florence comemorou abertamente em um gritinho e pulinhos de alegria mediante a concordância dele. estava feliz por vê-lo novamente nas pistas, e também por ter conseguido mexer os pauzinhos para que aquilo acontecesse. afinal, o sr edward montgomery era fã de corridas automotivas, e florence, por consequência, crescera as assistindo. e, podia até não entender tudo do esporte, mas sabia o que considerava mais importante: torcer. amava a adrenalina e a imprevisibilidade que fazia das manobras arriscadas ou o movimento perfeito, ou então, o fim da linha. “como sua fã número um, eu ficarei honrada.” devolveu em uma piscadela a ele, e então mediante o convite, o acompanhou no andar “go get us the first place, pretty boy.” sussurrou, em seguida estalando um beijo de boa sorte que ficou marcado de batom na bochecha alheia “estarei te esperando quando você ganhar.”
Ele sorriu quando ela lhe deu o beijo na bochecha, porque gostou daquela sensação. Não ousou tocar onde os lábios dela estiveram, para não deixar que a marca saísse. Adoraria exibí-la no pódio, se chegasse em uma das primeiras posições. ❝ Até o pódio ❞ ele disse, como uma promessa que não poderia manter.
Em seguida, a correria começou. Os últimos ajustes da equipe para qual ele correria. Ele colocou o macacão anti-chamas e a balaclava, sentando-se finalmente no carro preto e amarelo, colocando o capacete em seguida. O carro foi ligado com um barulho ensurdecedor, e Léo confiou na equipe para que tivessem dado um corta-ruídos para Florence.
Assim, a primeira volta começou. Era um circuito que lembrava bastante Mônaco por ser nas ruas do Brooklyn, mas havia bem menos voltas perigosas, sendo também mais tranquilo. A primeira volta era apenas para decidir o grid da corrida, baseado em quem fazia o circuito em menor tempo. Léo conseguiu o terceiro lugar, significando que largaria na terceira posição. Após essa primeira volta de teste, os pilotos seguiram para as posições que foram decididas pelo tempo, e Léo posicionou o seu carro na P3. Quando finalmente a corrida deu inicio, ele acelerou. Fez uma boa largada, mas passou por perrengues na primeira volta, conseguindo escapar de uma batida entre dois carros perto de si, mas tocando o pneu com um quarto carro, que o fez quase rodar na pista. Ótimo, Léo, estrague tudo na sua volta às corridas, deixe sua equipe orgulhosa, yupee. Felizmente a sorte estava do seu lado, e ele conseguiu não sair da pista. Mais algumas voltas, e ele fez sua primeira ultrapassagem, pegando o segundo lugar para ele, esperando que a arquibancada estivesse vibrando com isso -não conseguia ouvir por conta do barulho dos carros e também pelo rádio em seus ouvidos que lhe ligavam com a equipe dos boxes. Mais algumas voltas -era uma corrida relativamente curta- e ele estava colado com o primeiro lugar. Ele conseguia ver a bandeira quadriculada pronta para ser balançada, e foi aí que ele conseguiu ultrapassar o único carro na sua frente, pegando o primeiro lugar na corrida talvez uns três segundos antes de cruzar a linha de chegada. Ele gritou no rádio, assim como a equipe. Deu mais uma volta na pista, desacelerando e comemorando internamente. Léo podia jurar que poderia chorar ali mesmo.
Em seguida, guiou o carro até perto de onde estava o pódio, e pegou o troféu que prepararam para a ocasião. A equipe da Renault estava em volta, assim como as duas outras equipes do segundo e terceiro lugar. Léo largou o troféu aos seus pés e abriu o champanhe, chacoalhando-o e bebendo um gole antes de começar a chuva da bebida com os outros dois ganhadores, e em seguida apontar a garrafa enorme para Florence, quando conseguiu a distinguir no meio da equipe. Não demorou para que a comemoração se acalmasse, e ele se aproximou de Florence, enxarcado de champanhe, passando a mão nos fios castanhos, os olhos verdes brilhando de adrenalina, as mãos ainda tremendo levemente, e o sorriso estampado nos lábios. ❝ Eu acho que essa é a melhor sensação do mundo ❞ ele disse, rindo baixo quando estava perto dela, para ser ouvido. ❝ Eu tenho que admitir, não acredito que venci mesmo ❞