Eu sempre shippei o Cebolinha/Cebola com a Magali, desde que eu me entendo por gente. Enquanto eu crescia lendo Turma da Mônica e TMJ, fui percebendo o quão problemáticos eram os relacionamentos dos personagens.
Não acho nada romântico um menino provocar uma menina chamando ela de gorda e dentuça, e ela bater nele até ficar roxo. Isso não é fofo, não é "amor disfarçado", é só tóxico mesmo. Também nunca gostei da Magali com o Quinze, ficou claro que a única função dele era usar a padaria do pai pra fazer doces e salgados para a "protagonista esfomeada." Não era romântico, e sim dramático, utilitarista, vazio.
- Mas achei um certo conforto em imaginar o Cebola e a Magali juntos. Os dois tem os seus problemas pessoais, ela com a fome, ele com a língua presa, mas a Magali nunca bateu nele, e ele nunca provocava ela, pelo menos não na mesma intensidade que provocava a Mônica. Eu chamo esse ship de Magacê, ou Cegali, um shipp pouco conhecido mas que levei pra minha vida.
A gente parece tão obcecado com Enemies to Lovers, em fazer inimigos se amarem, que às vezes a gente esquece que amigos também podem se apaixonar. Qual o problema de ter o Cebolinha e a Magali se amando em uma relação comum? Sem pancadas, xingos ou discussões.
Eu amo a ideia de eles ficando juntos, o Cebola é tão inteligente (e gato, a Magali adora gatos kkkk) e tem um bom coração, a Magali é muito bondosa e talvez fosse a única que realmente entendesse ele. O problema dele era a fala. A dela era a comilança. Acho que eles seriam um casal bem de boa, as personalidades deles funcionam um com o outro. Ela é calma, ele é gentil mas egocêntrico. A Mônica gritando o tempo todo e o Quinze que só existe pra chorar nos cantos não fazem jus à eles.
Assistindo TMJ Reflexos do Medo recentemente me fez lembrar que eu costumava shippar esses dois e ler fanfics sobre eles. Quem sabe um dia o tio Maurício dê uma chance a esse casal?












