⠀⠀⠀[⠀.⠀ . ⠀.⠀]⠀⠀⠀Você também viu KYRAH BELMORE ou fui só eu quem quase tropeçou em um descendente da Casa BELMORE DE CANTOFORTE no meio da rua? Nascida em VALE e atualmente com 28 anos, ela ficou conhecida por trabalhar como DIRETORA DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO, coisa típica de gente famosa. Nas matérias mais simpáticas, costumam descrevê-la como EMPÁTICA, CRIATIVA e VISIONÁRIA; mas, nos bastidores, há quem diga que pode ser RANCOROSA, COMPETITIVA e DRAMÁTICA. Os tabloides parecem particularmente interessados em seu nome desde que SAIU UM RUMOR FALANDO SOBRE SUA SAÍDA DA STRONGSONG RECORD PARA ABRIR O PRÓPRIO ESTÚDIO, mas talvez seja difícil resistir a alguém cuja presença lembra DANÇAS ENQUANTO NINGUÉM ESTÁ OLHANDO, CHEIRO DE DRINKS DOCES, JAQUETAS PERSONALIZADAS, CANTAROLANDO A TODO MOMENTO E BEIJOS DE GLOSS.
#𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐎𝐍𝐒;
É muito difícil vê-la quieta, está sempre se movendo, cantarolando.
Seu gosto por drinks é quase infantil: prefere sabores doces, frutas e apresentações exageradas.
Quando está magoada, desaparece em vez de confrontar diretamente as pessoas.
Adora apelidos carinhosos e cria um para praticamente todo mundo.
Seu escritório é cheio de polaroides, post-its coloridos e lembranças de turnês.
Apesar da personalidade calorosa, guarda rancores por anos.
#𝐁𝐀𝐂𝐊𝐆𝐑𝐎𝐔𝐍𝐃;
Desde cedo, ficou claro que Kyrah era diferente. Ela se sentia viva nos bastidores, preferia os ensaios às reuniões, as conversas com artistas às apresentações para investidores. Tinha um talento raro para enxergar potencial nas pessoas e compreender emoções, algo que a transformou em uma peça essencial para o desenvolvimento artístico da Strongsong.
Por muito tempo, porém, esse talento foi subestimado. Dentro da família, Kyrah era a mais sonhadora, a menos preparada e a menos séria. O problema é que ninguém percebia que era justamente ela quem mantinha a ponte entre os artistas e o império corporativo dos Belmore.
Sua maior referência emocional sempre foi Alran, o pai. Era com ele que encontrava refúgio nos dias em que a pressão da família parecia insuportável. Alran foi quem a ensinou que sensibilidade não era fraqueza e que criatividade também podia ser um legado.
Com Celesse, entretanto, sente uma mescla de amor e frustração em doses iguais. Kyrah cresceu esperando por uma aprovação que parecia sempre escapar. Cada conquista trazia a esperança de finalmente ouvir um "estou orgulhosa de você", mas as expectativas da mãe mudavam constantemente, deixando a sensação de nunca ser suficiente.
#𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒;
PROCURO POR: ⠀ Alguém que tenha descoberto um perfil anônimo com produções e desconfia que seja de Kyrah; alguém que seja músico e goste muito de trabalhar com a Belmore; alguém que seja um ex em sua vida, mas que continuam se encontrando pelo conforto; alguém que a conheça desde a época da escola; alguém que seja seu melhor amigo.
Finn não era supersticioso, e tampouco poderia se definir como uma pessoa sensitiva. Paranoico talvez fosse uma palavra melhor, mas certamente não sobrenatural. Harrenral, no entanto, parecia envolvê-lo em um estranho encanto, como se as paredes de pedra do velho castelo pudessem engoli-lo, como se as sombras dos cantos dos corredores sussurrassem o seu nome. Mas não era nessas coisas terríveis que pensava enquanto roubava, sem pudor, docinhos da mesa do buffet, afinal de contas, depois daquele dia, era mais que merecido.
