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❛ Ela observava um pouco de longe um grupo de três pessoas que na qual desconhecia dentro do colégio que tanto frequentava e poderia assimilar todas as caras das pessoas que conhecia tanto por dentro ou por fora. Quem poderia ser? Aliás, o que eles estariam fazendo em um lugar como esse? Essas eram as questões que vinham em sua mente de imediato antes de exclamar qualquer coisa.
A garotinha pareceu bem animada pelo fato de que iria acompanha-la, podia ver isso no modo como ela andava, e por ela olhar para ver se a maior estava acompanhando-a. Permaneceu ao lado dela conforme andava, caso ela esbarrasse em alguém ou tropeça-se poderia facilmente ampara-la, não que achasse que a pequena fosse desastrada, mas era algo que relacionava as crianças.
Ouviu a pergunta, mas aguardou ela terminar de falar para que pudesse responder, o modo como ela descreveu as pessoas poderia ser usado para outros países também, afinal em todos os lugares haviam pessoas boas e ruins, dependendo do que você considera ser cada um. Notou os olhos dela brilhando sobre as flores, e estava pensando em comprar uma para ela quando a garotinha falou novamente “Sobre de onde eu sou" relembrou-a "Sou do Canadá" deu um leve sorriso para a menor "Gosta de flores?”
❛ Estava gostando daquela situação de onde estava e onde relatava estar, acompanhada de uma menina que desconhecia mas que sentia que com uma história iria trilhar. Permitia-se que naquela situação fosse se acalmar por um momento e observar com cuidado as vitrines e todas as lojas possíveis, estava animada, ansiosa e por cima de tudo feliz mesmo um pouco machucada por esbarrar em alguém que parecia um tanto amargo. Permanecia com os olhos vidrados nas flores mais escuras como vermelha ou azul, aquilo lhe trazia alguma nostalgia que de fato desconhecia no fundo do seu peito, um sentimento que apertava o próprio coração antes que pudesse comentar. ───── Canadá? ───── Ela murmurou, relembrando das paisagens que via sobre o tal lugar. ───── É um lugar muito bonito. ───── Disse enquanto uma de suas mãos foram em direção de uma rosa que parecia a mais bela entre todas. ───── Sim, sim. De certa forma... Todas na qual eu vejo me trazem um tipo de sentimento. É estranho. ───── Comentou um tanto quieta enquanto segurava aquela flor.
[S]eus passos eram calmos, sem pressa alguma. Tinha como pretensão utilizar um daqueles veículos exuberantes, de nome bem comum. Ônibus. Calcifer se encontrava definitivamente intrigado com eles.
”Algo que não existe em Ingary.”
Ele parou lentamente, analisando de forma curiosa a estrutura que servia de abrigo a quem esperava pelo transporte. Muitas pessoas o vaziam e o demônio podia sentir a chamar da vida crepitar-lhes no interior.
Eram todas exatamente iguais, um pacifico calor azulado.
”Menos uma.”
O olhar solitário perscrutou a multidão, enquanto sua mente perguntava quem era capaz de guardar dentro de si uma chama tão diferente. Ela queimava em rosa, guardando em suas labaredas inúmeros segredos.
Rosto por rosto, Calcifer os analisou, até encontrar, um tanto na duvida, quem procurava. Uma jovem garotinha, não mais do que onze anos, segurando uma pasta marrom de pura simpleza. Ao fita-la, ele pode notar como seu coração era coberto de uma camada cinzenta, que parecia, ao poucos, apagar o fogo dentro dela.
Sem sua permissão, suas botas soaram contra o chão, aproximando-se dela. O vento fez os cabelos castalhos dela ondularem, juntamente com os fios ruivos do demônio.
—- Você é bem diferente….- As palavras vieram-lhe aos lábios e foram pronunciadas pela voz rouca e profunda. Porém, não estava preocupado com o fato de que, para um criança, suas sentenças pudessem parecer incógnitas. Sentia em seu amago que ela saberia ao que ele se referia
—- Viu coisas diferentes….
