Hey Pumpkin, por que está me olhando com essa cara? Eu estou com alface no dente ou algo assim?

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@lexiebarks
Hey Pumpkin, por que está me olhando com essa cara? Eu estou com alface no dente ou algo assim?
Meus truques para escapar de broncas são sempre muito efeitovos. You can’t resist my pretty smile. Hey, easy tiger. Quando você começa a falar assim logo quer socar alguém, e vamos tentar dessa vez não apelar para a violência. Somos pessoas pacificas lembra? Okay, I’m the sun.
Na verdade, tenho você para bater neles. É bom ter uma amiga que eles tem medo. Tem que se inteirar mais. Como eu vou ter acesso as noticias quando estiver depressiva na cama? Falando nisso, sabe que dia hoje? Dia internacional de arrumar o cabelo da Lexie. Quantos anos seu cabelo não vê uma escova? C’mon. Deixa eu me distrair um pouco.
Isso não é justo, ainda vou achar uma forma de ficar imune a isso, ouviu? Você nem mesmo me deixou terminar o discurso que tinha na minha cabeça! Eu já quero socar alguém desde que me falaram que você estava aqui chorando porque sabia justamente o motivo, mas achei que seria mais útil aqui do que pendurando aquele idiota pelas pernas na torre de Astronomia. Você é a pacífica da dupla e quem me impede de ser presa por assassinato. Isso mesmo, boa menina.
É, também. Na verdade foi isso que quis dizer quando disse “lidar” sabe, porque essa é basicamente a única maneira que eu conheço. E gritar também, o que surte quase o mesmo efeito. Ah não, me inteirar exige muita socialização, e você tem um dom de se inteirar sozinha das coisas sem precisar de mim. Não fale assim, eu o penteei anteontem... Ou foi no dia anterior? De qualquer forma, pra quê pentear todos os dias? Você sabia que no Marrocos as mulheres só penteiam o cabelo em ocasiões especiais? Tudo bem, se isso te faz feliz, eu deixo você pentear. Mas não se acostume.
Eu posso ter um problema de ter várias recaídas. Tenho mal gosto, e tudo mais. Pode continuar falando. Sou uma péssima pessoa, não mereço os amigos que tenho, eu deveria ter aprendido na primeira vez que ele não se importava e tudo mais.
Sei disso. Eu só não sei lidar com meus sentimentos. I’m a mess, remember? You promised you loved me even with my bad habits. Agora, por favor, diz que tem alguma fofoca ou boa notícia. Estou cansada de todo meu drama.
Não, Clara... Não faça essa carinha, eu não consigo te dar bronca quando você faz essa carinha, sabia? Ele é que não merece você... Ugh, essa é a pior coisa a se dizer, eu sei. Você não é uma péssima pessoa, Clara McPhee, não ouse dizer isso. Você é minha melhor amiga e ninguém pode dizer uma coisa dessas sobre a minha melhor amiga, eu não vou deixar. He can go suck it, you are the sun, okay?
Eu sei disso, e é por isso que você tem a mim, pra te ajudar a lidar com eles. And I still love you even with all those bad habits and when you are a total mess. Fofoca? Vamos ver... Não lembro de nenhuma agora, me desculpe, sou desatenta demais pra esse tipo de coisa.
Por que você tá tão bolada comigo? Foi só uma recaída na festa. Não vai acontecer de novo. Eu acho.
Não fique tão brava comigo. Vem cá, tem espaço para nós duas.
Só uma recaída, Clara? Você sempre diz que é só uma recaída, aí vai lá e fica com ele de novo, mesmo sabendo que isso vai te machucar. Não, eu estou te dando uma bronca, não vou.. Tudo bem, você venceu.
Eu só quero seu bem, sabia disso, moça?
You are so negative, Alexandra.
