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Inovação Lab.K!
Em Yellowstone os lobos mudaram os cursos dos rios, aqui eles podem mudar os cursos da sua empresa!
O título não é uma pegadinha e nem tão pouco um achismo, os Lobos de Yellowstone, após estarem extintos por anos na região do parque, foram reintroduzidos gradativamente na área após a década de 70 e efetivamente mudaram o curso dos Rios dentro do Parque.
Construiremos pontes entre assuntos aparentemente desconexos que por fim apresentarão uma metodologia diferente de implementar inovação, e neste momento você terá contato com a I.S.I.S. e sua alcateia.
Ao passo que identificarmos a necessidades de um aprofundamento maior em determinado assunto, criaremos links de referência nas palavras para materiais que possam explica-los de maneira simples.
Por se tratar de um material um pouco longo, vamos dividi-lo em partes. Neste primeiro conteúdo, abordaremos os conceitos do surgimento dessa metodologia que possui 04 pilares:
Disruptura
Ecossistema
Simbiose
Visão Estratégica
Visitamos algumas culturas, conhecimento biológico, conceitos e estratégias atuais de mercado com a meta de criarmos uma metodologia de implementação de inovação para a solução de problemas de forma simples.
Os Lobos de Yellowstone, mudaram os cursos dos rios!
Por mais que pareça incrível e improvável essa constatação ela é a mais pura realidade, e inclusive, assustou muitos pesquisadores renomados.
A beleza de sua simplicidade complexa, demonstrou a todos a importância da simbiose entre espécies e mais, demonstrou que ao inserirmos ou retirarmos apenas um determinado elemento da equação de um processo equilibrado, desbalanceamos todo um ecossistema que tende a colapsar com o tempo. Se nesse ponto ascendeu a luz de alerta pra você ai a respeito do que estamos vivendo em relação ao mercado brasileiro, a ideia era essa mesmo.
Esse acontecimento, mostra a importância de uma visão estratégica de longo prazo, e mais, esfrega em nossa cara que precisamos olhar para todo e qualquer sistema e processo com uma visão holística e principalmente, tentar entender a interdependência de cada player do jogo, não apenas no hoje, mas nas consequências do amanhã!
Neste ponto, estamos utilizando a biologia e a ecologia, para nos mostrar que a simbiose é necessária não apenas para o sucesso e a sobrevivência do simbiótico, mas sim, para toda a cadeia de relação em que ele está inserido.
Para entender melhor o impacto do que estamos dizendo, assista o vídeo abaixo:
https://youtu.be/nW5ztScNCYk
Agora veja, é impreterível entender que os acontecimentos apresentados não aconteceram do dia para a noite, é necessário tempo e principalmente acompanhamento próximo para viabilizar esse tipo de implementação.
Mais importante ainda do que tudo o que aconteceu no caso de Yellowstone é que nem mesmo os especialistas, puderam prever essa escalada de eventos tão significativos e benéficos que foram promovidos naquele ecossistema.
Isso é antes de tudo, um sinal muito claro e um grande aprendizado que demonstra que sistemas equilibrados podem superar em muito nossas expectativas de resultados positivos e benéficos para toda a cadeia participante.
Um outro aprendizado que também podemos extrair desse acontecimento, e que com certeza, é tão importante quanto ou ainda maior que o resultado em si, é o de colocar em cheque todo um universo de teorias que, enquanto são deixadas apenas no mundo dos papéis ou da assepsia dos laboratórios são inviáveis ou inexequíveis e ao serem colocados a prova em ambiente real, demonstram a sanidade de um pensamento um tanto quanto louco ou disruptivo.
Quem é quem nessa história?
Os Lobos de Yellowstone são reais, assim como a recuperação do ecossistema do qual foram reintroduzidos, eles como primeiros protagonistas de nossa história, nos mostraram a essência do conceito e agora serviram de base para apresentarmos nossa I.S.I.S. e sua alcateia.
Em relação a I.S.I.S., esqueça esse grupo separatista xiita que estamos vendo destruir o mundo e vamos pensar na verdadeira dona do nome, uma divindade egípcia. Na realidade, a ideia de utilizar seu nome para o acróstico, surge também do fato de querermos mostrar que nem todo ponto de vista retrata a realidade de uma vista.
Isis é considerada a Deusa da fertilidade, magia, maternidade, simplicidade e dos oprimidos e, portanto, escuta a tudo e todos, além de possuir um elo muito próximo da natureza.
Os Lobos de I.S.I.S. nascem de figuras mitológicas extraídas de um conto Cherokee, uma tribo indígena norte americana, e neste caso é importante explicar que nos apropriamos e alteramos o conceito inicial desses dois personagens, que originalmente são a síntese de um embate pessoal entre o “Bem e o Mal”, porém que definem a questão central as ser introduzida nesta ideia.
Para finalizar a parte das apresentações chega a vez de nossa I.S.I.S., que é a metodologia de implementação de inovação, seu acróstico surgiu de: InovaçãoSimbiótica de Inteligência Simples!
Personagens devidamente definidos e apresentados, vamos a construção das pontes.
Os Lobos de I.S.I.S podem mudar os cursos de sua empresa!
Primeiro precisamos explicar quem são esses Lobos não é mesmo? E para tanto vamos voltar ao mito Cherokee e contar um pouco sobre ele.
Vamos reproduzir abaixo a história apontada no link, inicialmente publicada em: www.contarhistorias.com.br
“Os anciões Cherokee estavam preocupados com um dos garotos da tribo que, por se sentir injustiçado, tornou-se agressivo. O avô do menino o traz para perto de si e diz:
- Eu entendo sua raiva. Há uma batalha terrível entre dois lobos que vivem dentro de mim. Esses dois lobos tentam dominar o espírito de todos nós.
Um é Mau. Seus dentes são fortes como raiva, inveja, ciúme, tristeza, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, superioridade e ego.
O outro é Bom. Seu olhar é forte como alegria, esperança, serenidade, paz, humildade, empatia, bondade, generosidade, verdade, perdão, compaixão, harmonia e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
- Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
- Aquele que você alimenta!”
Deixemos de lado a ideia de bom e mal, e analisemos o cerne da mensagem do mito.
Estes dois Lobos apesar de serem antagônicos representam a atitude humana de se fomentar algo que crescerá mediante a energia que está sendo implementada na ação, e por favor, vamos deixar de lado qualquer tipo de possível análise de cunho religioso, pois o objetivo é mercadológico.
Vamos ficar com questão da atitude do ser-humano em relação a um status quo, pois essa é a síntese da ideia central do mito e servirá de pano de fundo para mostrar a amarração entre as pontes que estamos construindo.
No caso dos Lobos de I.S.I.S., não teremos apenas dois personagens dicotômicos, mas sim uma alcateia que representará atitudes.
O porque dos Lobos é facilmente explicável, pois além de serem seres vigorosos, corajosos e altivos, estão no topo da cadeia alimentar e principalmente vivem em bando, assim como nós.
Uma outra característica da espécie, também é o fato que precisam de líderes sábios para perpetuar seus bandos, que incentivem os indivíduos a agirem com o objetivo de sustentar o bando em si e não em suas individualidades, pois um lobo sem bando estará fatalmente fadado a morte, pois sua maior competência, vem da força do bando no trabalho conjunto e uníssono, e não do poder que cada indivíduo possui sozinho, já que é notório que existem outros predadores que individualmente são mais fortes que ele.
Além da questão gregária, da liderança e da representatividade de cada elemento em relação ao todo, a alcateia possui mais uma competência altamente relevante para a termos escolhida. Sua analogia clara a um ser simbiótico, que em essência supre a ideia de que todos os envolvidos na parceria devam executar suas tarefas para que tanto ele quanto o bando sejam beneficiados.
Bom, com certeza você já deve ter notado o que estamos construindo por aqui e o que almejamos com a metodologia.
Voltando para a alcateia de I.S.I.S., agora precisamos dar nomes aos lobos.
Visão Holística
Criatividade
Propósito
Integridade
Sustentabilidade
Legado
Valor Real
Neste primeiro texto de apresentação da metodologia, nosso objetivo foi o de construir as pontes que definem a I.S.I.S.:
A Inovação Simbiótica de Inteligência Simples, é uma metodologia de gestão de inovação focada no ser humano que através de uma ampla Visão holística dos ambientes, stakeholders, oportunidades, tendências e futuro, busca a implementação de inovação como solução de problemas simples ou complexos, mediante o resultado da união entre Criatividade, Propósito e Integridade dos seus envolvidos, viabilizando projetos e ações de Sustentabilidade que promovam um Legado de Valor Real em ambientes e pessoas.
No próximo texto, explicaremos um pouco mais sobre as possibilidades de implementação dessa metodologia.
Até lá, você e sua empresa podem começar a pensar e decidir, quais lobos preferem alimentar!
Daniel Capobianchi
#labkfisitalsoul
Será que sua empresa sabe o que é consumo consciente?
Em tempos de Olimpíadas, o sentimento de fraternidade entre os povos renova-se, afinal esse é o cerne desse tipo de evento. Por alguns dias, questões sociais relevantes são levantadas e discutidas, é como se a consciência de que somos todos habitantes deste pequeno ponto azul na imensidão do espaço tome sua devida importância em nosso dia a dia.
Ecologia, sustentabilidade, cooperativismo, aproveitamento de recursos, reciclagem, recursos renováveis... tudo isso vem à tona nessas raras oportunidades em que diversos povos, etnias e culturas se unem em um único grande evento. Mas não é de hoje que o mercado discute nesses temas.
CONSUMO CONSCIÊNTE é o ingrediente principal para relacionar mercado, ecossistema e sociedade. O termo acabou perdendo seu significado dentre as centenas de teorias e legislações criadas a respeito e acabou ganhando uma significância restrita, quase pejorativa, um mero “consumir com parcimônia aquilo que, em excesso, pode trazer algum mal”.
O consumidor atual anseia por informação em seu ato de comprar um produto ou contratar um serviço, e poucas são as empresas que se dão conta que saciar essa necessidade de conhecimento pode agregar um valor surpreendente e gerar impacto significativo em seus resultados, e esta sim seria a definição mais simples e completa de consumo consciente!
O bom desenho e uma boa apresentação é uma das formas mais clássicas de agregar valor. Um produto bonito de se ver, uma embalagem chamativa, um PDV bem organizado, um folheto explicativo e de boa legibilidade, tudo isso incrementa um produto, mas já faz algum tempo que apenas isso não satisfaz mais o público em geral, é preciso rever alguns pontos.
Segundo dados da ONU, em 2010 a população mundial beirava os 7 bilhões de pessoas, desses, pouco mais de 15% era responsável por quase 80% do consumo mundial. O crescimento desse número ocorreu na ordem de cerca de 150 milhões de novos consumidores “ingressando” no mercado a cada ano, ou seja, entre 2010 e 2016 temos quase um bilhão de novos consumidores “ativos” no mundo.
Perceba que ainda existe uma parcela absurdamente significativa de pessoas que simplesmente não estão inseridas significativamente no mercado mundial.
E não pense que essas pessoas habitam países mal conhecidos e “obscuros”! A Conferência das nações unidas sobre comércio e desenvolvimento, realizada no mês passado (julho de 2016) em Nairóbi, no Quênia, mostrou que o mercado brasileiro, assim como todos os países ditos “emergentes”, ainda é apenas uma fração de seu verdadeiro potencial.
Mas a cultura de obsolescência programada que muitas empresas ainda utilizam para assegurar a continuidade das vendas, não é compatível com o conceito de consumo consciente. Os recursos naturais exaurem a cada dia, as políticas de reciclagem ainda são ineficazes em reaproveitar as milhares de toneladas de lixo produzidos diariamente, e paralelamente o mercado precisa aumentar vendas, aumentar lucros e gerar novas contratações, um cenário quase apocalíptico que me faz lembrar do Cartel PHOEBUS, bem apresentado pelo documentário “The light bulb conspiracy” dos cineastas Cosima Dannoritzer e Steve Michelson para a TV espanhola, que retrata o cartel formado pelos grandes fabricantes mundiais de lâmpadas entre as décadas de 20 e 40 do século passado para reduzir para menos da metade a vida útil de seus produtos para aumentar as vendas.
Consumo consciente precisa de produção consciente, e o consumidor cada dia mais exige referências e endosso dos produtos que compra. Cada vez mais a origem e os processos deixam de ser segredos industriais para se tornarem argumentos de venda. Ninguém mais quer comprar um produto feito por trabalho escravo, ou que desmate mata nativa para sua produção. A lógica é simples, como pode-se ver no vídeo de menos de dois minutos da fundação alemã Global 2000 “Mude seus sapatos”.