Saboreava um doce qualquer da mesa enquanto inspecionava o ambiente, sem saber exatamente o que procurava - o irmão, talvez. Quando a voz da mulher o atingiu, virou-se para ela e franziu o cenho, exibindo um sorriso divertido — o quê? pessoas inteligentes? Isso é comigo? — enfiou o papel da sobremesa no bolso — ah, eu confio muito, como a senhorita bem pode ver.
Enquanto ouvia-a falar sem parar, um sorriso simpático estava congelado em seu rosto, embora as sobrancelhas estivessem bem franzidas — Ah, sim… — deu de ombros — já ouvi falar bastante, mas não sou de acreditar em fantasmas, eu espero. Não é um bom mindset, não é? Os céticos, nos filmes de terror, morrem primeiro — roubou outro docinho — Bem, você parece muito interessada nisso. Dê uma passadinha nas alas abandonadas e me conte o resultado.
Ouvindo o comentário seguinte, não deixou de rir. Inspecionou o rosto da mulher cuidadosamente, mas não tinha certeza se a conhecia — Seria bom deixar de lado o caos da minha própria família e assistir o circo dos outros pegar fogo.
⠀⠀⠀Finn era um fofo. Gostou do "senhorita"; também era divertido saber que ainda usavam aquele termo nos dias atuais.
— Sério? Em alguns filmes, o mais suspeito morre primeiro também... Mas eu espero muito que não aconteça nada demais. Só é um pouquinho estranho, você não acha? Você faria seu casamento num lugar que pode ser mal-assombrado? — Tagarelava como nunca, mesmo sem ter tanta intimidade assim com as pessoas. — Se apenas uma fita da minha exploração aparecer na porta do seu quarto, não veja... — Brincou, falando de forma teatral e suspeita. — É bom assistir ao parque dos outros pegar fogo, mas até que sou bem quieta. Acho que eu deveria causar mais um pouquinho, né?
A escolha por Harrenhal talvez fosse para manter tudo na região do Tridente. Não se interessava pelas histórias que rondavam o local; considerava tudo uma grande fantasia para atrair pessoas que se deslumbravam com o paranormal e com a possibilidade de serem afetadas por ele. Tara estava vivendo uma situação bem real por trás dos muros do hotel e, em vez de se encantar por ele, queria que tudo acabasse logo para que pudesse voltar à sua rotina normal.
Com todos os preparativos do casamento lhe dando cabelos brancos e com seus hormônios deixando tudo pior, Tara decidiu que daria o privilégio de comer um pouco de todos os doces dispostos naquela mesa. Esperava que isso melhorasse um pouco o seu humor. E quando colocava mais uma tortinha de limão no prato, escutou a mulher ao seu lado. ━ Pode confiar, eu já comi uns três desses aqui. ━ Mostrou o prato que segurava com a mão esquerda. ━ Todo mundo do Tridente já ouviu sobre este lugar, mas eu sempre me interessei pouco pela veracidade das histórias. Acho que hoje em dia é mais marketing para atrair curiosos. ━ Sorriu, estendendo a mão para pegar uma colher pequena de geleia de cereja. ━ Sugiro ficar longe, por enquanto. Espere o casamento passar. Eu ficaria muito, muito irritada mesmo se tivesse que adiar a cerimônia porque uma convidada foi encontrada em pedaços dentro do hotel.
Para finalizar, colocou uma bola de sorvete de creme por cima da torta de limão. ━ Eu, infelizmente, estou presa a uma combinação dos três. Tentando aproveitar a festa, assistindo ao caos e torcendo para acabar não adicionando mais um fantasma às histórias de Harrenhal.
⠀⠀⠀Se divertiu ouvindo Tara, mas ficou ainda mais impressionada com as combinações em seu prato. Deveria tentar? Era um pouco chata com seus doces, então ficou no básico: tortinha de limão e brownie com sorvete. Não tinha como errar! Fez um bico.
