☆;:* don't chase the quaffle if you can see the snitch, prongslaura list of wrongdoings *:;☆

@theartofmadeline

Product Placement
styofa doing anything
Lint Roller? I Barely Know Her

Kaledo Art
TVSTRANGERTHINGS
Monterey Bay Aquarium
Cosmic Funnies

Kiana Khansmith
almost home
KIROKAZE
Game of Thrones Daily
Misplaced Lens Cap
Show & Tell
Alisa U Zemlji Chuda
he wasn't even looking at me and he found me

⁂

★

Discoholic 🪩
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

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@lionincage
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uma última nota autoral (ou) eu abro no fecho
Desabrocha.
Desabota.
Desmancha.
Vai assim devagarzinho.
E para.
Parou. Como os últimos meses foram incrivelmente difíceis, acho que minhas lágrimas e meu desespero merecem uma nota autoral minimamente decente: com cara de eu. Com cara de são quatro da manhã e eu não consigo dormir, ou essa é a quinta vez que estou chorando hoje.
Eu dormi do seu lado no fim de semana, no meio do seu abraço, na certeza de que ninguém ia invadir o silêncio do quarto, sem medo de que tudo acabasse ali[. Mas você ainda quer a rua, e eu não posso viver assim.
Fica com a rua então.
Vai assim devagarzinho.
E acaba.
SWIPE ME RIGHT - PRÓLOGO
Primeiramente, e antes de tudo, essa não é uma história de amor.
É importante que você se lembre disso quando chegarmos ao final da história, para que você não odeie Emma e seus trejeitos estranhos, menos ainda James, que no final vai ser só um idiota.
Estou te adiantando os detalhes para poupar a raiva, e acredite em mim, você vai precisar. Eu adoraria que alguém tivesse me dado spoilers do que vem a seguir, teria evitado uma enorme fadiga.
Mas essa é uma história de como um garoto e uma garota se conheceram numa típica noite de dezembro, dividiram uma cerveja num bar e sobre sexo no primeiro encontro. Mais ainda de como Emma se apaixonou por James e sobre ele nunca ter ido embora - não que ela fosse deixar. É um clichê adorável sobre um dia de chuva e uma falha de comunicação que acabou com uma garota encharcada morrendo de rir no banco do passageiro de um carro preto, mas não espere um final feliz.
Eu nunca saberia explicar exatamente porque não existe um final feliz, existe uma história fofa sobre como as pessoas estão interligadas por linhas e que não importa o que aconteça: o destino delas é se encontrar, e se tem algo que eu posso afirmar sobre os dois é isso. ‘Tava escrito nas estrelas. Ou numa bio clichê de aplicativo.
Adianto pra você: talvez eles não fiquem juntos.
(suffocate) or (live and let die) - Part 1
Quando você está por perto, eu sou propensa a acreditar que há pouco para o mundo além desse pequeno espaço dentro do seu abraço. Há pouco para a linguagem, mas as palavras de amor; O planeta dentro de minha visão encolhe para só envolver os elementos e reflexões de você em tudo. Há pouco para a noção de tempo, mas as manhãs de domingo voltam de vez em quando; Ali, há pouco da realidade, que é você indo embora as 7 da manhã, mas tem você dormindo do meu lado, o braço solto na minha cintura. Há pouco para o ar, mas um cheiro fraco de sua pele e cabelo; Da mesma forma, há pouco para a música, mas existe The Killers, e sua voz ecoando das paredes daquele lugar especial que minha mente criou para você habitar. Havia pouco espaço pras outras pessoas antes, de tempos em tempos eu tentava abrir a cortina pra ver se um pouco de sol entrava, mas no fundo eu não sentia um terço de nada. Quando você apareceu eu senti um pouco de tudo, e infelizmente foi tudo ao mesmo tempo. A gente sonha em conhecer o "amor da nossa vida" e ficar com ele pra sempre e hoje em dia isso soa quase inviável em um ambiente de constante mudança. Mas eu podia sentir as silhuetas das suas vidas passadas tentando ter forma além de sombras, e a soma de experiências - nem sempre com sentido - tentando afogar em som a paz dos corpos nus. Não temos o privilégio de ficar refazendo coisas do passado, mas infelizmente ele insiste em ficar voltando. Tão verdadeiro quanto nós dois dizendo palavras de amor seis meses corridos é l fato de que nós não pertencemos um ao outro. Você pode domesticar o hoje, amanhã, uma década, cem anos. No entanto, quando se trata de um futuro mais distante - mais distante do que uma mente jovem pode compreender - sua alma estará vivendo em uma casa de amanhã, você não pode visitar, nem mesmo nos sonhos. Nesse exato momento eu estou sentindo meu coração em tantos pequenos pedaços que acho que pela primeira vez eu realmente entendi o que essa aflição é de verdade. Por incrível que pareça, nossa história não é um clichê, apesar de ter sido verão. E te digo isso porque vivi um clichê, com direito a beijo na chuva e alguém entrando aos prantos em um avião. A gente passou todo o tempo possível no abraço um do outro, mensagens bobas e conversas cheias e meu deus, como você foi fascinante. A gente conversava sobre séries, religião, suicídio e música com a mesma facilidade que um químico fala de uma molécula. O fato de eu estar completamente intoxicada de cerveja facilitou o processo, e eu mostrei o melhor de mim. Ou tudo que eu podia dar. Você fez com que eu me sentisse viva, e eu sei disso pelo tanto que eu me sinto sem vida agora, e eu sei que não era sua intenção, porque depois de todas essa memórias, você me afogou.