Serviços e mídia não fogem dessa regra, e isso é fácil de ver exemplos sequenciais em nosso dia a dia. Recentemente o cantor Gabriel Araújo Marins Rodrigues, conhecido como MC Biel, um fenômeno no I Tunes que incomodou grandes estrelas internacionais no ano passado, como Adele, “decidiu dar uma pausa em sua carreira” recentemente após a divulgação de comentários preconceituosos e uma denúncia de assedio contra uma jornalista. Goste ou não do gênero (e eu confesso que não me agrada), esta é uma das dezenas de bombas que movimentam o mercado fonográfico de tempos em tempos. Seus números despencaram e sua carreira perdeu a viabilidade comercial.
O fato é que o consumidor sabe que tem opções hoje em dia, e vai sempre preferir o melhor custo benefício, e apesar dessa máxima ser uma verdade antiga, o que mudou é o conceito do que é realmente um benefício. Não basta mais trazer vantagens para um consumidor, é preciso trazer benefícios reais à sociedade a ao planeta.
Faço parte do Lab.K, um escritório de criatividade e inovação que sempre busca trazer retorno não apenas financeiro, mas também de branding e social a seus clientes, e fico impressionado como o mercado ainda está despreparado para aceitar a mudança de perfil dos consumidores que, apesar de crescer a cada dia, não é nenhuma novidade.
Empresas que ainda discutem o conceito de CRM, quando o próprio conceito de Omnichannel já começa a se desgastar e o público começa a exigir experiência de seus produtos e serviços acabam perdendo grandes oportunidades de mercado, e a própria situação do mercado e o afã generalizado de “não ousar para manter seu emprego”, por mais coerente que possa parecer, é um contrassenso na questão estratégica. O próprio colaborador é um consumidor que não compraria um brinquedinho sequer sabendo que há suspeitas do envolvimento de trabalho infantil em sua manufatura. Serve para o indivíduo não serve para a empresa?
Talvez já tenha passado da hora de ampliar os horizontes e compreender que o mundo já mudou, e vai continuar mudando a cada dia. Você quer mesmo perder esse trem?
Alexandre Avari
“Causos” de Prospecção
Foto: Wikipedia
Boa parte das minhas formações são ligadas à criação, arte e desenho, mas quando você trabalha muito tempo em gestão, aquelas outras “paixões” que não fazem parte do perfil pré-concebido do “criador-bicho-do-mato” tem oportunidade de aflorar.
PROSPECÇÃO! Sempre curti prospectar! Estudar uma empresa, uma área, trocar ideias com um monte de pessoas de perfis, vontades e necessidades diferentes sempre foi uma paixão! Mas quando você conversa com um monte de gente diferente, tudo pode acontecer! TUDO!
Muitas vezes, depois de algum tempo, tive oportunidade de conversar com muitos desses clientes e demos muitas risadas juntos relembrando esses momentos “bizarros” que iniciaram uma relação comercial sadia! Sabem como é, a primeira vez é inesquecível, mas também é bem esquisita!
Como são “causos” mesmo, vou escrever de uma maneira bem escrachada e bem exagerada, para relaxar e, quem sabe, com a ajuda de um pouquinho de sarcasmo e um pouquinho de humor, possamos refletir sobre nossa própria vida e nossos próprios conceitos
Eu adoraria que vocês também compartilhassem um pouco dos seus “CAUSOS” sobre relação tão feliz, mas às vezes tão complicada! Convido vocês à sentar na mesa da cozinha, pegar um cafezinho e compartilhar um tiquinho de proza! Fiquem à vontade aí em baixo, nos comentários!
O “Causo” do Cliente do futuro
Vocês já tiveram uma empresa que vocês queriam realmente prestar algum trabalho por que tudo encaixava? O perfil da empresa e dos profissionais, os produtos e serviços oferecidos, os ‘gaps’ que representantes dessa empresa mencionavam em artigos e entrevistas que você tinha certeza que poderia ajudar? Esse mesmo!
Aí você liga para a empresa, passa para um, passa para outro, liga mais tarde, manda e-mail, “não é comigo, é com Fulano”, Fulano passa para Beltrano e, enfim, alguém fala com você!
_Nossa, que legal falar contigo! Me chamo Alexandre e gostaria...
_Ah, legal, mas olha, a gente não está interessado no momento, mas me liga em 14 de setembro de 2132 que a gente poderá conversar!
_Mas...
_Abraço!
O “Causo” do Cliente Clarividente
Fuçando no network, um amigo te manda aquele e-mail tão precioso, dizendo que conversou com um amigo que acho incrível o seu trabalho e quer conhecer um pouco mais.
Aí você manda aquele e-mail sincero, agradecendo o retorno, explicando em poucas linhas seu negócio e sugere uma conversa ao vivo.
Aí chega a resposta “Ao vivo?? Nem pensar!! Me liga segunda feira às 11h42.”
Segunda feira, 11h41, ligo:
_Bom dia! Eu...
_Eu sei quem você é.
_Legal! Eu queria conversar contigo sobre nosso...
_Eu sei qual é o seu negócio.
_Ah... certo... Mas nós sondamos o mercado e percebemos...
_Eu sei o que se percebe analisando o mercado.
_Hum... Ok... Meu amigo?
_Sim?
_Você sabe os números do próximo sorteio da Mega Sena?
Tú... Tú... Tú...
O “Causo” do Cliente Carente
Todo mundo já teve aquele cliente austero, que gosta de tudo hiper bem documentado, que cumpre todas as burocracias, faz todas as aprovações... Cá p’rá nós, eu adoro esse tipo de cliente! O cara é uma máquina, mas tudo funciona como um reloginho! Difícil mesmo é fechar o primeiro trabalho!
Uma manhã como outra qualquer, o cliente liga:
_Alô, bom dia.
_Alô? Oi! Bom dia! Recebeu? Tudo certo com a entrega?
_Tudo... Tudo... Vem cá: Você pode dar uma passada aqui mais tarde?
_Posso, claro! Novo projeto?
_É, pode ser! Mas me conta, como andam as coisas?
_Er... Bem! Tudo Bem! Algum problema com a entrega? Por que a gente confere sempre e estava tudo em ordem...
_Não! Tudo perfeito. Mas queria ver se a gente pode fazer mais alguma coisa, tenho uma verbinha aqui que não precisei usar, a gente pode conversar. Você vem aqui hoje, então?
_Vou sim, claro! Que horas você pode me receber?
_Ah, vem no fim do dia, a gente faz um happy. E chama aqueles teus assistentes também, queria conhecer eles, só os conheço por telefone!
_Tá... Eu falo com eles... Tá tudo bem mesmo com a entrega?
_Tudo ótimo, relaxa! Quer saber? Segura um pouco que ‘tou indo aí e a gente almoça! Chama o pessoal!
O “Causo” do Cliente Onisciente
Aquele cara que estudou contigo é diretor em uma empresa de interesse, aí você liga para ele:
_KLQWKUFHOITQOkOAKoakAOKAoAkagihafhdafgadçjBOM DIA!!!!!!!!!!
_Hã... Oi! Não sei se você lembra de mim, mas estava pesquisando sobre sua empresa e fiquei feliz de te encontrar aí! Estudamos junto, lembra?
_CLAAAAARO QUE LEMBRO!!! E aí? Como você vai?
_Vou bem, vou bem! Faço parte de uma empresa de criatividade e inovação hoje!
_CRIATIVIDADE?? INOVAÇÃO?? CARA!!! AQUI SOMOS SUUUUUUUUUUUUUPER INOVADORES E MUUUUUUUUUUUITO CRIATIVOS!!! Olha só... Não, péra... OLHA SÓ O NAIPE DO NOSSO SITE! Se liga!
_Ah, uau! É bem bonito mesmo! Bem organizado, super navegável, cheio de conteúdo! Sensacional o seu site! Mas como andam os números?
_OS NÚMEROS? Então... Crise né! Ninguém vai bem hoje em dia! Estamos ralando, mas INOVADOR E CRIATIVO A GENTE É!!! Acho que falta comercial, sabe? Gente agressiva, que vai p’rá cima, que só ganha se enfiar venda no cliente, gente que tope o risco... Conhece alguém assim para indicar?
O “Causo” do Cliente Abandonado no Deserto
“Oi meu amigo! Muito legal a oportunidade de falar (ou escrever, enfim!) contigo! Não quero te incomodar, e me perdoe a cara de pau, mas só queria convidar você a conhecer um pouquinho da minha empresa pelo nosso site e nossos conteúdos, se você gostar, podemos aprofundar nossa conversa, o que acha? Um abraço!”
“SEN-SA-CI-0-NAL!!! Impressionante seu trabalho! Pelo que eu leio por aí, eu acho é desse tipo de ajuda que a gente precisa por aqui! Eu, só, não: Todos nós aqui, do comercial, sempre falamos que é possível e necessário inovar não só a nossa linha de produtos, mas até mesmo as nossas relações interpessoais! O pessoal todo do comercial acha que precisamos mesmo de uma ajuda para implementar uma nova visão! Mas eu respondo apenas pelo comercial, e acho que esse trabalho de vocês começaria melhor pelo marketing, não é mesmo? Só que eu não tenho contato nenhum com o pessoal de marketing, lembra que eu sou do comercial? Comercial! CO-MER-CI-AL! Comercial não é marketing, não é verdade? Mas olha só: não desiste, não! Faz assim: Vai no nosso site, liga na nossa central de relacionamento, o nosso 0800, e pergunta lá se eles podem te passar p’ro marketing. Por que, não sei se você já sabia, mas eu sou só do comercial. Abraço!”
E eu tenho muitos e muitos causos assim. Mas e você? Compartilhe suas experiências!
Obs.: Respeito e amor acima de tudo, ok? Somos todos humanos, por definição, um pouco apatralhados... digo, atrapalhados! Hehehehehe
Alexandre Avari
#labkfisitalsoul
Nuvens Estranhas, uma Reflexão sobre a Cultura Empresarial
Foto: aporvela.blogspot.com
Quando sir Walter Raleigh chegou à América do Norte em 1587 para fundar a primeira colônia da Virgínia, seu primeiro contato com os indígenas foi relativamente amigável. Eles descreviam os brancos como os povos das “Nuvens Estranhas”, numa tentativa de descrever as velas de suas embarcações.
Porém, a ocupação desenfreada da terra gerou hostilidades e a colônia teve que ser abandonada. Os indígenas, além de atacarem constantemente a pequena vila, os boicotavam em sua caça e sua pesca, deixando os europeus em uma situação bastante difícil, era desistir e fugir ou morrer!
Diferente dos colonizadores de Plymouth, Massachusetts, que desenvolveram uma relação mais amigável com os indígenas e até os convidaram para dividir o sucesso de seu trabalho no ensolarado verão de 1620, originando o Dia de Ação de Graças, feriado nacional nos EUA.
Claro que todos nós sabemos que essa aproximação, depois, foi deturpada por interesses obscuros, e a situação dos indígenas em todo o continente americano é bastante precária. Esses dados preliminares ilustram bem o que acontece quando uma empresa começa a desenvolver um senso disruptivo e pretende incluir o processo de inovação.
Algumas empresas preferem incorporar pessoas ou até mesmo uma pequena startup em sua estrutura para que esse núcleo comece a implementar o senso de ruptura na cultura da empresa.
O problema é que geralmente não é levado em conta que toda empresa possui uma cultura própria, que foi cuidadosamente tecida durante os anos de atividade e que possui as impressões de seus diretores, gestores e funcionários, nessa ordem de prioridade!
Outras empresas convocam seus funcionários e promovem premiações e incentivo para ideias que inovem e melhorem os processos. Nesses casos, sem dúvida, já se vê algum resultado, pois o funcionário envolvido com o operacional do seu dia a dia sempre tem alguma sugestão que poderia melhorar seu trabalho e que nunca falou a respeito por estar inserido em uma estrutura hierárquica muitas vezes um tanto rígida.
Além, é claro, de pequenas ações óbvias que reduzem custos como, por exemplo, reduzir a compra de material descartável como copos de água e café para copos e xícaras de vidro, louça ou plástico resistente, tornando cada funcionário responsável por seu próprio material.
Por mais que essas soluções sejam muito boas, elas apenas minimizam o impacto dos custos fixos, e não promovem o verdadeiro desenvolvimento da organização a curto, médio ou longo prazo!
