Quando penso em amor, encontro a definição em você. Você que eu amei demais, que eu quis ver feliz mesmo esta sendo a minha maior dor. Amor, esteja profundamente feliz aonde estiver, te guardarei no fundo da alma que você ensinou a brilhar.
Versomeu
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Quando penso em amor, encontro a definição em você. Você que eu amei demais, que eu quis ver feliz mesmo esta sendo a minha maior dor. Amor, esteja profundamente feliz aonde estiver, te guardarei no fundo da alma que você ensinou a brilhar.
Versomeu
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A doença do pássaro
Às vezes me sinto uma criança chorona desamparada. Não por achar que sou menos, ou mereço menos, mas por às vezes não me sentir capaz de lidar com as minhas próprias dores internas. Acho que a gente junta tantas dores durante tantos anos que uma hora simplesmente a gente sucumbe e espera que elas sumam ou no pior dos casos nos enterrem em seus mártires. Mas eu ainda existe uma chama que não me deixa afundar, fogo que arde e faz quer levantar, voltar a viver de verdade. Sei existe força suficiente, mas tem dias que a única coisa que queria era pular essa parte da minha vida e ir para o lugar onde eu tenho minhas próprias coisas, minhas próprias escolhas, meus próprios quereres. Um pássaro livre adoece quando preso em uma gaiola sem poder ter a escolha da liberdade. Me sinto presa em minha própria casa, onde costumava me sentir segura, agora eu sinto que preciso voar só assim meu pesar sumira e me tornarei plena como nasci pra ser.
O coração é um caçador solitário com apenas um desejo: encontrar algum ultimo conforto nos braços de outro.
A menina sem qualidades.
De onde muito se espera é que não surge nada . O amor prefere se aproximar dos destraídos.
Martha Medeirios. (via decifrei)
Já está na hora, hora de ter alguém ao meu lado... Mas é difícil, eu não quero qualquer alguém... E o alguém que eu quero, ainda não encontrei. Aquele alguém que não me convide para as baladas do finde, mas que me leve para ver o pôr do sol e esperar pela primeira estrela. Quero sim que ele me chame para dar uma volta, mas não com seu idolatrado carro, quero que ele segure minha mão e caminhe sem saber para onde, simplesmente caminhe, caminhe sem deixar de sorrir. Alguém que ande pela rua com aquele olhar de deslumbrado e que se encanta quando vê um pássaro cantar. Alguém que olha nos olhos, sorri e cumprimenta quem passa, mesmo sem conhecer. Alguém que ao invés de assistir TV, prefira ler poesias, ou quem sabe até escrevê-las... e quão feliz eu seria se eu pudesse ser sua inspiração. Quem sabe ele até tenha um violão e prefira cantar ao invés de recitar... E nos fins de semana me chame para viajar, mas que não me leve para o hotel e os lugares mais caros, me leve apenas para debaixo das estrelas, onde nos abraçaremos à luz de uma fogueira e depois de passar um bom tempo olhando a lua, dormiremos numa barraca ao som dos grilos e corujas da montanha. Mas se preferir, podemos acordar com o som do mar numa praia deserta e correr descalços na areia até as rochas onde sentaremos e contemplaremos o nascer do sol. Eu não quero celular, sapatos, joias, carros ou aqueles buquês enormes e caros de presente. Quando quiser me dar flores, colha uma no seu jardim e me dê, pra mim será a flor mais especial do mundo. Mas quando quiser me dar outro tipo de presente, pense em algo simples, muito simples, como por exemplo, desenhar um coração num pedaço de papel e me entregar sorrindo. Que não me convide para jantar no restaurante chique da cidade, mas que faça nosso jantar. E não se preocupe se não souber cozinhar, eu vou ensinar... Cozinharemos juntos. Quero alguém que goste de conversar e que não tenha medo ou vergonha de falar sobre qualquer coisa. Se for um problema, me conte! Quem sabe não possamos resolvê-lo juntos. Alguém que me deixe sempre ajudar, porque quando eu precisar de ajuda será sempre a primeira pessoa a quem irei recorrer. Eu não quero alguém que fique toda hora dizendo “Eu te amo”. Que não diga! Que demonstre e me faça sentir o amor. Se não for querer demais, ele bem que poderia ter barba, é! Aquela barba negra, macia e delirantemente linda. Eu amo esse ar de naturalidade que passa uma barba à fazer. Alguém que goste de rir, que ria de tudo, que não tire o sorriso dos lábios, mas que não apenas ria, que carregue consigo a felicidade e o prazer de viver. Só que se sentir vontade de chorar, que chore sem medo. Alguém que ame e dê valor a família, aos amigos, animais, ao seu planeta. Alguém que procure uma lixeira para jogar o chiclete e o papel de bala. Eu só quero alguém que se apaixone e me faça apaixonar todos os dias, alguém que me surpreenda sempre, que me tire do sério e depois me faça rir. Apenas uma pessoa simples e humilde... Sinceramente? Aguardo ansiosamente por ti, por favor, não demore a me encontrar. p.s. Não esqueças de trazer a chave! A chave que só você tem. O amor está gritando por liberdade!
Dyeniffer Packer Eigenstuhler
E o cansaço já passou de físico, por vários momentos eu já sabia que é emocional. A carga de não ter pra quem voltar no fim do dia, de não ter um abraço pra te segurar, de não ter a pergunta de como foi o seu dia… Pesa demais, estraçalha o coração e quebra a alma. É uma dor que nenhum remédio pode curar, apenas o amor que eu não tenho. Minha beleza no fim das contas se tornou minha maldição. Não conheço o amor e meu maior sonho e vontade hoje, é conhece-lo, senti-lo com toda a verdade e certeza que ele possa causar.