(here's to the fuck ups who open up) or (play another Disney song)
A vida toda me falaram pra esconder as coisas que a gente sente, mesmo os sentimentos que fazem cosquinha no coração, porque a partir do momento que a gente verbaliza eles se tornam reais. E isso vale pros sentimentos que batem nas bolhas dos sapatos, os que fazem sentido quando a gente acorda as três da manhã e pensa numa coisa que já passou faz anos. Normalmente a gente coloca tudo num grande catálogo, o meu é separado por cor, quando as coisas estão bem é como se eu mudasse de VHS pra blu-ray imediatamente. Foi numa dessas que eu aprendi que se eu não verbalizar tudo, que é amor e que é dor, não importa se alguém vai ouvir ou não, isso vai pro catálogo também. Vira uma coisa ruim andando aqui dentro. "Eu gosto de você" significa uma série de coisas bem grandes e na maior parte do tempo eu mal sei o que fazer com a informação. Me disseram que a gente se vulnerabiliza quando conta pros outros o que sente, mas se eu não te falasse logo de cara que eu sou um apanhado de coisas enroladas em arame farpado eu acho que você não entenderia metade da pessoa que eu sou. Sejam os relacionamentos malucos, ou uma família louca, ou amigos que não fazem sentido, nada disso teria ligação se você não soubesse de tudo. Mas as vezes eu me pergunto o quanto isso influencia/ou O quanto você conhecer minha essência alterou o que você pensava de mim ou a imagem que você tem de mim na sua cabeça. Eu amaria me ver pelos seus olhos e da mesma forma que eu me derreto as vezes queria ver você me contar um monte de coisas de uma vez. Amar é sentir um monte de coisas de uma vez, é um passo no presente com o outro no futuro, imaginar uma série de coisas e acreditar que a pessoa 'tá imaginando também. Mas as pessoas mentem. Algumas dizem "eu te amo" como se fosse brincadeira, outras ouvem como se fosse. Seria tão fácil. Você virou muito rápido um monte de coisas e eu nem vi. Acho que foram as conversas banais sobre qualquer coisa, o seu riso frouxo ou as piadas com tudo. Quando nada era problema e ainda assim a gente era solução. Eu não quero ter que sentir sua falta porque você se tornou muito rápido uma pessoa pra quem eu confiaria a chave do cofre 713 mesmo sendo expulso de todos os lugares. Você apareceu numa hora que não devia ter aparecido, que foi a melhor hora possível, e eu não tenho muita coisa nova pra dizer. Meus amigos todos desapareceram de uma hora pra outra e eu literalmente não tenho mais nada pra "fall back on". Não tem ninguém pra lamber ferida comigo e tá sendo péssimo lidar com o que aconteceu sozinha porque eu não entendo. As coisas pra mim não têm um sentido moral lógico como pras outras prssoas. Então to falando pra você. Eu tive muitas opções no último mês, e eu só soube dizer que era amor quando eu vi que dadas todas as minhas opções eu decidi ficar. Eu decidi enfrentar, por nada mais do que eu amo a pessoa maravilhosa que você é e a infinidade de assuntos que existem. As coisas em comum e as divergências. Medos, paranóias e alegrias simples. Eu decidi ficar porque não é sobre nós dois num conjunto. É você. Vamo assistir um filme da Disney e deitar a um metro de distância, cantar as músicas em várias línguas e tagarelar sobre teorias que não fazem muito sentido, comendo pipoca que eu não sei fazer, sem intenção nenhuma de nada. Só to te pedindo pra ficar e eu sou péssima em pedir as coisas e explicar sem dar muita volta. E o tanto de paranóia que tem no meu metro e meio não me deixam achar que ta tudo normal, não ta. Estou com saudades já. Desculpa.
(for you I'd bleed myself dry) or (heaven is a place on earth with you)
Então, acho que é mais que óbvio que eu amo você. Eu amo você como o amigo que me salvou no carnaval, como o cara que me dá a mão a meio metro de distância na cama cantando música da Disney, como o cara que tem o armário de bagunça da Monica dentro da cabeça. A ideia de não te ver me assusta, a ideia de não ter você me abraçando na cama parece idiota, tanto que eu volto e não me arrependo. Nem uma vezinha, porque definitivamente o paraíso é um pedacinho da Terra onde cê ta. Te amo de vários jeitos possíveis, tantos jeitos que as vezes eu até me perco, tantos que a única coisa no universo que me deixa de boca torta são as "7 ex namoradas de Ramona", porque ao contrário do Scott eu não posso lutar contra elas. Eu menti pra mim mesma porque achei que ia chegar aí, te dar o presente e vazar, não esperava que meu rolê fosse cancelado. Eu menti porque eu sabia exatamente o que eu queria, ou melhor, quem eu queria. Daí menti pra mim mesma de novo, falando que eu ia chegar, te dar o presente e vazar porque você não ia dar bola. E ai acontece. De novo. Eu não me arrependi nenhuma das vezes porque todas elas eu sabia o que tava acontecendo, o que eu tava fazendo e as consequências da minhas decisões, que isso fique bem claro. A nossa amizade existe, existe o lado que divide as coisas, que bate papo de madrugada, que conta casos. Mas existe uma coisa no meio que não é amizade, é uma blurred line que a gente sabe que existe porque você me mantém por perto, porque sempre que eu falo de ir embora você conversa comigo. Porque você é o caos quando eu to tranquila e maré de calma quando eu to no caos, e eu te sigo pra luz porque eu sei que não importa quanto barulho tenha, eu olho pra você e o mundo fica quieto. There must be something in the water. Porque você gosta de me ouvir dizer que te amo, ou que eu abra o jogo com você por qualquer razão que seja. Eu sendo louca e você ficando em silêncio, eu pedindo desculpas e você dizendo que não precisa, that's our game. As nudes, as sacanagens e eu na sua cama, that's our game. That's our thing. Porque a ideia de não ter você me assusta, de não te beijar de novo semana que vem, de não rir das suas piadas tortas. A ideia de não ter seu corpo no meu parece muito idiota toda vez que eu penso nela porque eles vão muito bem juntos, e bem mesmo. Mas não me assusta mais do que a ideia de que a Gaspar, a Gabi, a Bruna e todos os meus amigos têm de que você gosta de mim e tá lutando igual um louco contra isso, por qualquer razão que seja. Hoje eu menti pra mim pra provar que eu tava errada, pra provar que não existe nada, but there must be something in the water. Eu não vou arrombar o armário com um cartão de crédito, mas você não precisa esconder o que tem lá dentro pra sempre. Eu já te mostrei o meu, tudo que eu tenho, tudo que eu sinto, então me dá logo esse tiro na testa porque se eu ouvir mais uma música que eu acho a sua cara sem poder te mandar eu vou ter que mandar meme do gavin que você odeia.
