Meu nome é Fawn Cline. Mas todos me chamam de Faline. Eu acredito na cegonha, odeio couve de bruxelas, e tenho um namorado chamado Freddie. Se me perguntar que instrumento musical eu sei tocar, vou te entediar. ~RPG Account ~
Me desculpe ok? Eu estava com raiva. Eu sei que é muito ruim quando mexem com o char da gente. E eu senti 300 vezes isso quando eu vi que eu não estava sendo uma boa player para a Faline. Tudo o que eu construi para ela foi para o 0 e outra pessoa agora vai usar os gifs que eu usei, turnar com as pessoas que eu turnei, sentir o que eu senti e eu vou ter que assistir.
Eu não quis ofender os chars da Isa também, como eu disse, eu não pensei direito. Eu sei que você já não gostava de mim desde aquela história da Faline ser uma princesa, e eu admito que eu também não vou com a sua cara. Mas doeu mesmo o que aconteceu. Desculpa de novo. Eu não quero mais ninguém se sentindo mal como eu me sinto agora.
Antes de deixar de ser seguida, só quero deixar expresso aqui a minha indignação, tanto com o RPG quanto comigo mesma. Foi chegada a mim o comunicadode que eu era uma Mary-Sue e que eu devia me retirar. Sim, admito que Faline começou com uma Mary-Sue, mas eu me esforcei muito para mudar essa realidade, o que aparentemente não consegui. Bem, em primeiro lugar, eu não podia negar que não vi essa chegando. Quero dizer, eu sabia que eu não era muito querida por aqui como Faline. Mas eu tinha em mente, de acordo com o que dizia nas regras, de que eu receberia um comunicado antes de ser formalmente expulsa. Citando as próprias regras "Se eu perceber que algum personagem está pendendo demais para o lado Mary Sue, alertarei gentilmente o player para que faça algumas mudanças sutis no char. Mas atenção: os players que não estiverem dispostos a fazerem tais mudanças serão, infelizmente, banidos do rp.". Um aviso de que eu era um Mary-Sue. Recebi uma indireta, sim, uma que me magoou muito, mas sou da opinião que é melhor que digam na minha cara, ou nesse caso, na minha ask. Em segundo lugar, vou explicar que existem, sim, pessoas como a Faline. De acordo com estudos, tocar música clássica para crianças as faz mais inteligentes, assim como o aprendizado de instrumentos. Como filha de um vendedor de instrumentos, ela sempre estsva muito ligada a musica, precisava aprender para impressionar o pai e agradar a mãe. As aulas avançadas eram apenas uma consequencia dos instrumentos. Uma observação ainda nesse segundo tópico, foi uma das minhas tentativas de sair a monotonia da personagem veio nas brigas que ela teve com Esmeralda e Sophie, por ciúmes do namorado. Ciúmes são um defeito. Mas essas brigas nos levam ao terceiro tópico. Apesar de amar absolutamente tudo aqui, Eu não gosto da panelinha desse rpg. Podem dizer o que quizer, mas esse Rpg tem, sim, uma panelinha muito séria que diz o seguinte: Seja amigo da Sophie e do Naveen e você vai ser aceito por todos os antigos players. E o que vem decorrente disso, é que para ser amigo deles, você tem ue se mostrar promiscuo ou ao menos malicioso, coisa que alguns personagens, por nao serem capazes, acabam jogando um sub rpg, os novos só jogando com os novos. Isso é algo que realmente me incomoda, e que eu gostaria de deixar aqui dito, porque as vezes a moderação não percebeu. Depois de tudo isso dito, não vou tirar mais o tempo de vocês. Não vou implorar pela minha char (apesar de amá-la e dela ser a char com quem eu mais formei mais vinculo), porque não quero ficar onde atrapalho. Não guardarei rancor e continuarei jogando nos meus outros chars. Mas eu seu que no fundo, eu fiz tudo o que podia pela Faline e para mim ela era uma char com qualidades e defeitos com qualquer outros. Dito isso, obrigada por tudo.
"Devagar. Um pé de cada vez. Sem pressa. Você terá muito tempo para ver o barco. Esses são seus últimos minutos em terra, sabe-se lá por quanto tempo." Um cruzeiro. Podia parecer uma boa ideia para quem passara por tanta coisa quanto nos últimos tempos como Faline. E ela nem perderia aula - algo que a irritava muito. Mas a voz na frequência da polícia ecoava em sua mente.
