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@lina-sng
I need a hug but I’m too disgusting to touch
My life was supposed to end at 16
Idk what im doing now
"you're so distant" you literally made me feel like i wasn't important
I wanna cry, scream, hurt myself, and die so bad, but I just don't have energy for anything anymore...
I feel so damn exhausted
I just want to give up I’m tired from the bottom of my fucking soul like I don’t want to do this shit anymore like let me rest please I’ve had enough
Uma Vida Pequena
Considero a palavra ''inexpugnável'' como uma de minhas favoritas. Um termo cujo objetivo envolve a incapacidade de removerem algo seu através do contexto físico, o que se encaixa em diversos contextos, como o intelectual ou emocional. Pela primeira vez, pude finalmente compreender o peso dessa palavra através da obra de Hanya Yanagihara, ''Uma Vida Pequena''.
É curioso ler e observar o desenvolvimento do grupo de amigos presente no livro (Malcom, JB, Willem e Jude) e como a obra retrata a desenvoltura de cada um no que é chamado de ''vida adulta''. No entanto, Jude, é aquele que mais me cativou durante a leitura - assim como para grande parte dos outros leitores. Sinto como se a essência e existência desse personagem não seja algo apenas voltado a representação de traumas, mas principalmente, a um tipo de reflexo daquilo que encontramos em nosso interior ou ao nosso redor, seja em níveis maiores ou menores.
A vergonha, medo, receio, ansiedade, aversão e falta de misericórdia quanto a seu próprio ser são alguns dos adjetivos que moldam esse personagem. E ao tempo em que temos essas características, é possível notar o quão gentil Jude é para qualquer um ao seu redor, o quão preocupado ele se torna no que tange a suas responsabilidades e seu ciclo social. No entanto, constantemente penso sobre sua dor. A dor de ter sido quem ele imaginava que era. A dor de olhar a si mesmo no espelho e não enxergar sua verdadeira identidade, mas sim o que fora moldado por terceiros ao longo dos anos, e principalmente, a dor de se sentir diferente dos demais devido a suas marcas em todo o corpo, marcas essas que expunham seu passado, que revelavam uma parte de si tão vulnerável e complexa ao ponto de cada cicatriz sempre se manter oculta através de diferentes peças de tecidos.
Sendo uma distante extensão de Jude, encontro-me em indireta conexão com sua relação acerca de suas hienas mentais, aquelas que o destroem e nunca estão satisfeitas, buscando seu declínio como forma de alimentação, aquelas que emitem sons desconfortáveis por cada passo dado em sua rotina até que seu corpo caia em tamanho medo pelo o que essas hienas são capazes de fazer, ou pior, o que elas são capazes de emitir para que você faça algo consigo mesmo.
''Uma Vida Pequena'' também revela a possibilidade do conhecimento do amor, mas também a desesperança do subconsciente em lhe afirmar que este sentimento sempre está propenso a ser retirado de você de maneira rude, bruta e inesperada, causando a consequência encontrada nos futuros comportamentos de Jude: a desordem de seu próprio ser. A confusão e o vazio em sempre estar em busca daquilo/daquele que foi retirado de você (como já era esperado), em busca de respostas, em busca de uma nova e simples razão para continuar tentando, ainda que não haja razões suficientes.
Apesar de comumente esperarmos uma reviravolta nos segmentos feitos pelo protagonista, essa obra revela o oposto. Nos traz um molde da realidade crua, amarga e obscura através da decisão final de Jude, sendo essa uma representação concreta e fiel ao que realmente encontramos no mundo real. A desistência torna-se uma palavra evitada durante a leitura dessa obra, talvez como uma maneira de evitarmos o que sabemos que irá ocorrer, mas sempre penso que ao tempo em que lidamos com o fim de um indivíduo também presenciamos a fuga para sua liberdade, tal qual a escapatória de sua prisão mental, que o condenara de forma perpétua, sem a chance de mudar seu destino enquanto uma pessoa viva, enquanto alguém capaz de sentir tanto ao ponto de que cada recordação, cada pulsação em seu coração se torna uma dor completa, partindo do físico até a mais profunda área da mente.
Em tese, Jude, Willem, Malcom e JB, são vistos por mim como algo que ultrapassa a delimitação de páginas. Os vejo como uma forma de sentimentalismo, que sempre irei lembrar e que sempre manterá meus pés no chão para a verdadeira realidade existente. Por essa razão, assim como Harold, afirmo que vejo Jude em cada lugar, em cada coisa, e é por isso que sempre tento sem gentil com tudo. E é igualmente por esse estado mental de percepção que descrevo esse livro e o eterno grupo de amigos presente nele como algo inexpugnável.
jude:
Me
people say a little life is unrealistic because of the violence and they’re wrong. a little life is unrealistic because the spanish minister of culture personally let jude and willem wander around the alhambra alone at night.
I miss Jude.
Sometimes I don’t know what I really mean by that. At least right now what I mean is that I miss reading his dialogue. A good amount of the book is about his thoughts and actions. But his conversations —his innocent questions, his sarcastic humor, his petulant stubbornness, his lengthy discussions about law and math — are precious to me. I miss reading him speak.
Some days I miss his routines, other days I miss his introspection. Today I miss his voice, even though I’ve never heard it before.
I've never felt so connect with a person from a book before... I finished the book two days ago and it's really difficult to move on without Jude and his sensitive way to be
the fact is that when jude was little he was aware of knowing how to do many things, of knowing how to cook, of knowing how to wash, of knowing how to fix things, of knowing how to plant... as he grew up he lost any positive awareness of himself and also what he knew how to do it doesn't seem like anything special to him, as he goes on with his life he starts to do all this automatically until he loses all certainty about himself and when Harold asks him to list some things that he knows how to do better than others or that he knows how to do well, he can't say anything.
A Little Life - Hanya Yanagihara
It is interesting to think that despite of the negatives adjectives related to Jude and his mental health, there are still good reasons to have him as a comfort character. I know that we mostly find depressed thoughts related to Jude or his traumas, but at the same time it is good to remember how kind, sensitive and a great friend he was...
“He closed his eyes. Behind him, the hyenas howled, furious at him. Before him stood the house with its open door. He wasn’t close yet, but he was closer than he’d ever been: close enough to see that inside, there was a bed where he could rest, where he could lie down and sleep after his long run, where he would, for the first time in his life, be safe.”