Ela tem uma visão da sua vida e da vida alheia, e com peito estufado cheio de autoafirmação diz o que seria feliz para outros baseada nos seus sentimentos chega a concluir que são infelizes, "enxergando" o superficial, tentando achar respostas para coisas que nem sempre se tem resposta e no poder da terapeuta não formada e baseada nos seus interesses, deturba relações. Olhou para sua própria vida, e viu a bagunça e entulhos de sentimentos esnobados, não foi verdadeira consigo porque dói, mas acha que sabe a respeito da vida de outros pois é muito mais fácil observar e criticar, principalmente quando ela não foi enclusa mesmo tendo tanto a dar. Admitiu para si mesma o que só ela podia resgatar, e nenhum amor novo, amizade nova, viagem ou passatempos iria curar ou armonizar a bagunça que fez a si própria. Percebeu que sentimento todos temos, mas deixa de ser amável quando nos sentimos na liberdade de falar a respeito de algo que na verdade não nos diz respeito, torna-se triste, descompassado, e egoísta acabando no final nem sendo aquilo que realmente se passava, foi apenas o seu achismo em cima do superficial e sua alma gritando por atenção a sentir o poder do 'eu sei de algo' a verdade é que de nada sabia, era apenas o ego e a falta de sinceridade, diálogo e conversas desinteressadas sem algo por trás de recompensa que mais falta e fere. Ela parou de adivinhar, conversou, não julgou, passou a ser sincera, não tinha o direito de mecher nas coisas alheias, quem dira de sitar sentimentos alheios baseado em sentimentos próprios e pior, bagunçados. Enquanto 1 dedo apontava para meninas, vizinha ou namorado, 4 estavam apontando de volta para ela. Que tola ela era, não sabia amar, acabava apenas machucando a si e aos demais, podendo apenas ser sincera e dialogar. mas concluiu, quem sabe amar e não errar? Decidiu então viver para si e por si, parou de observar aos outros e viu beleza na individualidade e na diferença de cada um, aprendeu ela então que estava dando os primeiros passos para a liberdade... liberdade de expressar e de ver a expressão dos outros sem querer comparar. tudo bem, a tela ficará muito mais linda com tonalidades misturadas do que aquela velha idéia de tom sobre tom.