𝐊𝐈𝐍𝐍 𝐌𝐀𝐘𝐔𝐑𝐈𝐍 𝐍𝐀𝐑𝐈𝐍𝐑𝐀𝐊 é filha de 𝐓𝐈𝐐𝐔𝐄 e 𝐂𝐎𝐍𝐒𝐄𝐋𝐇𝐄𝐈𝐑𝐀 do 𝐂𝐇𝐀𝐋𝐄́ 𝟒𝟏 e tem 𝐕𝐈𝐍𝐓𝐄 𝐄 𝐎𝐈𝐓𝐎 𝐀𝐍𝐎𝐒. a tv hefesto informa no guia de programação que ela está no 𝐍𝐈́𝐕𝐄𝐋 𝐈𝐈𝐈 por estar no acampamento há 𝐕𝐈𝐍𝐓𝐄 𝐄 𝐎𝐈𝐓𝐎 𝐀𝐍𝐎𝐒, sabia? e se lá estiver certo, 𝐋𝐎𝐕𝐄/𝐊𝐈𝐍𝐍 é bastante 𝐂𝐀𝐑𝐈𝐒𝐌𝐀́𝐓𝐈𝐂𝐀 mas também dizem que ela é 𝐕𝐈𝐍𝐆𝐀𝐓𝐈𝐕𝐀. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
&. ━━ 𝐒𝐔𝐌𝐌𝐀𝐑𝐘: Love-Kinn é um legado de Nêmesis e filha de Tique. Seu pai morreu antes que ela pudesse conhece-lo e foi criada dentro do acampamento desde bebê. A razão? Ela tem asas desde pitica! Por isso ganhou o apelido de Love. Apenas quando fez dez anos é que foi reclamada e descobriu sobre suas origens, e que tinha uma família na Tailândia pronta pra recebê-la. A família recebeu ela bem porque já conheciam a vida de um semideus, e ela acabou manifestando os poderes de aceleração molecular, então precisou voltar pro acampamento. Após alguns anos decidiu passar um tempo longe. Love virou terapeuta, mas as origens vingativas falaram mais alto e com tantos casos de mulheres sofrendo desilusões amorosas, ela passou a caçar homens que quebravam coração de suas pacientes e de suas amigas. Porém sua família era envolvida em esquemas de lavagem de dinheiro e com a máfia. Os negócios começaram a ir longe demais quando passou a se tornar uma arma para a própria família e a caçada se tornou extremamente pessoal, punindo quem ousava atrapalhar os negócios ilegais dos Narinrak e do cassino. Isso acabou atraindo atenção de monstros e sua família foi morta. Bom, isso foi o que a mente implantou em suas memórias como um mecanismo de defesa. A verdade é que um dia Kinn simplesmente cansou de toda a sujeira que a família fazia e aniquilou todos de uma vez só. O trauma gerado foi tão forte que ela sequer lembra, acreditando fielmente dias depois que sofreu um ataque de monstros. Um dia só sumiu pro acampamento onde está até hoje! Atualmente conselheira do chalé de Tique, aprendiz de curandeiro e também é instrutora de vôo e faz parte do clube de teatro e de artesanato. Também é membro da equipe azul de queimada. Tem um par de leques como arma de ouro imperial chamando de Breaker of Chains and Bonds que se transformam num par de brincos.
Você pode acompanhar o resumo do desenvolvimento dela aqui.
&. ━━ 𝐁𝐀𝐒𝐈𝐂𝐒.
Conselheira do chalé de Tique.
Instrutora de vôo.
Aprendiz de curandeiros.
Membro individual do arco e flecha e membro da equipe azul de queimada.
Parte do clube de teatro e do clube de artesanato.
Aniversário: 20 de agosto. (Apenas considera, não se sabe a verdadeira data)
Local de nascimento: Desconhecido.
MBTI: ENTJ.
Temperamento: Colérico.
Alinhamento moral: Neutral Evil.
+ Paciente, sincera, mente aberta, amorosa e imaginativa.
- Manipuladora, atrevida, exigente, dramática e fatal.
&. ━━ 𝐏𝐎𝐖𝐄𝐑𝐒 & 𝐖𝐄𝐀𝐏𝐎𝐍.
