@realbarbarapalvin ♡ instagram selfies - part II.
Jules of Nature
Stranger Things
$LAYYYTER
sheepfilms
Keni
Claire Keane

#extradirty

blake kathryn
🪼
Cosmic Funnies
hello vonnie
Mike Driver

Kiana Khansmith
art blog(derogatory)
h
noise dept.
dirt enthusiast
I'd rather be in outer space 🛸
tumblr dot com
will byers stan first human second
seen from Italy

seen from Malaysia
seen from Türkiye

seen from Netherlands
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Jordan
seen from Poland
seen from United States

seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
@lawson-ali
@realbarbarapalvin ♡ instagram selfies - part II.
Hell-come. @ Clairicia, flashback
Alicia fazia Claire se divertir. Era um belo de um entretenimento. Até agora, ela brincara com ar, luz, terra e fogo, mas deixara a água para lá,não queria ensopar a outra mutante ali. Ainda. — Não é americana? Ótimo, isso me faz gostar um pouquinho mais de você. — Percebeu pelo sotaque em seu inglês britânico que ela não era mesmo americana, assim como a outra podia perceber que ela era russa por seu sotaque puxado e grosso, que era na verdade, somente o modo de falar dos russos. Era um sotaque firme, o que as vezes parecia estar sendo irônico, bravo ou irritado, e por isso as vezes intimidava as pessoas. E eu amo esse sotaque, pois intimidar é uma coisa que eu aprendi em casa… Eu sentiria saudades dos meus pais, se eu mesma não tivesse os mandado pro inferno, que é o lugar daqueles desgraçados. Sorriu amplamente e então assentiu. — Bem, Alicia, muito obrigado! Sabe, eu odiei essa ilha. Eu odiei aquela jaula. Eu mesmo odiei quando meus poderes pararam de funcionar e o governo russo conseguiu finalmente me capturar. É chato. — Já que conviveria com a outra garota, tentaria no máximo aturá-la, mas sua atitude era tão esquisita para com Claire quanto a da russa para com a inglesa. Passou a mão nos cabelos quando se jogou para trás em um pulo e novamente o redemoinho se formava abaixo dela. Fez um segundo redemoinho de vento para Alicia, a muito contragosto, mas não deixaria sua única companhia lhe escapar entre os dedos. Podia ser má mas não idiota, e toda a presença e habilidade que se fazia nas palavras dela, ao dizer que queria que Claire fosse bem vinda, instantaneamente se sentia em casa, como se de fato as palavras que ela falara tivessem algum poder. Não, não pode haver uma mutante com o poder de mandar as pessoas fazer as coisas, e elas conseguirem. Como estava enganada. — Quer dar uma volta? Me apresentar ao inferno? — Apontou para o redemoinho. — Tô meio cansada pra andar, acabei de fazer uma viagem nada agradável dentro de uma jaula apertada que me fazia sentir fraca e desgastada. — Falou com sinceridade, e aguardou um retorno breve da outra moça enquanto cruzava suas pernas e titubeava com os dedos na perna, e os olhos esperando algum sinal daqueles outros muito azuis.
Por mais que Claire não fosse a pessoa mais simpática que Alicia conhecia, a garota em alguns pontos até que a agradou, a morena a sua frente, que gostava de mostrar seus poderes com um ar de superioridade, de certa forma, fazia Alicia se sentir em casa, isso não queria dizer que a presença da mesma era aconchegante, mas era que na sua antiga escola havia muitas garotas iguais a ela, que se achavam melhores do que outras, Alicia também não podia negar que certas vezes também se comportava assim. Abou tendo que esboçar um sorriso ao comentário de Claire, porque de fato, os americanos eram bastante diferentes dos ingleses, e quando se mudou para Ohio, ela pode notar isso, para se habituar em sua nova escola não foi algo tão fácil, mesmo sendo rica, até porque todos da sua escola também eram. A única coisa que ajudou foi sua beleza e jeito simpático que ela tinha quando queria. Franziu o cenho ao ouvir como Claire chegou até a ilha, imaginando que ou o governo Russo era bem rígido, ou a garoto dera bastante trabalho a eles. Quem sabe os dois. Uma jaula não lhe pareceu algo muito bom para se viajar até ali. Como Alicia não dera muito trabalho para o governo, concordando até que facilmente - já que poderia morrer se discordasse, acabou não sofrendo nenhum tipo de agressão deles, vindo para a ilha em um navio com alguns outros mutantes que foram descobertos na mesma época.
