Monografia
Ah! e quando me faltam palavras
pra expressar o que é útil
do que me serve a utilidade
se no final será vaidade?
que se dirá se eu não cumprir
se todo tempo se esvair
e se em vão eu só olhar
a mesma tela de verniz?
Interview Vampire Daily
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Noah Kahan
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@limonteiro
Monografia
Ah! e quando me faltam palavras
pra expressar o que é útil
do que me serve a utilidade
se no final será vaidade?
que se dirá se eu não cumprir
se todo tempo se esvair
e se em vão eu só olhar
a mesma tela de verniz?
Rocket & Groot
In love with (baby)Groot *.* <3
Licença
Não tenho nada a dizer
Descobri minha ignorância
A tempo de me calar
E hoje o que dizer insisto
Licença devida ao verso
Concede-se ao meu falar
Acalma-se o meu juízo
Perdoa o que o verbo ousar.
Abril, 2014
Redondilha
E agora crescida Já não mais menina Passei a gostar De ler poesia
E até uns versinhos Começo a rimar Bem vejo na arte Um encanto sem par
Intrigam-me os versos De bons pensadores Em odes, cordéis Sons de trovadores
Que ocultos me eram Até poucos dias Não via os ritmos Nem as melodias
Mas olhe só isto Não é surpreendente? Isto é redondilha Ninguém mais desmente!
Abril, 2014
Soneto do Filho Ideal
Se eu antes quis voltar-me contra os ritos
E as odes aos profetas quis calar
De mim não emanou um veredito
Sem a tudo previamente ponderar
Se eu quis enquanto jovem rebelar-me
Primeiro, aos bons conselhos fui atento
E antes da distância instaurar-se
Dos pais observei os mandamentos
Heróis que o bem fizeram ao me livrar
Das vis contendas que um homem sem juizo
Com suas próprias mãos sai a buscar
E pouco a pouco torno-me mais hábil
Sem o manto da galhofa ou do siso
Seguindo, grato, o rumo dado ao sabio
Abril, 2014
STF (@STF_oficial) tweetou às 4:09 PM on ter, mar 25, 2014: Leia a carta do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, à revista Época: Adquira o aplicativo oficial do Twitter em https://twitter.com/download
Jack na chuva
Triste e infeliz ele se sentia. Andava sozinho, sob a forte chuva, sem nenhuma proteção. O que mais podia fazer? Helen não estava mais lá. Por algum motivo se fora, e isto ocorrera de forma tão incompreensível que ele simplesmente continuou a andar. Ninguém mais segurava o guarda-chuva, aliás, o guarda-chuva era de Helen. Ele só aceitava sair porque ela o trazia consigo. Pelo visto, ela também o levara. Sua casa era tão quente e confortável, por que se arriscaria? Mas a voz de Helen lhe faltava. De que adiantava uma casa vazia? Que graça havia em todos os quadros e tapetes quando Helen, de forma irresistível lhe convidava a apreciar o dia. Ah, quantos dias ela lhe estendera o seu guarda-chuva? Por quantas vezes ele mesmo não a aqueceu com sua capa. Este era o seu acordo tácito. Ela levava o guarda-chuva e ele a capa. Não importava a previsão do tempo. Afinal, mesmo nos dias quentes o guarda-chuva lhes serviria como sombra, e a capa como proteção sobre a bela relva do Inklings’ Garden. Dias e noites. Mas, agora ela não estava mais lá. Jamais voltaria. E, de surpresa, ele fora deixado na chuva. Se molhando.
Em memória ao luto de Jack.
Janeiro, 2014.