Nesse mundo você provavelmente me assassinou ao me jogar da Torre de Astronomia, I get it. Já estou até mesmo ficando habituado com suas ameaças, veja bem. Esquecer que existes me parece algo difícil, temo que não possa cumprir com essa parte em sua fantasia de um mundo ideal, então vai ter que sujar suas próprias mãos com meu sangue se quiser se livrar da minha companhia. I know that, it was a joke. I know you don’t know it as normal people do, but I tried hard to make you laugh and failed.
Você nunca se cansa de ser um maldito incômodo, O’Connor?
Olha só, até que você é mais esperto do que eu imaginava, inclusive muito obrigada por me fazer reviver esta visão de você caindo da Torre de Astronomia, é realmente algo do qual me faz me sentir muito bem ao pensar. Nunca me iludi achando que isso viria a acontecer afinal, te conheço bem o suficiente para saber que você nunca faria algo que me desse algum tipo de satisfação, mas também não se iluda achando que eu tenho medo de sujar minhas próprias mãos para me ver livre de você, a sua presença já me incomodou por tempo demais. You tried to make me laugh? Oh please, don’t be so fucking ridiculous, you couldn’t care about another person's joy if your life depended on it.
And when are you “in the mood”, Alexandra? Não me faça rir, se eu fosse me afastar toda vez que você me pede para fazê-lo, nunca terias o prazer de minha companhia. But here I am, standing by you even when you ask me not to, isn’t that a wonderful and kind thing to do?
For you? Never. And don’t you fucking call me Alexandra.
Prazer só se for em seu mundo distorcido e completamente paralelo. Eu consigo perfeitamente me ver em um mundo sem a sua irritante companhia, na verdade esta me é uma perspectiva bastante agradável, não há nada que eu possa fazer para torná-la real e você simplesmente esquecer que eu existo? Nothing about you is wonderful or kind, don’t be so deluded.
Not in the mood, O’Connor. Stay away.
Best friends don’t have to pretend || Clexie
Lexie sempre fora uma pessoa calma até a página dois. Se orgulhava completamente do seu controle sobre si mesma e sua falta de impulso relacionado a qualquer tipo de sentimento que fosse. Até certo ponto de sua vida, não havia nada que a fizesse perder a calma a ponto de querer bater em uma pessoa, mesmo que fosse perfeitamente capaz disso graças as artes marciais que aprendera em uma das várias viagens com a mãe. Também não era influenciada a tomar atitudes precipitadas e estúpidas pela influência de momentos de euforia, o que a fazia se sentir muito feliz, principalmente ao ver as confusões que seus colegas se metiam quando organizavam as famosas festas da Hufflepuff. Porémnem sempre era agradada por aquilo, já que sentia que estava perdendo uma parte de sua juventude, a irresponsabilidade e o sentimento de culpa que vinha depois de uma atitude tomada precipitadamente. E por isso ela se jogava de cabeça nas maluquices que entrava. Ia a todas as festas, bebia o máximo que conseguia, era a última a sair da pista de dança e tentava não pensar demais antes de fazer as coisas, apenas fazia. Gostava daquela sensação, de estar fazendo algo pelo sentimento e não pela consequência, e isso a satisfazia.
Porém, mesmo que quisesse, havia algo que despertava nela seus sentimentos mesmo quando ela não tentava fazê-lo. Algo não, alguém. Sua melhor amiga, Clara McAphee, desde que a conhecera tentava segurar sua guarda, o que a surpreendera enormemente. Nunca tivera ninguém além da mãe para contar e não esperava que algum dia viria a ter, porém Clara despertava nela um lado que Alexandra ainda não sabia possuir: seu instinto protetor. Era surpreendente o quanto ela era capaz de ir longe pela pequena ruiva, mas sabia ser bem capaz de socar qualquer um que a magoasse se assim fosse preciso. Lexie era muito calma até a página dois, mas a partir do momento que algo tirava verdadeiramente a sua calma, não havia ninguém que pudesse voltar a segurá-la. E se havia algo que a tirava do sério era alguém mexendo com Clara.
