MORFOSSINTAXE APLICADA DA LÍNGUA PORTUGUESA
Capacitar o aluno para compreender os diferentes tipos de sujeitos e predicados.
Resolver exercícios escritos de sujeitos.
Resolver exercícios escritos de predicados.
Uma aula expositiva dialogada sobre sujeitos extraídos do livro didático Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha).
Uma aula expositiva dialogada sobre predicados extraídos do livro didático Gramática do Português Contemporâneo (Celso Cunha).
Uma bateria de 4 exercícios extraídos do livro didático Novíssima Gramática da Língua Portuguesa (Domingos Paschoal Cegalla).
SÉRIE: 1º ano do ensino médio.
TEMA: Tipos de sujeito e predicado.
QUANTIDADE DE AULAS: 03 aulas de 50 minutos.
MATERIAL: Cópias xerográficas para todos os alunos contendo tema abordado e exercícios propostos.
Através de uma apresentação dinâmica e interativa serão apresentados os temas a serem trabalhados em sala de aula que servirão como uma base interessante para que sejam explicitados os diferentes tipos de sujeitos e predicado. Os alunos deverão participar com o professor através de perguntas/respostas em voz alta, o conteúdo será sempre contextualizado para o dia a dia do aluno para tornar a aula mais divertida e envolvente.
A partir dos textos o professor deverá selecionar trechos para explicar na lousa os tipos de sujeito e predicado, construindo assim o conhecimento conjunto.
Serão aplicados exercícios os quais deverão ser feitos individualmente no caderno.
Todos os exercícios deverão ser corrigidos em sala com a participação dos alunos para que as dúvidas sejam levantadas e explicadas à todos.
Verificar se o aluno compreendeu a estrutura morfossintática dos termos essenciais da oração (sujeito e predicado).
1º AULA: Sujeito e predicado
São termos essenciais da oração o sujeito e o predicado.
Sujeito é o ser sobre o qual se faz um declaração.
Predicado é tudo aquilo que se diz do sujeito.
O galo velho olhou de novo o céu. (M. Palmério)
predicado: olhou de novo o céu.
Apesar de serem termos essenciais da oração, o sujeito e o predicado não precisam vir materialmente expressos. Assim, nos exemplos:
Adormeci num grande desânimo. (A. F. Schmdt)
No céu azul, dois fiapos de nuvens. (A. F. Schmdt)
o sujeito de adormeci é eu, indicado apenas pela desinência verbal. No segundo exemplo, é o verbo da oração que está subentendido.
Diz-se, conforme o caso, que o sujeito ou o predicado estão elípticos ou ocultos.
Os sujeitos da 1º e 2º pessoa são, respectivamente, os pronomes pessoais eu e tu, no singular; nós e vós (ou combinações equivalentes: eu e tu, tu e ele, etc.), no plural.
Os sujeitos da 3º pessoa podem ter como núcleo:
Fabiano contava façanhas. (G. Ramos)
b) os pronomes pessoais ele, ela (singular); eles, elas (plural):
Ele se irá, creio, mas ficará ela. (M. De Assis)
c) um pronome demonstrativo, relativo, interrogativo, ou indefinido:
Aquilo é terra benta. (J. C. de Carvalho)
Qual é o caminho que leva ao teu país? (R. Couto)
Quem encabeçou o movimento? (A. De A. Machado)
Ninguém traz a menor notícia. (A. M. Machado)
Onde comem dois comem três. (G. Ramos)
e) um palavra ou uma expressão substantivada:
O humilde não teme julgamento alheio. (G. Amado)
O por fazer é só com Deus. (F. Pessoa)
É provável que ela case outra vez. (M. De Assis)
Quando o sujeito tem apenas um núcleo, isto é, quando o verbo se refere a um só substantivo, ou a um só pronome, ou a um só numeral, ou a uma só palavra substantivada, ou a uma só oração substantiva, o sujeito é simples. Esse o caso dos sujeitos atrás mencionados.
É composto o sujeito que tem mais de um núcleo, ou seja, o sujeito constituído de:
a) mais de um substantivo:
Vozes, risos e palmas vieram lá de baixo. (E. Verissimo)
E assim galgamos ele e eu o rochedo. (J. Ribeiro)
c) mais de uma palavra ou expressão substantivada:
Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração. (C. D. de Andrade)
Passavam devagar, em fila, seis ou sete. (G. Amado)
Era melhor esquecer o nó / e pensar numa cama igual à de seu Tomás da bolandeira. (G. Ramos)
SUJEITO OCULTO (DETERMINADO)
É aquele que não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado:
a) pela desinência verbal:
Gosto de chuva, Pedro. (L. Jardim)
O sujeito de gosto, indicado pela desinência –o, é o pronome eu.
b) pela presença do sujeito em outra oração do mesmo período ou de período contíguo:
O funcionário riu com esforço, e despediu-se enojado. Entrou numa livraria. (A. M. Machado)
O sujeito de riu e despediu-se é o funcionário, mencionado apenas na primeira oração, antes de riu. E é também o sujeito do verbo entrou, pertencente ao período seguinte.
Quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação, ou por não haver interesse no seu conhecimento, diz-se que o sujeito é indeterminado. Nestes casos, põe-se que o sujeito é indeterminado. Nestes casos, põe-se o verbo:
a) ou na 3ª pessoa do plural:
Anunciaram que você morreu. (M. Bandeira)
b) ou na 3ª pessoa do singular, com o pronome se:
Não se falava dele no Ateneu. (R. Pompeia)
Não deve ser confundido o sujeito indeterminado, que existe, mas não se pode ou não se deseja identificar, com a inexistência do sujeito.
Em orações como as seguintes:
Chove. Anoitece. Faz frio.
interessa-nos o processo verbal em si, isto é, o predicado, pois este não se refere a nenhum sujeito, já que não atribuímos a nenhum ser. Diz-se, então, que o verbo é impessoal; e o sujeito, inexistente.
Eis os principais casos de oração sem sujeito:
a) com verbos ou expressões que denotam fenômenos da natureza:
De noite choveu muito. (J. Montello)
b) com o verbo haver na acepção de “existir”:
Há flores, vidros, luz e sombra na casa das seis mulheres. (R. Braga)
c) com o verbo haver, quando indica tempo decorrido:
Já estou aqui há dois dias. (J. G. Rosa)
d) com os verbos ser, fazer e ir, na indicação de tempo em geral:
Era inverno na certa no alto sertão. (J. L. do Rego)
Aí vai esse poema escrito faz um ano. (M. de Andrade)
Vai para uns quinze anos escrevi uma crônica do Curvelo. (M. Bandeira)
O predicado pode ser nominal, verbal ou verbo-nominal.
O predicado nominal é formado por um verbo de ligação + predicativo do sujeito.
Os verbos de ligação servem para estabelecer a união entre duas palavras ou expressões de caráter nominal. Não trazem propriamente ideia nova ao sujeito; funcionando apenas como elo entre este e o seu predicativo.
Os verbos de ligação podem expressar.
O fato é vulgaríssimo. (E. da Cunha)
Os caboclos estavam desconfiados. (G. Ramos)
Fiquei sensilibizadíssimo. (D. S. Queirós)
d) continuidade de estado:
O rapaz continua indeciso. (C. D. de Andrade)
Os olhos pareciam um posta de sangue. (J. A. De Almeida)
2. O predicativo do sujeito
Predicativo do sujeito é o temo do predicado nominal que se refere diretamente ao sujeito.
Pode ser representado por:
a) substantivo ou expressão substantivada:
Eras marido e filho? (M. Bandeira)
Não, eu não era o 301. (F. Sabino)
b) adjetivo ou locução adjetiva:
Ele ficou pasmo, sem palavras. (C. D. de Andrade)
Nunca fora nada na vida... (M. Lobato)
Duas são as representações elementares do agradável realizado. (R. Pompeia)
O pior é que parti os óculos. (O. L. Resende)
O predicado verbal tem como núcleo, isto é, como elemento principal da declaração que se faz do sujeito, um verbo significativo.
Verbos significativos (ou nocionais) são aqueles que trazem uma ideia nova ao sujeito. Podem ser intransitivos e transitivos.
Cedo, a noite caía. (J. Montello)
verificamos que a ação está integralmente contida na forma verbal caía. Tal verbo é, pois, intransitivo, ou seja, não transitivo: a ação não vai além do verbo.
- Não tenho dinheiro. O Senhor te abençoe. (M. Bandeira)
vemos que as formas verbais tenho e abençoe exigem uma palavra para completar- lhes o significado. Como o processo verbal não está integralmente contido nelas, mas se transmite a outro elemento (o substantivo dinheiro e o pronome te), esses verbos se chamam transitivos.
Os verbos transitivos podem ser diretos, indiretos, ou diretos e indiretos ao mesmo tempo.
1. Verbos transitivos diretos
Abrirei o portão. Verei meu filho? (O. Lins)
a ação expressa por abrirei e verei se transmite a outros elementos (o portão e meu filho) diretamente, ou seja, sem o auxílio de preposição. Por isso, são chamados transitivos diretos, e o termo da oração que lhes integra o sentido recebe o nome de objeto direto.