— Sim, mas se não se importar, prefiro ir andando mesmo. — Respondeu, olhando para o segundo redemoinho que Claire fizera. Agora, não estava tão agressiva quanto antes, mas mesmo assim, a morena parecia traiçoeira em seus olhos e Alicia não iria subir em um redemoinho feito por ela. — Minha saia é um pouco rodada e ela levantaria com o vento. — Dito isso deu de ombros e começou a caminhar novamente. — O que gostaria de conhecer aqui?
Hell-come. @ Clairicia, flashback
Claire soltou um risinho, tamanha ironia da outra garota em lhe mandar o mesmo sorriso falso e amarelado que dera à ela. É bem audaciosa em fazer isso comigo. Talvez eu esteja subestimando-a, mas como não controlo bem esses poderes ridiculamente perfeitos que recebi, posso fazer um estrago parecer um acidente. Assim como mamãe e papai, e os meus tão amados irmãos… Patético! Jogou o cabelo que ficava na frente do rosto para o lado, enquanto encarava a moçoila de olhos muito azuis e penetrantes que a faziam se sentir um tanto inferior. Quem será ela? E, se está nesse lugar, qual será sua habilidade? Ficou confusa. Queria saber mais sobre esse mundo estranho onde havia se enfiado. Aquele lugar onde provavelmente ela teria sua vidinha medíocre, comendo medíocre, vestindo medíocre, sendo medíocre. Riu, por fim, quando percebeu a sobrancelha da garota se erguendo. Desceu de seu redemoinho com um salto teatral ao chão. A outra garota era, no máximo, uns cinco centímetros mais alta que ela, mas isso não a intimidou. Fez o cálculo de um círculo perfeito ao redor da garota, e desprendeu esse círculo do chão, usando sua geocinese para tal feito. O círculo, era em formato de letra “O”, com a morena de olhos azuis sendo o centro da esfera.
Começou a movimentar o chão, sem mudar sua posição, rondando a garota devagar, da posição inicial onde estava, tinha ido em frente em um ângulo de noventa graus no diâmetro. — Meu pai me chama de aberração… — Girou mais um pouco, colocou um braço na região um pouco abaixo dos seios, atravessando o corpo, e usou a mão para apoiar o outro cotovelo, enquanto titubeava com o dedo indicador no queixo, já atingindo os cento e oitenta graus de diâmetro, ficando atrás da outra moça. — Minha mãe, de esquisitona… — Ainda girando em volta dela, provavelmente a deixaria tonta. Mas a vontade de dizer quem era era algo estranho, nunca se sentira compelida a obedecer alguém, a não ser a família, e nisso ficou super estranha, pensando que a garota estava causando aquilo nela. Balela, não pode ser. O círculo continuava girando. Duzentos e setenta graus, ficando agora do lado contrário de onde começara a se mover. — Meus dois irmãos mais velhos, ah, eles me chamavam de bruxa… — Parou finalmente na frente daquela que lhe recebia ao inferno que aquela ilha seria, o fim de sua vida, e finalmente disse seu nome, após é claro, uma boa alfinetada, se não o fizesse, não era ela. — E, apenas de achar que, já que eu sou a pessoa nova por aqui, você deveria ser a primeira a se apresentar, por mera educação, mas vai saber se você recebeu isso um dia, não é mesmo? Odeio os Estados Unidos, eita gente mal educada! — Falou, e quando disse “mal educada”, fez um floreio com ambas as mãos na frente do rosto da outra ali presente com um largo sorriso estampado no rosto, fazendo audível o crepitar de algumas flamas, que faiscaram na frente dos olhos das duas. — Claire. Claire Wolowitz. E você, linda e com falta de educação?
A morena a sua frente mostrava que gostava bastante de seus poderes por usa-los dessa forma exagerada, ou então, simplesmente estava tentando de alguma forma, intimidar Alicia. Claro que em qualquer lugar, as pessoas se assustarias com uma cena como aquela que Alicia estava presenciando, mas estavam em uma ilha cheia de pessoas com poderes estranhos. A jovem Lawson abaixou levemente sua cabeça enquanto a garota falava fazendo todo aquele teatro, porque claro, se tentasse acompanhá-la iri ficar tonta, ela pode perceber que simpatia talvez não fosse o ponto forte daquela garota, por estar agindo daquela forma presunçosa, que de certa forma, a deixava irritada.