Aceleração molecular: Naturalmente desenvolvida para constante movimento como um gerador vivo de energias biocinéticas, possui a capacidade para absorver formas de energia cinética em si mesma e converter isso em energia combativa como rajadas conclusivas. Quando entra em contato com um objeto, é capaz de "vibrar" suas moléculas, convertendo sua energia potencial em energia cinética criando bombas explosivas.
Sorte Natural: Love possue uma sorte volátil e imprevisível, manifestando-se como fenômenos cinéticos aleatórios que alteram a probabilidade a seu favor. Sem controle sobre essa habilidade, eventos improváveis podem acontecer com ela, garantindo vantagens inesperadas. Sua sorte pode provocar desde falhas no equipamento adversário até acertos milagrosos em situações críticas, beneficiando-a de maneiras surpreendentes e oportunas.
Asas Cinéticas: (AINDA EM NIVEL 1, acompanhe aqui) Capaz de imbuir as asas com energia cinética e voar em distâncias maiores das que já feitas e com velocidade ainda maior. Por estarem imbuídas em energia, possuem uma fina camada de defesa. As pontas das asas possuem lâminas afiadas e podem cortar materiais leves. Através de uma técnica aprimorada, consegue acumular e liberar energia cinética nas lâminas em solo e durante o voo, criando golpes mais poderosos e com maior alcance. Esses ataques podem gerar ondas de choque que empurram ou desorientam os inimigos próximos.
Breaker of Chains and Bonds ou apenas BCB são um par de leques de ouro imperial. Os leques são de aparência normal de seda endurecida, mas contêm uma certa quantidade de lâminas super afiadas que cortam o inimigo facilmente. Fechado pode ser usado como defesa e aberto como arma e sendo projétil que pode ser usado para ferir o oponente. Eles se tornam um par de brincos.
Lifedrinkers são um par de sais feitos de bronze celestial, com lâminas afiadas. Estas armas são capazes de cortar através das sombras e desferir golpes que drenam a energia dos inimigos. Os ganhou após retornar da sua mais recente missão no submundo.
Gravikinetic é uma lança de ouro imperial que controla as forças gravitacionais ao seu redor. Pode aumentar ou diminuir a gravidade no ponto de impacto, esmagando os inimigos ou os lançando ao ar potencializando e utilizando do poder de Love envolvendo energia cinética.
Doomblade é um espadão colossal com uma lâmina longa e pesada feita inteiramente de ferro estígio. A lâmina longa tem uma superfície que brilha em vermelho escarlate no mesmo tom de suas asas, como se estivesse imbuída com o sangue de antigos inimigos. A cada inimigo atingido pela arma, ela acumula uma carga de energia e cada carga aumenta o poder de corte da lâmina, resultando em golpes mais pesados e precisos, lançando faíscas vermelhas que causam dano adicional a inimigos próximos.
ITENS:
Cálice de Dionísio: Um cálice de prata com uvas entalhadas. Quando alguém bebe do cálice, fica embriagado, mas também ganha visões proféticas, o efeito dura 2h por dia.
Bolsa de Expansão Infinita: Uma bolsa aparentemente comum com um forro interior encantado por runas mágicas. Ela possui um encantamento que permite armazenar uma quantidade virtualmente ilimitada de itens sem aumentar de peso ou volume. Quando o usuário coloca a mão dentro e visualiza o item desejado, ele surge instantaneamente na mão.
Pulseira da verdade: Pulseira que concede ao usuário o poder da verdade. Caso o usuário toque em alguém, essa pessoa só conseguirá falar a verdade. O efeito dura três minutos, o contato precisa durar três minutos inteiros pois é cortado o contato do usuário com o alvo, o efeito é interrompido. A pulseira não permite que o alvo seja repetido por pelo menos duas semanas.
&. ━━ 𝐇𝐄𝐀𝐃𝐂𝐀𝐍𝐎𝐍𝐒.
Antes da morte da sua família, todos eram apegados e mimavam Love como uma princesa. Ela sente falta disso, uma pena que não passou de uma mentira para usarem ela como uma arma. Como uma válvula escape, Kinn mantém a ideia para todo mundo que sua família ainda vive e está ótima e que sempre se comunica com todos eles.
Claramente não tem uma mãe presente, mas após sua reclamação, chega a vê-la com uma frequência fora do usual para um semideus. Gosta de acreditar que é porque ela não tem tantos filhos por ai e consegue dar uma atenção maior para si.