Inovar é mais do que rever processos, é rever conceitos. Ensinar uma nova cultura empresarial, na maioria das vezes, nada mais é do que apresentar o cerne original da empresa, despido de suas relações interpessoais e discursos políticos.
Ensinar uma nova cultura empresarial, na maioria das vezes, nada mais é do que apresentar o cerne original da empresa, despido de suas relações interpessoais e discursos políticos.
Envolver as pessoas no verdadeiro objetivo da empresa os torna responsável por um “trabalho”, e não o lucro de seus acionistas e proprietários.
Mas lucro não é importante? Claro que é! Mas o lucro é uma das consequências do trabalho! Tirando a Casa da Moeda, nenhuma empresa fabrica dinheiro, e nem “ganha” dinheiro! Empresas recebem pagamentos pelo produto ou serviço que entregam, e esse pagamento é maior ou menor conforme o tipo de produto ou serviço, sua importância na vida de seus públicos de interesse e as vantagens e desvantagens diante de seus concorrentes.
Quando uma empresa percebe suas reais vocações e a lógica simples de sua estruturação básica, e consegue permear todos os elos da cadeia com esse conceito, aí sim é possível instaurar o que seria o verdadeiro lucro que tanto fascina os associados: VALOR AGREGADO!
E aí sim o ambiente está pronto para realmente implementar inovação, por que, agora, seus funcionários estão envolvidos com um resultado, não com um processo! A primeira barreira, no entanto, é a mais difícil: Aceitar que se precisa mudar para poder melhorar!
Uma das formas de começar essa “evolução” é criar um núcleo de pessoas que sejam orientadas e preparadas a disse minar os conceitos e as ideias de inovação em seus departamentos, e é engraçado que, em nossa experiência em implementar esses núcleos, uma única andorinha em cada departamento já começa a promover o verão!
Orientação, um pouco de dedicação e respeito pelas qualidades e características de cada ser humano são peças chaves para acolher as boas novas de um novo mundo que já chegou por aí em suas “nuvens estranhas”!
Abraços!
Alexandre Avari
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O Japão pode nos ensinar como implementar inovação de valor através do compartilhamento de competências.
Nos dias de hoje a ideia de inovação tem se tornado quase uma obsessão, porém qual o real propósito que estamos buscando com essas inovações?
Gosto de definir a Inovação como o fruto da união da criatividade e do propósito real e benéfico, daqueles que estão interessados em aprimorar e qualificar um status quo.
As notícias mais recentes demonstram que as “inovações” que não possuem como meta a ideia de agregar valor real para um público, um ambiente ou uma condição, costumam não obter engajamento.
Como profissionais, executivos e empreendedores, temos como princípio, acreditar que nosso objetivo primeiro é simplesmente gerar lucro. Será mesmo?
Talvez sim até ontem, enquanto processos, métodos, e pensamentos compartimentados eram vangloriados e repetidos. Ok, isso não mudou completamente, mas já está mudando, pode ter certeza.
Nos últimos tempos, várias ações que promovem engajamento espontâneo dos públicos têm como foco criar um legado de valor ou no ambiente em que está sendo implementado, ou no público foco da ação.
E o mais importante é que, quando os indivíduos efetivamente comprometidos com o propósito real de uma determinada ação, buscam soluções multidisciplinares para implementá-las, surge o tal engajamento que normalmente nasce no encantamento.
Um exemplo mais do que concreto dessa ideia foi desenvolvido pelos Japoneses, numa ação demandada pela Summo, uma empresa do ramo imobiliário que uniu a KS Design Lab e a Universidade de Ciências e Tecnologia Marinha de Tóquio, com o objetivo de promover moradia para um público bem específico, os caranguejos ermitões que sofrem com a poluição em seu habitat natural.
Isso mesmo que você está lendo, numa super sacada, a empresa Summo percebeu que ao mostrar ao público que poderia resolver os problemas dos caranguejos, também poderia resolver os problemas das pessoas que procuravam por moradia e lançou a campanha "Shell we move?".
Veja a seguir o vídeo da ação.
É fácil? Com certeza não! Exige esforço e dedicação? Com certeza sim!
Funciona como nos filmes, tipo aquele momento mágico da musa inspiradora que lhe traz a ideia, o plano, o protótipo e o resultado pronto? A para né, é lógico que não.
É preciso suar a camisa, modelar, desenhar, olhar para o mundo e se inspirar. É preciso buscar um problema real a ser resolvido, e mais, é preciso encontrar as pessoas com as competências complementares que não tem medo de errar, de dar a cara a tapa e bater no peito quando dizem que erraram.
“Sim, errei 10 vezes, mas olha o resultado da décima primeira! ”, e é daí que surge o encanto de todos os outros que duvidaram, que criticaram, que disseram que era uma ideia louca e que nunca funcionaria.
Num ambiente mercadológico extremamente volátil e instável, as ações que conseguem criar esse engajamento o fazem pois encantam pessoas, mostram que estruturas culturais segregarias ainda existem mas estão cada vez mais em desuso, e sinceramente ao meu ver isso é ótimo.
Quanto maior o debate inteligente e saudável além da troca de experiências entre culturas, opiniões, posições políticas, sociais, gêneros e por ai vai, maior será a evolução do ser humano enquanto espécie. Quem sabe poderemos dentro desse modelo ver um crescimento evolutivo exponencial vindo do compartilhar.
Os valores financeiros estipulados por mercados de capital extremamente voláteis, de ganhar muito, pra ontem e de forma rápida e descompromissada, estão dando lugar e espaço a empresas que trazem ideias e atitudes que demonstram que o principal objetivo é o bem estar do cliente e do ambiente, e que eles são o centro da operação e não simplesmente algo ou alguém que devem consumir o que achamos que é certo.
Ações como essa apresentada no vídeo tem tomado cada vez mais corpo, e sabe por que?
Começa a existir uma grande parcela de pessoas que simplesmente não engolem mais o “Sempre foi assim e sempre será, além do que, é o que tem para hoje”.
Cada vez mais tem ficado claro que no compartilhar, aceleramos desenvolvimento, no unir competências, viabilizamos desenvolvimento e prototipagem, no implementar rápido, corrigimos erros e aceleramos escalabilidade e principalmente ao absorvermos esses conceitos e os praticarmos geramos um legado de valor para marcas, pessoas e ambientes!
Compartilhando, nós inovamos com propósito e criamos um legado de valor!
Publicado originalmente: LinkdIn por Daniel Capobianchi
O que a metodologia de educação da Finlândia pode ensinar aos executivos brasileiros.
E se a forma com que as pessoas se relacionam entre elas e com o mundo, for mais importante e gerar mais resultados financeiros do que toda a construção de décadas de metodologias, estratégias e técnicas que nos ensinam a agir, pensar e nos posicionarmos como uma das máquinas da linha de produção?
Pare um minuto e lembre de quando você era uma criança e reflita efetivamente sobre quem você era, sobre os desejos reais que você tinha naquele período e os que tem agora. O que mudou, além das “responsabilidades sociais e financeiras” e os carnês a serem pagos?
E se a proposta de geração de valor ligado a um produto, serviço ou marca estiver muito mais intrinsecamente ligado a forma como vemos o mundo e como nos relacionamos com as coisas desse mundo do que simplesmente aos seus custos de produção, sua escalabilidade e as ideias de publicidade que são propagadas para que ele simplesmente seja vendido e não efetivamente usado?
O resultado obtido com a inovação na metodologia de ensino da Finlândia pode dar alguns campos de visão para que estudemos essas questões.
Por lá a ideia de educação passou por uma transformação radical que passou a promover o entendimento, a compreensão, a aceitação e principalmente a auto-descoberta sobre a relação dos pequenos com o mundo em que eles estarão inseridos no futuro.
Mais importante do que promover o decorar de informação, é descobrir e compartilhar as descobertas e os acontecimentos diários para realmente compreender estas descobertas.
Valores como o conviver com o diferente, respeito, responsabilidade cívica, são mais importantes do que as datas dos feriados e o nome de alguém que para um outro alguém, teve alguma relevância em determinado momento.
A retirada dos deveres de casa, começou a promover tempo voltado ao despertar para a vida real e mais, passou a fazer com que as crianças entendessem que não estudam mais para simplesmente passar numa prova e sim adquirir, absorver e compreender e compartilhar conhecimento.
O envolvimento com tarefas multidisciplinares como trabalhos manuais, artes, poesia e música passaram a abrir os horizontes para entender o real valor das coisas no mundo.
O objetivo principal desse sistema, ao contrário de todo o resto do mundo é ensinar a pensar e não simplesmente reagir a informação, um bom exemplo da ideia é :
“ Respondendo sobre a principal diferença entre o sistema educacional sueco e finlandês, Mrs. Pentilla deu o seguinte exemplo: se pais suecos saem para esquiar com o filho e o filho cai, eles correm para acudir; pais finlandeses, na mesma situação, simplesmente olham e dizem: - se levanta você é capaz, você consegue. Assim, a palavra de ordem no sistema educacional finlandês é: AUTONOMIA.”
“Registra-se que durante as visitas às escolas não houve citação de nomes de teóricos que dão sustentação ao ensino na Finlândia. Enfaticamente é reforçada a autonomia dos professores, a confiança depositada neles no fazer bem o trabalho de ensinar. Há métodos de alfabetização específicos para ensinar famílias de imigrantes, outros, para ensinar crianças com maior nível de informação e domínio da língua, enfim, a educação é individual não é algo que se faça em massa.”
Fonte: Cadec
Quando as empresas passarem a assumir isso como base, que seus colaboradores devem começar a pensar e ter autonomia para isso, automaticamente teremos profissionais que passaram a deixar de responder e-mails e procrastinar para passar a antecipar e a resolver problemas, pois eles enxergaram o todo, e não apenas sua função na máquina.
Em suma, para você empresário o que é mais importante, um “trabalhador” que simplesmente cumpre suas tarefas das 09 as 18 com propósito zero, ou um profissional que se envolva em seu negócio a ponto de entender aonde você quer chegar com ele daqui 20 anos?
Se o desejo é pelo profissional, faça como a Finlândia. Ensine-o a importância de adquirir múltiplas competências e a principalmente pensar e ter autonomia, faça-o sentir que ele também é dono do seu negócio
Publicado originalmente: LinkdIn por Daniel Capobianchi
Poucos passos para trás ampliam seu olhar à frente”
Antes mesmo de praticar a inovação é preciso dar alguns passos para trás.
Talvez seja estranho dizer isso, até parece contraditório, mas é muito simples de entender esse “rebobinar”.
Imagina que você está procurando incansavelmente algo e não o encontra jamais. Depois de muito tempo, de repente a coisa aparece ali, na sua frente. Neste momento é inevitável dizer: “Nossa, se fosse uma cobra teria mordido”!
Agora veja por outro ângulo: se o objeto que você estava procurando não tivesse a um palmo do seu nariz, e se você tivesse se afastado um, dois ou três passos é bem provável que o teria encontrado mais rapidamente.
Pois bem, esse exemplo retrata exatamente o processo de retroceder para ampliar o olhar e, consequentemente, INOVAR. Quando isso ocorre, a nossa visão fica mais abrangente e conseguimos perceber as coisas completamente diferentes.
Mas antes de seguir em frente com o tema proposto, é importante comentar que Inovação não é Invenção, e algumas pessoas fazem esta confusão, haja visto que ambas têm o mesmo princípio, que é o de mudar paradigmas, mas não têm o mesmo significado.
Inventar é descobrir algo que nunca existiu.
Inovar é tornar novo, aprimorar algo que já existe, através de uma oportunidade.
Então vamos lá, seguindo em frente e contextualizando o processo de inovação.
Para inovar é necessário ter um propósito. Então, este será nosso ponto de partida para começar a pensar em inovação, antes mesmo de praticá-la.
Qualquer empresa, independente do seu formato, tamanho, segmento, produto ou serviço, que tiver um propósito em sua essência, muito além do “vender seus produtos e/ou serviços”, certamente estará alguns passos à frente para se tornar uma empresa inovadora.
Em outras palavras, ou ainda melhor, exemplificando esse pensamento, imagine uma empresa que vende produtos naturais. Até aí, legal, hoje em dia existe um nicho considerável que compra esse tipo de produto. Mas esta empresa será mais uma no mercado enfrentando a concorrência com dezenas de outras organizações que possuem em seu portfólio produtos semelhantes ou ainda melhores que o seu.
Agora, se esta mesma empresa além de vender seus produtos naturais, entregar “bem-estar” e “vida saudável” às pessoas com complementos de produto/serviço ao produto em si, concorda que isso já muda um pouco e a diferencia de seus concorrentes, pois está gerando valor agregado?