Quando ela parou em sua frente novamente, aí sim, Alicia levantou sua cabeça novamente e a olhou de cima em baixo, dando um pequeno sorriso com o canto dos seus lábios. Alicia nunca foi alguém paciente, por mais que tentasse, sua mãe sempre tentou fazer com que ela fosse mais educada e calma, fazendo com que seus bons modos prevalecessem, ao invés da seu gênio forte. Ela tentava, e por isso respirou fundo ao ouvir o comentário ácido junto com um outro teatrinho que agora, feito com suas mãos. Fitou a mão da garota com um afeição de tédio, quase soltando o bocejo, voltando a fitar seus olhos novamente. Não que que realmente achasse isso, porque tinha que admitir que o poder dela era realmente bom, mas uma coisa que Alicia não fazia era abaixar a cabeça para pessoas que se achavam melhores que eles, até porque para Alicia, não eram. — Não sou americana, meu amor. — Falou com ironia. Educação foi algo que realmente Alicia recebeu, apesar de não parecer algumas vezes, pelo menos por parte da sua mãe, que sempre tentava estar presente tanto para ela tanto para Matthew. — Mas que seja. Sou Alicia Lawson, prazer em conhecê-la. — Ao dizer "prazer em conhecê-la" soltou novamente um sorriso falso. Durante sua vida, seja nos Estados Unidos ou na Inglaterra, Alicia teve que conviver com bastante gente que não era do seu agrado, então, aqueles sorrisos meio que já faziam parte da sua vida. Geralmente, sua mãe fazia com que ela fosse a festas relacionadas ao emprego dela e do seu pai, e lá tinha que esbarrar com bastante gente indesejável, mas pelos bons costumes e claro pelo dinheiro, tinham que se tratar bem. — Seja bem vinda, Claire. — Dessa vez, não disse em tom de ironia nem sarcasmo, falou seriamente, como se realmente desejasse aquilo. Afinal, elas estavam em uma ilha, presas pelo governo, e não poderiam sair de lá nunca mais, e já havia sarcasmo o suficiente nisso.
Barbara Palvin at the Golden Globes red carpet
So give me reason to prove me wrong || Alicia & Cole
O barulho do abajur sendo jogado só divertiu Cole mais ainda, e ele teve de levantar a cabeça e respirar fundo pra não voltar a gargalhar, agora sim, enfim, tirando sua mascara e a largando no chão mesmo. Levantou a mão e apoiou na porta.
- Já aviso, mulher, se você quebrar meu quarto todinho, eu vou mandar Emma de novo em sua casa pra redecorar o seu guarda-roupas inteirinho, hein! – E ai sim, gargalhou novamente, fazendo alusão ao que Emma e Grace fizeram a casa da garota presa e do seu irmão, no lado Sul da Ilha, bem ciente que Alicia tomara aquela ação boba como uma ofensa gigantesca. Depois de alguns segundos gargalhando, porque sabia que isso iria irritar Alicia profundamente, porque ela gostava de suas roupa, respirou fundo novamente, para conseguir falar. – Allie, meu bem, dorme. Amanhã a gente conversa, com a porta entre nós dois, claro, porque não quero você usando seu poder em mim. Claro que eu também preferia conversar com você sem essa porta e sem roupas, mas é o que eu posso ter de você, não é? Então toma um banho e deita, pelo menos você acorda sem dor de cabeça. Prometo que vou tratar você bem, tá?
Era tudo tão bom que ele ao menos estava com raiva dela ter invadido o baile, até porque, não tinha porque, porque agora ela estava ali, presa, sequestrada.
- Eu vou agora, mas não fica com saudade, tá? – E outra gargalhada, com ele inclinando a cabeça, só esperando a provável ultima coisa arremessada contra a porta para começar a caminhar.
Alicia tinha um pequena suspeita de que tinha sido Emma a pessoas que fez aquilo em sua casa, e a resposta de Cole ao seu ato de ter jogado o abajur, tirou a prova de que foi realmente tinha sido ela. — Se ela fosse esperta, pegaria algumas, porque as roupas dela são horríveis! — Agora seu tom de voz saiu mais alto, não queria provocar Cole, porque realmente não queria suas roupas estragadas, mas as palavras simplesmente saíram.