Love sempre foi uma boa terapeuta e até gosta de exercer a função hoje no acampamento, mas tende a não se apegar nessa ajuda para não acabar caçando outros semideus problemáticos. Isso também se dá ao fato de se considerar totalmente quebrada por dentro.
Você sempre vai ver ela envolvida com os filhos de Apolo ou Atena, ou qualquer outro que curta artes! Gosta de pintar, decorar, desenhar, cantar e tudo que for lúdico e artesanal ela estará no meio e será bem vindo na vida dela.
Sua família era influente no ramo dos cassinos e apesar de seus primeiros anos após sair do acampamento terem sido passados na Tailândia, Love já morou em diversos locais e viajou para diversos países diferentes.
Kinn não se lembra de absolutamente nada sobre o dia da morte de sua família, mas vez ou outra tem pesadelos com o fatídico dia, o que acarreta em confusão mental já que não sabe exatamente o que houve nesse dia.
&. ━━ 𝐏𝐄𝐑𝐒𝐎𝐍𝐀𝐋𝐈𝐓𝐘.
Love é paciente, capaz de esperar pelo tempo certo para agir e resolver problemas. Sua sinceridade é uma característica marcante até demais porque não sabe a hora de parar de falar, sendo honesta consigo mesma e com os outros, mesmo que isso às vezes a coloque em situações constrangedoras ou difíceis. Assim como seu apelido, é genuinamente amorosa e apegada as pessoas que ama, demonstrando cuidado e afeto, e também por aqueles que estão ao seu redor, sendo bastante acolhedora.
Sua mente aberta a torna receptiva a novas ideias, experiências e pessoas, o que a torna uma excelente companhia e uma pessoa genuinamente empática. Talvez até demais. Detesta injustiças. No entanto pode não ser a melhor para lidar nessa perspectiva. Love pode ser manipuladora quando se trata de descobrir algo ou alcançar seus objetivos. Ela também pode ser atrevida e exigente, especialmente quando sente que suas necessidades não estão sendo atendidas. A famosa birrenta mimada. Sua natureza dramática pode levá-la a exagerar em suas reações, mas num geral ela é alguém que você gostaria de ter por perto.
&. ━━ 𝐇𝐈𝐒𝐓𝐎𝐑𝐘.
Quíron não entendeu muito bem quando a cesta com um bebê chegou ao acampamento meio-sangue. Na cesta, apenas um nome: Kinn Mayurin Narinrak. Com o tempo, o motivo era óbvio: seria impossível criar um bebê com asas perto dos olhos humanos, mesmo com a névoa existindo. A criança foi muito bem acolhida, cuidada e conforme crescia as penas brancas foram ganhando um tom rosado que trouxeram o apelido de Love para a mocinha por ser um docinho de pessoa e associada a algum deus relacionado ao amor. Com tantos deuses e deusas aladas, era difícil delimitar quem poderia ser seu laço divino, mas tinham seus palpites. Sem qualquer sinal de algum deus ou deusa para reclamá-la como filha, seus dias no acampamento eram resultado de viver entre os filhos de Hermes e treinar conforme crescia. O treinamento de suas asas também foi necessário para praticar voo e naquela idade, já conseguia recolher e esconder, mesmo que gostasse de exibi-las por aí. Foi no ano em que completou dez anos que sua reclamação veio: Filha de Tique, e junto mais duas revelações através de sonhos com ela: seu pai era uma legado de Nêmesis e havia falecido pouco antes que chegasse ao acampamento, perseguido por monstros enquanto a levava para lá. No entanto, Tique se certificou de que a filha chegasse ao destino com segurança e sorte. A segunda revelação é que havia uma família na Tailândia esperando por ela caso fosse do interesse dela conhecê-los. Ao ser reclamada as íris também ganharam a tonalidade vermelha, sendo definitivas. Sem qualquer manifestação de poderes, Kinn decidiu que queria conhecer o mundo e, principalmente, a família de seu pai.