(take a breath, take it in, love has no expiration date) or (gotta cut through the noise so you can know what love sounds like)
Dear T., Eu sempre acreditei muito em cartas, sempre fui do tipo que escreve (as vezes eu escrevo aqui e apago), gosto muito de cartas porque existe um princípio de que são de alguém pra alguém, que em algum momento ela vai chegar e a pessoa vai saber. Não precisa entender, só saber. Desculpa eu não ter sido pra sempre a garota sorridente e brilhante do primeiro encontro, que fala de coisa séria fazendo piada. Por todo trabalho, por todos os textões. Por tudo. Desculpa eu ter aparecido numa hora ruim, por não ser fácil de lidar como eu tentei mostrar. desculpa por eu ter acreditado tanto quando você me chamava de amor, e por ter dito que te amo tantas vezes. Desculpa pelos “shows” e pelos “dramas” que eu não consigo controlar. Desculpa por eu ter acreditado na Gaspar ontem - e por ter contado isso pra você -, porque como cê disse, nada na gente nunca fez sentido, é possível que seja carinho, mas é possível que não seja só isso. Acontece que uma parte de mim acredita mesmo que você gosta de mim, de um outro jeito que ainda não é o jeito de antes, mas também não é só carinho. Você leu tudo, viu tudo, ouviu tudo, me controlou, me segurou, me deixou salva e a gente não faz essas coisas só por amizade. Você me deixou falar absolutamente tudo que eu tinha pra falar e eu sou grata por isso, e peço desculpas. Acontece. É possível. Porque pra mim nada é tão frágil que muda totalmente em doze horas, pra mim nada acaba assim do nada, então desculpa por pensar assim mesmo sabendo a verdade. Eu não preciso que você me diga que somos apenas amigos, eu sei tudo isso. Mas uma parte de mim insiste, resiste e não desiste. Tô fazendo tudo errado, mas juro que é com amor, porque quando eu amo "do jeito certo" eu mato em mim tudo que é espontâneo. Eu sou grito na escada, crise de choro e medo do escuro, a única coisa que eu acredito mesmo é em amor. E todos os meus amigos falam que é loucura minha, talvez seja. Talvez seja. A camisa xadrez que eu levei na viagem era a mesma que você tava usando no primeiro encontro, era a mesma que você tava usando no dia da minha foto favorita. O cheiro de você me acalma, me faz pensar que eu tô bem, que o mundo ta calmo. O seu sorriso me dá a maior paz do mundo, eu guardei todas as fotos da gente só pra lembrar dele, e as sardas do seu rosto são a coisa mais linda. Com você eu consegui falar no telefone, parei de comer mcdonalds e voltei a tomar remédios. Acontece que quando eu tomo remédio eu penso pelo menos 4 vezes no dia em como seria se eu tomasse a caixa inteira - e isso não tem nada a ver com você, não pensa isso nunca! Queria você sentado na cama, reclamando dos seus alunos, falando dos seus amigos, fazendo pipoca sem camisa na cozinha. Seu sorriso de bêbado, as piadas, até a musiquinha idiota. Sim, i’ll think you’re gorgeous, and i’ll m want to hug you, and i’ll want to kiss you, all that whenever i see you. Eu tentei a vida toda nunca colocar fé em ninguém, porque ninguém precisa lidar comigo além de mim, e você me deu coragem. Um monte de coragem. Ficou do meu lado depois de vários surtos, segurou minha mão, me esperou. E continuou esperando que eu pegasse um ritmo que eu nunca consegui alcançar direito. Você teve todos os motivos pra me odiar, pra ir embora e você não foi. E essa parte não faz sentido a não ser que exista alguma coisa porque não é possível que você se culpe por isso, por quem eu sou. Vou te pedir desculpas pra sempre, por todo trabalho, por todo o incômodo. Vou sempre achar que você me odeia porque eu insisto em dizer que te amo (e agora acho que sua irmã me odeia também). Eu sei que não é de mim que você quer ouvir isso, mas é tudo que eu tenho agora. Eu sei que eu sou um peso e que provavelmente foi o pior match possível. Vou sentir culpa pra sempre por ter te mostrado esse lado de mim que eu odeio, por sentir que te obriguei a ficar. Vou pedir desculpas pra sempre por eu não ser a garota do primeiro encontro, mas por ser a que sai de casa no meio da tarde com uma caixa de nuggets porque meu jeito de amar é incerto e eu nunca sei se vou querer acordar amanhã, então tento fazer tudo ao mesmo tempo. Não sou boa malabarista. Vou pedir desculpas pra sempre por todos os textões, bêbada ou sóbria, e por essa ultima semana ter espiralado completamente errado e eu ter me descontrolado. Desculpa por tudo que eu fiz, por ter te feito perder a paciência, por ter te pedido pra me salvar, por não ser sempre leve. Desculpa por eu te amar do meu jeito. Desculpa por eu te amar. Desculpa. T.