A sorte de Cole, era que não havia muitos objetos de vidro em seu quarto, porque se tivesse, ela com certeza continuaria tacando-os em direção, então, apenas se contentou a pegar o relógio que antes estava ao lado do abajur, dando a ele o mesmo destino do abajur, jogando ele com força na porta. Colocou suas mãos em sua têmpora, pois sua cabeça latejava de dor, enquanto ouvia toda as insinuações e implicâncias de Cole. — Só cala essa boca e vai embora! — Falou entre os dentes. Não responder as implicações de Cole era a melhor alternativa, ela já estava cansada daquilo, sabia que Cole não a deixaria sair agora, seu raciocínio estava lento e sua cabeça doía, talvez descansar seria mesmo uma boa escolha.
So give me reason to prove me wrong || Alicia & Cole
Cole tinha bebido e sim, estava alto, mas não era burro, nem de longe. Ele imaginou mesmo que Alicia, no mínimo derrubar todas suas coisas no chão, e continuou a porta, rindo tnto que sentia os olhos marejarem de lágrimas.
- Allie, meu bem, não jogue tudo no chão, porque você vai ficar presa ai por um bom tempo. Eu sei que você pensa em fazer qualquer coisa pra sair dai, mas querida, isso é uma casa feita pelo governo. Você acha mesmo que não telas nas janelas?
Cole queria continuar rindo, mas estava começando a ficar difícil falar e rir ao mesmo tempo, seu tom de voz saindo quase que alto demais. Voltou a encostar a testa na porta, respirando fundo. A janela era realmente coberta por aquela rede de nylon resistente e grosso entrelaçado, impedindo que alguém pulasse ou entrasse por ela assim.
- Troca de roupa e deitada, fica aí quietinha na minha cama, eu sei e você sabe que a gente sabe que você gostaria de estar nela mesmo, e dorme! Amanhã a gente conversa mais, vai, meu bem.
E ai sim, voltou a gargalhar alto.
Ao caminhar em direção a janela e abrindo com a mãe que estava livre, notou a grade. Nas janelas da sua casa também haviam redes como aquela, mas estava tão brava que simplesmente se esqueceu. E Cole falando e rindo do outro lado da porta não ajudava em nada, muito pelo contrário, apenas piorava. Jogou as roupas que tinha em mãos no chão, se dirigindo até a cama, e sentando-se nela, perto de um criado mudo, ainda ouvindo Cole. Estava com vontade gritar, mas sabia que de nada adiantaria, e todo aquela situação já estava lhe causando dor de cabeça, fora a que ela certamente teria amanhã quando acordasse de ressaca.
Assim que ele terminou de falar, Alicia ainda podia ouvir o som da sua gargalhada, então quase sem pensa, olhou para o criado mudo, vendo um abajur em cima dele, pouco o objeto com força, fazendo com que seu cabo desconectasse da tomada, jogando-o então, com força na porta, fazendo com que a lampada que tinha nele se quebrasse assim que bateu contra a porta. — Sai daqui. — Ao contrário do que tinha vontade, não gritou. Mas realmente esperava que Cole saísse.
So give me reason to prove me wrong || Alicia & Cole
Agora, ali, do outro lado da porta, com ela trancada, tudo passou a ser engraçado. E da uma sonora gargalhada, foi isso que Cole fez, encostando a testa na porta, do outro lado.
- Alicia, meu bem, eu prometo – Teve de parar para recuperar o folego, claramente se divertindo com a situação – Eu prometo que vou te dar mais do que água e pão. Juro. Agora seja boazinha e não tente pular da minha janela porque lá embaixo só tem plantas e todas venenosas, hein!
Era óbvio que a parte de plantas venenosas era uma bela de uma mentira, mas tentou mesmo assim, porque estavam no primeiro andar e ele não queria ver Alicia se esborrachando lá no chão do gramado.
Suspirou fundo, o corpo ainda tremendo das risadas. Meu Deus, quando Matthew notasse que perdeu a irmã… voltou a rir alto, a mão apoiada na porta, mas levantou a cabeça, desencostando da porta.
- Agora vai, confessa, você preferia que eu tivesse ai dentro com você, tirando sua roupa, não era? Diz a verdade, Alicia. – E sim, ele estava única e exclusivamente disposto a irritar a sua prisioneira. – Confessa, Allie!
Era tudo tão bom que ele mal podia prestar atenção em qualquer coisa que não fosse rir.