Love entendeu no primeiro momento a razão porque Tique tinha se envolvido com seu pai: a família era dona de cassinos e a sorte parecia estar sempre a favor da família, mesmo envolvido em esquemas de lavagem de dinheiro e com a máfia. Ainda assim, seus avós e tios certamente foram as pessoas mais amorosas e mente aberta que poderia encontrar no mundo consigo. Love foi muito bem acolhida pela família, mesmo na idade que possuía e com a outra parte sendo divina. Tudo por conta de seu pai ser um legado e eles compreenderem a situação muito antes dela nascer. Houveram apenas dois momentos em que acabou sendo atacada por monstros, e considerava pura sorte devido a sua mãe. A verdade é que Kinn pensava que seu poder era realmente manipulação da sorte, mas logo a revelação do verdadeiro poder veio. Tinha 13 anos quando em uma briga na escola e carrega de fúria, os genes de ser um legado de Nemesis surgiram por querer se vingar e ao pensar demais a tailandesa conseguiu vibrar as moléculas a ponto de desintegrar e explodir objetos sólidos dentro da sala de aula, gerando uma grande comoção e evacuamento da escolas. Ninguém desconfiou e com a noção de que poderia ser um problema, ela mesma tomou a decisão de que precisaria passar um tempo no acampamento além das férias de verão para controlar e dominar sua habilidade. Manipular energia cinética demandava tempo e com a necessidade de muito treinamento, Love se viu no acampamento por muitos anos. Nesse período, as asas ganharam a tonalidade oficial: vermelho vinho. Longe dos olhos mortais, as usava o tempo todo, aprendeu a ter facilidade e gostar delas, mesmo que para alguns parecesse algo diferente demais até para um semideus.
Tomou a decisão de retornar para casa e Love decidiu que agora iria viver sua vida longe do acampamento, apenas com visitas esporádicas e focar no seu crescimento pessoal dentro do que podia numa vida mortal. A carreira como terapeuta começou bem, mas o que mais recebia eram mulheres desoladas com seus amores desafortunados. Love passou a entender que homens só eram legais, fieis e correspondentes em histórias e filmes. O que começou apenas como uma brincadeira entre primas, se tornou uma verdade quando Kinn se viu caçando homens e os punindo por machucar suas pacientes e/ou amigas. A coisa escalou rápido demais quando passou a se tornar uma arma para a própria família e a caçada se tornou extremamente pessoal, punindo quem ousava atrapalhar os negócios ilegais dos Narinrak e do cassino.
Mesmo com ciência de que era um uso irresponsável de aprendizado no acampamento, Love surfou na onda. Passou anos assim. Chegou até se envolver em lutas clandestinas e clubes de luta de semideuseus espalhados pelo globo. Gostava de punir, de se vingar e com a sorte ao seu favor, sabia que estaria sã e salva. Até que a atenção voltou para si. Com uma parcela de sua família em uma viagem de comemoração, foi inevitável salvá-los quando lestrigões apareceram e vários deles ceifaram a vida de quase todos os presentes. Love conseguiu sair da situação, mas sentiu que havia focado em usar seus poderes de uma forma errada e muito menos pensou na possibilidade de monstros aparecerem. Bom, isso foi o que a mente implantou em suas memórias como um mecanismo de defesa. A verdade é que um dia Kinn simplesmente cansou de toda a sujeira que a família fazia e em como as atitudes estavam escalando de uma atrocidade pior do que a outra. Love aniquilou toda a família de uma vez só. Com exceção de crianças. O trauma gerado foi tão forte que ela sequer lembra do dia ou do que aconteceu, acreditando fielmente dias depois que sofreu um ataque de monstros. Então um dia simplesmente sumiu e voltou para o acampamento dois anos antes do chamado do Sr. D, permanecendo lá até hoje. Love ficou bastante apreensiva no jantar presenciando a profecia, esperando por outra guerra, afinal essa era a vida de um semideus no fim das contas, o que não diferia muito da sua vida anterior.
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* durante as olimpíadas.
Andando de um lado para o outro, Love tentava arrumar um lugar para sentar no meio daquela bagunça que os campistas estava, fazendo em meio a plateia assistindo a competição da parede de escalada. Por mais revoltados que estivessem com o acampamento, ainda sim tinham um tempo para torcer e gritar. Era melhor assim. Um pouco de distração fazia bem, todo mundo merecia. Mas, bem, naquele momento passava um pouquinho de sufoco. Por isso acabou saindo da plateia porque os gritos e o empurra empurra lhe deixaram meio sem norte, e enquanto saía sentiu alguém esbarrar em si e acabou jogando o corpo mais para frente, na onde empurrou Eunha sem querer. ❝ ― Opa, desculpa! ❞ — Segurou firme no corpo da outra para que ela não acabasse indo parar com a cara no chão. ❝ ― Pessoal tá bem animado aqui, vim pegar um ar porque não dá pra ficar no meio da multidão não. ❞
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* na competição das olimpíadas, antes do arco-flecha.