Pois se te provoco a ira
o que te move? Como você acorda todos os dias e levanta da cama? O mundo ainda é o mesmo, mas você não. Os tempos mudaram, em seu rosto eu vejo um cansaço. Um abatimento tão sereno que você tenta esconder. Um esgotamento de cada uma das suas células. Você está desistindo de si e isso não é bom. Ora vamos, não é o fim dos tempos! amor é cólera e sabemos bem disso, mas cólera passa e você precisa se desapegar. Você precisa deixar o mundo girar de novo. Fora do eixo, pra fora da órbita! Teu mundo é bem diferente do deles, mas você não pode se trancar aí dentro pra sempre, precisa abrir a porta e dar uma sacudida nesse tapete. Teu peito dói agora, essa dor é minha também. Mas admita que mesmo que você diga com todas as letras: ele não volta porque ele também se doeu de sua estupidez. Ele tem orgulho como você! Pensa bem meu amor, você faria o mesmo (exceto que é meio burra e abriria mão da tua pose por amor). Pensa bem meu amor, você ainda o ama com força e não tem nada que não daria para mudar isso, para tirar esse sentimento do peito de vez. Mas não é assim! Se te provoca a ira, se te incita a cólera, é porque está viva ainda. Eu sei que você o ama, mas o amor que sente por si mesma devia ser um pouco maior e seus olhos cansados de acordar no meio da noite te denunciam. Seu rosto está inchado, por Deus, seque essas lágrimas que você é durona! Você não é assim. Você o quer de volta mas não pode fazer nada a não ser dizer o que pensa, e saber que por mais que o que vem não seja o que espera, você consegue. Eu sei que nada nunca te doeu tanto. Ou foi tão forte. Mas você escondeu isso bem! Foi tão bem por um mês inteiro! Estou orgulhosa por não ter corrido antes, sinceramente foi mais do que eu imaginei. Mas você precisa recomeçar. Colar tudo, cabeça no lugar. Se ele não te quer mais a gente consegue. Vou inventar mentiras sobre ele pra te deixar bem! Uma bobagem que seja até você se convencer que tudo passa. Se eu causo ira é porque você ainda sente alguma coisa.
(bring on the rain and bring on the thunder)
Eu acho que você fez tudo de errado que dava pra fazer, e eu tinha mil motivos pra te odiar e eu simplesmente não consigo. Porque eu não sei o nome disso que eu to sentindo, mas eu to vazando por dentro. E eu não aguento mais escrever textão porque eu sei que você acha um saco, EU TAMBÉM ACHO! e eu não aguento mais fazer todas as milhões de coisas que eu faço que te afastam, não aguento minhas frescuras, minhas paranóias, odeio o jeito que eu acordo todos os dias pontualmente as 5:40 mas eu não consigo de outro jeito, já tentei. E eu me acho idiota sempre que eu me preocupo com você porque você é adultinho e vivia sua vida muito que bem antes de eu aparecer e ta vivendo muito bem sem mim, diga-se de passagem, mas eu não tô porque eu tô procurando seu rosto o tempo todo e isso é um caralho porque eu passei o dia lutando contra a vontade de mandar uma mensagem idiota. Eu to completamente apaixonada por você, do mesmo jeito que tava na terceira vez que eu te vi, do mesmo jeito que tava quando surtei na sua cama, do mesmo jeito que tava quando fiquei esperando noticias no ano novo, do mesmo jeito que tava quando cê parou o carro no meio do eixão pra ter certeza se o que eu tava sentindo era real. Sempre foi real pra mim. Que pena. Que merda. Mas eu queria que as coisas fossem pra mim como elas são pra você, que eu conseguisse negar tudo isso três vezes e bola pra frente, mas é carnaval, meu feriado favorito da vida, e eu só consigo pensar que to com saudade do teu abraço em mim. E eu me sinto trouxona porque eu te amo e isso não passa, e ai você fala que cogitou ir ver a Luiza e eu fico em cacos porque ela te deixa em cacos, e eu não quero te ver assim nunca porque eu te amo. Essa vontade de te ver não passa. Esse ciúme não passa. Esse cuidado não passa. Nada disso passa! E não tem essa de dar tempo ao tempo, eu me conheço. E eu não entendo como eu tava tão plena numa sexta, com suas pernas no meio das minhas e como eu vim parar onde eu to agora. Mandando mensagem 3 da manhã dizendo que te amo, e repetindo isso diversas vezes pra a torneira para de vazar. Eu queria você do meu lado, e isso é uma merda porque a coisa que eu mais quero eu não posso pedir de você. Queria as conversas sobre filmes, você me explicando quadrinhos, as risadas, os beijos, as piadas bobas, o sexo, queria roubar de volta todas as vezes que te chamei de amor só pra poder repetir tudo de novo, sem pressa. Mas foi só no babydoll, olhando na cara do Igor, que eu entendi tudo isso. Que eu te amo, e que cê sente tesão pelo jogo que a gente joga, mas esse jogo não é suficiente pra mim porque fico lembrando de como a gente combina, na loucura, na cama e no universo, com seu cheiro em mim ou na minha roupa, da sensação de que eu tô segura e que o mundo não vai explodir em caos quando a gente ta junto. Queria a minha roupa no chão do teu quarto, tua respiração pesada na minha orelha, minha mão apertando e arranhando cada pedacinho de pele que eu conseguisse alcançar enquanto sua mão descia pela minha barriga. Queria seu corpo pesando no meu pra lá de depois da meia noite, um sorriso frouxo preso na boca enquanto a sua aperta a minha. Queria os vinte minutos de sono e acordar com você beijando meu ombro, você me deixando na frente do prédio e me dando aquele último beijo de sempre bem na portaria. As mensagens de "cheguei em casa", "to bem". Todas essas coisas que eu não posso pedir. Que eu não tenho direito de pedir. Eu não falo que amo, mas pra você eu abri uma exceção, pra você eu saí da apatia pra um espectro horrível de sentimentos que eu não controlo. E que são muito piores porque são só meus, e você não deixa. Você só não deixa.
(the way you look tonight)
you look lovely with sleepy eyes, and i can't help but notice how your voice tones down when you're almost sleeping, the way your lips curve up in a tiresome style and how peacefully you look when you’re almost there, but haven’t fallen asleep yet. I love the sound of your voice and even the way you used to breathe down my neck, with your arms in a tight grip around my waist. You look lovely by my side, even when you’re not really here. Wish I could tell you this will all go away. That I can control myself, but here’s the real thing: you look lovely inside me aswell. Your hands strolling down my body and your voice fading as i’m screaming in your ear, you look lovely with sleepy eyes and i love the way you look tonight, but i love it even better when i’m in your bed.