Isso sim é inovação! Seu real propósito vai além do seu faturamento, mesmo se pensarmos que entregar bem-estar e vida saudável seja algo intangível. A verdade é que esta empresa tem a preocupação com a qualidade de vida das pessoas e isso tem um peso muito maior no processo decisório de compra.
Quer ver como isso é possível? (spoiler para o próximo texto)
Mas daí vem a pergunta, como colocar em prática o tal processo de inovação?
Já que este assunto é um tanto quanto extenso para ser abordado em um único texto, deixarei aqui a primeira dica e nos próximos “konteúdos” conversamos sobre mais alguns caminhos.
Costumo usar e acredito no significado de uma frase que é bem verídica: “Uma andorinha não faz verão”.
E realmente não faz! Hoje em dia, muito mais do que ontem, e amanhã nem se fale, as pessoas estão entendo que unir forças e dividir os resultados é uma estratégia bastante interessante.
Mas, aonde buscar essa união e força para iniciar o processo de inovação?
Bem fácil de responder: nada mais, nada menos do que dentro de casa!
Toda a organização possui um bem precioso que é seu capital intelectual. As empresas são feitas de pessoas e este é o fator essencial para seu crescimento e sucesso.
Se este ingrediente é tão especial assim, então por que não transformar o ambiente de trabalho num imenso céu aberto, local propicio para que as pessoas se tornem verdadeiras andorinhas com a missão de contribuir e propagar esse movimento inovativo?
Enfim, é evidente que uma mudança de cultura implementada, somada a prática do colaborativismo de pessoas motivadas e engajadas, na incansável busca de resolver seus problemas, significa dar início ao cerne do processo de inovação.
Agradeço a você que leu este “Konteúdo” e até o próximo bate papo!
Publicado originalmente: LinkdIn por Tathiana Dias
Vem Inovar com a gente!
Lab.K
Quer implementar Inovação? Saiba como dar o primeiro passo.
Mesmo trabalhando com inovação, ainda me surpreendo como um planejamento pode fugir totalmente de controle e, mesmo assim, trazer resultados surpreendentes. Quer ver?
Quarta-feira dia 20/07, mais precisamente ontem, reunião marcada com um alto executivo na região da zona sul de São Paulo as 15:00hs, até ai tudo bem. Um único detalhe, estamos sediados em Vargem Grande Paulista a 50 km de onde era a reunião.
Beleza, Rod. Tartarugoso Travares aparentemente tranquila, estamos nas férias escolares!
Timming perfeito, chegamos na região da Av. Verbo Divino as 14:40 hs, dentro do horário previsto e embicando num estacionamento toca meu telefone! “Daniel, volta que o cliente tá aqui!”. O queeeeeee, já era a reunião, pensei na hora!
Meu sócio Alexandre pega o telefone e fala com ele:
“Oi Mr.X, acho que nos confundimos, você pode esperar um pouquinho... hehehehe. Estou na portaria da sua empresa! ”
Ele responde: “Tudo bem, sem problemas! ”
Perfeito, vamo que vamo. Não vou nem dizer em quanto tempo percorremos esses 50km!
As 15:40 já estávamos juntos e quando fomos ver o bate-papo acabou eram 21:00 hs, aproximadamente.
Bom, introdução feita vamos ao que o título retrata. Após horas e horas de uma conversa muito mais que inspiradora e uma série de lições aprendidas de nossa parte, percebemos que criar e implementar inovação pode ser muito difícil para uma parcela bem grande das empresas.
Diversas são as grandes companhias que estão comprando pequenas start-ups de inovação e absorvendo-as em suas estruturas. O resultado, nenhum! Mas por quê será?
Companhias estão criando áreas e setores específicos de inovação, contratando profissionais gabaritados e promovendo gente de visão dos próprios quadros, e o resultado? Nenhum, por quê?
O faturamento destas empresas tem a cada dia diminuído, suas margens cada vez mais apertadas, a ideia da escalabilidade a cada dia vem sendo posta à prova, demissões a rodo estão acontecendo diariamente em empresas de diversos setores.
Por quê? A crise! Pode até ser, mas com certeza existem problemas mais profundos nessa equação.
A “culpa” é do governo? Do cliente que está se “comportando mal”? Do processo produtivo e da logística que não são mais eficazes? Dos profissionais que não são qualificados o suficiente? Da campanha publicitária que não engaja o cliente? Do Grande Cogumelo Cósmico, que está emitindo vibrações negativas da galáxia do “Caça às Bruxas e não as bruxarias”?
E se não existir UM culpado, mas sim vários processos que não funcionam mais e que impedem que as empresas promovam a tal inovação?
Existem ótimas metodologias comprovadas que são focadas no desenvolvimento de inovação, porém nada disso irá funcionar se as empresas continuarem a ver o amanhã com os olhos de hoje e permanecerem implementando as mesmas soluções de ontem, esperando por resultados diferentes, como já dizia Albert Einstein.
As atuais metodologias de controle e burocratização, as negociações internas de alianças entre pessoas com o objetivo de “crescimento na companhia”, uma cultura organizacional que enxerga e ouve só a voz que vem “de cima”, não propiciam ambiente para inovar.
É ilusão querer que uma equipe de trabalho que ainda segue conceitos “Tayloristas”, transforme-se em um time de profissionais t-shaped multifacetados e de alta performance dentro de uma jaula.
Pense no processo de inovação como um cultivo de sementes, algumas não nascerão, outras morrerão ao longo do seu crescimento e só algumas crescerão e se multiplicarão. É preciso aceitar que ocorrerão perdas, erros e acertos ao longo do processo de cultivo. Caso contrário esqueça, é impossível implementá-la.
Fala-se muito ultimamente de líderes, escritórios coloridos que promovem bem estar, pratica de home office para gerar melhor qualidade de vida aos colaboradores, mas meu amigo, me desculpe a franqueza, se todos esses conceitos forem conduzidos por pessoas que na verdade são chefes, pessoas preto e branco dentro de escritórios coloridos e profissionais que confundem home-office com pipoca e seção da tarde, nada feito, todas as sementes do saquinho morrerão antes de brotar, e o pior, sua empresa terá gasto o dinheiro das sementes.
É preciso aceitar que é necessário abrir mão de alguns processos em detrimento de resultados. É preciso entender que algumas profissões, cargos e mercados deixarão de existir amanhã. Isso mesmo, amanhã! O nome disso, Desemprego Tecnológico.
É prioritário assumir que inovação se faz com pessoas multidisciplinares de várias culturas, credos, opções sexuais e religiosas diferentes, de idades diferentes, de processos que promovam o juntar e misturar pessoas.
Inovação se faz na cabeça e no coração de gente que possui a obsessão de resolver problemas, das pessoas que estão preocupadas com o caminho e não necessariamente com o destino, que na verdade é nada mais, nada menos, do que a consequência do passeio.
A inovação vem do compartilhamento, vem da dor, vem da alegria, vem do sentimento, vem da insatisfação e descontentamento, da busca de um status quo diferente que qualifique ambientes, processos e coisas e que, consequentemente, promova qualidade de vida para essas mesmas pessoas, plantas, animais e ecossistemas.
Não ache você que na época que Henry Ford e Frederick Taylor desenvolveram os conceitos que levaram a estabelecer o início de uma revolução industrial, eles simplesmente tiveram um insight e eureca. Estava tudo pronto e perfeitamente funcionando.
O trabalho é duro. É preciso prever, observar comportamento e sentimentos. É preciso tentar e errar até ter o vislumbre de algo que efetivamente impactará positivamente um problema solucionando-o.
Imagine você chegar para o presidente de uma grande montadora de veículos e dizer que o negócio que ele conduz está praticamente morto e que o amanhã é logo ali. Sua empresa estará morta se ele não entender que o status de ter um carro dará lugar ao conceito de se mover com praticidade, economia, sustentabilidade e, principalmente, sem combustível fóssil. Meu caro, isso dói pacas no bolso dele e dos acionistas. Bilhões investidos em tecnologia, desenvolvimento, capital intelectual e imobiliário vão pro vinagre. Ou seja, não é fácil, mas se ele quiser viver nesse amanhã ele terá alguns trade-offs a enfrentar.
Em resumo, se você quer realmente dar o primeiro passo em busca da implementação real da inovação, vença a inércia! Movimento é vida! Até as plantas movimentam-se por mais que não seja facilmente perceptível.
Quer começar a pensar em implementar inovação? Supere 05 princípios básicos da condição atual de inércia ativa:
Tenha obsessão em resolver um problema. Procrastinar por medo não lhe trará soluções.
Afaste todos seus "pré-conceitos" do seu campo de visão e, antes de julgar, olhe e sinta com os olhos do outro, na posição do outro.
Desconstrua para construir, valorize o diferente e tente entendê-lo.
Entenda que o sucesso não é um objetivo, e sim, uma consequência de uma sucessão de erros controlados, aferidos e analisados.
Aceite que as soluções que funcionavam ontem são um problema hoje e trarão prejuízos amanhã!
Temos uma 4º Revolução Industrial batendo a nossa porta, você pode optar por surfar nessa série de ondas que já começaram a entrar ou simplesmente ficar sentado na praia assistindo a galera surfar.
E por fim mas nunca no fim, divirta-se no caminho da inovação!
Daniel Capobianchi (kriador fazedor, kontador e inovador de histórias at Lab.K)
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Mude 03 pontos chaves na sua empresa e você verá resultados surpreendentes.
Conversamos diariamente com gestores e diretores de grandes, médias e pequenas empresas de diversos setores diferentes, e ao nos procurar, normalmente a necessidade é a mesma, procurar por alguém que lhes entregue uma solução definitiva para algum problema aparentemente insolúvel.
Possuímos sim, uma maneira diferente de olhar para um negócio e seus stakeholders, mas o que podemos observar quase que como uma regra, é o seguinte:
De uma maneira geral as empresas já possuem quase todos os recursos necessários para as mudanças e melhorias, mas normalmente o que falta mesmo é a mudança do “mind-set” que proporcionará a chegada dos resultados.
São 03 pontos chave para essas mudanças:
Visão holística e multipliscidade.
Ruptura da inercia ativa e desapego a necessidade de “sucesso”.
Aprender que errar é bom, principalmente quando você cria um ambiente para isso.
Quando começamos um trabalho com qualquer cliente que seja, nosso primeiro passo é entender quais são os “problemas” que a empresa está enfrentando, passado esse ponto, entramos num mundo de pesquisa profunda sobre mercado, operação interna, valor real do produto e serviço, insights de mercado e outras análises, dai então voltamos a olhar a empresa como um todo e normalmente acabamos descobrindo que a solução destes problemas já está lá, em algum lugar, as vezes escondido ou oprimido, mas já existe.
Visão holística e multidisciplinaridade.
Hoje a maioria das empresas possui uma cultura organizacional piramidal que normalmente promove um fluxo estranho de ideias e inovações em sua operação. A cultura de autarquias e níveis por vezes com distâncias abissais de contato entre os colaboradores não permite uma fluidez na troca de ideias, os departamentos são praticamente times adversários que disputam pelos louros da arena.
“Chefes” ainda abafam colaboradores que poderiam trazer soluções inovadoras simplesmente por não conseguirem lidar com a possibilidade de perda do poder pelo poder.
Ou ainda uma cultura que não propicia a fluidez com que os colaboradores se relacionam com a empresa ou entre si, suprimem a possibilidade da expansão dos horizontes em relação ao amanhã.
Cezar Taurion, CEO Litteris Consulting, escreveu um ótimo artigo recentemente sobre hierarquia corporativa que vale muito a pena a leitura e o uso como base para o entendimento de como superar este passo. Sua empresa quer sobreviver? Reinvente-a!
Hoje é essencial entendermos que o diferencial competitivo e a agregação de valor aos nossos produtos e serviços está no capital intelectual que fazem parte dessa construção e que grandes soluções surgem do debate entre pessoas de posições, cultura e competências diferentes de dentro das empresas.
Tal qual as engrenagens de um relógio, quanto maior for a relação entre as áreas, maior será a sincronia e o envolvimento de cada indivíduo em relação ao resultado da atividade fim, independentemente da posição hierárquica que esse colaborador exerça no processo.
Num mundo onde os universos físicos e digitais estão cada vez mais se entrelaçando, complementar conhecimentos e competências se tornará obrigatório, e qual a melhor forma de realizar esse processo do que ensinar e apreender com quem está na cadeira ao lado.
Ruptura da inercia ativa e desapego a necessidade de “sucesso”.