Geralmente ficava um pouco mais empolgada com as Olimpíadas que aconteciam no acampamento, mas esse ano certamente era mais atípico. Mesmo não participando do caça-bandeiras, ainda iria fazer parte dos esportes onde fazia parte. Love estava nervosa por sua competição no arco e flecha, ainda era a primeira bateria do esporte individual, então mesmo com tudo sendo um turbilhão nos últimos tempos, entendeu que a melhor coisa para livrar a mente de pensamentos intrusivos e negativos era a distração. Não era a solução, mas era a melhor alternativa que tinha para tal. Avistando a amiga de longe, acabou correndo para perto de Simone na tentativa de espairecer um pouco antes de fazer sua entrada. ❝ ― Simone, oi. ❞ — A cumprimentou, deixando o arco abaixado enquanto dava alguns pulinhos. ❝ ― Só curtindo e assistindo? ❞
"Eu soube. Mesmo com o silêncio dos deuses nos últimos tempos, vocês tiveram mais interferência em menos de um ano do que eu me lembro de ter em quatro verões inteiros. Se eu soubesse o que estava acontecendo, eu teria vindo. Sem hesitar." O que a segurava em Islay agora? Um túmulo frio e dessacrado? A esperança de que as coisas poderiam voltar ao normal? Foram anos até que os eventos desenrolados por Percy e o grupo de semideuses que o acompanharam finalmente se apaziguassem, ela mesma lembrava do caos daquelas profecias; e Laverne não tinha todo o tempo do mundo para sentar e esperar por um milagre, ainda mais quando os deuses pareciam estar ainda mais distantes do que de costume. "Eu não achei que as coisas estivessem tão ruins quanto as notícias faziam parecer, até que a minha fazenda foi atacada. Não tinham pessoas suficientes na ilha pra nós percebermos nada alarmante, mas depois que saí de lá..." Foram os olhares atordoados dos mortais, as fachadas cobertas de lojas, com marcas do que pareciam ter sido uma tentativa de arrombamento. De monstros? Humanos? Lav não sabia se havia uma diferença para os mortais que agora andavam apressados pelas ruas, temerosos pela próxima coisa que poderia acontecer. "Eu mal reconheci o caminho para o acampamento. É difícil descrever o que está acontecendo lá fora, mas é como se o mundo estivesse imerso em... caos."
E se era assim que pessoas comuns vinham reagindo, ela só podia imaginar como os campistas se sentiam: presos no acampamento, sabendo muito e, ao mesmo tempo, muito pouco, e esperando que os eventos e consequências da próxima profecia despencasse sobre suas cabeças. Colocar um bando de jovens adultos com hiperatividade e o poder de mudar o mundo na ponta de seus dedos em um lugar pequeno como o acampamento meio sangue por meses-- Lav só estava surpresa de que o lugar não estava pior do que o que ela vira. "Vou tentar. Eu sei que eles têm boas intenções. A maioria deles, pelo menos." Laverne sorriu e revirou os olhos de leve quando finalmente segurou a garrafa entre as suas mãos. Quando decidiu arriscar a sua pergunta, manteve os olhos fixos no frasco, temendo o que podia deixar transparecer sob o olhar atento de Love. "Mais alguma coisa estranha tem acontecido entre os semideuses aqui no acampamento? Sei lá, como... maldições. Adoecimentos. Ataques estranhos do nada, algo assim."
