if you only have love for your own race, Then you only leave space to discriminate. And when you hate then you're ( bound ) to get irate.
Father, help us Send some guidance from above 'Cause people got me, got me questioning. Where's the love??
——— Senhoras e senhores, vos apresento LOREN ALBUS SEPHIRAN HYBERN, SELECIONADO, um DOIS vindo diretamente da Província de KENT. Ele tem 26 ANOS e todos os criados comentam que é idêntico a GRAHAM ROGERS.
“É natural que todo homem solteiro e de posses esteja à procura de uma esposa”sempre pareceu uma frase definidora da sociedade de Kent, em especial às rodas as quais os Hybern frequentavam. Talvez por conta da inicial saúde debilitada, Loren não tenha tido muito tempo se definindo pelos ditames sociais, preferindo, contudo, o ensino de algo um tanto quanto mais lúdico para si. Enquanto os irmãos gêmeos se estapeavam em busca de uma oportunidade de brilhar, o mais novo dos trigêmeos buscara algo mais em sua vã existência. Livros costumavam ser seu forte durante a infância, e nem mesmo Phillipo, o mais velho dentre os quatro filhos de Rhysand e Gretta, poderia discutir com o mais novo sobre ética e causalidade. Família confusa demais, há de se concordar: Rhysand conhecera Gretta em um baile do almirantado, e a filha do general da Illéa encantou o herdeiro do título de Conde (título este que permitia com que controlasse com alguma liberdade a região dos Grandes Lagos), passado de pai para filho assim que o Ministro da Defesa falecesse. Após alguns meses de corte, casaram-se sob a benção do próprio Rei, e da união quatro crianças se sobrepuseram: Phillipo, o mais velho por cerca de onze anos — sisudo, julgador e extremamente hipócrita, casara-se forçosamente com cerca de dezenove anos (para o loiro, a batina não deveria vir em conjunto com uma illeana fogosa para esquentar-lhe a cama) —; Seth, o primeiro dos trigêmeos a nascer — selvagem, glutão e terrivelmente perigoso (escolhera a carreira militar, tal como o pai, e também dividia o rosto e todas as feições com o mais novo, diga-se de passagem) —; Nora, a joia lapidada da família, viperina e, sobretudo, uma lady perante os costumes de Illéa (o que a garantiu uma vaga na Corte de Angeles), e Loren, o mais novo da prole e sobremaneira ofuscado perante as personalidades digladiantes dos irmãos.
❛ f l a s h b a c k ⋄ ⊰ beggining of the second event ⊱
with: @lhybern
Penteado, ok; jóias, ok; vestido, maravilhoso; maquiagem… Daisy não conseguiu conter um suspiro cansado ao observar o próprio reflexo num dos espelhos que enfeitavam o corredor em que se encontrava. Nem mesmo as mãos especialistas do maquiador foram capazes de esconder seu abatimento. Se bem que, para ser honesta, não havia muito pelo que culpar o profissional, já que seu mal-estar começara há pouco tempo. Teria sido a maionese nos minúsculos sanduíches servidos no brunch? O crème brûlée na sobremesa? Um gemido baixo deixou seus lábios ao pressionar delicadamente a área obscurecida abaixo dos olhos. Fosse o que fosse que havia ingerido, não se sentia minimamente bem. Saíra do salão onde todos estavam reunidos na esperança de que um pouco de espaço ajudasse em seu estado, mas de nada estava adiantando. Quem dera achasse uma janela… Com o pensamento, afastou-se do espelho e seguiu seu caminho. Podia se desculpar e voltar para o quarto, mas seria uma atitude descortês e, não iria mentir, ia contra a pungente curiosidade que lhe movia. Gostaria de ver o rosto de todos os presentes, principalmente dos selecionados e selecionadas. Sim, nada muito ligado aos outros convidados… Homens… Solteiros… Seu estômago deu uma breve reviravolta, levando-a a pressionar o estômago instintivamente. Que hora mais ingrata para se sentir nauseada! Andava com o rosto voltado para baixo, uma das mãos pressionando a fronte morna, quando trombo com alguém. Sim, definitivamente alguém; não tinha como confundir os contornos firmes de um corpo humano. Masculino. “ Sinto muito ”, declarou com sinceridade, mesmo que ainda estivesse recuperando a postura torpemente. “ Sinto muito ”, repetiu, apenas por não ter mais o que dizer. Esperar eloquência dela naquele momento, certamente, era exigir um pouco demais.