Um conceito relativamente recente criado pelo professor de Harvard, Donald N. Sull e retratado no livro "De Volta ao Sucesso" (Editora Campus), aborda uma ideia em síntese simples e de fácil entendimento.
Quando o universo a nossa volta muda, repetir as ações do passado que funcionavam em outra situação e acreditar que elas voltarão a funcionar neste novo cenário, é em essência, acreditar em milagres.
No corrido dia-a-dia do executar nossas tarefas, as vezes parecemos andar em círculos na tentativa de resolver nossos problemas usando receitas antigas de sucesso.
Entender o mercado nos dias de hoje vai muito além do “precisamos estabelecer valor ao nosso produto”. Precisamos entender o que o cliente vê em relação ao que significa valor.
Os diversos meios digitais que surgiram e continuarão surgindo nos próximos anos tem alterado completamente a forma como as pessoas veem o mundo e o que é importante nele.
Não adianta mais ter um discurso bacana e um produto “cool” se por exemplo sua empresa promove impactos ambientais negativos, se não entende a nova relação com seus stakeholders.
Um artigo também muito bacana para começar a entender um pouco desse cenário é o Sustentabilidade e branding: consumidores querem se abrigar sob marcas com caráter do Ricardo Voltolini, Consultor em sustentabilidade empresarial.
Aprender que errar é bom, principalmente quando você cria um ambiente para isso.
Amigos, só acertam aqueles que já erraram, e pior é que normalmente no caminho das conquistas erraremos muito mais do que acertaremos.
Novos formatos de negócio, ideias super sacadas, e empresas de sucesso precisarão cada vez mais entender o que é o tal do crescimento exponencial que algumas poucas empresas tem promovido até mesmo sem perceber, e sabe por que?
Elas criam microcosmos para poderem errar.
Uma série de técnicas nem tão novas assim como Design Thinking, estão ai para nos ensinar que existem mecanismos estabelecidos e validados para se desenvolver ideias e produtos de forma disruptiva, inovadora e ousada.
No processo de prototipação de projetos, uma das diretrizes é de se implementar balões de ensaios que nos mostrarão como aquela ideia ou projeto se comportará naquele ambiente, e como poderemos qualifica-la ou efetivamente matá-la, dependendo dos seus resultados.
Qual o real benefício destes processos? Você reduz abruptamente o período de implementação e reduz drasticamente os investimentos aportados antes de pensar em rios de dinheiro em algo que só é possível através de uma escalabilidade muito grande, mas que não terá tanta aceitação assim.
Um ótimo artigo também foi escrito por André Souza, Head de Gestão de talentos da Monsanto e intitulado de: Bem-vindo à era das organizações exponenciais!. Onde você poderá entender um pouco mais sobre a questão das empresas exponenciais.
É óbvio que sabemos que esse giro na chave do “mind-set” não acontece do dia pra noite, temos que romper primeiro alguns de nossos paradigmas mais intrínsecos, a nossa luta pessoal pelo “sucesso”, mas até ai se não tentarmos e dermos o primeiro passo, sem dúvida alguma continuaremos no mesmo lugar e pior, ao invés de surfarmos essa ótima sequência de ondas que já começou a entrar na nossa praia, vamos ficar tomando uma após a outra na cabeça sem conseguir levantar a cabeça pra respirar.
Como diria um senhor chamado Chico Science, Basta “Um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar.”.
Daniel Capobianchi (kriador fazedor, kontador e inovador de histórias at Lab.K)
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Quando um “Agora Não” não dói aos ouvidos e nos mostra que estamos no caminho certo!
Depois da nossa publicação sobre a Lab Katana, muitas pessoas, amigos, familiares, clientes, antigos contatos e curiosos vem nos perguntando sobre o resultado dessa forma inovadora de apresentação de projetos.
E eis que obtivemos o retorno por estes dias e compartilho com todos vocês a tão aguardada resposta:
“Agora não”!
O que???? Você deve estar pensando, ou não acredito!
Ao contrário de algumas pessoas que reagiriam com inconformidade, afinal dedicamos tempo, investimento e trabalho de toda uma equipe, este retorno para o Lab.K foi tão positivo, como se a resposta fosse um “ Sim! ”. Isso mesmo, para nós foi algo tipo, “Parabéns negócio fechado! ”.
A geometria nos ensina que existem 360° a serem explorados. Então, não se pode enxergar as coisas sob apenas um único ponto de vista, já que, com toda a certeza, um ponto de vista será sempre um ângulo de visão e não a vista totalitária daquele ponto.
Definitivamente, esse feedback não doeu os ouvidos e mais, nos deixou extremamente satisfeitos com o resultado. Quer ver, eu explico! Uma vez eu li uma história que mostrava a seguinte situação:
John, um homem idoso, que vivia sozinho no estado de Minnesota nos EUA, queria plantar flores em seu jardim, mas teria que “revirar” a terra, e isso era um trabalho muito pesado.
Seu único filho, que sempre o ajudava nesta tarefa, infelizmente estava na prisão. John, resolveu então escrever ao seu filho:
“Querido Filho, te confesso que estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Você sabe o quanto isso é importante para mim, porque sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para o plantio. Estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, certamente me ajudaria como sempre o fez, mas infelizmente não vou poder contar com você este ano. Nunca se esqueça que eu te amo! Seu Pai. ”
Pouco dias depois, o pai recebeu um telegrama do filho:
“Pai, pelo amor de Deus, não escave o jardim! Foi justamente lá que eu escondi os corpos! ”
Como todas as correspondências são monitoradas na prisão, antes do amanhecer do dia seguinte, um monte de agentes do FBI e policiais apareceram na casa de John, e começaram a cavar o jardim inteiro, mas não encontraram qualquer corpo. Confuso, John escreveu uma nova carta para o filho contando o acontecido. O filho então enviou um novo telegrama que dizia:
“Amado pai, pode plantar seu jardim agora. Isso é o máximo que eu posso fazer no momento. ”
Este texto retrata exatamente qual foi a nossa principal intenção: Nós e nosso amigo filho do John utilizamos uma ESTRATÉGIA OUSADA E INOVADORA com o objetivo de criar uma EXPERIÊNCIA EXCLUSIVA para alcançarmos nossos objetivos.
É preciso ter em mente a pluralidade, “Objetivos”, que no nosso caso, era além de apresentar o projeto, demonstrar que experiências inusitadas, inovadoras e ousadas marcam, imprimem uma identidade nas mentes e corações dos impactados, e dessa forma cria-se diferenciação competitiva, através de agregação de valor.
Ainda é natural que muitas pessoas vejam o “ousar” como obstáculo no seu caminho de sucesso. Pensar, dá trabalho. Insistir cansa. Investir esvazia o bolso, num primeiro momento. Certo?
ERRADOOOO! Pensar exercita o melhor músculo do corpo, o cérebro. Insistir e acreditar fortalecem o coração. Investir é alimentar a alma para que ela acredite em algo que vale a pena. Ousar é o resultado de uma equação para o sucesso. Já desistir sem ao menos se esforçar ao máximo, significa nunca obter um resultado! Agora podemos contar, embora quem teve a oportunidade de visualizar algumas fotos da Lab Katana percebeu que o destinatário foi destacado/personalizado. Este projeto foi apresentado à Adidas Group, especialmente para o Director Brand Communication & Omni Channel, Caio Amato. Vou dividir com vocês um pouco desta nossa experiência na entrega da Lab Katana: Quarta-feira, dia 15.06, por volta das 10h30, chegamos na recepção da Adidas e pedimos para falar com Caio Amato, embora tenha sido um risco total, pois nem sabíamos se ele estaria por lá. Alguns minutos se passaram e a recepcionista nos perguntou: - Vocês agendaram uma reunião com ele? E nós respondemos que não, pois a ideia seria somente entregar a Lab Katana.
Aguardamos mais uns minutinhos, fortes emoções, ansiedade pulsando, pensamentos positivos e as pessoas que passavam pela recepção praticamente paravam em frente a Lab Katana para entender o que aquela espada fazia na recepção da Adidas.
De repente, para a nossa surpresa, o próprio Caio surgiu na recepção, obviamente, querendo entender o que estávamos fazendo ali, quem éramos e o que significava aquela espada de samurai!
Nós nos apresentamos e dissemos que se tratava de um projeto omnichannel que havíamos desenvolvido especialmente para as duas marcas: Adidas / Reebok. E que gostaríamos que ele avaliasse a proposta.
Daí o primeiro comentário dele apenas observando o material: “Antes de tudo, parabéns pela apresentação e ousadia! ”.
Lab Katana entregue, voltamos ao Laboratório para dar sequência aos demais projetos. Alguns dias se passaram, expectativas nas alturas e, finalmente, recebemos o retorno do Caio, que nos disse:
“Agradeço muito o projeto, e digo que o objetivo de vocês foi alcançado, nenhuma pessoa do corpo diretivo passou por a katana desapercebido, chamou muita atenção. Mais uma vez parabéns pela ousadia! ”
Com um tato incrível, ele ainda nos explicou as razões pelas quais não poderia seguir em frente conosco. Neste atual momento, a Adidas já havia alinhado vários projetos até o próximo ano e, infelizmente, os parceiros já estavam estabelecidos para estas ações e não haveria a possibilidade de abrir nenhuma parceria durante este período, o que é perfeitamente compreensível já que a visão do Grupo Adidas para seus investimentos é realizado mediante um planejamento de médio e longo prazo, o que convenhamos perfeito ao nosso ver. Nós agradecemos e solicitamos que pudéssemos utilizar parte de seu depoimento sem que divulgássemos seu nome e a marca da sua empresa, e eis que surge uma nova surpresa extremamente positiva. Ele disse categoricamente: “Podem usar meu nome sim, na divulgação do resultado da ação! ”.
Agradecemos a ele pela postura e tato e esperamos que a marca Lab.K tenha gerado uma experiência ousada e inovadora para ele e seus pares de uma maneira diferente e inesquecível de apresentar uma ideia.
Tomara que ele não esqueça da Lab. Katana e nem do Lab.K quando num futuro próximo surgir em sua mente, planos e ideias de projetos Fisital que promovam, experiências disruptivas, inovadoras e exclusivas.
Para nós a ação foi um grande sucesso. Pensamos, criamos, insistimos e investimos em algo que acreditamos de verdade e, no final, recebemos um retorno tão gratificante que chegamos a uma única conclusão: VALEU A PENA! Até a próxima Trakitagem!!!
Os fracassos e sucessos na minha jornada do empreendedorismo
Diário de bordo da Nave Lab.K : data estelar 2016 julho. Nossa posição, após 12 meses de luta, batalha e muita persistência, o mercado começa a nos notar com mais evidencia. A bordo da Nave Lab.K criadores e fazedores no comando. No planeta, Mercado Nacional Brasileiro, uma civilização antiga tenta se manter no poder, ainda ditando as regras do mercado, mas percebemos uma nova cultura nascendo entre eles e isso nos motiva a continuar com mais afinco ainda e nunca desistir. Nossa missão: criar experiências exclusivas, ousadas, disruptivas e inovadoras para os stakeholders dos nossos clientes através de projetos Fisital.
Licença poética solicitada e vamo que vamo, uma viagem a lá Star Trek é o que vivemos nesses primeiros 12 meses empreendendo!
Não posso dizer que essa é minha primeira jornada no vasto universo do empreendedorismo mas posso afirmar com certeza que tem sido a mais desafiadora, por vários motivos. Mas pra explicar preciso contar um pouco da minha caminhada profissional até aqui.
Sempre fui inquieto, insatisfeito, inconformado e aquele manual básico da sociedade de: estude, faça faculdade, procure um bom emprego e agarre-o com unhas e dentes e faça sua carreira, case, tenha filhos, compre sua casinha e etc..., sempre soou com muita estranheza e aspereza no meu coração.
É óbvio que essa inquietude me fez ter altos e baixos ao longo dos meus parcos 39 anos, já montei alguns negócios e já quebrei algumas vezes. Isso mesmo, quebrar literalmente, só não cheguei no game over em algumas delas graças a minha família, não por causa da grana que sinceramente nunca foi abundante, mas sempre se deu um jeito. Sim, nasci em berço esplendido de valores, amor, respeito, carinho, educação familiar e principalmente retidão de caráter. A grana, as vezes faltou, as vezes faltou, as vezes faltou, ops agora sobrou, foi mais ou menos assim.