Love precisou concordar. Os últimos anos haviam sido tranquilos e agora parecia vir um caminhão pra cima de todo mundo totalmente desgovernado e levando tudo pelo caminho. Três campistas mortos e mais um monte com traumas para uma vida toda. Tudo isso vindo daquele lugar que jurou ser seguro. Era horrível quando se pensava por essa perspectiva. ❝ ― Olha, eu não sou das pessoas que estão massacrando e evitando contato com vocês que chegaram agora, mas você não acha estranho que todo mundo simplesmente tenha chegado junto? E que não ouviram o chamado? Parece que rolou algum tipo de interferência, ou não sei... ❞ — A filha de Tique suspirou e deixou o peso dos ombros caírem. No entanto, o relato de como o mundo estava a deixou tensa porque quando saiu em missão o mundo parecia ainda normal, mas isso já fazia meses. Tudo poderia ter mudado, sim. ❝ ― Me pergunto se simplesmente vão deixar o mundo se acabar dessa forma... ❞ — Se queixou ao olhar para o teto, como se referisse ao Olimpo.
A pergunta de Laverne poderia ter soado inocente e tranquila, mas Love sentiu que havia algo ali. Maldições e ataques do nada sim, meio que já estavam vivendo disso por meses, mas adoecimentos? Não, aquilo não. Alguém com um resfriado aqui ou ali pela mudança de estação, mas nada fora do normal. Seu olhar vagou novamente pelo corpo da semideusa em busca de algo que pudesse lhe revelar algo, mas nada fora do normal tinha ali. ❝ ― Olha, tem semideuses despertando poderes novos, então algo está acontecendo sim. Os ataques pararam, por enquanto. Eu acho. ❞ — Riu meio nervosa. ❝ ― O que quer dizer adoecimentos? Tipo, do nada? ❞
― Love, Love! ― Jae-eon a achava simplesmente encantadora e fatal, a combinação perfeita para atrair seu interesse. Durante alguns períodos no mundo humano, ele e ela se enfrentaram em clubes de luta e ele tinha quase certeza que conquistara a fiel raiva da mulher por espelhar seus golpes em batalha. Ele até carregava uma simpatia pela mulher porque sua família era famosa até mesmo em seu meio. ― Você cresceu!
A piada era composição da sua personalidade e claro que ele aceitou, mesmo sem palavras. Entrar naquele desafio com uma caçadora, se ela fosse ainda metade do que foi com ele no ringue e nas histórias que descobriu sobre sua vida, a experiência seria incrível. Jae-eon tinha umas tendências caóticas.
― Brincadeira, brincadeira. Espero que você não tenha sentimentos negativos comigo e não esteja usando esse convite para me deixar incapaz de me defender no bosque, sozinho e abandonado. Você sabe que eu sempre te tive na melhor das estimas.
Pediu para segurar um pouco a bússola, iria devolver.
― Como nos velhos tempos? ― Se curvou um pouquinho em uma saudação de olho no chão, quando olhou novamente para cima, encontrou seu olhar e lhe entregou um sorriso.
Love apenas ergueu uma sobrancelha com ele dizendo aquilo sobre si. Não era como se realmente tivesse crescido, talvez em processo de amadurecer. Achava que sabia de tudo, mas muito mudou nos últimos meses. Ter lembranças podia ser algo bom ou terrível, essa era a verdade. ❝ ― Aham, entendi. ❞ — Revirou os olhos com a fala e um riso no cantos dos lábios. ― Que pena que você já descobriu meu plano, ia mesmo te largar sozinho por lá. ❞ — Retribuiu a brincadeira e entregou o objeto ao outro, e pendeu a cabeça para o lado em negação, mas pegou novamente a bússola da mão dele e passou a entrar no bosque. ❝ ― Como nos velhos tempos. ❞ — Concordou enquanto o chamava com a mão para começarem logo o desafio. ❝ ― Precisamos de um plano. Acho que vão ter armadilhas e coisas do tipo, então vamos criar um código nosso e planos A, B e C pra conseguir sair daqui sem muitos problemas e o mais rápido possível. ❞
em algum momento, no caminho até a arena ou antes disso, katrina havia pensado em como aquela "aula" se desenrolaria; daria saltos mortais, alguns golpes de judô, talvez até manipulasse uma arma longa mas quando viu outrem sentando-se no chão, quase abriu a boca em descrença. de alguma forma, esperava que aquele fosse o momento mais agitado, contudo, sabia que estava sentindo-se assim faziam semanas e desde então, não tinha êxito em livrar-se das asas. acompanhou love, sentando-se de frente para ela, as mãos apoiadas nos joelhos. ، lembro que desmaiei quando elas surgiram. a memória voltou-se para o submundo, um arrepio de alerta a percorrendo, fazendo valer o que ela dizia: ia mesmo querer estar sentada. o frasco oferecido foi pego, o abriu e o levou em direção ao nariz, o cheirando; o cheiro não parecia muito bom mas ingeriu o liquido, esperando mesmo que ele fizesse o efeito esperado. ، preciso pensar nelas como parte de mim? a questionou. desde que elas haviam surgido, tinha as rejeitado. ، não entendo qual a serventia delas, o que fiz pra as merecer. dera de ombros.