Parecia incomum chegar atrasado a eventos oficiais, especialmente um como o primeiro dos bailes dados durante a Seleção da princesa, mas não havia muito a ser feito, vez que Loren foi obrigado a passar por alguns exames médicos de última hora. Cerca de três horas desde o início do check-up, asseguraram-no de que não havia nada de errado com seu organismo per se, nada que Hybern já não soubesse — teria se surpreendido caso houvesse uma espécie de cura para a sua condição, mas não passava de um problema com seus nervos. Negou brevemente, prendendo as abotoaduras de platina com pouco asseio — sequer deveria estar usando a maldita farda, de todo modo —, apenas para que o valete o corrigisse após alguns segundos, finalizando o uniforme com a bainha da espada. Ao que tudo indicava, vovô havia mandado o traje após a descoberta do primeiro evento, e ele deveria vesti-lo com o orgulho digno da posição ocupada, ainda que o loiro preferisse vestir o smoking negro, padronizado aos selecionados e mandatório em ocasiões do porte. Não combateria o Ministro, de toda forma; Loren descobrira da maneira menos recreativa de onde Rhysand herdara seu gênio difícil.
❝ Não se preocupe, Sir. Simplesmente devo descer as escadas, e então estarei próximo ao baile, correto? Não devo ter nenhuma síncope em um espaço tão curto de tempo, e creio que o barulho irá me guiar, caso me perca. ❞ Voltou os olhos para o valete ao calçar as luvas brancas, buscando a confirmação que sobreveio logo em seguida. O argumento do mais novo era válido, entretanto. Poderia se perder dentre a imensidão do Palácio, mas o loiro duvidava fervorosamente da possibilidade, de modo que tomando o quepe em mãos, saiu pelo corredor deserto, rumo à festividade. Teria, de fato, chegado ao evento sem maiores contratempos, não fosse a trombada inesperada.
Geralmente, Albus se distraía com certa facilidade, mas a mente ainda parecia enevoada em decorrência dos exames de sangue, potencializando os efeitos da distração. Unidas, a sua e a da loira eram meros ingredientes para o evento. Franzindo o cenho, Loren precisou de alguns segundos antes de entender o motivo pelo qual pedia desculpas, mas suspirou logo em seguida, largando o quepe para passar as mãos pelos braços desnudos da outra, buscando aquecê-la. ❝ Não há motivo para isso. Se existe algum tipo de culpa, clamo-a para mim, Srta. ❞ Assegurou, incapaz de seguir caminho como a etiqueta ditava, o ensaio de um sorriso reconfortante pintalgando os lábios de Loren. Se aprendeu algo durante os anos na propriedade em Kent, definitivamente se resumia em algo parecido a: “a culpa sempre é minha”. Acostumara-se tanto com o conceito, que não parecia ruim assumi-lo no momento, especialmente ante a loira. Decerto não deveria ter seguido o toque, mas se quedou incapaz de renegar o impulso, gentilmente levando o indicador ao queixo da moça para que ela o levantasse, de modo que o encarasse em retorno. Assim que o fez, entretanto, Hybern engoliu em seco, umedecendo os lábios brevemente antes de voltar a falar. ❝ Daisy? ❞ Bem, aquela era uma surpresa.
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La vie en rose
❝ When you press me to your heart
I'm in a world apart
A world where roses bloom
And when you speak...angels sing from above
Everyday words seems...to turn into love songs ❞
La vie en rose é uma música muito calma, bucólica e romântica, mas tem um quê de sentimento que não dá pra não lembrar do Loren e da forma como ele enfrenta a vida. Desde o ritmo mais compassado, até as letras que emanam uma espécie de visão do mundo, é inevitável não pensar que o eu-lírico tem um ponto de vista distorcido quanto a realidade. A letra também se comunica bastante com ele, que vê o mundo de um jeito meio cor-de-rosa, onírico, bem como o próprio Loren via o mundo, meio distante dos problemas enfrentados pela maior parte das pessoas que não são muito favorecidas. Ele acaba idealizando tudo (inclusive pessoas) para não ter que se preocupar muito com as consequências.