❛ Por um momento, por um só momento acabou de nada para se tornar tudo, apenas uma rodeada e um pouco de movimento em seu corpo para que pudesse ter postura e inclinar a cabeça para o lado para que tudo fosse mudar, estava sem noção de alguma coisa e questionava destinos da vida antes de notar uma pessoa um tanto incomum em sua frente. [ Q u e m ? ]
Um rapaz um tanto misterioso, um rapaz que estava falando palavras que mexiam com seus sentidos e também com suas próprias noções antes de se dar conta, estava pensando e do nada apareceu assim? De repente? Em um só passe de mágica? Questionava daquilo antes que pudesse retrucar com simples palavras. ───── Do que sabe sobre mim?
Fez uma pergunta, rápida e sem demora, palavras um tanto secas por conta do medo que sentia e também pelo pouco de memória que havia era repentino esquecer coisas do seu passado e sobre sua vida também, da sua personalidade e do seu mundo. Estava com medo, medo e mais medo do que poderia enfrentar agora. Porém, a brava menina de cabelos longos castanhos encarava com firmeza nos olhos do homem em sua frente antes de recuar um pouco para trás. ───── Se comenta disso sobre mim. [ . . . ] Mesmo com tantos sentimentos incertos.
[ . . . ] ───── Deve saber de mais sobre mim do que eu mesma. Não sabia muito o que fazer ou como lidar naquela situação só pensava em como se adequar naquela situação um tanto... intimidadora.
❛Whαt I'm dσιng◞ hεrεໃ │ OPEN
◞✿:ᘘ As primeiras e pesadas gotas de chuva batiam na janela do quarto andar, daquele prédio luxuoso do alto de uma pequena colina. As nuvens sobre a cidade eram tão escuras e densas que não havia estrelas, não poderia sentir o brilho gracioso da lua. Apenas os brilhos e os barulhos no horizonte de raios e relâmpagos podiam ser ouvidos. A chuva assim como o inverno, haviam chegado. ❝ Hm? ❞
A pequena oni se dirigiu até a janela, para poder observar o vasto jardim do prédio, pondo a cortina branca de lado, a janela já estava completamente cheia de respingos grossos de chuva, e no jardim, podia apenas observar os postes de luzes e o chão molhado, junto com as árvores balançando fortemente com o vento. ❝ Espero que isso não me atrapalhe amanhã… ❞ Ela havia aula amanhã, e teria de ajudar uma pobre menina a reencontrar os pais. Havia de ter ajuda de Miketsukami para leva-las ao museu. Ou até mesmo ir a polícia para informar uma garota desaparecida.
Afastando-se da janela, a jovem youkai caminhou até o a mesa de chão, sentando-se em uma das almofadas azul celeste, ligando assim, a tv de seu quarto pelo controle remoto. Programas de madrugada eram realmente uma droga. Era noticias e mais noticias, ou desenhos estúpidos que Shirakiin não entendia a lógica deles. Se estavam tentando manter as crianças retardadas, eles estavam conseguindo isso muito bem. Ao menor com a tv ligada, era um barulho a mais, quando a menina saísse do banho. Saberia que iria haver um longo silêncio entre ambas. Afinal ela não era de falar muito.
Já havia passado algum tempo, longos minutos que mais pareciam horas paradas na eternidade vendo aqueles programas com uma afeição, não muito amigável. Estava entediada e até mesmo preocupada com a garota. ❝ Ib…? ❞ Era um nome um tanto quanto diferente, possuir apenas duas letras. Ou era apenas um apelido? Talvez fosse mais fácil para a polícia achar em registros de nascimento ou algo parecido. Qualquer informação para ajudar ambas.
Levantando-se de novo, caminhando novamente em direção a gaiola negra de seu pássaro, um um pouco de pão em mãos. ❝ Aqui, Murai. ❞ disse, pondo a comida no pequeno prato do pássaro negro e afastando-o da janela, cobrindo com uma toalha de cor escura, para manter um pouco aquecido, mas ainda deixando aberto para que ele pudesse respirar. Ao termino disto, a porta do banheiro havia se aberto e o quarto havia um leve vapor quando a menina, havia aberto a porta.