(what lies beneath)
A primeira vez que eu te vi o mundo inteiro ficou quieto. Todas as neuroses, todas as ânsias, todo o medo que eu senti o dia inteiro, tudo desapareceu. Comecei a me arrumar quatro horas antes do nosso encontro, e não porque eu demoro pra me arrumar - faço isso em 10 minutos - mas porque eu senti uma ansiedade imensa, e as minhas amigas me fizeram beber cerveja pra parar de falar compulsivamente, eu falo demais quando fico nervosa. Quando você convive com uma neurose psicótica você não tem muitos momentos de silêncio, de quietude. Eu acordo achando que algo de ruim vai acontecer todos os dias, um aperto no peito sem tamanho, as vezes passo a madrugada achando que alguém vai entrar pela porta ou que extraterrestres vão invadir a Terra ou que espíritos andam pela minha casa, eu vou dormir pensando se desliguei tudo, se fechei as portas do armário, se tranquei todas as portas possíveis. Mas a primeira vez que eu te vi a única coisa que eu consegui pensar era como o seu rosto inteiro sorriu quando você me viu e eu soube naquele exato minuto, pelo pulo que meu estômago deu, que o mundo estava quieto. Eu te perguntei entre risos se você planejava me matar - porque ninguém sabia pra onde eu estava indo - e eu normalmente pensaria em oito possibilidades de você me matar e não entraria no carro. Mas entrei. No nosso primeiro encontro eu passei muito tempo tentando falar de todas as coisas que pareciam importantes no universo pra evitar falar de mim, mas eu fui entregando meu jogo com tanta facilidade que não tive medo. De nada. Pela primeira vez o mundo estava quieto e eu não estava pensando nos dois cenários possíveis. Num dos encontros que se seguiu eu não entendi a mensagem, e fiquei nervosa o suficiente pra inventar um cachorro e não parecer boba, eu estava encharcada e mesmo assim você riu, me abraçou e me beijou e de repente todo o nervoso se acalmou. E eu aprendi a te amar com muita facilidade, o jeito como você sempre parecia nervoso e tentava quebrar o gelo com uma imitação, sua risada mas principalmente a forma como você sempre parecia prestar atenção. A primeira vez que o mundo fez barulho enquanto eu estava com você foi como um susto, uma frase boba que nem me lembro mais e eu senti todo o medo. Sua porta estava trancada? O portão fechado? Todos dentro de casa? E de repente eu me perdi, não era minha casa, e se alguém me achasse ali? Quem se daria conta? Eu me perdi vários segundos nisso e então a sua voz fez o mundo calar de novo, enxerguei cada detalhe do seu quarto pelos seus olhos, o cheiro do seu perfume e isso foi suficiente pra que eu voltasse. E eu tive medo quando cheguei em casa nesse dia porque eu soube ali que você teria medo de mim. E que o mundo não ficaria em silêncio pra sempre. Mas você me trouxe de volta todas as vezes, a ponto de parar o carro no meio do eixão pra esperar que eu parasse. Você era o suficiente pra que o mundo ficasse quieto e eu nunca depositei tanta confiança em alguém. E deitada na sua cama, todas as vezes, eu soube que eu estava segura, todas as vezes sem exceção. Não foram cervejas, não foi sexo, não foi o seu conhecimento relevante sobre Disney ou o seu incrível gosto musical, mas era o fato de que do seu lado eu me senti... Eu. Não tinha barulho. Não tinha medo. Eu acordo todos os dias as quatro e meia, e volto a dormir as sete, as vezes quando você fala comigo me acalma e eu durmo mais rápido. Nem sempre. Mas sempre que eu te vejo, não importa quanta confusão eu esteja sentindo, o mundo fica quieto e eu vejo tudo com clareza. Você me disse que precisava ir embora e nesse dia eu enrolei pra te deixar ir porque o mundo estava tão quieto que eu achei que na hora que eu fechasse sua porta ele ia explodir. Você só foi parcialmente, e eu nunca entendi porque. Agora me disse que queria voltar pro mundo, e que talvez você tivesse sido um erro. Mas como pode ser um erro se pela primeira vez eu não estava pensando que a gente ia sofrer um acidente de carro, ou que eu ia ser assassinada na porta de casa. Se pela primeira vez o mundo estava em silêncio? Amor não é um erro e me mata o fato de que você é capaz de lidar com isso com tanta facilidade que pode virar as costas e voltar pro mundo e eu não posso. Que eu não consigo sair como qualquer pessoa normal e conhecer pessoas novas porque o mundo faz barulho, e eu me vejo parada. Que demorou um ano inteiro pra que eu conseguisse sair com alguém de novo - se eu te contasse quantos encontros eu marquei e assim que olhava pra pessoa eu saía correndo você ficaria surpreso - r que você é a coisa mais incrível a qual eu já fiquei apegada. Que eu sei que não foi sua intenção, mas você não me deixou tentar! Que eu queria acordar todo dia de manhã lembrando do jeito que você se empolga com as músicas no carro ou do cheiro da sua pele. Acontece que agora eu vou ficar pensando pra quem você vai imitar um golfinho e eu não consigo pensar que o mundo dessa pessoa talvez não fique em silêncio. Que ela talvez não se importe com a forma como você ajeita seus óculos, ou com a camiseta xadrez que você usou no primeiro encontro, com a coleção de chaveiros que existe na sua estante ou com o prego na parede, onde ficava um dos três quadros. Que ela talvez não se preocupe se você chegou bem em casa todos os dias ou durma no seu carro debaixo do prédio porque não quer que você dirija bêbado pra casa. E não importa quantas vezes eu diga pra você que está tudo bem, tudo que eu queria ouvir é que você quer tentar de novo. Do início, da primeira vez que o mundo ficou em silêncio pra eu poder arrancar de você todo o barulho que me acalma, porque eu sei que existe alguma coisa, e eu só queria que você confiasse em mim.
