"There’s a hero, if you look inside your heart. You don’t have to be afraid of what you are. There’s an answer, if you reach into your soul and the sorrow that you know will melt away. "
Name: Scorpius Hyperion Malfoy.
Place of birth: Wiltshire, Inglaterra.
Age: Dezessete anos.
Breed: Bruxo.
Blood status: Pureblood.
Occupation: Slytherin, sétimo ano.
Extracurricular: Prefect, fotógrafo do Jornal de Hogwarts, violinista da Orquestra de Hogwarts, membro do Clube de Poções.
Wand: Amieiro, 29 centímetros, núcleo de fibra de coração de dragão, ligeiramente elástica .
FC: Jake Abel.
Player: Bea.
Toda e qualquer história possuí no mínimo duas versões, seja ela verdadeira ou falsa. A história da Família Malfoy, não é diferente. Todos sabem que o Clã Malfoy consiste em uma antiga linhagem de sangues-puros e que chegaram pela primeira vez na Grã-Bretanha por meio de Armand Malfoy, que logo fundou a propriedade da família em uma terra obtida a partir do rei William I. E, claro, não demoraram muito para ganhar reputação, sempre cortejando a riqueza e poder daqueles ao seu redor.
No entanto essa mesma reputação que conseguiram, acabou sendo perdida, não totalmente na Primeira Guerra Bruxa, onde ainda conseguiram manter a classe e fingir que nunca estiveram do lado das trevas, mas sim na Segunda Guerra Bruxa, onde foram taxados de verdadeiros covardes quando decidiram largar tudo, até mesmo os ideais que juravam acreditar, apenas para sobreviver.
Até ai todos sabem, se recordam e contam, mas ninguém nunca parou para se perguntar a outra versão da história. A versão contada por Draco Malfoy, onde no meio de tanta bagunça, medo e aflição, decidiu parar de seguir os passos do próprio pai, e tomar seu próprio rumo, quando travou uma batalha com um outro Comensal da Morte, a fim de salvar a vida de uma garota do sexto ano, que pareceu insistir em ficar ali, mesmo não tendo a maioridade dos Bruxos, para lutar naquela Guerra. E claro, após alguns feitiços o outro estava no chão. Não morto, mas desacordado. Draco nunca tivera coragem suficiente para tirar uma vida, no fundo, ainda era um garoto tentando seguir os ideias que todos queriam que ele seguisse, mas sem muito sucesso.
A garota que Draco livrou de uma morte rápida era ninguém mais, ninguém menos que Astoria Greengrass. Uma garota que de longe acreditava nos ideais que Voldemort seguia, embora pertencesse a uma família purista e sua irmã deixasse claro que deveriam ficar do lado dele, a Ravenclaw não era assim. Foi por isso que quando viu a oportunidade de lutar, lutou. Naquele momento não lhe importou a idade, o sangue, nada, apenas que seus amigos poderiam morrer, e ela queria sim ajudar. E nada a surpreendeu mais quando o garoto Malfoy a ajudou.
Era claro que quando iniciou a batalha com aquele Comensal, sabia que não tinha chances de vencer. Não conhecia todas as técnicas e as habilidades do homem eram maiores do que a sua, logo viu a morte passar diante de seus olhos, até ser jogada de lado e alguém assumir seu lugar, desarmando o homem em poucos minutos, e jogando-o inconsciente ao chão. No momento, não sabia se agradecia ou não, mas antes mesmo de dizer muita coisa, o mais velho já tinha ido embora, não sabia para onde, mas sabia que Draco Malfoy a salvara.
Apenas pode agradecer nove meses depois, quando o encontrou caminhando pela Vila de Hogsmeade, quando ela ainda estava em seu sétimo ano. Não sabia exatamente por onde ele tinha andado, pois os Jornais nada falavam da família Malfoy, após todos fugirem ao final da Guerra. Normalmente as notícias se resumiam na família Potter, Weasley ou alguma outra, mas aquelas que ajudaram Voldemort, não tinham muito destaque, há não ser as criticas, claro. Mas quando o viu, precisou agradecer, mesmo que a figura abatida a sua frente, parecia demonstrar mais cansaço do que tudo.
Ficou evidente que ato da menina agradecer, deixou o Malfoy surpreso. Nada o preparou para ser agradecido nove meses depois, e ficou totalmente sem reação, até a mais nova o convidar para tomar uma cerveja amanteigada nos Três Vassouras. Em tempos antigos, ele não teria aceitado, mas olhando para a menina a sua frente e vendo que não tinha mais nada o que fazer se saísse dali, aceitou.