"-Todas as unidades em alerta. Suspeito nas proximidades. Modus Operantis desconhecido. Face desconhecida."
O pensamento ainda a fazia tremer. Ela ficava se alfinetando, se perguntando porque colocara na frequência da polícia, ao invés de simplesmente ligar a tv e assistir Law and Order?!
Deixar a mãe em um momento tão delicado, nunca tendo saído de casa e com tudo o que tinha acontecido era assustador. Era quase como se ela estivesse se mudando. Como se nunca mais fosse vê-la. Ela suspirou. NÃO. Não ia deixar o medo vencer. Ela não era criança nenhuma! Iria entrar naquele barco e curtir. A faculdade estava cheia de gente nova e interessante e de seus amigos incríveis. Ela não tinha razão alguma para temer.
Arrumou o violino no ombro e sorriu, caminhando um pouco mais rápido. Mal podia esperar para conhecer a colega de quarto.
Deixei o almoço sobre a bancada. Ela comeria quando tivesse fome. Faline suspirou e foi para o quarto. Septimus estava tirando um cochilo na varanda, na frente de casa, mas Meredith estava enrolada em cima do seu computador, dormindo. Ela pegou o telefone e checou-o novamente. Ainda vazio. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem. Ela suspirou e pegou o violão, porém, apesar das notas que vinham normalmente para ela, as palavras não queriam vir.
-Conflitos, conflitos, conflitos... É por isso que eu prefiro evitá-los.
E pensar pouco tempo atrás, estava no seu baile de formatura, feliz, em um lindo vestido dourado, fazendo planos para o futuro com Freddie. Como tudo podia ter mudado tão rápido? O telefone tocou de repente. Ela largou o violão e correu para a sala, agarrando-se ao eletrodoméstico.
-Alô?
Ela atendeu, ansiosa.
-Menina-talento?
Disse a voz de Freddie. Ela sorriu instantaneamente.
-Oi amor. Que saudade.
Disse, aliviada de ouvir sua voz. Não tinha ideia do quanto sentira sua falta até ali. Era quase como se sua vida estivesse voltando aos eixos só de ouvi-lo falar.
-Nem me diga. Me desculpe mesmo sumir desse jeito. As coisas estão... Super malucas agora.
-O que aconteceu? Quando você volta?
Ele engoliu em seco.
-Bem, a questão é... Que eu não volto.
Ela parou de respirar por um segundo, tentando entender o que ele dizia.
-Não volta? Nunca?
Perguntou, aterrorizada.
-É... Não. - Ele suspirou, sem parecer saber o que queria dizer - Sabe... Aquele chef da França? Gusteau?
-Claro. Cinco estrelas. Um dos 1001 restaurantes para se comer antes de morrer.
-É. Acontece que... Quando meu pai nos abandonou... Ele adotou um novo nome e criou esse restaurante. E... Ele morreu.
-Ele morreu?!
-E deixou o restaurante para mim, Spencer e Pauline. Eu não queria vir, eu juro, mas... Está nas clausulas que não podemos vender o restaurante. É nosso. Temos que gerenciá-lo.
-Então...
Ela disse, temendo o que estava por vir.
-Bem, não podemos continuar pequena Faline. Estamos longe, as passagens e as ligações são caras. E isso não é justo com nenhum de nós dois.
-Entendo...
Ela disse baixinho.
-Você está triste. Eu sei. Mas...
-Não é por isso... É só que...
-Aconteceu alguma coisa com seus pais?
Ela sorriu tristemente. Como ele a conhecia...
-Meu pai saiu de casa. As coisas também estão uma loucura.
Ele suspirou.
-Então acho que vai ser melhor. Evitamos problemas.
-Eu sei. Vou sentir sua falta.
-Eu também.
Ela queria poder beijá-lo para dizer adeus. Mas tudo o que pode fazer foi ouvir sua respiração entrecortada por lágrimas do outro lado da linha. Estavam a meio mundo de distância, chorando por um relacionamento que nenhum dos dois tinham força para salvar, apesar da sua vontade.
-Escreva uma boa música para isso, está bem? - Ele disse, chorando. - Faça o que fizer, brilhe. Não tenha vergonha de fazer o que você ama. Todos vão te amar do jeito que eu amo.
Faline abriu a gaveta que ela estava evitando fazia alguns dias. A carta de Julliard olhava para ela lá de dentro, ameaçadora, pedindo que ele desistisse de quase tudo que era importante para ela.