Olhando para ela agora, tão vermelha quanto sangue, Shirakiin deduziu ser estar no banho muito tempo. Como perguntar se ela estava bem? Caminhando próximo a menina, a jovem youkai colocou ambas as mãos sobre os joelhos, abaixando-se um pouco. ❝ Aconteceu alguma coisa? ❞
❛ Tudo estava perfeitamente organizado, pelo ponto de vista daquela morena, nunca tinha visto tantas coisas serem feitas em poucas horas, isso ao menos era o que a jovem garotinha pensava horas. Estava tudo bem detalhado, organizado e com uma mesa cheia de guloseimas na qual pudesse aproveitar ao máximo possível antes de tirar algum cochilo já que estava dormindo até mesmo no próprio banho. E antes mesmo de responder aquela garota que aparentava ser maior de idade do que si própria, apenas balançava lentamente sua cabeça para negar em relação pois havia tomado um banho muito quente e isso poderia ter deixado a menor com um pouco de febre, já que ocorreram tantos imprevistos em um único só dia também ao dizer que ela não poderia se dizer estável pois seus sentimentos estavam bastante bambos. Parou por um instante antes de suspirar e comentar com uma voz na média para que ela pudesse ao menos ouvir. ───── Obrigada... Por tudo. ───── Estava tão envergonhada que naquele ponto poderia se dizer que se assemelhava algum pimentão ou algum exemplo disso já que era dessa forma do como se sentia verdadeiramente. Deu alguns passos antes de se direcionar para alguma das almofadas no chão, se sentando e esperando para que a próxima fosse fazer suas atitudes para que ambas pudessem comer juntas, por causa da grande quantidade de comida para Evee. Colocava até mesmo alguma de suas mãos por cima das coxas enquanto as apertava um pouco, bocejando pelo leve sono que viria em breve.
Depois disso ela esfregava uma de seus dedos nos olhos para retirar todo aquele cansaço e perguntar para a menina em sua frente. ───── Sabe.. Aqui é muito bonito. ───── Sussurrava para a próxima enquanto a mesma mão que fazia aquele ato anteriormente ia em direção de algum dos sanduíches junto de guardanapos para não deixar migalhas no chão da casa, arrumando o papel por baixo do alimento e mordiscando, apreciando seu sabor antes de engolir e comentar mais uma vez. ───── Eu só lembro que tive um sonho... Um sonho... medonho.
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❛ E então passava diante de milhares de pessoas segurando sua mera pasta escolar marrom, esperando atenciosamente o ônibus que viria em breve. Os fios marrons balançavam conforme o vento iria se prologando cada vez mais e os olhos desatentos para o trânsito também, sua mente viajava em outros propósitos enquanto grupo de seres julgavam-a por ser pequena demais ou ter alguma coisa que ninguém não havia. O silêncio ou algum amigo do lado para conversar depois de que alguns fatos foram se desenvolvendo em sua vida. Era triste, era solitário e mesmo assim lutava para conseguir o que queria logo: Chegar em sua casa e descansar depois de um dia de estudos longo, era cansativo demais ser julgada e sofrer algum tipo de preconceito todos os dias na escola, pelos seus nove anos quando havia contado para todos que havia saído de outro mundo que só ela sabia e outra pessoa que jamais encontrou novamente, só lembrava de sua aparência e seus atos gentis também. [ . . . ]
Se sua irmã estivesse ali agora provavelmente ira olhar para ela com um olhar de ‘huuuummmm’, pois Kiara não tinha muito jeito para lidar com os jovens que não são de seu clã, por causa da diferença de tratamento, embora até agora não teve nenhum problema em interagir com a menor, que parecia não ligar para o seu jeito… diferente. Não fez esforço algum para ajuda-la a se levantar, e por estarem paradas ali por um bom período, as pessoas que passavam por elas não cometiam o erro de esbarrar nelas, contornando o lugar onde as duas estavam. Concordou com a cabeça e sorriu em resposta quando a menor aceitou sua ajuda “Te acompanharei então" reafirmou, esperando que ela conduzisse o caminho. Além de ajudar a pequena, seria uma bom modo de ocupar o tempo antes de voltar até onde sua irmã estava.