A conversa não só rendeu uma única cerveja, mas várias, e ele não queria dizer, mas havia algo na fala, na ironia e no estilo como ela gesticulava, que ele gostou. Gostou mais do que deveria, e foi por isso, que sempre que descobria que Hogwarts iria liberar seus alunos para um passeio à Vila, o mais velho tratava de passar por lá, como se fosse por acaso. E em todas as vezes, ele e Astoria ficavam no Três Vassouras para beber e conversar, e em uma dessas conversas, um beijo finalmente fora trocado.
Apenas esperaram a garota se formar na escola, e acabaram por anunciar o noivado, que claro, deixou Lucius e Narcisa — principalmente Lucius —, aliviados pelo filho continuar com a linhagem do sangue, mesmo que Draco nem ligasse mais, já que naquele momento casaria com Astoria sendo nascida-trouxa, mestiça e até mesmo trouxa. No fundo, já reconhecia que a amava, mas apenas tomou coragem para dizer a morena, quando trocaram os votos do casamento, e Astoria passou a ser uma, finalmente, uma Malfoy.
Como todo e qualquer casamento, passaram pelos seus altos e baixos, principalmente por terem se casado um tanto quanto novos, na visão deles. E, claro, houve brigas, muitas, principalmente quando Astoria acabou por perder o primeiro filho que estavam esperando. Draco não perdeu as esperanças, só ficou abalado, pois ele pela primeira vez amou alguém antes mesmo de ver e conhecer. Mas só depois de alguns anos, que finalmente a gravidez de Astoria seguiu em frente, e a alegria do casal foi enorme.
Era uma segunda-feira de primavera, final de Maio, que o primeiro filho do casal veio ao mundo. O choro pôde ser escutado por toda a casa, e Draco não conseguiu conter a alegria ao ver seu filho — um menino —, nos braços de uma Astoria cansada, mas com um sorriso enorme no rosto. E assim como seu pai, e seguindo a tradição dos Black, nomearam o menino de Scorpius Hyperion Malfoy.
Diferente de como foi criado, Draco deu toda a atenção necessária para seu filho, tentando mostrar a ele, que mesmo não tento tido um pai presente, ele poderia ser. E Astoria não foi diferente, tratou de ensinar a Scorpius tudo o que ele precisava entender, porém acabou gerando um grande conflito com seus sogros, uma vez que a mulher não quis criar e ensinar Scorpius a crença de que trouxas eram escórias, por isso, as reuniões em família, acabavam gerando inúmeras discussões.
Mas, mesmo cada um de seus parentes tendo uma opinião para que Scorpius fosse criado, o menino acabou por desenvolver seus próprios ideais bem cedo, e nunca se importou de se relacionar com trouxas, nascidos-trouxas ou mestiços, tratava todos de maneira igual, assim como sua mãe lhe ensinara. E desde pequeno fora um menino extremamente culto, gostava sempre de pegar livros na biblioteca da mansão e estudava violino nas horas vagas.
Assim, logo que recebeu sua carta de Hogwarts, ficou animado, como seus pais. Ele finalmente poderia conhecer o mundo melhor, de um ponto de vista diferente dos livros que ele lia, e apenas quando chegou no expresso que sentiu uma pontada de medo, mas logo passou, ao perceber que tudo poderia ser tranquilo, se ele conhecesse as pessoas certas.
Selecionado para a Slytherin, assim mantendo a tradição da família. Embora, em alguns momentos, o fato de carregar o sobrenome Malfoy, não o ajudava, muitos ainda o julgavam por quem sua família era, e isso acabava causando um enorme desconforto no menino, pois muitos levavam aquilo realmente a sério, e mesmo querendo não se importar, ao final, ainda levava um pouco da culpa consigo.
Mas, por Scorpius ter conhecido as pessoas certas, como seu pai disse, seus anos na escola foram os melhores que poderia imaginar. E por mais que ainda tenha muito o que seguir e aprender, os anos de experiência que teve ali, ele guardaria e levaria para sempre, pois para Scorpius, Hogwarts foi uma das coisas mais fascinastes que ocorrera em sua vida, e desejava viver e aproveitar o máximo possível do seu tempo ali.