Se Cole estivesse frente à frente com ela, certamente, ela já estaria tentando jogar vários objetos do quarto que estava nele. Alicia realmente estava pensando em pular da janela quando Cole disse aquilo, não acreditou sobre as plantas venenosas, mas tinha plena consciência que com a bebida, seu equilíbrio não deveria estar dos melhores, e como não estava no térreo da casa, seria perigoso, pois não queria quebrar nenhum osso seu.
Enquanto Cole ria da situação, Alicia virou-se de costas para a porta, se encostando nela, e fitando o ambiente que estava, não parecia ser um quarto de visitas ou coisa do tipo, possivelmente era o quarto de Cole, e no momento em que ele disse sobre roupas, Alicia nem prestou muita atenção em todas as outras palavras, mas sabia que era alguma tentativa de Cole para deixa-la irritada. — Roupa? Hm, deve ser... obrigada, Cole. — Falou em um tom sério tirando sua máscara e a jogando na cama, se afastando da porta e abrindo a primeira porta do guarda roupa, apesar do seu vestido ser bastante decotado, ele era londo e isso já estava causando um certo desconforto, sem falar no salto que estava calçando que também os tirou, deixando do lado da cama. Vestiu uma camisa branca, a primeira que encontrou, e nem se deu o trabalho de fecha-la, porque na verdade, tinha ido ao guarda roupa dele por outra motivo. Pegou todas as roupas dele que estavam penduradas pelo cabide e batendo a porta do guarda roupa com força, fazendo um estrondo, foi até a janela, começando a tacar peça por peça no gramado. Se Cole a conhecesse pelo menos um pouco, saberia que ela não tinha se conformado com o fato de estar ali e ficado quieta ou coisa do tipo.
Hell-come. @ Clairicia, flashback
Quando a jaula foi aberta e Claire recebeu informações de onde deveria ir por um equipamento de celular. Mal sabiam os humanos dentro daquele avião que ela podia colocar tanto peso no avião que o faria cair com toda a gravidade que era capaz de trazer para ele. Rua. Casa. Local. Quando chegou lá, todas as suas coisas estavam ali. Roupas, malas, itens, maquiagem. Abriu uma geladeira que ali tinha e estava repleta de alimentos. — Irônico. Eu mato meus pais e como brinde ganho comida, casa, e roupa lavada. — Gargalhou, jogando a cabeça para trás. Fechou a geladeira e revirou os olhos. Estava cansada, destruída por aquela jaula demoníaca que a prendera e a irritara tanto. Ela não queria aquilo nunca mais para a sua vida, se pudesse, quebraria todas aquelas malditas que estavam prontas com todos os tipos de defesa contra os poderes dela e de outros mutantes poderosos, cativos desta ilha que agora parecia uma cidade, já que o governo era acima de tudo um fornecedor de mantimentos para os mutantes que ali viviam. A culpa é toda deles, eu não teria virado uma aberração superpoderosa e russa se eu não tivesse visitado essa desgraça de cidade. Eu odeio Ohio. Foi só o que conseguiu pensar antes de adentrar o chuveiro, em que a água quente e deliciosa escorria por seu corpo nu, Saiu da água após fazer toda a sua higiene, e sentir o seu cansaço ir embora junto com o líquido transparente, inodoro e insípido que escorria pelos finos furos do chuveiro que ficava acima de sua cabeça.
Se secou e se enrolou na toalha, indo mexer em suas malas. Escolheu um belo vestido verde e que podia julgar ser um tanto curto, mas estava pouco se fodendo. Não tinha família para honrar, não tinha ninguém, estava só naquela ilha cheia de aberrações assim como ela, e odiava a todos antes mesmo de conhecê-los. Levou a mão fechada à boca para abafar duas tossidas que dera, pois a água estava muito quente antes, e o quarto parecia bem mais frio do que o banheiro. Após vestir o vestido que modelava perfeitamente seu corpo esbelto, secou os cabelos com seu equipamento que veio junto com suas malas, e deixou os belos cachos escuros no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído. Calçou um par de sapatilhas douradas, e finalmente na cabeça ia uma faixa dourada da mesma cor dos sapatos. O vestido não possuía mangas, e o início da saia era sinalizado por um tipo de cinto embutido que, por sorte, também era dourado.