❛ E quando percebeu que a mais velha fosse lhe seguir não restou sombra de dúvidas para que a menina fosse avançar, dando belos passos para frente e olhando sempre para trás para conferir se a maior estava a acompanhando ou do lado para que ela não fosse se perder junto. Estavam caminhando tranquilamente sobre as ruas enquanto os olhos atentados procuravam a lojinha mais próxima de conveniência para que pudesse comprar os ingredientes do bolo que estava preparando em sua casa para que seus pais fossem degustar e levarem para comer na viagem no carro até a ida da galeria que tanto queriam ir. ───── Sabe, você é de longe daqui? ───── Parecia que sim, o modo da menina era bem diferente de todas que conhecia só de analisar mas nunca tinha conhecido nenhum estrangeiro fora os parentes da família que moravam do outro lado do mundo quase. ───── Mas se for! Não se preocupe, esse país é tudo muito calmo e silencioso, é muito legal morar aqui! Algumas pessoas são gentis outras são como aquela pessoa que me derrubou. ───── A menina pausou em suas frases quando viu uma loja de jardinagem ao lado, os olhos brilhavam e até mesmo sentia o coração palpitar mais forte. Gostava de rosas e plantas e talvez gostaria de algum dia até mesmo plantar algumas. Os olhos da menininha cada vez mais brilhavam, queria poder entrar lá mas tinha horário para voltar para casa no que lhe retirou um suspiro. ───── Desculpe, desculpe.. Me distrai, onde estávamos mesmo? ───── Tentou se recordar.
❛Whαt I'm dσιng◞ hεrεໃ │ OPEN
◞✿:ᘘ Nenhuma palavra havia saído da boca da pequena oni naquele momento. Ouvir os pequenos pés correndo sobre o piso de madeira e a porta se fechar rapidamente era um sinal que a menina, estava tão nervosa quanto ela. Mesmo que Shirakiin não demonstrasse, cuidar de uma criança, uma ‘irmã’ a deixava sem graça e sem jeito. Não sabia brincar de boneca, casinha, ou de tantas outras brincadeiras que crianças gostavam naquele idade.
Ainda no pequeno espaço da cozinha em seu quarto, a pequena oni se dirigiu imediatamente ao armário, pegando alguns pães, facas, pratos copos e talheres. Em sua geladeira havia de tudo um pouco. Pequenos salgadinhos prontos, e sanduíches naturais. Ela já havia feito algo assim não muito tempo atrás. Aonde ela e a garota-esqueleto ficaram ‘presas’ no quarto durante algum tempo. Havia sido uma boa tarde naquele dia. Se não fosse o pedido egoísta e pervertido de Soushi em chama-la para um banho, talvez não estivesse tão próxima de Roromiya como ela era agora. Mesmo que a rosada tivesse algumas ideias erradas e assustadoras sobre bebês─ mesmo aquela chuva naquela tarde e a luta do lado de fora, havia dado alguns passos para a ‘amizade’.
Entre alguns longos suspiros e depois de amarrar seus enormes cabelos roxeados em um rabo de cavalo alto, a oni retirou o roupão azul pondo-o sobre uma das bancadas, para finalmente levantar a manga branca de sua roupa social. “Fique calma.” disse enquanto pegava uma das facas afiadas sobre o balcão. “Não há nada de estranho nisso. Você se sairá bem.” concluiu, enquanto cortava e montava enormes quantidades de sanduíches de quase todos os tipos que conseguiria fazer.
Havia algum tempo em que a menina estava com insônia e agora─ havia de cuidar de uma criança. Ajuda-la achar seus pais e fazer comida para a mesma. Ayakashi Kan havia mudado tanto assim? Era mais do que óbvio que Shirakiin não deixaria uma criança perdida ou passando fome. Porém a expressão de pavor e horror que a menina estava quando haviam se encontrado─ algo havia despertado nela. Havia despertado algo mais do que a lembrança da sua irmã. Algo sem nome. Desconhecido por ela.
As nuvens ao lado de fora do prédio se aproximavam cada vez mais rápido, e os ventos fortes balançavam as cortinas brancas com violência. O vento forte que entrava no quarto era fresco, indicando que havia uma forte tempestade chegando. Até mesmo Murai estava gostando daquela brisa. A gaiola preta de seu pássaro estava aberta, não se importava mais que Murai saísse voando pelo seu quarto. Havia o treinado recentemente para tal. Sabia o que era ficar presa em uma ‘gaiola’ e seu pássaro não precisaria ficar da mesma forma. Embora ele ficasse apenas em seu quarto.