-Porque é que você tem que ser tão influente no meu maldito futuro?
Ela rosnou para o papel. Ele foi para a sala, onde o pai assistia a futebol, parecendo extremamente desinteressado.
-Pai. Eu preciso falar com você e com a mãe. Por favor?
Ele desviou os olhos da televisão assustado.
-Por favor, não me diga que eu vou ser avô.
Faline revirou os olhos.
-Pai... O Freddie e eu... Ah, vem logo.
Ela o levou até a cozinha, onde a mãe folheava distraidamente uma revista Vogue em cima da mesa. Ela levantou os olhos, estranhando que o pai estivesse na mesma sala que ela.
-O que está acontecendo?
Faline apontou uma cadeira para o pai e ele se sentou, ao lado da mãe. Ela brincou com a carta nas mãos e a colocou em cima da mesa.
-O que é isso?
O pai perguntou, olhando desconfiado para o papel. Faline suspirou, um hábito que se tornara muito comum.
-Minha... Carta de admissão em Julliard. - Disse de uma vez - Eu recebi alguns dias atrás, mas eu não sabia se eu conseguiria ir embora e deixar tudo para trás, daí eu decidi ficar na LDU e não contar para ninguém sobre a carta, mas eu precisava contar para o Freddie, e ele me fez ver que eu vou me arrepender muito no futuro se eu não entrar agora, mas ainda assim eu não sei se eu quero ir, e deixar vocês e todas as coisas que eu tenho aqui, eu estou morrendo de medo, e eu realmente precisava que vocês dissessem se acham que eu devo ir, ou não.
O silêncio soou mais alto que todas as palavras na sala de jantar da família Cline. Mas os dois pais pareceram se recuperar ao mesmo tempo.
-ABSOLUTAMENTE...
-SIM! - Disse o pai, animadíssimo.
-NÃO!- Disse a mãe, parecendo desesperada.
-Selene, você não percebe que essa é uma grande oportunidade para a loja? Eu posso fazer negócios com Julliard!
-Ela é sua filha, Howard! Não um outdoor! Ela é uma criança! Eu não vou deixá-la ir para uma das maiores cidades do mundo sozinha. Ela pode se envolver com drogas, ou ser assassinada.
-Eu estou bem aqui sabia?
Faline disse, acenando, pressentindo o que viria a seguir.
-Quer saber? Eu acho que você não apoia a pequena Faline tanto quanto eu.
-E eu acho que você é um péssimo pai!
-Parem! - Faline gritou. - Será que vocês não percebem que eu preciso da ajuda de vocês?!
-Fique fora disso querida.
Pediu o pai, estendendo a mão a sua frente como se a bloqueasse.
-Não, você fique fora disso! Vocês dois! Eu já estou cansada de ficar ouvindo vocês gritarem um com o outro toda a vez que conversam! E a única vez que realmente preciso de vocês desde os sete anos, vocês não conseguem se concentrar o bastante para me ajudar?
Ela os olhou, decepcionada, pensando como os pais tinham virado aquelas pessoas que não conhecia. Ela correu para o quarto, ouvindo os pais a chamarem. Ela trancou a porta e tropeçou em algo. Chutou sem ver o que era e jogou-se na cama, chorando. A coisa, fosse o que fosse, chocou-se contra a parede com um som desafinado. Meredith miou, esfregando-se nela e Septimus roncou, deitado na cama. Na sala, podia ouvir os pais ainda brigando. Ela levantou os olhos, para ver o que tinha chutado.
No canto do quarto, seu violino jazia, com uma corda arrebentada. Era uma bela cena de tragédia. Ela gemeu e foi até o lado do instrumento, pegando-o nas mãos e apertando-o contra o peito. Ela se lembrava da primeira vez que o pegara nas mãos na loja, quando o pai a perguntou qual a primeira coisa que ela queria aprender. Sem hesitar, a menininha disse: "Quero esse".
Hoje, aquele velho objeto gasto, havia se tornado uma das suas melhores lembranças. Ela pediu desculpas baixinho a madeira e pôs-se a concertar as cordas.
Ela só saiu do quarto quando era noite. Estava com fome, e os gritos já pareciam ter cessado. Esfregando os olhos inchados, ela escorregou porta afora, com uma vontade nula de ver qualquer um dos pais. O som do choro na cozinha chamou a sua atenção. A mãe chorava por cima da mesa.