Quando saiu na rua, finalmente, viu uma bela garota passeando do outro lado, desacompanhada. Seria bom fazer uma companhia para alguém, ainda que sua intenção não era jamais ser agradável ou educada, já que não tinha mais o que perder, e morrer ou não para a garota era algo desimportante. Levantou ambas as mãos, fazendo o vento começar a girar em torno dela, e fazendo com que algumas folhas que estavam espalhadas pelo chão se juntassem ao redemoinho, que ficou embaixo dela, e lhe deu suporte para ficar sentada com as pernas cruzadas sobre ele. Balançava um pouco, mas o vento sempre a amparava para qualquer lugar que pendesse com muita velocidade. Flutuou desse modo até a frente da garota. Estava a mais ou menos dois metros de distância na frente dela, flutuando sentada em seu mini-furacão. Sorriu para ela de um jeito tão falso que quase lhe dera nojo de si mesma. — Boa tarde. — Disse, enquanto seu redemoinho subia e descia abaixo dela, e fazia com que vários fios de seus cabelos subissem e descessem devagar e rápido, alternando em suas velocidades e alternando os cachos que iam para cima e para baixo.
Mais um dia de muitos já passado na ilha. Já havia passado um pouco mais de um mês que Alicia chegara na ilha, e ainda não tinha se acostumado com tudo aquilo, afinal, ser banida pelo governo e ser mandada pra uma ilha no meio do nada não era algo muito normal. No começo, Alicia até que estava bem, encarando aquilo como uma viagem, mas agora sua ficha estava realmente caindo, entendo que não sairia mais dali. A morena acordou tarde, como na maioria das vezes, acordar de manhã, não era algo que agradava Alicia, geralmente, quando acordava muito cedo, permanecia de mau humor um bom tempo durante o dia. Quando despertou, foi logo tomar um banho, para tirar a sensação de cansaço do seu corpo, porque já que dormiu mais do que o necessário, é natural que tivesse essa sensação.
Após o termino do seu banho, de dentro do seu quarto, a jovem Lawson ouviu um barulho de avião,primeiramente o som estava alto e depois foi se distanciando, certamente, era algum avião do governo, trazendo algo para ilha, alimentos, roupas, ou até alguém. Deu de ombros, voltando aos seus afazeres, vestindo uma saia godê vermelho com uma blusa tomara que caia branca com pequenas listras em azul marinho, nos pés, calçou sua sapatilha vermelha. Secou seus cabelos, os deixando liso e fez um rabo de cavalo alto logo em seguida. Decidiu dar uma volta, já que o clima parecia não estar tão ruim pra isso. Saiu da sua casa, andando pelas ruas sem realmente um rumo certo a ser seguido, resolvendo então ir até a praça da ilha nem que fosse apenas para ficar sentada em um dos bancos observando as pessoas, quando sentiu um vento um pouco forte do que estava sentindo antes e logo a imagem de uma garota em cima de um pequeno furação formou-se em sua frente. A primeira reação de Alicia foi sorrir, porque aquela cena lhe pareceu...interessante, ou até um pouco engraçada. O poder da garota parecia ser bom, tirando o o sorriso falso que ela tinha em seus lábios. Alicia estava um pouco acostumada com aquele tipo de garota, digamos até que as vezes, até ela era assim. — Boa tarde...— Retribuiu o cumprimento assim como o sorriso nada sincero. Nunca tinha visto a garota em toda a sua vida, tanto no lado sul quanto no norte. Claro que ela não conhecia todos da ilha, mas conhecia boa parte do pessoal do sul, e aquela que estava na sua frente, se mostrando com o seu poder, certamente não era do sul. — Você é a...? — Perguntou, levantando suas sobrancelhas, em um tom não muito simpático.
So give me reason to prove me wrong || Alicia & Cole
Cole não parou de caminhar até chegar na casa que dividia com Sebastian, Maureen e Emma, agradecendo mentalmente que ficava apenas duas quadras do centro recreativo. Logo abriu a porta, segurando Alicia com uma única mão, mas quando passou pela porta, a bateu com o pé.
- Pode gritar agora o quanto quiser, baby. – Falou enquanto pegava o caminho das escadas, indo em direção ao seu próprio quarto, sem pensar. Ele sabia que não podia ficar de frente para Alicia, mesmo que os dois tivessem claramente bêbados. O negocio era deixar ela isolada, mas como? No momento, a única solução que pensou era em deixa-la trancada em seu quarto, e foi o que fez.
Chutou a porta aberta de seu quarto, que bateu na parede com um estrondo, e logo entrou, indo em direção a cama e largando Alicia lá. Antes mesmo dela terminar de quicar na cama, levando-se em conta a força que ele empregara no ato de simplesmente deixa-la ali, ele virou as costas e logo se colocou andando pra a porta.