Minha inquietude me fez procurar meu primeiro emprego com 12 anos, nossa que treta, longa história, atendente de vídeo locadora, páginas para explicar. Aos 14 comecei a trabalhar em acampamentos de férias e fazia monitoria de grupos em viagens de estudos de meio, cavernas, praias, montanhismos e por aí vai. Opa, meu primeiro contato com eventos, ascendeu a luz de alerta, Isso é legal eim! Com 16 fotografia, comunicação e eventos na paralela (dai que “deu ruim”....fui contaminado com o vírus), nessa época eu já não queria saber de salário fixo e carteira, achava chato, meu negócio eram diárias e comissões, sempre gostei de fazer meu resultado.
Dos 19 aos 21 muitos eventos, shows com gente bacana, viagens, grandes produções (aliás nessa época já fazíamos traquitanas) e o primeiro grande trabalho, através da antiga LTS do grande Kiko Campos, reestruturar a área de lazer e eventos do Hotel Costão do Santinho, 01 ano morando em Floripa dentro do hotel, sem comentários desse período, ao voltar, de novo pela LTS dirigi a operação do maior Open House da américa latina, o Grande Encontro Familia Volkswagen, ao total 1600 pessoas de staff, e mais de 60.000 pessoas visitando as plantas da Volks em funcionamento. Chega de eventos, pra mim tinha dado a conta, eu precisava de mais.
Aos 21 faculdade, Relações Públicas, mas por que? Nunca me vi como artista, sempre gostei de estratégia, os “porquês” sempre me encantaram e entender como relacionar públicos era a opção lógica para quem sempre quis ter um negócio.
Surge a primeira agência com os colegas da faculdade, óbvio que não deu certo, naquela época já falávamos de Branding e comunicação 360 graus enquanto o negócio era panfletagem, folders, ações de incentivo e opa, marketing one-to-one, legaaalllll, a luz acendeu de novo, tem tecnologia, metodologia e estratégia!
A agencia não deu certo e abri uma consultoria, nesse momento tive contato com o conceito T-Shaped, pensei num outro conceito “Inteligência Multidisciplinar”, surgiram palestras, implementávamos laboratórios de criatividade e inovação em empresas, trabalhávamos com agências e clientes finais desenvolvendo planos estratégicos e táticos nas áreas de desenvolvimento de novos produtos, qualificação de áreas comerciais, atendimento e planejamento estratégico e criativo em agências. Chegamos até mesmo a trabalhar com desenvolvimento de software, SAS.
Tudo ótimo até a porrada mais forte que tomei na vida até hoje, éramos em três irmãos, um dos mais novos que tinha se formado em direito foi advogar do outro lado. Sim acredito em algo depois daqui. Em relação a vida, a resiliência, a integridade esse cara me ensinou mais do que todo o resto que passei na vida (Valeu Fê, um dia vou poder te agradecer pessoalmente, Te Amo), mas isso teve um preço, larguei tudo e resolvi montar uma Marcenaria.
O que? Você pode pensar. Nesta época eu ainda não conhecia o conceito de Makers, mas era apaixonado por criar, construir, e fazer coisas. Foram três anos e meio de trabalho duro, quase diário, pesado, mas gratificante, mas faltava o algo mais. Nos últimos seis meses perdi a mão, apostas erradas me levaram de novo a quebrar.
Continuei através da consultoria fazendo alguns trabalhos de planejamento, mas muito pouco, e eis que alguém me indicou para um trabalho muito legal, era minha oportunidade de trabalhar de dia na consultoria e a noite na Marcenaria, yeap dia e noite! A grana da consultoria pagava a operação da marcenaria, não me conformava em fechá-la, e mais, não me conformava em deixar algumas das pessoas mais descentes, honestas e íntegras sem honrar seus compromissos.
Não deu, quase cheguei ao colapso (tipo bater as botas mesmo) e hoje aquela que é minha guerreira, a minha esposa, namorada e amiga, colocou um basta na história, ou ela ou a Marcenaria. Sabia decisão, escolhi a ela e a voltar ao mercado de comunicação e marketing.
Tudo voltou aos eixos, trabalhos fluindo ainda com a empresa de consultoria reativada e bombando e decidi montar um novo negócio, uma produtora com foco em produção de peças e cenografia diferenciadas principalmente com agregação de valor por meio de tecnologia. Agora vai, isso era o que faltava no mercado e os trabalhos começaram a migrar da consultoria para a produtora. Agora eram dois negócios correlatos funcionando e eu podia atuar em duas atividades que me davam muito prazer, planejar, criar e produzir.
Entre um contato e outro surge uma proposta que parecia ser “A Proposta”, o que eu fazia na minha empresa poderia fazer num dos meus clientes, quase como um funcionário, “quase”. Eu poderia fazer as duas coisas em um único lugar e o melhor, alavancado. Tinha efetivamente juntado as escovas com a patroa a pouco tempo e na minha ingenuidade pensei: Ó... um emprego, segurança, planejamento familiar, no momento me soou interessante e topei. Babaca fui contra minha essência!
Quem empreende sabe o que estou falando, começar um negócio novo do zero é assustador. Normalmente você investe absolutamente tudo nele, casa, carros, motos, saúde, dedicação e amor em tempo integral, tipo filho. Precisa ter muito estômago para ser sincero.
Foram 24 meses de um trabalho incessante, em vários momentos jornadas de 24 hs ininterruptas e uma surpresa desagradável no final, a segunda maior porrada na minha vida, só que agora profissional e financeira. Exatamente na véspera de natal sou chamado para uma reunião e surpresa! “Daniel, a empresa não possui espaço para você crescer. Passar bem!”. Até aí nada de novo, realmente acredito que ninguém é obrigado a lhe manter “empregado”. O único problema foi o que veio depois, os recebíveis dos contratos para 2012. Você recebeu? Não? Nem eu, hauhauhauhauhahu! Vai trocha.
Hoje eu brinco com essa história, mas sinceramente, isso quase me destruiu de novo. Aprendi duas coisas muito importantes nesse momento da minha vida. Primeiro é que sua família é seu único porto seguro, e segundo e principal é, quem contrata mal paga mais, muito mais. Só um detalhe para ajudar o contexto, minha esposa foi demitida no dia 12 do mês seguinte, ou seja, zero faturamento e para ajudar tudo que existia na nossa casa na parcela 02 de 12, ou seja, cerveja.
Ao longo desse ano que seguiu, literalmente todas as reservas foram queimadas, nada dava certo até que surtei definitivamente e resolvi largar novamente a área. Você vai pensar, de novo e do zero? Sim, do zero. Transformei um hobby num negócio, insumos high end orgânicos para o cultivo de Bonsai e orquídeas. Huhuuu que legal! A é, tá tá!
Importava os melhores fungos micorrízicos dos EUA, os melhores fertilizantes orgânicos e uma das melhores ferramentas artesanais para Bonsai do mundo, diretamente do Japão. Além de começar a desenvolver um equipamento para cultivo hidropônico indoor para verduras e legumes. O que descobri? O mercado brasileiro não estava preparado para absorver esse tipo de produto naquela época, tanto é que hoje em dia, recebo mais ligações de pessoas interessadas em alguns destes produtos do que naquela época, e olha que fazem mais de dois anos que fechei a empresa e essas pessoas dizem que alguns destes produtos só são encontrados em antigos anúncios na web feitos por nós.
Já quase chegando nos dias de hoje, a última empresa já estava fechada e voltei para o mercado. Não se engane, todo retorno é bem difícil, sua agenda já não é mais aquela pois enquanto você atuava em outro segmento, teve dança das cadeiras, resseção em algum lugar do mundo que estourou alguma bolha em algum outro lugar e refletiu por aqui e segue o bonde.
A passos curtos e apertados, um após o outro, surge uma nova oportunidade de trabalho, uma consultoria para uma empresa que fora um dos grandes nomes na criação e produção de displays e ambientações para pdv e eventos. Opa, minha praia, carta branca para as estratégias e operação com o compromisso principal de ampliar a percepção de valor da marca através da agregação de tecnologias, principalmente as disruptivas e inovadoras.
Plano de negócio estabelecido, muita pesquisa para identificar as tendências de comportamento de consumo para os próximos 5 anos, parceiros e principais profissionais engatilhados, estratégias de divulgação e principais players de mercado identificados e mapeados e pau na máquina certo? Errado. Crise de 2014 já instaurada, ao chegar em meados de 2015 o péssimo resultado dos últimos dois anos e a falta de reservas e de capital de giro, forçaram os proprietários a fecharem definitivamente o negócio, mesmo com a perspectiva de um futuro promissor.
Agora chegamos em julho de 2015, a exatos 12 meses atrás. Após muita ponderação, noites e noites sem dormir, cálculos, previsões, cenários e muito engov e omeprazol depois, resolvi pegar todo aquele plano e bater nas portas que já havia batido para montá-lo, só que agora sob uma nova ótica.
O mercado já vinha a algum tempo mostrando sinais de aceitação a empresas com formatos diferentes, inovadores e ousados. Tínhamos conseguido montar uma equipe incrível de profissionais T-Shaped composta por pensadores, fazedores e criadores de diversas áreas diferentes e correlatas. Engenheiros, artesãos, programadores, marqueteiros, criativos, administradores e alguns outros.
Com mais ou menos força a crise já tinha impactado a todos os envolvidos no plano, e todos estavam cansados do mais do mesmo, do igual, do seguro, do insosso. Mas nossa proposta teria que ser diferente, nossa postura tinha que ser diferente, nós tínhamos que ser aquilo que sempre falamos que acreditávamos e que em outros lugares a maioria não podia ser.
Engolimos o medo, e começamos a trabalhar. Mas nossa e a crise? Vai ser difícil! Será que vamos conseguir? O mercado vai aceitar o formato?
O que posso dizer hoje, 12 meses depois é: a crise dá medo sim, mas ela é passageira e impacta muito mais produtos e serviços que não possuem agregação de valor claro e definido. Não foram 12 meses fáceis, foram necessários ajustes de discurso e de atitude de cada um de nós, foi necessário abrir mão de algumas coisas supérfluas e outras nem tão supérfluas assim, mas isso é muito válido se quer saber, faz com que você de real valor naquilo que está investindo.
É importante salientar que os trade offs são diários! É preciso foco, força e resiliência.
Dia após dia o mercado tem aceitado cada vez mais a proposta e inclusive começamos a despertar o interesse de profissionais que tem nos procurado, cada vez com mais frequência.
O formato tem chamado cada vez mais atenção, e os resultados desse formato e principalmente da competência dos envolvidos tem encantado cada vez mais nossos clientes e parceiros.
O medo continua? É claro que sim, é ele que dá aquela sensação gostosa de frio na barriga, de todo dia um novo desafio a ser enfrentado. Por aqui temos um ditado que diz o seguinte “A principal diferença entre o louco e o corajoso é a identificação do medo, pois é ele que nos permite desenvolver a resiliência e as competências para enfrenta-lo e dominá-lo! ”.
O gene do empreendedorismo sempre esteve no meu sangue, é bom quando o negócio está estabelecido e maduro, é lógico que é, mas essa fase do começo é indescritível, principalmente quando vemos os frutos daquilo em que acreditamos e fazemos com paixão e tesão começando a surgir.
E que venham os próximos 12, 24, 48 meses. E para você que leu até aqui uma coisa eu posso te garantir. Prefiro meus fracassos do que meus acertos pois eles me ensinaram muito mais, principalmente porque descobri que existe uma frase bem piegas que é a pura verdade. “O que não nos mata, nos fortalece! ”.
A você que pretende empreender ou que já é um empreendedor, do fundo do meu coração desejo muita força, resiliência, foco e um pouco de sorte!
Daniel Capobianchi
kriador fazedor no Lab.K
Manuseie com cuidado. Projeto inovador e afiado!
Muito se fala, hoje, sobre inovação, encantamento de clientes, disruptura e por aí vai, mas como tangibilizar tudo isso numa única experiência?
Sabe aquele hora em que você vai apresentar sua empresa e precisa, em poucos momentos e de uma tacada só, mostrar tudo o que você pode fazer por aquele cliente?
Sem dúvida alguma, não existe uma regra, mas nós vamos mostrar como o Lab.Kacredita que isso é possível.
Há alguns dias atrás, recebemos um desafio de um parceiro que precisava apresentar um projeto para um cliente envolvendo expositores de produto. Como de costume fizemos a lição de casa e saímos para um tour por várias lojas da marca.
Esses “passeios” são ótimos porque nos mostram uma centena de possibilidades e ideias, trazem insights e, principalmente, originam projetos novos, por vezes, até mesmo para outras marcas, além daquelas que nos motivaram às visitas.