— Você não acredita na minha capacidade de me manter viva e inteirinha? — Riu, porque nem ela acreditava nisso. — Eu espero que nos deem entretenimento. Já sofri demais com as bagagens perdidas, não quero que as coisas deem errado de novo... Mas também poderiam escolher um lugar que não tivesse tantas histórias bizarras, né? Se mais alguma coisa der errado, vou culpar a escolha do local.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀#𝒞𝙻𝙾𝚂𝙴𝙳 𝒮𝚃𝙰𝚁𝚃𝙴𝚁 𝒯𝙾 @kyrahsongs.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀Maelia já havia presenciado muitos momentos caóticos em sua jornada profissional, gostaria de afirmar que estava blindada de qualquer imprevisto e não se afetaria com qualquer coisa que pudesse dar errado naquela viagem, porque ela era pessimista o suficiente para saber que, sim, a qualquer momento alguma coisa daria muito errado. Ela só não esperava que aconteceria tão brevemente. Seus pais não estavam mais à vista, sua agente parecia incomunicável e até os seguranças da família decidiram que ela não era tão importante assim, no seu ponto de vista. O que raios estava acontecendo naquele aeroporto, afinal? Precisou se esgueirar entre uma família ou outra para não ser engolida pela multidão fervorosa presente no saguão, encontrando Kyrah entre um empurrão ou outro. Segurou em seu braço de forma mais urgente que o previsto.⠀⸺ Se importa de me dar uma carona? Estamos indo para o mesmo lugar e eu meio que perdi a minha...⠀Perguntou com um sorriso sem graça, esperançosa de que poderia contar com Kyrah em sua emergência. Só Maelia sabia o quanto estava odiando cada segundo daquela viagem.⠀⸺ Por favor?
⠀⠀⠀Kyrah era uma pessoa muito positiva, de verdade. Era difícil vê-la com uma expressão cabisbaixa ou perturbada pelos arredores, mas a bagunça do aeroporto... Jesus, o que tinha acontecido ali?! Tudo estava tão caótico que ela precisou praticamente nadar entre as pessoas até sentir alguém agarrar seu braço. Estava pronta para gritar, até reconhecer Maelia, com aquela cara de coitada... Como não ajudar? Antes de responder, puxou-a para fora da confusão e respirou fundo.
— Claro que posso! Você já tem tudo de que precisa? Ou suas malas se perderam?
⠀⠀⠀Kyrah adorava casamentos! Não se importava com os motivos por trás deles — se fosse amor, negócios ou golpe — o que ela gostava mesmo eram das festas! E achava ainda melhor quando faziam um grande evento sobre isso; era quase como férias extras! Ouviu muito sobre o Hotel Harrenhal, mais sobre as histórias cabulosas do lugar do que qualquer outra coisa. A Belmore não era tão supersticiosa, mas por que os noivos escolheram um lugar com tanta desgraça para fazer seu casamento? Certo, o lugar era lindo, luxuoso, parecia um sonho, mas eles realmente queriam todo aquele karma na sua união? Parecia perigoso.
⠀⠀⠀Depois de toda a confusão do aeroporto, das malas desaparecidas e do trajeto até o castelo, a primeira coisa que chamou sua atenção foi o buffet preparado para receber os convidados. Talvez fosse superficial da sua parte, mas se havia uma maneira eficiente de melhorar seu humor depois de horas de viagem, era colocá-la diante de comida de qualidade.
⠀⠀⠀Foi enquanto avaliava suas opções e tentava decidir quantas sobremesas seria socialmente aceitável pegar logo na chegada que avistou muse entre os convidados. Fazia tempo que não u via e acabou sorrindo ao perceber que ambos haviam parado praticamente no mesmo lugar.
— Eu sabia que encontraria pessoas inteligentes perto da mesa de doces. — Brincou, aproximando-se. Seu olhar percorreu as opções expostas antes de voltar para muse. — O que acha? Confiamos no buffet ou esperamos alguém passar mal primeiro? — Riu baixinho antes de pegar uma das sobremesas. — Embora eu esteja mais preocupada com outra coisa. Você ouviu as histórias sobre Harrenhal? Porque eu passei a viagem inteira pesquisando sobre e lendo todos os relatos que conseguia achar sobre esse lugar ser amaldiçoado, assombrado ou as duas coisas ao mesmo tempo. — Deu de ombros. — Mas ainda não decidi se quero ficar longe das alas abandonadas ou ir direto nelas para explorar. — Inclinou a cabeça, curiosa. — E você? Veio para aproveitar as festas, assistir ao caos das famílias ou investigar os fantasmas?