You Can’t Hurry Love
❝ I remember mama said
You can't hurry love
Oh, you'll just have to wait
She said love don't come easy
Well, it's a game of give and take ❞
A música mais guilty pleasure que encontrarão na playlist do Loren. Ela tem muito a ver com a capacidade de ele ser impaciente nas questões do coração ------ melancólico também, mas a gente ignora esse detalhe, porque faz bem pro ser que ele é ------, e a forma como ele consegue se conectar com as pessoas em um período de tempo, apesar de nunca durar muito, seja porque ele perdeu o interesse, ou porque perderam o interesse nele (acontece bastante). Loren sempre teve sentimentos voláteis quanto aos outros, pulando de galho em galho e, ao contrário de Seth, se envolvendo de verdade com cada uma das pessoas que passavam pela sua vida: fosse no teor romântico ou meramente platônico. Ele tem dedo podre pra escolher as relações românticas, entretanto, e as sessões de recuperação dele acabam envolvendo dias se arrastando pela casa, conjugados, é claro, com uma ou duas garrafas de brandy. Ah, claro, também tem participação de mama Gretta, a rainha dos conselhos amorosos.
Maman
❝ Les rêves s’entassent dans les métros,
Les grattes-ciel nous regardent de haut
Comme un oiseau sous les barreaux.
Je suis pas bien dans ma tête, maman.
J’ai perdu le gout de la FÊTE, maman.
Regarde comme ta fille est faite, maman.
Je trouve pas de sens à ma quête, maman ❞
Loren passou por uma fase (que durou cerca de quatro anos) onde festas, bares e as mais diversas comemorações eram usuais. De uma ressaca, ele emendava em outra e assim por diante, o que foi ótimo para que ele se esquecesse das besteiras que fez na França ------ Seth ficaria orgulhoso, se soubesse. Fato é que, eventualmente, todo o castelo de cartas acaba ruindo, e o que resta é o desgosto, o desprezo e, consequentemente, um coração partido. Ele pode ter crescido bastante durante o tempo na França, mas, decerto, Loren não estava preparado para se tornar um adulto e assumir o timão da própria vida. A música basicamente fala sobre uma pessoa desiludida com tudo o que, até então, era completamente normal para ela, a propósito
True Colors
❝ It's hard to take courage
In a world, full of people
You can lose sight of it
And the darkness, inside you makes you feel so small
But I'll see your true colours, shining through ❞
O Hybern sempre se definiu por comparação com os irmãos. Ele não era tão corajoso quanto Seth, tampouco tão eloquente quanto Nora, e nem mesmo tão fiel quanto Phill. As negativas para defini-lo pareciam ser infinitas, e ainda assim, os olhos dele brilhavam mais forte do que os de qualquer um dos irmãos quando a música ecoava no casarão pertencente aos Hybern; os dedos adormecidos pelo frio do inverno viravam a página de mais um dos livros lidos durante a infância, e mesmo quando as repreensões vinham, os lábios se fechavam em uma linha fina a medida em que os olhos permaneciam incontestavelmente serenos, recebendo punições que não deveriam se dirigir a ele de cabeça erguida. Claro, Loren possuía um lado negro um tanto quanto forte demais ------ todos os Hybern ostentam as marcas de seus demônios pessoais como pequenos animais de estimação, contidos com algum esforço, mas o loiro nunca conseguiu conter o dele, verdadeiramente ------, contrastando a aparente calma e o marcando como ferro a medida em que crescia. Apesar disso, entretanto, o Loren sempre tentou ignorar esse sentimento de auto-desprezo, não pretendendo dispor mais trabalho aos pais do que o necessário. Aquele ditado, não? Out of sight, out of mind, até estar tão grande que o Hybern não consegue nem respirar direito.
Where Is The Love?
❝ I think the WHOLE world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Can you PRACTICE what you preach
And would you turn the OTHER CHEEK? ❞
O pacifista interior dele grita todas as vezes em que mencionam a rivalidade dentre as duas Illéas, e berra toda vez em que escuta Phillipo menosprezar aqueles que não tem as mesmas condições nas quais foram criados. Loren seria um ótimo diplomata e um ótimo conciliador a nível global, não fosse ele desligado demais na situação do mundo em uma escala global ------ sempre foi mais ligado a pessoas, e não às instituições, de modo que o interesse dele se volta pra uma escala mais micro, por assim dizer. De toda forma, a música denuncia o estado caótico que o mundo chegou, e na capacidade das pessoas de simplesmente ignorarem toda a situação que realmente importa pra seguirem se preocupando com besteiras, frivolidades, ressentimentos que nem deveriam ser cultivados, pra início de conversa.