- Pode gritar, Alicia, mas eu aconselho você a não faz. Depois eu penso em um jeito de te trazer comida. Pode usar uma roupa minha, se quiser. – Logo ele passou pela porta e a segurou, pegando a chave e a trancando por fora com outro estrondo. – Você está presa aqui agora, Alicia!
Alicia já imaginava que Cole estivesse indo para a casa dele, contra a vontade dela. Ela poderia muito bem gritar para que ela o soltasse, mas correria o risco de que alguém a reconhecesse e conseguisse ligar os pontos de que havia mais pessoas do seu grupo no baile. E ser culpada por uma briga que certamente resultaria na morte de alguém, não era algo que ela tinha em mente. A vontade que tinha era de bater em Cole, mas sua posição atual não ajudava pra isso, fora que ele era mais forte que ela.
A unica coisa que surgiu em sua mente era de irritá-lo, mesmo que isso quase nunca funcionava, porque geralmente quem se irritava com mais facilidade ali, era Alicia. — Francamente, achei que fosse mais educado, porque me trazer pra cá como se fosse um primitivo, pra mim é novidade! — Aquilo com certeza não o irritaria, mas estava bêbada e não conseguia pensar em nenhum ofensa. Dito aquilo sentiu suas costas baterem no colchão da cama com força, vendo Cole se dirigir a porta falando alguma coisa da qual ela nem conseguiu prestar muita atenção. Se levantou da cama o mais rápido que conseguiu vendo Cole fechar a porta deixando ela lá. — O que vai fazer!? Me deixar aqui para amanhã de manhã me matar em praça pública!?— Perguntou quase que aos berros enquanto batia na porta, porque sabia que Cole ouviria. Claro que aquilo de matá-la em praça pública era um grande drama, mas não duvidava nada de que eles fariam algo com ela, e Alicia morta para eles não seria um má ideia.
So give me reason to prove me wrong || Alicia & Cole
Com toda a certeza do mundo, Cole se afastou de Alicia, abrindo os olhos e a olhando nos olhos. Por um segundo ele pensou que iria gritar para todos ouvirem que sim, o pessoal do sul estava ali, mas seu cérebro, mesmo entorpecido de tanto álcool, lhe alertava que provavelmente uma grande porcaria sairia disso. Ele não tinha alternativa a não ser deixar a garota ir, porque verdade seja dita, ele odiava Matthew, mas ele não odiava Alicia. Ela não merecia morrer pelos atos de seu irmão.
E foi ai que a ideia passou por sua cabeça.
Uma ideia tão boa, mas tão boa que ele não podia acreditar que tinha tido, e justo naquele estado de álcool.
- Alicia, só venha comigo. Eu preciso tirar você daqui antes que eles te reconheçam. – Foi tudo que falou, sua mão indo segurar a mão da garota, pronto para começar a caminhar entre as pessoas e a tirar dali. Logo se movia com destreza, passando entre elas, chegando na porta e começando a sair do lugar, os dedos entrelaçados entre os de Alicia.
Assim que uma lufada de ar da noite bateu nos dois, Cole não pensou mais: parou de caminhar e segurando a garota pela cintura, simplesmente a jogou sobre o ombro. As pessoas ali na porta olharam, espantar, mas era Cole com uma garota, o que havia para se espantar sobre isso? Ele estava com a “garota da noite”, só isso, enquanto na verdade ele sabia que a jogara sobre seu ombro pra não ter chance que ela usasse seu poder nele, começando a caminhar pela calçada e olhando para as pessoas, sorrindo.
- Boa noite, pessoal! – Sua voz levemente enrolada ajudava o disfarce do que ele estava fazendo na verdade.
Cole estava sequestrando Alicia Lawson e a levando com ele.
A atitude de Cole, foi no mínimo, estranha na concepção de Alicia. O fato dele querer tira-la de lá, por alguns segundos lhe pareceu um ato amigo, mas logo se lembrou que Cole não era seu amigo. Ele poderia muito bem pelo menos alertar alguém que o pessoal do sul estava lá, isso se ele tivesse pensado nisso, porque era obvio que Alicia não estaria ali sozinha. Mas mesmo assim o garoto não fez isso, apenas segurou sua mão para poder tirá-la dali, e Alicia o acompanhou até certo tempo, quando por fim pensou que alguma coisa estava errada, mas não deu muito tempo de se soltar porque o mesmo a pegou, jogando-a em seu ombro. Afinal, para onde ele estava a levando? Porque se era apenas para ela não ser vista por mais alguém, ele poderia muito bem mandar ela embora.