-Mãe? - Ela perguntou confusa - O que aconteceu? Cadê o papai?
Ela só fez que não e correu para mim.
"Embora." Ela pensou. "Foi embora, finalmente. Porque eu não me sinto aliviada?"
Emily não sabia o que dizer da ideia das amigas, mas achou divertido passar um tempo com as mesmas. Depois de catarem praticamente a loja inteira, foram para os provadores e começaram a se trocar. Emily pegou um shorts bege e e uma camiseta branca, completou com um...
Faline estava se sentindo incrivelmente bonita, mesmo que as roupas não combinassem. Fazia tempo que precisava de uma farra dessas. Só um tempo de qualidade com as amigas. Ela girou com o vestido florido, sentindo-se uma diva completa. -Ei, sabem o que está faltando aqui? - Faline buscou pelo celular na bolsa e ligou, no volume mais alto possível, What Makes You Beautiful. As meninas sorriram, posando para o espelho - MUSICA GAROTAS! É isso aí! Isso é o que tia Fali gosta! Ela gritou, dançando. Depois que a musica acabou, elas trocaram de figurino ao som de Call Me Maybe. As três cantaram juntas o refrão enquanto dançavam para as câmeras imaginárias. Faline parou de repente, pensando novamente sobre as câmeras imaginárias. As meninas perguntaram qual o problema. Faline começou a procurar algo pelo teto. Ela apontou para o canto. -Meninas! Câmeras! Eu esqueci completamente! Gritou, morrendo de vergonha dos homens da segurança que agora deviam estar se matando de rir.
Faltavam 5 minutos para chegar ao lugar marcado para o dia de meninas, ela corria cruzando o shopping para chegar a tempo, não queria se atrasar. Tinha combinado fazer um “desfile” com Faline e Emily. Era engraçado ver como várias pessoas se resolveram amorosamente no baile, ou logo após o mesmo. Parecia que estava tudo finalmente bem. Ela chegara faltando apenas 2 minutos e Faline já estava lá acenando para ela. Silver acenou de volta bem mais perto dela agora. Oi! Sabe, achei que ia me atrasar. Ainda bem que deu tempo. Elas se viraram e viram Emily toda apressada passando pelas pessoas correndo e acenando freneticamente. Agora que estamos todas aqui, vamos aonde? Faline sugeriu uma loja em todas acabaram aceitando. Soube que você e o Jack voltaram, Emily. Ah, que bom eu torcia tanto pra vocês!
Em fez que sim sorrindo e lá foram elas para dentro da loja. Elas praticamente nem olharam para as roupas. Encheram sacola depois de sacola daquelas de plástico grande. No fim, tinham 33 peças, o máximo permitido nos provadores. Emily sugeriu que elas escondessem mais peças dentro das próprias roupas, mas elas riram e ignoraram a sugestão. A menina que entregou a elas as fichas para os provadores as olhou de lado, imaginando porque tantas roupas. Elas se entreolharam segurando os risos.
Escolheram os provadores mais distantes.
-Eu declaro agora aberto o desfile de moda das formandas/ formadas da Living Disney Academy!
Disse Faline antes de desaparecer com uns três vestidos dentro de um dos provadores.
Faline sentou em seu banco favorito e tirou o violino de dentro da capa. A ressaca não a impediria de praticar. Lustrou o arco e passou-o pelas cordas devagar. Surpreendentemente, pareceu fazer a dor de cabeça recuar. Então entregou-se a suave melodia de Mozart, só para se...
-Professora?! - Assustou-se com a sua presença. A mãe sempre dizia que ela se desligava de tudo quando estava tocando, mas ela nunca imaginara que fosse tanto. - Ah oi. Muito obrigada, eu... Eu estava só... Isso... - Ela suspirou. - Você me assustou. - Disse, tentando recuperar o fôlego. - Eu... Ganhei uma bolsa para música na LDU e mais umas faculdades. Acho que professores tendem a gostar da minha música, sei lá.
Ela deu de ombros. Era um pouco óbvio que Faline era tímida, e se tinha alguma coisa que a timidez a incomodava era quando recebia um elogio. Ela simplesmente não sabia o que fazer com ele. Não era convencida o bastante para dizer que sabia, e isso seria extremamente indelicado...
-Algum pedido?
Perguntou, envergonhada.
Fawn Cline @littlefaline-blog - Tumblr Blog | Tumgag