Errei ao não contar, ao misturar as coisas pra te distrair, pra não te fazer chorar e sim pra rir, de mim ou comigo. A verdade é que nem sei, agi sempre do mesmo jeito, e quando te achei, quis te ajudar e ao mesmo tempo te prender. Aos poucos fui fazendo da tua, a minha imagem. Por adoração, simplesmente admiração, por amor pela tua pessoa. Quando percebi que teus gostos, teus princípios, até teu jeito se pareceram com os meus. Admirado eu estava ali a te ver, tu com um olhar distraído, leve, brilhante, olhando pra TV. Bem, do teu lado senti que não precisaria de mais ninguém. Me senti vivo quando te abracei, chorei quando te soltei, não vou negar que tentei não deixar o tempo passar. Registrei cada conversa, cada risada, cada momento. Levo sempre comigo em pensamento, lembranças de um bom tempo. Tentei fugir, voltar, tentei tapar o buraco com uma pá de ideias más. De ti já tentei me livrar, sim, evitar, mas tu está no ar, basta um suspiro pra me lembrar. Hoje sei que não posso te apagar, pois nessa história, sou mais você do que eu, e essa é minha vitória. Guardo-te em meu peito onde distância alguma um dia lhe tirou de mim. É pra ti, meu amor, que escrevi, que cantei sem afinação, que sofri. Busquei no fundo, tocar teu coração, pra que visse até então o que estava no meu. Tu não me entendeu e desistiu no começo, onde somos apenas tropeços. Onde fui o rascunho de quem um dia me tornei. Esse dia é hoje, e como dói dizer, deixei o tempo passar por querer. Tive que te perder pro mundo pra entender que não posso te ter. Prestes a pular de um abismo, porem se de ti não me esqueci, percebi não estar sozinho, apenas perdido de caminho. Então não deve ser o fim. Meu coração é quem me guia, sem ironias, sem destino, pois a vida é de alegrias e não de desatino.
Adesivado