— Cole, me solta! — Disse em um tom ríspido, sendo bastante clara que estava sim, dando uma ordem. — Me solta, agora!— Repetiu, estava tentando usar seu poder, mas a bebida que estava em seu organismo realmente não colaborava.
Quando sóbria, podia muito bem mandar qualquer um fazer o que ela quisesse, e essa pessoa nem precisava estar olhando para ela, desde que ela estivesse a ouvindo e Alicia a vendo. Mas por algum motivo, quando estava bêbada, seus poderes se tornavam mais fracos, e suas ordens de nada adiantariam para Cole, que continuava a andar para onde ela não sabia.
Se seu irmão tivesse morrido, não faria o mesmo que o Sebastian?
É algo para se pensar, anôn. Talvez sim, mas eu não mataria pessoas que não tem nada a ver com a história, assim como eles fizeram.
Quem mataria primeiro do outro lado?
O primeiro que tentar me matar (?)
So give me reason to prove me wrong || Alicia & Cole
Se Alicia tivesse ficado calado ou prestado atenção no que falava, ela provavelmente teria engando Cole.
Ele fez uma careta – quase um pedido com o rosto, na verdade – quando notou a intenção da garota de se afastar. Alannah, ela disse ser o nome dela, gaguejando um pouco. Nome diferente, exótico. E tudo que a mente de Cole era imagina a garota a sua frente sem roupas, em sua cama, o cabelo espalhado por sua cama, e então veio aquele momento, aonde ela nem ao menos notou.
Claro que ele sabia que era conhecido, mas ela falar o nome dele daquela forma, daquela e somente daquela, deu um clique na cabeça de Cole. Sem pensar, ele estendeu a mão, segurou o braço de Alicia e a puxou de volta, depois dela depositar o seu copo na mesa, com um pouco de grosseira, mas, nada a ponto de a machucar ou ferir a delicadeza tez, só a fazendo voltar para ele, o corpo dela batendo contra o dele outra vez, e sua outra mão circundando a cintura dela imediatamente.
Não estava rindo, até porque, em sua cabeça, não havia motivo para rir, e logo sua cabeça se inclinou contra a da garota, que agora estava presa entre seus braços, os lábios se colando os dela quase que imediatamente, pressionando com força. Nem ao menos queria realmente aumentar o beijo, só queria ter certeza.
E teve.
A garota entre seus braços era Alicia.
Queria sair dali o mais rápido possível, em sua volta, ainda havia pessoas do sul, e o que fez de certa forma, prejudicava aqueles que não queria ser descobertos, porque claro, alguns estavam ali justamente para isso, esfregar na cara de algum nother que estava na festa, ou então fazer algum plano de vingança. Alicia não sabia muito bem o porquê de estar lá, mas se lembrava muito bem que saiu de casa nervosa com o motivo daquele baile. A ideia de fazer uma festa para comemorar a morte de alguém era, no mínimo, doentio, em sua opinião.
Conhecia Cole, e já imaginava que ele não desistiria de algo fácil, mas não imaginava que ele a alcançaria tão depressa, e muito menos que a puxaria daquele jeito. O que a fez lembrar do dia da trilha. Possivelmente, Cole já teria a reconhecido, mas mesmo assim existia uma dúvida em si, talvez, Cole realmente acreditou que ela era uma desconhecida e se nome era realmente Amanda, ou então, sabia que ela havia tentado o enganar e a beijou para mostrar isso. Se Cole tivesse descoberto sua identidade e ficasse furioso por ela estar ali, de certa forma, se Matthew estivesse presente ainda, a morena colocaria o irmão em risco. Não custava nada para o loiro chamar aqueles que tinham bons poderes para força-la a dizer o paradeiro do irmão naquele exato momento - mesmo ela não sabendo, ou então, fazer com que eles o caçassem. Matar ela ali também não seria um má ideia, e poderia ser usado como desculpa para uma nova festa.
Alicia manteve seus lábios pressionados contra os dele por alguns segundos, logo os separando, mas ainda mantendo seu rosto bem próximo, sem pronunciar uma palavra se quer, apenas esperando alguma reação do loiro.