Aliás, aqui vai uma dica aos criativos: saiam de suas tocas e vão à campo! Conversem com as pessoas! Vocês perceberão que essa parte do trabalho, via de regra, mostra que o caminho que estamos seguindo em frente aos nossos computadores e pranchetas pode estar errado.
Bom, voltando ao caso em questão, em meio a este “passeio”, paramos em frente a uma loja, que não tinha nada a ver com a marca que, naquele momento, nos motivou a ir até aquele lugar. E de repente alguém soltou: “Cara, imagina se nessa vitrine acontecesse isso ...? ” Eureka! Acabara de se fecundar um óvulo de ideia sobre o projeto que estamos falando.
Passeio terminado e já na cozinha do Laboratório, começamos a conversar e então surgiram as primeiras dúvidas comerciais:
“É, mas essa empresa não nos pediu um projeto! ”
“Mas e aí? Vamos kriar, planejar e desenvolver tudo sem nenhum contato comercial lá dentro? ”
“E se eles não quiserem nos receber para uma apresentação do Lab.K? Vamos cozinhar horas e horas de planejamento que vai pra 6ª seção (leia-se lixo)? ”
E eis que naquele momento, alguém chega na cozinha falando ao telefone com sábias palavras. “Pois é Fulano, QUEM NÃO ARRISCA NÃO PETISCA”.
Zap! Plaft! Slept! Onomatopeias “Batmanianas” a parte, um olhou para a cara do outro e ... resposta dada! Agora era só cumprir a missão.
Demos início a uma longa e criteriosa pesquisa sobre o que a empresa têm desenvolvido junto aos seus públicos, pesquisamos sobre sua visão de negócios para os próximos anos, seu posicionamento, seus concorrentes e muito mais.
Pesquisas concluídas é hora de trabalhar. Muita ideação, planejamento, prototipagem de ideias e dias depois, criamos um Projeto OmniChannel envolvendo duas Marcas do Grupo em uma única solução inusitada e inovadora.
Alguns dias se passaram e com o projeto praticamente concluído precisávamos resolver efetivamente a nossa segunda dúvida: o contato lá dentro.
Ligação vai, e-mail vem, mensagem vai e contato não vem. Nessa hora é inevitável pensar no gato. Será que ele subiu no telhado? Como vamos fazer para eles receberem o projeto?
E eis que o insight surge do éter: “Mas esse projeto está muito afiado para engavetar! ”.
Nada melhor do que uma espada para entregar o projeto ao cliente, aliás mais que uma espada, a Lab Katana!
Sim, pois a Katana é considerada a espada mais afiada do mundo e era muito mais que uma arma para os Samurais, era a alma e o espírito, o corpo e a mente desses formidáveis guerreiros.
A Katana é capaz de cortar o aço de uma armadura, mas nas mãos certas, eram utilizadas para atacar os pontos fracos e desprotegidos de seus oponentes. A inteligência e precisão do Samurai está acima de tudo.
Essas características devem estar presentes no mercado competitivo atual, onde as armas corretas, nas mãos certas, farão toda a diferença entre o lugar comum e o sucesso.
Dentro da Lab. Katana, um Mapa da Proposta contempla as ideias, substitui sua lâmina e apresenta ao interlocutor toda a estrutura geral do projeto. É só desacoplar a Tsuka (cabo) da Saya (bainha da espada)!
A partir de agora, o cliente está com “A ESPADA E O PLANO NAS MÃOS”, e esperamos que eles gostem, pois nós adoramos Kriar e Fazer.
E você, se por um acaso receber um contato diferente ou algo inusitado e inovador na sua porta, pode ser que num de nossos “passeios”, foi fecundado um óvulo de ideia para a sua empresa.
Publicado originalmente: LinkdIn por Tathiana Dias
T-Shaped é você, e eu não faço esse tal de Fisital não!
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Como você reagiria se alguém lhe falasse:
Você é um T-Shaped, já pensou em desenvolver projetos Fisital?
Você conhece esses conceitos? Não?
Não é para ficar confortável com isso, mas calma, também não precisa se assustar!
No primeiro caso você estará recebendo um grande elogio e no segundo, a pessoa que está lhe sugerindo a participação no projeto, acredita que você tem competências para desenvolver projetos em áreas físicas e digitais.
Mundo novo, conceitos nem tão novos assim e coisas de mais em nossas mentes e corações, fazem com que as vezes fiquemos presos aos nossos entregáveis diários e consequentemente, não podemos nos atualizar como gostaríamos, não é mesmo?
A ideia de discorrer sobre isso nasceu de dois motivos.
Primeiro porque são expressões que fazem parte do meu dia-a-dia de trabalho e porque tenho percebido que ultimamente, em algumas reuniões, quando pronunciamos essas duas palavras existem situações de estranhamento.
Segundo e principal motivo é que escutei um comentário a respeito destes conceitos, vindo de um amigo coach que me fizeram pensar a respeito. O comentário foi o seguinte: “Conheço muita gente antenada, que não tem ideia do que significa T-Shaped e Fisital.”.
Bom, é claro que na hora ascendeu a luz de alerta e comecei a pensar que é possível que estejamos falando de algo que ainda é pouco divulgado e sem dúvida alguma, isso pode estar afetando pelo menos a primeira parte do nosso trabalho que é a divulgação em si.
É óbvio que seria impossível querer tratar destes dois assuntos de forma aprofundada num mesmo material e correlaciona-los, principalmente aqui, sendo assim vou tentar ser o mais explicativo possível.
T-Shaped ou Modelo T
Um termo nem tão novo, mas nem tão conhecido que define profissionais com profundidade de conhecimento e competências em determinada área específica, mais competências transversais e complementares à principal.
Não existe áreas específicas para ser um Profissional T-Shaped, o que é necessário é justamente o modelo T de competências, por exemplo um engenheiro que possui uma série de conhecimentos adjacentes a aquele que é o principal, em áreas diferentes a ela como design, psicologia, desenvolvimento de sistemas e por aí vai.
Em empresas de filosofia organizacional mais antiquadas, é normal esse tipo de profissional ser chamado de “ODD”, “Sabe Tudo”, “Sabichão”, e mais alguns outros termos nem tão legais. Se você que está lendo isso e já foi visto dessa forma sabe o que estou falando.
Sem dúvida existem “SABICHÕES” que na verdade não sabem nada, mas ai é OUTRO caso.
E aqui vai uma boa notícia para você T-Shaped, você é o profissional do futuro.
Hoje vemos não somente profissionais mas empresas que possuem um DNA T-Shaped, e que buscam esse modelo de profissional a tempos. Com certeza você verá esse perfil, principalmente em startups, empresas de tecnologia, design e algumas outras.
Profissionais como Tim Brown, CEO da IDEO, já vem falando desse modelo de profissional desde 1990, pra você ter uma ideia.
A multidisciplinaridade é a principal competência desse profissional, e aqui não falo de diplomas, mas de conhecimento holístico como competência.
Com certeza se você procurar pelo termo, vai querer ser um T-Shaped.
Agora que já definimos que a primeira parte do título não é um xingamento e um elogio, vamos a segunda parte.
Fisital, Phygital ou Fisical, você verá alguns termos por aí.
Uma mistura do mundo físico com o digital, onde você está muito mais inserido do que imagina.
São muitos os casos que podem ser citados aqui, mas pense numa situação que até pouco tempo atrás era bem corriqueira como ir ao banco.
Hoje você executa praticamente todas as tarefas bancárias via internet, com exceção à saques e algumas outras funções que lhe obrigam a ir a uma agência.
Imagine outro caso, sabe aquelas pulseiras que se conectam com seus celulares, os famosos “wereables”, pois então, essa é uma das sínteses Fisital que podemos mostrar.
Ele lê seus dados fisiológicos, armazena tudo isso num hardware, envia para um software e mostra no seu computador ou celular o rendimento do seu sono, as calorias perdidas, o trajeto que fez da sua casa ao trabalho e muito mais.
Quando se fala em soluções Fisital, entende-se que falamos de um universo que não é mais o futuro, ele já é presente e será a cada dia mais e mais vital em nossas vidas
Unem-se diversos profissionais para executar um projeto Fisital, de diversas áreas de conhecimento e normalmente profissionais T-Shaped, isso mesmo, os multidisciplinares de visão holística.
São tantas as variáveis que devem trabalhar uníssonas em um projeto físico digital que normalmente uma área específica não consegue executá-la sozinha e você poderá encontrar engenheiros com conhecimento em fisiologia trabalhando ao lado de designers com conhecimento de programação e muito mais.
Bom, como dito no começo do texto, os dois assuntos são bem extensos para serem tratados no mesmo conteúdo, por isso mesmo, abriremos dois próximos conteúdos mais aprofundados sobre cada tema.
Mas o mais importante nesse momento é, se você for chamado de T-Shaped e for convidado a participar de um projeto Fisital anime-se! Você é o profissional do futuro.
Publicado originalmente: LinkdIn por Daniel Capobianchi
Esquente suas vendas com Inovação
Sabem aqueles expositores de produtos lindos e maravilhosos? De uma maneira geral, com sua utilização você amplia a exposição e pode aumentar entre 20%, até 30% a venda de um determinado produto no pdv!
Somos encantados por vários meios, mas principalmente pelos olhos. E isso não se restringe somente a expositores, mas sim a todos os elementos que estejam pendurados numa gôndola, ilha ou balcão.
Uma das estratégias do mercado é a Compra por Impulso, ou seja, encantar o cliente quando ele está desprevenido e já baixou sua guarda, no momento onde é possível aumentar o ticket da compra, principalmente com itens de mark-ups mais elevado, promocionar produtos de encalhe, liquidar estoques ou até mesmo liquidar o que já tenham entrado em margem de contribuição.
Não vou abordar aqui técnicas ideais de distribuição, mix de produtos, planograma, sazonalidade, fatores operacionais e atendimento, existem excelentes materiais a respeito desses assuntos, aqui mesmo no Linkedin. Vale a pena por exemplo, conferir os textos escritos por Paulo Amendoeira, Marcelo Ermini, e muitos outros.
A proposta nesse momento é mostrar como é possível promover conceitos de áreas “quentes”, áreas “frias”, merchandising e inovação, com um item vital em nosso dia-a-dia: o Smartphone ou telefone celular!
Fique com esses conceitos acima em mente e veja a cena abaixo:
Cena 1 (Sem Inovação) - Ação
Você sai de casa ou do trabalho, todo atrapalhado, pensando num monte de assuntos importantes que precisa resolver para fazer compras. Mas tudo bem, você tem seu celular, seu grande amigo e fiel escudeiro, nas mãos.
Ao longo do caminho, ouvindo aquele som que você adora no carro, num volume um pouco mais alto, você não consegue escutar o terrível “som da morte” vindo de seu celular: “BEEP, BEEP, BEEP” e a mensagem low battery na tela.
Ao entrar na loja você tem aquele insight que vai resolver um de seus piores problemas do dia, e precisa urgente ligar para sua esposa, marido, chefe, sócio, seja quem for que vai resolve-lo, quando de repente você saca do bolso o amiguinho mortinho da silva. “E agora José... Tô frito?”
Quase, você tem alguns problemas a serem resolvidos o mais rápido possível, tais como:
Achar alguém mais precavido que você que tenha um carregador, e reza para que seja o cabo original da Apple, caso você seja um cara da maçã é claro.
Obviamente, convencer essa pessoa a lhe emprestar esse carregador.
Achar a tomada mais próxima (isso quando ela existe).
Sentar ao lado do bichinho e chocá-lo até que esteja no mínimo em condições de fazer a ligação
Principalmente convencer a pessoa que te emprestou o carregador a esperar isso acontecer.
Não sei você, mas já passei pela situação acima e não foi nada legal, tenha certeza. Perdi o timing do insight, fiz compras que não eram para fazer e esqueci de comprar o que devia, além de atrapalhar o sujeito que gentilmente ficou ali comigo por alguns minutos.
Você pode estar pensando: “Tá, isso é péssimo e realmente já passei por isso. Mas e ai, cadê a inovação?”
Para usarmos essa cena com a analogia entre a loja e nossos celular, tablets e afins, precisamos fornecer algumas informações.
Pense no seguinte dado que a Anatel disponibilizou a pouquíssimo tempo: o Brasil terminou Abril de 2016 com 256,4 milhões de celulares e densidade de 124,66 celulares para cada 100 habitantes, ou seja, 1,24 aparelhos por pessoa.
