será que o objeto era mesmo capaz de conceder desejos, como seu avô? ❛ eu preciso de uma moeda. ❜ respondera de supetão, ao ser questionada, a cabeça pendendo em direção àquela que só havia reparado na presença agora. tinha sérias dúvidas sobre ser tão fácil voltar, mas não custava nada tentar. ou melhor, custava uma moeda!
havia furtado uma presilha de ouro. ah, ela já podia imaginar as manchetes se ainda estivesse na coreia: herdeira do grupo kim, seo yeon é vista furtando em loja de alto padrão. e sentia um enorme arrepio percorrer seu corpo diante mera visão. ela não era aquele tipo de pessoa, que saía subtraindo itens alheios daquela forma. seria chacota no clube dos trilhões se o fizesse, e considerada uma verdadeira vergonha para seu avô. por isso, retornava para a cena do crime, desconcertada ao que tentava esconder o item naquelas roupas bufantes — que agora eram suas. apesar de ser boa em disfarçar, foi a necessidade em ser sincera com @nabocadasapa que a fez pedir para chamar a mulher logo que entrou no restaurante, sentindo o rubor tomar conta de seu rosto assim que ela colocou-se à sua frente. ❛ isso é seu. ❜ confessou ao estender do item roubado.
as palmas de suas mãos coçavam ao menor vislumbre que tinha de objetos brilhantes. e, sinceramente, não era raro que diamantes ou ouro se colocassem diante de seus olhos. e desde o sonho que tivera, bem... manter-se longe dos preciosos havia se tornado um pouco mais difícil. este pequeno desvio de caráter era metade do motivo de estar ali, na porta de rider. a outra parte, era devido a presença do atual-rei-e-ex-ladrão em seu sonho após aquele baile. não sabia que tipo de protocolo seguir, por isso, assim que @ladraooo entrou em seu campo de visão, apressou os passos para aproximar-se dele, chamando sua atenção com ligeiro aceno. ❛ eu acho que precisamos conversar. ❜
O mais irônico era que aquela era sua primeira ida à praia em anos – não era como se o Comissário Dawson costumasse tirar férias na violenta Houston. Ali, contudo, não tinha alternativa se não esperar o tempo passar. Mesmo para eles, era uma pedra no sapato, um fardo, um desocupado, um improdutivo, tanto que tiveram de criar aquele Centro de Contenção de Crise do dia para a noite. Era bizarro que estivesse diante de sereias, tanto que negou com a cabeça algumas vezes só para fazer com que a vista sumisse, mas as caudas coloridas continuavam, vez ou outra, a aparecer por sobre a superfície. A ideia de que aquelas criaturas costumavam devorar homens nos contos a que tinha tido acesso fazia com que relutasse em dar mais passos em direção à água, e pretendia se virar para buscar uma sombra quando deu de cara com Kim, vacilando por um segundo. Não tinha percebido que a Perdida estava ali e bem podia ser uma das sereias prestes a lhe arrastar mar adentro. “ Será que pode avisar da próxima vez? Seus passos não fazem barulho nenhum. Nem sua respiração. É algum tipo de talento? ”
tornados que te levam para terras desconhecidas, andorinhas que te ajudam a plantar riquezas ou um boi que desce dos céus para te ajudar em tarefas domésticas. yeon nunca havia pensado em tais coisas como algo além de histórias que se contava para ensinar valiosas lições às crianças. portanto, era justificável que permanecesse em absoluta surpresa. o centro de contenção, inesperadamente, parecia mais aconchegante, e mesmo curiosa, era arisca demais em explorar, optando pelos espaços mais vazios invés do aglomerado de pessoas. deveria saber que era assim que as coisas começavam a dar errado nos filmes, mas parecia mais coerente, vez que não confiava naqueles personagens. pega de surpresa pelo virar repentino de sua única companhia, ampliou o olhar para o moreno, piscando duas vezes lentamente antes de se recompor. ❛ da próxima eu peço para a secretária cheon me anunciar. ❜ de maneira instintiva cruzara os braços antes de rotacionar brevemente o corpo para trás, onde a secretária sempre estava, apenas para dar-se conta de que estava sozinha. ❛ bem... ❜ desconfortável com seu equívoco, o queixo apontara para o espaço diante dele. era verdade que se sentia menos inquieta na companhia de perdidos, mas ele ainda era um desconhecido. ❛ o que faz aqui? ❜
como membro da high society sul-coreana, yeon sabia que dress codes deveriam ser seguidos, e sua opinião pessoal não deveria ser levada em conta quando uma marca te enviava o modelo que deveria ser usado em determinado evento — principalmente se estivesse sendo paga para isso. naquele mundo, não estava, mas ainda deveria seguir algumas regras básicas de etiqueta — descobrira isso mais tarde.
era esperado que desrespeitar a moda cafona para a qual fora apresentada, a fizesse receber alguma punição. ela só não esperava que fosse tão imediatista — ainda precisava se acostumar com esse negócio de magia. não se lembra perfeitamente sobre o que falava com tiana — sim, a princesa cozinheira —, mas se lembra de ter sido abordada por uma varinha mágica estranhamente rabugenta, cutucando-a no ombro. e assim, num passe de mágica, seu lindo conjunto brando tornou-se... aquilo.
o short e camisa listrados, combinando com a gravata vermelha e colete e blazer xadrez nem era a pior parte. mas sua cabeça fora adornada por um chapéu de penas pretas, e uma bengala de madeira surgiu em suas mãos. junto de botas de cano alto e meias fina. nada que ela usaria! sua reação, com uma sonora exclamação de choque e ira, fora rapidamente abafada por outro sacudir da varinha, deixando-a muda por alguns momentos mesmo depois de sair flutuando pelo ambiente.
mais tarde naquele dia, no intervalo entre os eventos noturnos e diurnos, a kim ouvira do próprio merlin que teria de limpar os ladrinhos dos vidros por uma semana inteirinha, como punição. e frisou que ela deveria comparecer no baile vestida adequadamente. o que ela realizou, mesmo que o colar de tule coçasse seu pescoço e as longas luvas a fizessem passar calor. ela agiu profissionalmente, até mesmo sorrindo.
experimentava a consciência de que a encaravam como se possuísse um par de chifres na cabeça, pelos no rosto e uma longa cauda abanando atrás de si — opa, tinha quase certeza de que essa história já existia, e não era sua. fato é que recebia olhares de estranheza, como se fosse um animal vindo de outro planeta, e realmente era se analisasse a situação friamente. mas nem mesmo isso a impedia de ser fiel à suas crenças, incluso seu refinado gosto para moda. estampava revistas semanalmente, e todos os modelos que usava se esgotavam em questões de dias — ou melhor, horas. portanto, independente de estar em seoul ou não, ela jamais concordaria em entrar em um trambolho como o deixado em seu cabide. a roupa com a qual desaparecera de sua realidade, então, era o que usava naquela tarde, enquanto tomava chá. incrivelmente, aquela era a área menos incomum que encontrara. ❛ melhor manter distância ❜ era impossível compreender se falava dos chás e biscoitos, ou de si mesmo, a postura desdenhosa ao que pousava a xícara na mesa e finalmente direcionava os olhos para checar a presença de muse. ❛ as coisas aqui são um pouco perigosas. ❜ o completar foi acompanhado de leve curvar dos lábios, um sorriso sem humor.