<the stories of how i love you changed the game> or <became the best thing i could ever tell you>
"Você é incrível". Emma se assustou a primeira vez que ouviu, sempre tão acostumada a andar empertigada e tão cheia de si que ouvir um elogio desse tipo pareceu acertá-la em cheio bem no meio das suas dúvidas. Seus lábios se curvaram num sorriso torto enquanto ela assistia a cena inteira se desenrolar, como se o mundo inteiro estivesse congelado num único instante e ela pudesse, finalmente, saborear a felicidade de se sentir apreciada. Ela se perguntou da onde vinha isso, fosse sua enorme capacidade de compreensão ou o tamanho do seu coração de reconhecer a necessidade de outras pessoas ante a sua, ela sempre foi egoísta e orgulhosa, mas pela primeira vez parecia entender que as pessoas têm direito de escolher entre ir ou ficar e que não havia problema nisso. Emma sabia bem que era incrível, dedicada, maravilhada com tudo no mundo, e que era pouco provável que outras pessoas lhe parecessem tão interessantes quanto ela, ah, ainda que as pessoas soubessem das histórias que ela tinha pra contar. Ela quis gritar com Rhys, talvez gritando ela conseguisse eliminar toda a confusão que estava em sua cabeça, porque afinal de contas ela não estava triste ou heartbroken ou nada do tipo, ela só não entendia, mas Emma nunca foi de causar cenas, falava baixo num compasso tranquilo, a voz ritmada se alegrava quando estava bêbada, mas ainda assim nunca elevava o tom, desde pequena fora ensinada que gritos servem apenas pra assustar, e "não conquistamos nada com gritos". Ela queria que Rhys apontasse defeitos, que dissesse que ela era demais pra aguentar, que a relação deles estava fadada ao fracasso desde o início, mas ele só a disse que ela era incrível e Vanity nunca pensou que haveria espaço em seu coração pra batalhar em uma guerra que sabia estar perdida, mas ela achou. E se sentiu bem por isso. Ela queria fazer o que sempre fez, declarar guerra ao inimigo, sentar horas no chão do quarto difamando pra todas as amigas que tinha na Sonserina, mas só se deixou abrir de forma longa - e humilhante - pra senhora Vanity. A garota se acostumou à forma como os olhos de Rhys brilhavam pro mundo, como seus olhos diminuíam quando ria, como ele sempre parecia querer ouvir e falar, e rir. Tão bem humorado, sempre tão alegre e eram sim, de mundos bem diferentes, ele era uns bons anos mais velho quando se encontraram a primeira vez, mas quando estavam juntos pareciam coexistir num mesmo universo, só deles. E por isso Emma não entendeu quando foi chamada de incrível e quando mesmo assim ele foi embora. Várias vezes. Emma sabia que ele não queria ficar, mas entre tudo que tinha sido falado e até o não dito, ela não entendia como ele não tinha vontade de apertar sua mão na dele o tempo todo que estavam juntos como ela tinha. Emma nunca teve atitude, jamais forçaria uma situação e se retrai com a ideia de ter um capricho negado, ela pode ser várias coisas mas coragem é seu maior fracasso, então ela deixou passar. Mas todas as vezes ele repetia e ela ficava ainda mais perdida nas palavras, ela entendia o que estava acontecendo, mas não conseguia assimilar. Seus olhos dançavam pelo painel do carro e pela rua na frente antes de se voltarem discretamente pro nariz sardento de Rhys. Emma nunca entendeu por que, e talvez nem nunca entenda, mas sempre aceitou, no entanto sua cabeça se encheu de "mas" todas as vezes que ouviu que era incrível. Em sua cabeça não fazia o menor sentido alguém desistir e ir embora assim tão fácil, sendo que um dia antes os dois estavam deitados na cama de Rhys falando sobre coisas banais, como se nada no universo fosse algum dia ser diferente. A ambiciosa Vanity não fez questão de se diminuir pra caber em Rhys, pelo contrário, quis mostrar pra ele exatamente tudo que estava pensando e sentindo, e no entanto não conseguia. Emma gritou, chorou por horas e então pediu desculpas pela cena. Amos, Nate e Ian diriam que ela estava irreconhecível e talvez a sua capacidade de tentar tirar do peito tudo que estava sentindo fosse incrível, talvez fosse seu sorriso abobado depois de ver um filme ou só o fato de que ela não se esforçava pra ser compreensiva, isso era quem ela era. Emma não culpa Rhys, e no fundo nem a si mesma, e Rhys diz coisas que soavam quase condescendentes e nem assim ela sentia raiva porque sabia que era exigir demais pedir que ele ficasse ali cada vez que ela quisesse chorar. A garota queria uma resposta que ele dizia não saber dar e que parecia cada hora mais rasa. Cada conversa mais rasa até o ponto que não vai existir mais nada submerso além dos dedos dos pés. Emma se ressente um pouco disso, porque queria que Rhys visse o mundo do jeito que ela vê, mas esse mundo é dela e só dela. É importante frisar que ela nunca pediu pra que ele voltasse pra ela, ainda que quisesse, ela sempre soube que não se pode pedir isso de alguém. Emma sempre foi um poço confuso de coisas, mas ela finalmente tinha entendido que amor não espera nada de volta, e talvez as dores passem com o tempo, que a vontade de ver e beijar se torne um ponto comum na memória. Talvez seja só da dela. Ninguém sabe, mas a única coisa que ela tinha medo era de perder a companhia dele, da qual tinha se tornado tão fã. Perder a pessoa que falava da vida, e compartilhava segredos e histórias. Por orgulho, ela precisava dizer que preferia nunca ter dito que o amava, ou que eles nunca tivessem se conhecido, mas por coragem ela precisava dizer que foi a melhor coisa que ela podia ter dito. E que ele era incrível também.