O cheiro dos pequenos salgadinhos aquecidos no forno, misturados com o aroma do café preenchiam todo o quarto. “Pronto.” disse em um tom orgulhoso pondo ambas as mãos na cintura. A quantidade de sanduíches era algo absurdo que, Roromiya ficaria orgulhosa de comer. Arrumando tudo em uma grande bandeja, ela os colocou sobre a mesa de chão em frente a TV. Salgadinhos, quase trinta sanduíches cortados de agonal, café e sucos estavam sobre a mesa de madeira redonda. Não se sabia nada sobre a menina e─ talvez depois de comer, ela lhe diria algo mais sobre o que estava acontecendo. Apenas esperava dentro de si, que aquela tempestade não anunciasse algo pior vindo em direção ambas as meninas.
O que restava agora, era esperar.
❛ Uma porção de vapor começou subir devagar até fosse se alastrar por todo o banheiro da menina que por um acaso ainda desconhecia, porém, estar longe dos quadros e das paredes do lugar recentemente onde havia caído talvez fosse uma boa escolha para pensar e acalmar os sentidos, precisava aproveitar apenas os instantes de paz que havia conseguido.
O corpo minúsculo, totalmente alvo desde a cabeça até os pés, sem nenhuma mancha ou sem nenhum machucado enquanto seu amigo Garry, continuava ainda com seu lenço em sua mão, um pouco machucada pelo esqueiro depois de ter colocado fogo no quadro de Mary - pensar em tudo aquilo deixava-lhe aos prantos, o coração palpitava pensando no que poderia ter acontecido com o rapaz depois de terem se separado novamente. O reflexo no espelho comentava muito bem a forma de como a morena estava com o solto, em sua frente, os fios escondiam seu rosto delicado como de uma boneca. Seu único ato foi levantar uma das mãos para levar onde uma porção das mechas do cabelo escondiam o rosto abonecado, e em seguida, pôs-se colocar-lós atrás da orelha junto da metade da franja em tons castanho escuro como seu cabelo. O reflexo também refletia muito bem o corpo de uma jovem que estava em desenvolvimento, suas curvas e até a maneira como andava em direção da pia, pegando os produtos e os separando para primeiro lavar seu cabelo longo e depois o corpo, não demorou muito para que a menor fosse voltar para a banheira onde deixou ambos para fora enquanto tomava seu banho tranquilamente, relaxava e ao mesmo tempo ensaboava e lavava seu corpo como seu cabelo com um toque preguiçoso e falta de capacidade também, estava bem cansada apesar de tudo.
Para acabar tudo de uma vez, levantou da banheira e ligou o chuveiro no modo quente para fazer ás coisas mais rápidas como enxugar seu corpo em seguida, passar algum creme e pentear os fios longos com sua demora imensa e também aquela preguiça noturna que havia que não se arrependia pois do tempo que passou presa parece que não dormia fazia dias ou não descansava também, não era modo de julgar que fosse se sentir assim. Enfim, fez tudo isso antes de passar as roupas íntimas primeiro, elas tinham um detalhe de seda que davam um ar gracioso, sorriu em conta disso antes de declarar. ───── Falta pouquinho agora para eu depois ir descansar! ───── Modelou ainda mais o sorriso com o ar de sono que ainda havia, estava num ponto de falar coisas sem sentido. Pegou uma blusa de lã da menina que tinha uma coloração totalmente azul, ela era bem grande, não precisava de uma calça ou um short para dormir, aquilo seria o suficiente. Mas, quando destrancou a porta e viu tudo arrumado, cheia de guloseimas que a mais velha teria lhe feito soltou um grande: ───── A-Ahh! ───── E assim coroou de forma violenta, não pensava que a jovem seria tão cuidadosa consigo.
∙ ∙ ∙ THƐ≀LΘƧT◞ prıncεss αnd lεαdεrᘝ
Finalmente.
Sentiu as pequenas ramificações do alivio crescerem dentro de si ao ouvir a jovem Ib silabar algumas palavras, ainda que fossem só murmúrios.
[MÃE] [PAI]
Ergueu a cabeça, para fita-la. E então, tudo murchou. Como flores abandonadas, todo o alivio se foi, porque a garotinha estava chorando. E Heisuke até preparara um sorriso, somente para recebe-la. Mas ele também nem chegou a nascer.