Quando você sair para passear ou até mesmo fazer compras, passe a notar o comportamento das pessoas em relação aos seus aparelhinhos, hoje é trivial vermos uma mesa de refeição com quatro ou mais pessoas onde todas estão olhando para suas telas e não há um único ruído a mesa, e isso tem um preço, pelo menos físico, energia.
Agora, pense no seu comportamento de consumo quando está em uma loja, visualize seus caminhos por ela e principalmente pense em como você consome.
A não ser que você seja uma pessoa cujas notas de 100 são propelidas de seus bolsos, é natural que você vá as compras com uma lista, e de uma maneira geral foge das tentações e até mesmo, cobre os olhos quando passa por aqueles corredores de guloseimas importadas, quitutes maravilhosos, tapetes, vasos e louças ou mesmo a seção de ferramentas.
Mas não se engane, mesmo com sua lista em mãos, você ainda pode ser deslocado do plano inicial e consequentemente, ouvir o canto da sereia, convidando-o à Comprar Por Impulso. Quer ver?
Cena 2 (Com Inovação) - Ação
Você sai de casa ou do trabalho, todo atrapalhado, pensando num monte de assuntos importantes que precisa resolver para fazer compras. Mas tudo bem, você tem seu celular, seu grande amigo e fiel escudeiro, nas mãos.
Ao longo do caminho, ouvindo aquele som que você adora no carro, num volume um pouco mais alto, você não consegue escutar o terrível “som da morte” vindo de seu celular: “BEEP, BEEP, BEEP” e a mensagem low battery na tela.
Ao entrar na loja você tem aquele insight que vai resolver um de seus piores problemas do dia, e precisa urgente ligar para sua esposa, marido, chefe, sócio, seja quem for que vai resolve-lo, quando de repente você saca do bolso o amiguinho mortinho da silva. “E agora José... Tô frito?”
Não! Neste caso você não está frito e provavelmente a loja irá vender a você, mais do que você gostaria de comprar se eles tiverem implementada uma solução como essa a seguir.
Em parceria o Lab.K e a Eracell , desenvolveram gôndolas expositoras de produtos que possuem cofres carregadores de celular, além é claro de possuírem espaço para a venda de mídia digital ou impressa.
A solução tem por objetivo principal permitir ao lojista entregar uma experiência diferenciada e marcante aos seus clientes, além de possuir uma peça de grande mobilidade, que pode ser instalada em locais específicos para promover o fluxo de público a uma determinada área e consequentemente esquentar as vendas daquela área.
Tudo isso, sem contar a possibilidade de se criar um ambiente de compra por impulso único, aonde você tem duas, e não apenas uma, oportunidade de encantar e alavancar a exposição de mídia da indústria às pessoas, já que para aqueles que estão na situação representada pela cena descrita acima, esse ambiente será o salvador da pátria e de quebra, quando o cliente voltar para retirar seu aparelho, já devidamente carregado e de forma completamente segura, esse mesmo cliente estará em contato direto com todo esse ambiente promocional.
Cada coluna lateral aceita até 06 equipamentos que são alojados em cofres altamente seguros, e o melhor, possuem um mecanismo de carga rápida e nobreak que podem manter os aparelhos sendo carregados por até 4 horas mesmo durante a falta de energia elétrica no espaço. Aceitam celulares e smartphones de qualquer marca e modelo, desde os mais antigos até os mais recentes com tela de até 8 polegadas.
Inicialmente a peça pode ser produzida com 04 ou 06 frentes em formato ilha ou apenas como uma parede e foi completamente modelada dentro das especificações padrão de mercado para gôndolas e expositores viabilizando assim, a operação de instalação e o principal, tecnologia e funcionalidade de design nacional.
Sem dúvida alguma, uma solução pra esquentar as vendas neste inverno.
Publicado originalmente: LinkdIn por Daniel Capobianchi
Desempregado não. Disponível e produzindo.
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Olhando para atual situação econômica do Brasil, não existe como não se compadecer com as milhões de pessoas que perderam e perderão seus empregos ainda por um tempo.
Estamos falando de uma massa capacitada, qualificada e cheia de energia que independente de qual foi a situação, perdeu inicialmente o seu sustento e de sua família, e busca desesperadamente uma recolocação urgente, ou já está em busca de recolocação a algum tempo, o que é pior ainda.
Sem dúvida alguma, este cenário não é de interesse dos empreendedores, já que fechar postos de trabalho e não conseguir contratar demonstra retração nos resultados da própria empresa.
Estes postos de trabalho podem estar fechando por uma série de motivos, mas principalmente é necessário deixar claro que a maioria das empresas que estão passando por isso, por mais que tenham a necessidade de reduzir seus quadros e gastos, (em sua maioria e caso não tenha fechado completamente), continuam com a necessidade de executar aquela função que era representada por um profissional.
Não sou muito fã dessa frase mas vou usar. “Se a vida te dá um limão, faça uma limonada.”
Não quero aqui dizer que essa é uma situação confortável e fácil, mas ela pode ser válida num primeiro momento, e quem sabe, até pode lhe surgir uma oportunidade de negócio no futuro!
E é bom também deixar muito claro que, essa ideia tem uma pegada de empreendedorismo que com certeza não é uma atividade para toda e qualquer pessoa, mas vamos a ideia.
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Antes de estar desempregado você é um profissional.
Com certeza você é um profissional que possui uma série de competências, e ficou desempregado. Além de você, em seus círculos de relacionamento pessoal e profissional também existem outras pessoas que estão na mesma situação, e que possuem também competências que podem ser ou não, complementares às suas.
Você já parou para pensar que tanto você quanto essas pessoas que conhece, podem prestar serviços para empresas que precisam de suas competências e as de seus colegas e conhecidos, sem que ela lhe contrate como empregado?
Ok, ok, não é o mundo perfeito, mas é um mundo onde o limão pode ficar menos azedo e mais doce e não se queimar toda a reserva financeira. Sem contar o fato de se manter informado, antenado e produtivo é claro.
Com certeza, você e seus conhecidos que estão buscando a recolocação, trabalham numa árdua jornada diária de busca de qualquer tipo de possibilidade de vaga possível e por vezes, no ímpeto de conseguir o tão sonhado emprego, colocam-se em situações onde apesar de existir uma vaga, o seu perfil não corresponde a ela e pode até ocorrer a péssima situação de se expor negativamente com aquele recrutador ou empresa.
Daqui em diante, você precisa mudar de atitude.
Bom, caso você leu até aqui e gostou, nem que seja pelo menos um pouco da ideia, vou te dar umas dicas do que é possível e como é possível fazer isso através de ações relativamente simples, e detalhe, neste momento não estou sugerindo em hipótese alguma que você abra uma empresa real com todos os ônus que isso lhe trará, a ideia é simplesmente...
... gerar uma pequena mudança de hábitos, com uma pitada de inovação.
1º - Mapeie suas principais e melhores competências.
Todos nós sabemos fazer algo muito bem (dormir, comer e beber não vale nesse caso ok), em nossas áreas de atuação sempre existe algo que gostamos muito e que normalmente sempre fomos elogiados por nossos pares por estas competências.
Está aí seu pulo do gato, isso é o que você pode oferecer como um serviço, para toda e qualquer pessoa ou empresa que precise executar essa tarefa. Sim pessoas, as vezes elas também precisam dos mesmos serviços das empresas, normalmente com escalas e complexidades menores.
2º - Mapeie as competências o interesse e o comprometimento de seus conhecidos.
Ai a coisa pode ficar um pouco estranha num primeiro momento. É importante deixar claro para com aqueles que se for procurar, que isso é um compromisso sério, e que deve haver um comprometimento real e idôneo por parte dessa pessoa com os entregáveis, caso vocês consigam uma oportunidade.
Uma sugestão, é muito produtivo para o sucesso de qualquer projeto que as competências das pessoas envolvidas sejam complementares e que inclusive, os gostos também sejam diferentes.
Um exemplo simplório, mas que explica bem a situação, imagine que você e seu colega saibam apenas fazer um bom churrasco e surge a necessidade de se fazer uma feijoada, com certeza, existirá uma facilidade maior de planejar e entregar uma boa feijoada se alguém já tiver alguma experiência com o assunto.
3º - Identifique o que será viável oferecer aos seus futuros contratantes.
Após as duas primeiras etapas concluídas, chegou a hora de você formatar o que você ou vocês tem efetivamente competência para oferecer.
Não tente em hipótese alguma abraçar o Mundo, tanto pessoas e empresas de uma maneira geral não veem bem prestadores de serviços que são bons em tudo. Por exemplo se você é advogado especializado em direito trabalhista, evite sugerir que você é a pessoa que resolverá os problemas fiscais e tributários de alguém ou de alguma empresa.
Descrevam os serviços que vocês podem executar, como irão executá-lo e principalmente, quais os benefícios que a contratação de seus serviços trarão a esta pessoa ou empresa.
E tão importante quanto isso tudo é, pesquise o quanto este tipo de serviço custa no mercado e como ele é entregue, e óbvio, já que você não é uma empresa pense em formas de cobrança que sejam muito convidativas ao contratante.
Para mostrar o quanto vocês são bons em resolver esse tipo de problema, é legal criar analogias e referências entre as posições que tiveram nas empresas, e quais foram as soluções que apresentaram naquele momento.
E lembre-se, não queira parecer maior e melhor do que realmente você é, posturas e atitudes honestas e transparentes, são sempre vistas com bons olhos.
4º Planeje e Otimize seu tempo.
A ideia não é sugerir em momento algum que você deixe de buscar por vagas que deseja, mas sim, que você passe a reservar pelo menos alguns momentos de seu dia a identificar oportunidades para implementar suas competências para alguma pessoa ou empresa.
Divida seu dia em blocos e reserve um destes blocos para pesquisa de empresas e pessoas que poderiam contratar sus competências.
Levante o máximo de informações possíveis, e principalmente crie paralelos das suas competências com situações as quais a empresa ou pessoa passou e que caso tivesse você na posição de prestador daquele serviço, como ela teria sido beneficiada naquela situação através dos seus conhecimentos.
Reserve outro bloco a cada dois ou três dias no máximo para a geração de conteúdo, compartilhamentos, comentários sobre temas e assuntos pertinentes as suas áreas de atuação e competência nas mais diversas redes sociais, mas cuidado, respeite forma e conteúdo, cada coisa em seu lugar. Evite ao máximo possível transitar informações pertinentes a uma rede em outra como por exemplo, publicar conteúdos econômicos parrudos no Facebook, e fotos de cãezinhos alegres e felizes com mensagens de amor no LinkedIn.
5º - Não tente vender, mostre que você pode encantar.
Aqui é um daqueles blocos de dicas que a maioria das pessoas vai dizer, “Se tá maluco, você quer que eu desenvolva projetos de graça? ”. Na verdade, é quase isso sim!
Mas existe uma sacada, você não precisa entregar o ouro para o bandido, mas simplesmente mostrar para ele que você tem o baú. E esse na minha opinião é a parte mais difícil e que toma mais tempo.
Pense no seguinte, se as empresas não estão contratando funcionários, porque elas contratariam seus serviços se você parecer com todos os outros pretendentes para uma vaga que não existe.
É aí que o gato sobe no telhado, pois se você desenvolver uma ideia concisa, coerente, embasada e implementável, você despertará um interesse muito maior que os outros pretendentes, você mostrará que sabe o que está falando, que quer reduzir os custos operacionais da empresa, e por fim mostrará que mesmo sem compromisso algum investiu seu tempo e conhecimento para o bem da empresa.
Sem dúvida nenhuma, existem pessoas de mau-caráter nesse mundo, mas ainda existe gente honesta e íntegra que verá essa sua atitude como um enorme diferencial.
Os Benefícios.
Novamente ressalto que, se seguir estes passos você não terá garantia nenhuma que alcançará o sucesso, apenas que você estará aumentando a sua visibilidade, relevância e principalmente, seus conhecimentos e rede de relacionamento.
Além do que é claro, não precisará ficar em frente ao sofá desperdiçando seu tempo na sessão da tarde, entre o tempo de ter terminado os um milhão e meio de envios de seu currículo para sua lista, enquanto espera a lista do seu amigo que tem o mesmo um milhão e meio dos mesmos e-mails que você já tinha antes.
Numa guerra, normalmente os sobreviventes são aqueles que se movem, e não aqueles que se escondem.
Nada melhor que uma energia poderosa para mover corpos da inercia, e se por um acaso você gostar da ideia e precisar de alguma ajuda, estou à disposição, pode me contatar via mensagens.
Desejo a todos de coração, que seus desejos se realizem.
Publicado originalmente: LinkdIn por Daniel Capobianchi