<the stories of how "i love you" changed the game> or <why is everything a competition?>
Emma nunca foi a pessoa mais emocionalmente disponível, parte disso provavelmente deve-se ao fato de que não tinha muito disso em casa, filha de uma família nobre, Emma praticamente foi criada pelos elfos domésticos enquanto sua mãe, uma workaholic assumida, e seu pai, que estava fazendo sabe-se deus o que, faziam o que faziam de melhor: sumiam. Sua mãe se culpa por isso até hoje mesmo que Emma saiba que não é bem assim. Na vida de Emma passaram três caras que pareceram importantes sob seu ponto de vista. Não que tenham existido apenas os três, mas nenhum dos outros chegou a ouvir nenhuma história relevante, ou frase de suspense. Sobre dois deles ela teve dúvidas, muitas delas, antes de dizer as três palavras que aparentemente mudam completamente o curso da vida de alguém. O primeiro foi Nathaniel Avery - Nate pros íntimos. Emma e Nate se conheceram em Hogwarts, colegas de casa que inegavelmente não tinham nada em comum, mas mesmo assim dividiam mil histórias. Nate roubou um beijo de Emma quando eles tinham treze anos, e Emma se achou a garota mais sortuda da face da terra! Umas duas semanas depois Nate mandou um bilhete no meio da aula dizendo que a amava, e os olhos escuros de Emma perderam mais ainda a cor porque ela não queria responder. Mais tarde naquele ano ela se agradeceu por não ter dito porque descobriu que Nate também beijava sua colega Dorcas e dizia que a amava. Depois de Nate veio Amos. Emma e Amos tinham menos coisas a ver do que Emma e Nate, ele era mais velho e assumidamente um chato, pouco tempo depois se revelou controlador e Emma não sabia o que fazer. Todo mundo que tem a garota em sua rede de contatos próximos sabe do que acontece, mas quando Amos apareceu na vida dela essas coisas ainda estavam pouco tratadas e ela teve um episódio complicado enquanto estava na rua com uns colegas, e Amos não hesitou em correr em socorro para deixá-la em casa. Amos disse as três palavras. Ela desceu do carro, bateu a porta e saiu correndo pra dentro de casa. Pobre Emma, completamente vulnerável deixou que Amos visse muitas das suas fraquezas e acabou acreditando naquilo porque achou de verdade que tudo estava bem. Mas não é certo que usem suas frestas pra empurrar alguma coisa, e Emma entendia tão pouco do que estava acontecendo que se deixou ser domada e ninguém viu. "não pode batom" "não gosto quando você sai" "para de beber" "não consegue melhor" "quem é esse?". Poucas pessoas sabem que Emma ainda evita fazer um monte de coisa por medo, mas ta tentando melhorar. Três anos se passaram disso, e ela chegou a dizer as três palavras um dia, hoje Emma tem vontade de vomitar quando pensa nisso. Logo depois dele Emma se exilou, passou um tempo fora pra "pensar na vida" quando na verdade queria sumir do radar e voltar uma pessoa nova, cortou o cabelo e comprou logo um batom vermelho - foi a primeira compra com o primeiro salário em dólar - conheceu um monte de gente interessante, fez as pazes com o espelho e voltou. Dava pra ver que ela estava diferente, a menina. Pintou o cabelo assim que chegou, uma mecha pequena de rebeldia naquela massa enorme de cabelo, praticamente aboliu as calças de dentro do armário e conheceu mais gente interessante aqui. Saia praticamente todos os dias da semana com os amigos novos e os amigos antigos não aguentaram ter sua atenção dividida, Emma geralmente era a amiga que todos procuravam com um problema e ela decidiu que só queria coisas boas pro ano. Algumas merdas aconteceram. Seus novos amigos viajaram e Emma ficou. Sozinha. A um mês atrás algumas coisas mudaram. Emma conheceu um cara novo, que não foi apresentado por ninguém além do acaso. Quando combinaram de se conhecer Emma não esperava nada porque não tinha expectativas, no entanto conheceu alguém que não se importava de ficar com a cara suja de batom no meio de um bar ou que não reclamava que ela estava bebendo cerveja com as pernas cruzadas que nem criança (os pés dela não alcançam o chão e ficar com elas pra baixo é desconfortável). Alguém que fez questão de sair com ela todos os dias da semana nem que fosse só um pouquinho, e que contou várias pequenas coisas - mas soube ouvir muito bem também. Que a viu durante a noite e quis ver durante o dia e na primeira vez que Emma desceu na frente da casa dele ela não queria nem avisar que chegou de tanta vergonha. Ela tem uma dificuldade enorme de se permitir um pouco, mexe no cabelo e esconde o rosto quando fica nervosa, mas Emma se sentia tão leve do lado dele que tomou coragem. Quase toda coragem do mundo, mas foi dentro de um carro que o cenário mudou. Emma nunca foi do tipo que manda bilhetes ou vomita as palavras e deixa a outra pessoa segurar a bomba, mas eles tinham um combinado, não devia ser uma competição e sim uma questão de conforto e segurança. "então só existem duas opções, ódio e amor?" "sim?!" "você já disse que não me odeia então você me...". Ela se lembra de ficar sem graça e sem palavras. Nunca tinha pensado no que isso realmente significa, não são três palavras que te amarram a ninguém mas que te abrem e ali dentro do carro ela ficou um tempão pensando no peso que isso poderia ter. Pensou que era cedo demais, mas o que é "cedo demais" afinal? Iria eternamente parecer cedo e ela sabia disso. Pensou que estivesse exagerando, mas não tinha outro nome pra dar pra sensação boa de que o universo cabe todo no banco do passageiro, pra ideia de que o mundo de repente parece pequeno demais. Rhys insistiu mais algumas vezes e ela não disse nada, queria, mas pensou demais e quando Emma pensava demais as coisas pesavam. Não existe hora certa. Não existe momento certo. Não existe cedo demais. Existem situações impropícias, no entanto, e Emma escolheu uma péssima, mas quando viu já tinha aberto a boca. Pela primeira vez ela não ficou preocupada em ouvir de volta ou de uma reação ruim. Ela tinha falado e quis dizer cada uma das palavras. Elas tinham o significado que deviam ter e quanto mais Emma falava, mais real parecia. Seu corpo pequeno foi tomado por uma fé cega no significado daquele gesto. Logo ela, sempre tão comedida, tão politicamente correta, que se escondia atrás de uma armadura tão silenciosa, logo ela.