2. Verbos transitivos indiretos
A população da Vila assistia ao embarque. (M. Palmério)
Um poeta, na noite morta, não necessita de sono. (C. Meireles)
a ação expressa por assistia e necessita transita para outros elementos da oração (embarque e sono) indiretamente, isto é, por meio das preposições a e de. Tais verbos são, por conseguinte, transitivos indiretos. O termo de oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto denomina-se objeto indireto.
3. Verbos transitivos diretos e indiretos
Capitu preferia tudo ao seminário.
Não lhe arranquei mais nada. (M. de Assis)
a ação expressa por preferia e arranquei transita para outros elementos da oração, a um tempo, direta e indiretamente. Por outras palavras: estes verbos requerem simultaneamente objeto direto e objeto indireto para completar-lhes o sentido.
Como há verbos que se empregam ora como de ligação, ora como significativos, convém atentar sempre no valor que apresentam em determinado texto para classificá-los com acerto. Comparem-se, por exemplo, as frases:
Estavas pensativa. Estavas no colégio.
Andei muito feliz. Andei dez quilômetros.
Fiquei assustado. Fiquei em casa.
Continuamos alegres. Continuamos o passeio.
Na primeira coluna, os verbos estar, andar, ficar e continuar são verbos de ligação; na segunda, verbos significativos ou nocionais.
Não apenas os verbos de ligação se constroem com predicativo do sujeito. Também verbos significativos podem ser empregados com ele.
As fisionomias respiram aliviadas.... (L. Barreto)
o verbo respirar é significativo, e aliviadas refere-se a fisionomias, de que é uma qualificação.
A este predicado misto, que possui dois núcleos significativos (um verbo e um predicativo), dá-se o nome de verbo-nominal.
Variabilidade de predicação verbal
A análise da transitividade verbal é feita de acordo com o texto e não isoladamente. O mesmo verbo pode estar empregado ora intransitivamente, ora transitivamente; ora com objeto direto, ora com objeto indireto. Comparem-se estes exemplos:
Perdoai sempre [=intransitivo]
Perdoai as ofensas [=transitivo direto]
Perdoai aos inimigos [=transitivo indireto].
Perdoai as ofensas aos inimigos [=transitivo direto e indireto].
1. (UFU- MG) Assinale a única alternativa em que a palavra em destaque não está determinando o sujeito:
a) “Achei-o um pouco abatido. Mais magro”. (G. Rosa)
b) “E a enchente crescia. O caudal, barrento, oscilava aos golpes...” (G. Rosa)
c) “João do Quintiliano saiu furioso.” (G. Rosa)
d) “...fitou-me com um olhar novo, quase prometedor. Fiquei sério.” (G. Rosa)
e) “O caixeiro-viajante sairá assombrado. (J. Amado)
2. (UCDB-MT) “A frequência com que se desmontam boas comissões técnicas em função das meras preferências pessoais do treinador é assustadora.” (Juca Kfouri)
O sujeito do verbo desmontar é:
a) boas comissões técnicas
c) preferências profissionais
3. (FGV-SP) Assinale a alternativa em que o pronome você exerça a função de sujeito do verbo sublinhado.
a) Cabe a você alcançar aquela peça do maleiro
b) Não enchas o balão de ar, pois ele pode ser levado pelo vento
c) Ao chegar, vi você perambulando pelo shopping center da Mooca.
d) Ei, você, posso entrar por esta rua?
e) Na Estação Trianon-Masp desceu a Angelina; na Consolação, desceu você.
4. (UFRN) Considerando a oração que se destaquem também as desigualdades étnicas, marque a opção correta:
a) O verbo está no plural para concordar com a expressão as desigualdades étnicas.
b) O verbo encontra-se na 3ª pessoa do plural porque o sujeito é indeterminado.
c) A expressão as desigualdades étnicas exerce função sintática de objeto direto.
d) O vocábulo étnicas exerce função sintática de complemento nominal.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa – Companhia Editora Nacional - 48º Edição, 2008 p. 683
CUNHA, Celso. Gramática do Português Contemporâneo – Lexikon – 2ª Edição, 2013 pg. 84-93
CHRISTIAN GASPAR DE BEM R.A. B8015G-2 LETRAS
DENISE CRISTINA LOPES DOS SANTOS R.A. B800DA-6 4º SEMESTRE
MARCOS RODRIGUES REIS R.A. A39569-5 CAMPUS: MARQUÊS