Naquela noite, ela ainda estava pensando se sairia para fazer algo diferente. Já devia beirar uma hora da manhã e ela estava considerando talvez apenas se sentar na Torre de Astronomia para observar as estrelas e sentir o maravilhoso vento em sua face, porém algo a distraiu de fazê-lo. O som de discretas fungadas na cama ao lado da sua a deixou alerta, fazendo-a se sentar a puxar as cortinas amareladas ao redor de sua cama. - Clara? - chamou, e ao não receber nenhuma resposta levantou-se e caminhou até a cama da amiga, porém não afastou as cortinas, dizendo apenas: - Só me responde se você está resfriada ou chorando, porque se for a segunda opção eu já saio daqui e vou direto para o dormitório da Sonserina cometer um assassinato, é sério.
They’re just girls breaking hearts || Lexie and Rey
Com uma rápida olhada no espelho, Lexie deu um último ajuste em seu cabelo antes de desocupar o banheiro. Deparou-se com o dormitório vazio, mas sabia que estaria assim, pois dissera para Clara ir à sua frente para a festa da Hufflepuff. Não estava muito acostumada a ficar longe da amiga, mas precisava terminar de se arrumar e sabia que a amiga estava louca para ir logo, então não a privaria de fazer sua entrada triunfal entre as pessoas. Não podia culpá-la, ela realmente chamava muita atenção por onde passava e não a tiraria este prazer, então ficou para trás terminando de se arrumar. Para Alexandra o ato de se arrumar para uma festa era algo que requeria ajustes minuciosos, não podia ser feito de qualquer jeito, e por isso não se envergonhava de levar horas fazendo-o. Amava o tempo que gastava quase tanto quanto amava as festas em si, e talvez isso fosse certa influência de sua mãe, que desde pequena sempre a ensinou como se maquiar e se vestir bem, assim como a levava às diferentes festas das diferentes culturas por onde passaram. As festas ali em Hogwarts e na Inglaterra em geral em nada se comparavam com as insanidades quase depreciadoras que viram no México, no Brasil ou nos Estados Unidos, e nem com as festas religiosas e cheias de cores da Holanda e da Índia, mas eram divertidas e Lexie gostava de comparecer em todas as que podia, gastando horas e horas de sua noite na pista de dança apenas pelo prazer de dançar, fosse sozinha ou com outras pessoas. Não gostava de beber, apenas alguns poucos goles quando tinha um dia particularmente cheio, e muito menos de usar drogas como alguns, pois o prazer para ela estava na festa em si, as luzes dançantes, a música alta, a sensação de que aquela noite é a última de sua vida, todas essas coisas a fazia se sentir viva, e ela gostava de se lembrar delas no dia seguinte.
Foi com um sorriso no rosto que adentrou o local da festa após deixar que fizessem algumas pinturas em seu corpo com a tinta neon, já bastante cheio com alunos de todas as casas. Ficou surpresa ao avistar alguns rostos conhecidos de sonserinos, nunca imaginou que eles fossem querer participar de uma festa promovida por lufanos, mas parecia que eles afinal concordaram em dá-los uma chance. Meio andando e meio dançando, Lexie encaminhou-se para a pista de dança, sempre olhando ao redor para ver se enxergava Clara, mas sabia que se a amiga quisesse ir até ela provavelmente seria mais fácil para ela encontrá-la na pista, que estava bem no meio do local. Por isso apenas dançou por um tempo, mas ao olhar em um cantou enxergou outra de suas amigas, Rey, parecendo estar louca para entrar na pista também, mas sem jeito de fazê-lo. Andou na direção da mais nova e a cutucou no ombro. – Hey, Rey! – cumprimentou, rindo consigo mesmo da rima. – O que faz aqui quieta no canto? Vamos dançar, a festa está ótima! Ou precisa beber alguma coisa para se animar? – brincou, não tendo muita certeza de que a menina já tinha idade para beber, mas aquilo não fazia muita diferença no final. Não era como se alguém ali cumprisse aquela regra afinal. Ela mesma começara aos quinze, e apesar de aquilo não ser um hábito constante, não podia dizer que era uma grande seguidora dar regras. Mas logo em seguida lembrou-se que Rey era monitora, então tratou de acrescentar rapidamente: – Eu estou brincando, é claro. Vamos dançar?