(stay away) or (stand alone)
Dear Ex Lover, If there's something that people should know is that being with someone is more than often being alone. Is listening to the sound of tears sometimes, feeling the warmth of the water rolling down your cheeks when it's way past your bed time and you find yourself looking at the roof with a head full of thoughts that sometimes don't connect, and like a movie you see everything, you remember the first time he dropped you off at your front door, the first kiss and the first "i love you". You didn't knew how much it meant to say that for the first time, or how much it would hurt when the last came. They never told me you, my first love, would be the death of me in a certain way. You broke me so many times I can't even count. By your side I felt insecure and small, I felt like you loved me the most and sometimes not at all, sometimes everything else was much more meaningful than me being by your side. You wouldn't pay attention to what I had just said to the point it made me feel... Worthless. It's something that takes time to be destroyed, love, but we managed to do that. We got so tired as we walked together that we didn't know how to sit back and enjoy the view anymore, to lie in the grass and watch the lake as we did before. After you I thought I would never be liked by anyone else, that every man was after the only thing I couldn't give to you. That I was finally defeated. But then I wasn't. Someone came along, not too far along the way, but this someone was also at a great distance and we were doomed from the beginning, I was figuring out who I was without you and I decided to put myself first, and so I had to leave him. I left this great person because, for the first time, I was my priority, and so I went on and cut my hair, said bye to the dye, accepted the greatest experience that was yet to come, and even found out that love can pop out from the most unexpected. I still love you, but I learnt that I also love myself a great deal, and no matter how much I love you it'll never be enough to let you hurt me again. I'm shielded now, I should've known better. But I also remember that I told you I loved you a month into the "we" matter, maybe I jumped ahead of myself. Maybe I should never say it. Love isn't meant to be hurful. It should be such a wonderful experience that you cannot wait to see someone's face again, to hear his laughter or to lie in his arms and hear his heartbeat in the silence of the room. Love is supposed to be something you could easily drop everything and meet someone in a pouring rain, but that this person would also know to wait until your shift is over. I'm not sixteen anymore. I "got a grip" and realized that maybe you were really never meant for me, because I am too good. And maybe dealing with me was a little too much, I know how overwhelming I can be, but you didn't have the right to make me feel small and I won't let you haunt me anymore. From the relationship I biult with myself and looking at the ceiling I realized that I now worry about another guy. I'll think about you sometimes, but your face will be mixed up wiyh someone else's until it fades completly to nothing but a picture in a box. I loved you in every color, but now I'll let you go black and white. Thank you for making me stronger, I'm not made of you anymore.
(prety girls don’t know the things that I know) or (letters)
Dear Love,
Lying in my bedroom floor I know that I can’t actually name what I feel right now. I’m stuck between a mix of extremely happiness and a feeling of vacancy, is like something is missing from a very specific routine, something I got used to even though I shouldn’t have. Right now, to be completly honest, I feel weakened. It’s not a matter of what happened to us anymore, it’s what happened to me that bothers me. It’s not like I have never felt in love before, I have indeed, nothing feels different from the first times except that everything is. I am. You know how there’s always a reason? I never dreamed of prince charming, wasn’t saving-myself-for-marriage, so don’t get me wrong, from the second I met you I didn’t had any doubt of what I wanted. But now lying in the bedroom floor I recall bits and pieces, and realize that what we had could never have a label, because we weren’t worried about it and I still ain’t.
It’s a very fascinating thing to be so starstrucked by the vision of someone how I was whenever I saw your car pulling up to the security point, each and everytime thinking I’d be stood up, this feeling never went away, but it wasn’t until I had you sitting on my living room and talking to my roomate that I realized it that I had crossed a line. I tried to tell you on the that day, and many occasions after that, but I knew that from the moment I told you that you’d... Run. I mesured it very well, what and when to say everything I did regarding this fact but it grew on me as I’d pull myself deeper to you.
Though in my mind the stuck image of our first kiss seems to be very important, it didn’t get magical until the last one. You said you’d leave the room as if you were going to see me again tomorrow or a couple days later, and you stayed until I seemed calm enough to handle that, instead of leaving me crying. You stayed and we danced until you made me laugh, and the crying eased until it softly stopped, and now I have a memory and a picture.
At first I had to measure all I did and said, for good old reasons we always think that lying at first is a good way to make someone like you, I wanted you to like me enough to hang, but as the day became the night I was no longer worried, focused on the idea of not seing you again. And as the one night became a rather large amout of nights, I let you witness my dark and twisted places, if not, I let you take a good peek of it.
I thought that having your arms around me and my head on your chest would mean the most of it, but apparently I was wrong. It’s how you’re not here but the memory of your touch still ignites something inside me.
I’d like you to forgive me for giving everything I had, even if it wasn’t all at once, you shouldn’t have to deal with it right now. I was so sure to keep it safe and locked from the ones that came before you that in the moment you scratched the surface it boiled, and I wanted you to have it all. I still do.
And if you think that’s something that you don’t want right now, or ever, just tell me to stop. It may seem like I don’t know how to do it but I do, I understand my no’s better than yes sometimes, and we’ll understand that better once us are no longer... Us.
So if dawn has to go down, and nothing gold can stay, I’d like this memory do go with me.
<some awful quote that made me melt>
Você já se apaixonou? É horrível, não é? Isso te faz tão vulnerável. Isso abre seu peito e abre seu coração, e isso significa que alguém pode entrar em você e te bagunçar completamente. Você constrói todas essas defesas, você constrói uma armadura inteira, pra que nada possa te machucar, e então uma pessoa estúpida, não muito diferente de qualquer outra pessoa estúpida, vaguea pela sua vida estúpida... Você entrega a ela um pedaço de você. E ela não podiu por isso. Eles fizeram algo estúpido um dia, como te beijar ou apenas sorrir pra você. Isso te consome por dentro e te deixa chorando no escuro, de forma que uma simples frase como “talvez nós devamos ser apenas amigos” se transforma em um copo de vidro explodido em direção ao seu coração. Isso dói. Não é apenas a sua imaginação. Não é apenas na sua mente. É uma dor-de-alma, uma dor do tipo entra-em-você-e-te-destrói. Eu odeio o amor. - Neil Gaiman.