Talvez se eu não tivesse começado tudo errado, teria feito diferença? E se... espera, não vale mais a pena. Passou. Mais meu maior arrependimento ainda vai ser nunca ter te dito o quanto eu te amei e talvez lá no fundo ainda ame um pouco.
Conheço uma pessoa que me deve 150 reais até hoje. Mas dinheiro é apenas um detalhe, naquela época estávamos muito ocupadas estando altas em uma festa qualquer sendo aquilo que deveríamos ser: jovens, inconseqüentes que acham que a vida todos os dias era uma festa. Mas isso foi a muito tempo atras, em outro tempo, em outra época, quando ainda éramos apenas crianças que se consideravam adultas.
Maryanne Tôrres.
Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.
Chico Xavier.
Eu te peço perdão por te amar de repente. Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos das horas que passei á sombra dos teus gestos. Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos das noites que vivi acalentado pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo. Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente. E posso te dizer que o grande afeto que te deixo não traz o exaspero das lágrimas, nem a fascinação das promessas nem as misteriosas palavras dos véus da alma... É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias. E só te pede que te repouses quieta, muito quieta e deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
Ternura - Vinícius de Moraes.
Memorias de mais uma tarde com você...
E mais uma vez estávamos ali, deitados no sofá enorme da sua sala deixando a preguiça bater, aconchegados em um forte abraço. Deitada sobre seu peito sentia seu coração bater acelerado, quase descompassado, como se dissese: ''Ei, estou feliz por ter você aqui! Perto do meu peito, no calor de meus braços, na companhia do teu abraço.''
Eu repousava minha cabeça calmamente no teu peito, com uma das mãos acariciava seu abdômen. Como eu gostava desses momentos doces e ilusórios que só a gente criava. Ou melhor, que só eu criava, porque aquele sofá pra você já tinha muitas histórias e muitos cheiros, e pela primeira vez que cheguei, já senti que o perfume ali não era o meu. Não quero quebrar o doce encanto dessa memória quase perfeita com seus desacertos despreocupados.
Depois daquela maravilhosa tarde, que transbordamos amor pelos poros de nossas peles e pelos sussurros safados ao pé do ouvido, terminamos ali, calmos, aconchegados, no encontro de almas que acontecia entre nos dois. Acabei adormecendo por alguns segundos, o dia havia sido cheio, difíceis manhãs que me faziam correr pro teu colo pelas tardes. O cansaço me vencia na maioria das vezes mas não me sentia vulnerável. Pelo contrario, eu estava protegida sobre teu olhar terno e acolhedor.
Enquanto dormia, teus olhos curiosos me observavam. Fitavam cada pedaço do meu corpo, cada fio de cabelo, cada suspiro que eu dava, com o instinto protetor indescritível. Como se fotografasse cada movimento involuntário, enquanto me perdia no mundo de meus sonhos. Filmava tanto, que sabia até dizer cada sensação que eu tinha enquanto dormia em seus braços.
Aqueles olhos de cafajeste, o abraço seguro, as mãos carinhosas e viris, os beijos doces desesperados e aquela constante vontade insaciável de me perder em você. Sabia exatamente como me manipular e me desconcertar completamente. Não sei se por diversão, por realmente gostar ou por medo de perde a única que realmente estava ali o tempo todo pra você.
Ele não mudou de posição. Continuava ali, imóvel me observado entre meu adormecer e acordar. Parecia preocupado em me deixar confortável mesmo que não fosse para ele. Respiração falha nos meus cabelos, leve sorriso nos lábios que faziam os meus acompanharem em um sincronismo quase mágica.
- Acorda bela adormecida, hora de voltar pra realidade.
Me apertava levemente em seus braços dando-me um beijo leve e carinhoso na testa enquanto eu realmente acordava. Não queria sair dali, do nosso lugar seguro e quente. Mas eu realmente tinha que ir, não podia viver o dia inteiro de fantasias. Pelo menos não pelas manhãs, somente pelas tardes e noites estendidas.
- Te deixei confortável?
Eu tinha um sorriso bobo no rosto, e os olhos brilhantes assim que encontrava os seu olhar. Olhos oblíquos que as vezes me parecera disfarçar a paixão que teimava em transborda, mas que logo desviava o olhar para esconder.
- Eu estava bem... Hora de te deixar em casa.
Lá vinha o espirito cigano que adorava quebrar nossos momentos. Dei de ombros, sabia que a partir daquele momento não era mais ele que se encontrava ali, mas sim teu lado sombrio. Evitando olha-lo, levantei rapidamente procurando minha bolsa e sapatos. Distraída, tentava me recompor, já ele me surpreendia com aquele clássico beijo apaixonado.
Como não me encantar novamente? Mas o que aquilo significava? Não fazia sentido. Ou os olhos mentiam ou a boca enganava e seduzia. Eu não me importava mais, já havia me perdido naquela mistura de emoções e sensações. Não me lembrava mais de quem eu era, só de estar ali com aquele que me hipnotizava.
Maryanne Tôrres.
Desisti. E essa é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero. Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Agora, não quero mais nada. De verdade. Não vejo o que é feio e o que é bonito. Não ligo se a faca tirar uma lasca do meu dedo na hora de cortar a maçã. Não ligo pra dor. Pro sangue. Pro desfecho da novela. Se o trânsito parou, não buzino. Se o brinco foi pelo ralo, foda-se. Deixa assim. A vida é assim. Não brigo mais. Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. Eu quero não sentir. Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care.
Tati Bernardi (via p0etizo)