fale sobre sua melhor amiga
A minha melhor amiga é a pessoa mais irritante do mundo. Tudo bem, brincadeiras a parte, Clara foi a primeira pessoa com quem eu falei aqui na Inglaterra, e também a única que se mostrou interessada em saber as histórias de uma garota grega que tinha viajado demais. Ela também é quem me segura para não acabar fazendo algo realmente maluco nessa minha loucura, e quem não se importa em me ouvir falar por horas seguidas ou também começar a falar por horas sobre qualquer coisa. Já perdi as contas de quantas aulas perdemos por ter passado a noite em claro no salão comunal falando sobre tantos assuntos sem sentido que se alguém de fora ouvisse não entenderia uma única palavra. Além de minha mãe, Clara é a única pessoa no mundo por quem eu daria a minha vida, e eu estarei com ela até o fim da linha, mesmo quando nós duas estivermos velhinhas com dois maridos fedorentos e netos barulhentos correndo por uma casa mofada. Já ouviu falar que há mais significados para a expressão “alma gêmea” do que simplesmente todo aquele blah blah blah romântico e entediante? Bem, Clara é a minha alma gêmea.
Talk about the first time you watched your favorite movie.
Ah... Tudo bem, eu estava em um cinema no Brasil. Devia ter uns cinco ou seis anos e era a primeira vez que ia ao cinema, tipo, na minha vida. Então minha mãe achou que era mais do que hora de eu conhecer o que era um cinema, então me levou para assistir este filme de desenho sobre um camaleão falante chamado Rango. Eu nem mesmo entendi do que se tratava da primeira vez, mas mais tarde fiz minha mãe comprar o DVD para mim e desde então assisto ele pelo menos uma vez por mês. Isso, é claro, até vir para Hogwarts. Não tem como assistir DVD aqui, mas eu ainda o trago comigo. Eu nunca tive algo pra chamar de casa, então acho que aquela caixinha pequena com um disco dentro em partes acabou se tornando meio que a minha casa, entende?
como as pessoas te veem e como você gostaria que vissem?
Eu realmente não faço ideia como as pessoas me vêem, talvez como alguém meio maluca? Não sei, devia perguntar a eles, essa é uma pergunta muito difícil. E eu gostaria que me vissem exatamente como sou, só a Lexie.
"It’s better to feel pain than nothing at all."
PROFILE DETAILS
Name: Alexandra Persephone Bakoyannis/Barks. Place of birth: Athenas, Grécia. Age: Dezessete anos. Breed: Bruxa. Blood status: Muggleborn. Occupation: Sétimo ano, Hufflepuff. Extracurricular: Clube de Duelos, Clube de História da Magia. Wand: Corizo, 28 centímetros, núcleo de asa de fada, dura. FC: Crystal Reed. Player: Angie.
INK AND PAPER
Quando Kastor Bakoyannis recebeu uma mensagem de texto de sua cunhada dizendo que sua filha estava nascendo, a primeira coisa que fez foi correr até a floricultura mais próxima e comprar um gigantesco buquê de hortênsias para presentear sua mulher Eudora pela chegada de seu bem mais precioso. Estavam juntos desde o colegial, ele era filho de um rico banqueiro grego e a moça era apenas uma estudante de música que sonhava em ser uma cantora famosa, porém seu amor fora tão arrebatador que não puderam contê-lo. Depois de tantos anos juntos, as tentativas de terem sua primeira criança começaram, e apenas um ano mais tarde ela pareceu gerar resultados quando a mulher descobriu estar grávida. Era o momento mais esperado da sua vida, e ele sabia que jamais se esqueceria do sentimento que preenchia seu peito. Mas infelizmente as mesmas flores que representariam a chegada de uma nova vida, foram aquelas que ficaram marcadas na memória das várias pessoas que o encontraram mais tarde, como um símbolo de morte. O homem, sendo um investigador renomado e com bastante prisões realizadas, era um alvo comum de criminosos, e naquela noite em que estava particularmente desprotegido e distraído, foi terrivelmente assassinado por uma gangue a caminho de sua casa onde sua filha respirava pela primeira vez.