— Ib… Eu… - Não tinha o que dizer. Não havia nada que pudesse fazer contra o medo, que já não o tivesse feito. Porque Heisuke prometera que iriam sair juntos dali, e bem sabia que faria o seu melhor, mas que forma, até então oculta, havia para mostrar a sua companhia que ele iria salva-la? E ainda sim, mesmo que conseguisse, nada, absolutamente nada garantia que tudo estaria como antes. Que o tempo ali não passara mais rápido, que quando saísse, os pais de Ib ainda a reconheceriam. Heisuke não tinha ninguém esperando por si, não tinha com que se preocupar.
Talvez, meramente lamentar.
Porque ninguém iria notar que ele tinha sumido.
Seu olhar ainda pairava sobre o rosto choroso dela, quando se recordou de uma coisa importante. Na verdade, não era muito significante, porém, era a melhor ideia que a mente jovem e cansada de Heisuke se propôs a lhe dar.
— Ib, eu prometi que te tiraria daqui. - Começou, enquanto sua mão esquerda remexia o bolso da calça negra. Quando a palma enluvada se abriu diante da jovem, revelou um pequeno cordão. Era branco e em cada ponta oposta, havia um minusculo sino, que produzia um som quase inaldivel.
Heisuke se aproximou um pouco mais, estendendo o enfeite, que há muito tempo atrás, ele usara para prender seu cabelo. Mesmo que fosse somente um cordão, tinha muito valor para o Rasetsu.
Era a ligação com o passado.
Com tudo o que era importante para ele, tudo o que lhe tinha valor.
— Eu não diria que é da sorte, mas… Foi algo que eu ganhei da minha família. - Então sorriu e segurou a mão de Ib, depositando o objeto lá. — Fique com ele. Você pode cuidar para mim? Quando estivermos lá fora, eu vou pedir de volta. Então, tome conta para mim.
Cuidadosamente, com o polegar, secou a lagrimas, enquanto completava. - Não vou te deixar para trás, não vou te deixar aqui.
———————- Essa é nossa ligação, Ib.
❛ Mesmo que aquele lugar fosse desaparecer junto do seu minúsculo corpo poderia dizer que estava feliz o suficiente no momento, feliz em um ponto que não se controlaria mais de nada e, queria só ver uma pessoa nesse exato momento que falou em palavras com calma que proteger-lá, iria retirar ambos dentro dos quadros e paredes que naquele mundo existia. Mas ao soar das palavras decaídas de Heisuke poderia dizer que ele estava se preparando para alguma coisa, alguma coisa muito importante e sem muitas palavras, sabia que no final das contas esse não era muito o tipo do rapaz, falar muito ou semelhanças com muita curiosidade tentou secar ao menos as lágrimas que insistiam em cair dos olhos mas isso só fez prolongar seu choro. Há muito tempo que aguentava aquela pressão de monstros ou figuras, não havia ninguém com quem compartilhar tanto sufoco ou desespero. Estava se sentindo sozinha ou pior estava quase entrando em um ápice de loucura quando as palavras adocicadas do maior atingiram seus minúsculos ouvidos. Ele ainda tentaria? [ Por alguém como eu? ]
Por alguém que ele conhecia em tampouco tempo? Não havia muitas dúvidas quando ele levou uma de suas mãos até o bolso com palavras tão gentis os olhos pararam pouco a pouco de lacrimejar. Ele estava dando um objeto de grande importância para uma menininha como ela, ele estava tentando fazer algo bom para alguém como ela. De imediato, as minúsculas mãos tocaram no enfeite puxando para perto de seu coração com um sorriso salgado nos lábios pelas lágrimas que insistiam em cair. ───── Hei-kun. Ela falou manso quando aproximava o seu rosto próximo do dele para depositar um pequeno beijo em sua bochecha e se afastar depois. ───── Obrigada por acreditar em mim. Assim quando ela terminou essas frases, foi em direção do seu bolso retirando seu pequeno lenço e entregando nas mãos do rapaz com certo carinho. ───── Por favor, eu espero que assim podemos nós encontrar de novo, eu lembrarei do significado disso e no meu lenço há escrito meu nome. Sorriu satisfeita quando percebia que o maior ia secar suas lágrimas, não aguentou por muito tempo e foi direto aos seus braços para poder envolver seu corpo em uma mistura calorosa de abraços. "Obrigada por me entender..."