𝗚𝗘𝗡𝗘𝗦𝗜𝗦 𝗔𝗥𝗜𝗔𝗗𝗡𝗔 𝗖𝗢𝗥𝗧𝗜𝗟𝗟𝗔 pode até dizer que não pediu para estar em Eskye, mas agora é um pouco tarde para querer voltar pra casa… Com apenas 27 anos, já perdi as contas de quantas vezes ela disse que é só uma PRESIDIÁRIA que veio direto do MÉXICO. Por aqui, já ficou conhecida como THE MISCREANT e comenta-se até que usou a Chave Espelho para roubar o rosto de EIZA GONZALES.
› 𝙱𝚁𝙴𝚅𝙴 𝚁𝙴𝚂𝚄𝙼𝙾.
O uniforme laranja com o sobrenome escrito no peito, deixava claro que seja lá o que Cortilla era no passado, ela com certeza não era flor que se cheirasse. A presidiária que se viu livre graças a magia que a trouxe para Eskye era magra e até bonita demais para ser considerada de menos periculosidade, mas as aparências enganam, e isso era algo que ela tinha demorado demais para aprender.
Nascida e criada em Mérida, no México, Jen não era uma criança muito diferente das suas duas irmãs e duas primas de idades e aparência tão semelhantes que podiam ser consideradas como um caso bizarro de quíntuplos que deixou de ser noticiado. Claro, se elas fossem quintuplas, e recebessem todo o alvoroço da mídia, junto com presentes e até um auxílio, talvez a família não passasse por tantos apertos. Quando pequena, as cinco meninas quase não notavam, desde que pudessem brincar nada realmente importava. Foi só quando se aproximaram da adolescencia que elas começaram a notar a miséria e as preocupações que atordoavam seus pais, seus tios e sua abuela. Foi assim que, perto do seu aniversário de quinze anos, ao contrário de um vestido ridicularmente grande ela e sua família fizeram um trato com uma mafia, atravessando a fronteira desértica para a tão sonhada terra da promessa, desde que, é claro, aceitassem levar uma quantidade de entorpecentes.
A família tinha virado uma mula e era obrigada a receber traficantes e se associar com o tráfico de drogas em nome da mudança de vida. As meninas falavam pouco, ou quase nada de inglês, a adaptação na escola foi complicada e traumática, mas eventualmente tudo deu certo. Elas se formaram e arrumaram empregos simples o suficiente para que não dependessem do dinheiro que o tráfico vinha. Era sempre uma obrigação e não uma satisfação fazer parte daquele mundo. Claro, sua prima mais nova e sua irmã logo aprenderam que vender sapatos das nove as cinco era bem menos lucrativo do que vender baseado para alguns de seus amigos endinheirados da universidade comunitária.
Jen, no entanto, não queria se associar com isso e foi assim que arrumou um emprego como empacotadora em um mercado. Foi assim, passando o leite e amaciante de roupas que Jen conheceu o seu príncipe encantado. O belo e charmoso Evan Peters. Ele era alguém decente. Cuidava dos pais que eram idosos, sem irmãos, trabalhava como policial mas não do tipo ruim que ela devia ter medo, ele aplicava multas de transito. Ele era o oposto de sua família. Seguro. Digno de confiança.
O casamento aconteceu menos de um ano depois, as agressões, no entanto, não demoraram tanto tempo. A violência doméstica era um capítulo que ela não gostava de lembrar, e com certeza não era algo que ela deixava com que os outros soubessem, mesmo que tenha sido ela a responsável por ser quem ela era hoje. Se a sua primeira condenação tinha tido a ver com a legítima defesa, um tiro que colocou fim a todo o horror que ela vinha vivendo nos últimos dois anos, as outras condenações foram só um reflexo do fato de que o sistema carcerário não oferecia qualquer perspectiva além dos muros do presídio. Para manter o mínimo da sua dignidade ela teve que fazer favores dentro da cadeia, para sobreviver do lado de fora ela tinha que aceitar o fato de que nenhum lugar contrataria uma ex-detenta, o crime era sua única solução, e ao longo do tempo ela tinha se tornado boa nisso.
Estava na sua terceira passagem pelo centro de detenção, já conhecia a rotina, os rostos eram familiares, as facções e divisões eram bem vindas, ela aprendeu a sobreviver. Quando foi parar em Eskye ela tinha uma chance. Uma chance de sobreviver do jeito certo. Tinha liberdade. E diferente de todos ali, ela não tinha sequer um motivo para querer voltar para casa. Seja lá o que acontecesse, ela tinha a certeza de que não voltaria para a cadeia uma quarta vez.
› 𝙰𝙿𝙰𝚁𝙴𝙽𝙲𝙸𝙰.
Num primeiro momento, a morena de cabelos negros manteve a aparência humana, mas é só prestar mais atenção em alguns detalhes para notar que ela não passou completamente imune a ar tóxico de Eskye. Sua pupila, normalmente dilatada como a de um gato, agora a fina como a de uma cobra. Quando usa seus poderes tóxicos, seus olhos castanhos adotam uma cor dourada ou amarelada. Outra característica viperina são os caninos afiados e finos e a língua bifurcada. Sua pele é sempre muito fria, um sintoma da ectortermia dos animais rastejantes. Logo, ela precisa ser exposta a uma quantidade de calor com frequência para manter sua temperatura.
› 𝙿𝙾𝙳𝙴𝚁.
Toxicinese: Desde pequena a mexicana ajudava sua avó a preparar certas poções, curandeiras de baixo calibre que não podiam arcar com as despesas de remédios realmente eficazes. A manipulação de ervas, chás, e unguentos passaram a ser a sua especialização, principalmente dentro da cadeia em que era preciso improvisar. Quando chegou no mundo encantado de Eskye, ela aprendeu que é capaz de manipular plantas para que soltem substâncias tóxicas e venenosas capazes de imobilizar e até machucar um indivíduo. É uma capacidade complicada já que requer que se tenha plantas por perto, luz para que a fotossíntese aconteça e as plantas transformem o ar em algo tóxico e atinge um raio limitado, dependendo da quantidade de plantas ao seu redor.
› 𝙰𝚁𝙼𝙰 𝙿𝚁𝙴𝙵𝙴𝚁𝙸𝙳𝙰.
No passado, Cortilla estava mais que acostumada a utilizar armas de fogo, pistolas sendo suas favoritas, no entanto, desde que chegou a Eskye, ela tem uma pulseira em formato de hera que envolve seu pulso, com um fecho de prata, que ela utiliza para acionar seus poderes caso não tenha plantas por perto.