Alexandra veio ao mundo depois de um parto extremamente complicado que quase matou Eudora. Sua irmã Helena segurou sua mão durante todo o tempo que levou para a menina vir ao mundo, perguntando-se onde estava seu cunhado. Porém, quando a pequena Alexandra já estava segura nos braços de sua sorridente mãe, Helena precisou acabar com a alegria das duas. A brutalidade do assassinato de Kastor fora tamanha que nem mesmo permitira que a irmã fizesse o reconhecimento do corpo, que estava danificado de uma forma que a moça jamais se esqueceria na vida. A partir daquele momento, Eudora Bakoyannis se tornava outra pessoa. Se tornava uma nova mulher, diferente da jovem cantora que um dia fora. Tinha agora uma criança para cuidar e uma vasta herança em sua conta que o marido rico lhe deixara, precisava se livrar das energias ruins que a Grécia lhe trazia, e assim que Alexandra completou um ano, quando julgou que já estava crescida o suficiente, ela empacotou suas coisas e saiu em busca de algo que não podia ser descrito, um estado de paz de espírito que não seria encontrado se ela tivesse de viver aonde o amor de sua vida morrera. Afinal, o que tinha a perder? Podia não ser de família rica, mas tivera uma boa formação e tinha algo chamado curiosidade, que lhe proporcionara conhecimento avançado de várias línguas desde pequena. Tudo o que precisava fazer era colocar o pé na estrada, e assim o fez.
O primeiro país onde desembarcaram foi Marrocos, aonde durante um ano Eudora trabalhou como professora voluntária em uma escola para crianças que não tinham condições para pagarem seus estudos, ensinando também Alexandra dentre elas e sempre acompanhando seus rituais espirituais, acreditando que isso ajudaria a ela e a filha a terem paz de espírito. No exato dia do aniversário de Alexandra, deixaram o país em direção à Inglaterra, aonde ela ensinou música em um abrigo para meninas que sofriam abusos. Adotaram os nomes Dory e Lexie Barks, em partes porque Eudora acreditava que seus nomes carregavam energias ruins, e em partes para se misturarem melhor com as outras pessoas do país. China, Irlanda, Japão, Brasil, Itália, Malásia, México, Índia, todos esses países foram visitados naqueles dez anos, e durante todo esse tempo as duas tratavam as estranhezas que Alexandra causava ao seu redor como algum um resultado do equilíbrio de seu chacra graças às várias vivências espirituais que ela estava tendo em sua vida, ignorando a magia presente na menina. Porém, naquele aniversário de onze anos resolveram finalmente voltarem para a Grécia e reencontrar Helena, mas mal pisaram em território nacional antes de serem abordadas por uma mulher alta e de aparência gentil, vestindo estranhas roupas. Agnes Leventis era diretora do Instituto Grego para Magia Avançada, e afirmava ter uma vaga para sua filha no lugar, pois ela possuía dons mágicos. De início Eudora se recusou a acreditar que sua crença nos dons da filha não fossem graças à sua criação focada em seu desenvolvimento espiritual, mas logo se convenceu de que aquilo de fato era um resultado do equilíbrio interno da menina e concordou em mandá-la para a escola.
Pela primeira vez em sua vida Lexie se separava da mãe. Sempre estiveram juntas em todas as suas aventuras, mas naquela a menina teria de seguir sozinha. Porém, ela não estava preocupada com o que poderia lhe acontecer quando estivesse sozinha, sabia que levaria tudo muito bem. Mesmo tendo apenas onze anos a menina era de uma autoconfiança inabalável e tinha uma grande e notável inteligência. Graças aos vários esforços da mãe para que ela tivesse paz espiritual, a menina era um poço de calma e confiança, atingindo um estado de espírito nomeado pelos gregos comoapatheia, que é o dom de se ver livre de impulsos emocionais, porém não livre de sentir as emoções, mas sabendo controlá-las para que elas não interfiram em suas ações e opiniões. Este estado de espírito tornou Lexie uma criança boa, mas não altruísta; inteligente, mas não arrogante; alegre, mas não iludida. A única coisa que preocupava em sua personalidade foi a sua fome por adrenalina, resultado das emoções moderadas que ela sentia, fazendo com que quisesse sentir mais do que era capaz, colocando-se em situações de risco para tentar atingir o lado do medo e da dor em seu cérebro, porém isso raramente era possível, tornando-a apenas uma menina imprudente.
Durante todo um ano ela não fez muitos amigos no Instituto, visto que as outras crianças a tratavam de forma estranha pelas coisas que ela sabia de outros países e pelos fatos religiosos de várias culturas que gostava de listar quando em uma conversa. Porém, quando voltou para casa de férias, Dory a recebeu com a notícia de que havia uma proposta de emprego para ela em um lugar bem longe dali, na Inglaterra. A mulher, é claro, não esperara sentada em seu lugar enquanto a filha passava o ano estudando, e continuara seu itinerário de viagens como sempre fizera, até mesmo aumentando os lugares para onde fora naquele único ano pelo fato de não ter mais ma criança para cuidar. Mas em sua passagem pela Inglaterra descobrira um emprego que também a faria viajar, porém exigia que ela tivesse residência permanente no país e lhe pagaria um bom salário para que pudesse parar de gastar a herança do marido, que uma hora teria de acabar, mesmo que elas vivessem de forma simples. Apesar de não ter experiência na área, as pessoas que resolveram empregar Dory Barks – uma pequena instituição de caridade que arrecadava fundos para tirar crianças da rua no mundo inteiro – julgaram que ela se daria bem no emprego de tradutora, acompanhando alguns de seus agentes em suas viagens pelo mundo ou até mesmo ficando por ali na sede para ajudar na compreensão das crianças que eram levadas para o lugar. Assim, mãe e filha se prepararam mais uma vez para a mudança, indo para a Inglaterra.
Depois de quase implorar para o Diretor, Dory conseguiu para a filha uma vaga na Escola de Magia de Bruxaria de Hogwarts, e após uma seleção privada ela foi mandada para a Lufa-Lufa. Começou as aulas junto com crianças que já estavam ali a um ano, então de início foi ligeiramente excluída como acontecia no Instituto Grego, porém as coisas mudaram quando conheceu Clara McPhee, do mesmo ano e mesma casa que ela e que em pouco tempo se tornou sua melhor amiga na Inglaterra e a única pessoa em quem confiava de verdade além de sua mãe. Com a integração no mundo bruxo descobriu ser completamente apaixonada por História da Magia, gastando horas de sua vida na biblioteca comparando acontecimentos importantes do mundo bruxo com seus correspondentes no mundo trouxa. Não demorou a se acostumar com a Inglaterra e seu clima quase sempre nublado, mas demorou a se acostumar com o fato de que teria de ficar ali durante anos, o que era mais do que jamais havia passado em um único lugar em toda a sua vida, e talvez ainda não tenha se acostumado totalmente com isso. A única pessoa que a impede de se sentir uma prisioneira dentre os ingleses é Clara, mas nem a melhor amiga pode conter o desejo de Lexie de sentir as coisas com mais intensidade. Em Hogwarts descobriu uma nova forma de sentir adrenalina: quebrando regras e correndo o risco de pegar alguma detenção. Assim, apesar das notas boas e do ótimo comportamento em sala de aula, não possui uma boa reputação entre os professores graças ao seu número considerável de detenções. Em seu terceiro ano descobriu o Clube de Duelos, e acabou por se apaixonar pela ideia de enfrentar seus colegas em duelos com varinhas e se tornando muito boa nisso, sendo uma frequentadora assídua do clube assim como do de História da Magia.