Certamente suas asas eram seu maior orgulho. Alguns semideuses não gostavam de acabarem herdando isso dos pais e mães, mas Love sempre carregou aquele peso nas costas com certa alegria. Talvez por ser fã número um dos Erotes, fazia parte admirar toda aquela essência. No entanto, ela sabia o quanto era um processo aprender a gostar e lidar com as asas já que você é diferente por ser semideus, e com asas ainda? Claro que deixa qualquer um maluco. ❝ ― Provavelmente o choque foi grande. Você sentiu muita dor? ❞ — Mesmo domando e sabendo voar muito bem, a região das costas onde suas asas ficavam alojadas era muito sensível. ❝ ― Bem, seria mais fácil se pensasse assim... Mas se não é algo confortável para pensar dessa maneira, podemos tentar outros métodos. ❞ — Pendeu a cabeça para o lado enquanto aguardava a poção fazer seu efeito no mais instantâneo o possível. ❝ ― O grande foco é o osso escápula, ele se movimenta para abertura e saídas das asas e eu sei que pensar nisso é bizarro, mas tente apenas imaginar e relaxar enquanto tem esse pensamento de que suas asas estão se recolhendo enquanto o osso se movimenta. ❞
Toda a situação que estavam vivendo no acampamento estavam tentando estragar todos os seus anos de terapia e controle de raiva, jogando no lixo seu esforço e dedicação. Ira estava vivendo no limite, sentia que todas as amarras que tinha colocado em seu temperamento estavam frouxas e a um trisco de romperem, bastava só mais um puxão. E era por esse motivo que estava agora sentando em frente ao lago de olhos fechados, com uma das crianças de algum deus envolvido com música - que ele não se deu ao trabalho de perguntar qual era - tocando para si uma música calma e relaxante em uma harpa enquanto ele tentava meditar e sentir a natureza ao seu redor. A respiração lenta combinava com a pose de meditação que possuía, tudo estava perfeito até que sentiu uma sombra atrapalhar o sol que aquecia sua pele. Sol esse que foi cuidadosamente escolhido pelo lugar que havia sentado em uma tentativa de fugir do clima de outono. Franziu a testa, facilmente irritado. "Pô, da pra sair aí?" Finalmente abriu os olhos fitando muse, a irritação ficando cada vez mais presente em sua voz a medida que falava. "Se não eu vou ter que me matar bem aqui na tua frente, irmão." Mudou a frase, não ameaçaria uma pessoa aleatória sem motivo nenhum mesmo que seus instintos naturais falassem que sim. Mais um ponto na conta da terapia.
Os treinamentos com suas asas que agora emitiam poderes estavam indo bem em alguns dias e em outros eram totalmente desastrosos. Love durante um dos voo havia caído no lago e estava saindo do mesmo, chacoalhando suas asas para que a água se dissipasse, mas ainda levaria um tempo para que se secasse totalmente. O que não imaginava era que fosse topar com o filho de Ares no meio de uma meditação. Aquilo sim era inédito. Com aquele tom usado para si, ergueu a sobrancelha e cruzou os braços, firmando ali de frente ao rapaz. ❝ ― Já pensou em terapia? Ou tentar ser um pouco gentil? ❞ — O tom de voz era mais grosso e alto, como se confrontasse o rapaz. ❝ ― Geralmente a meditação ajuda com a calma, não o contrario. ❞ — Fez uma careta e revirou os olhos, mas logo firmou o olhar fixo no dele novamente. Geralmente ignoraria aquele tipo de grosseria, mas ela já estava frustrada com todo o treinamento dando errado naquele dia.
A afirmação de Love trazia muitos sentimentos à tona. Prestar atenção pode significar uma série de coisas, e, embora a maioria das pessoas tenha expressado curiosidade sobre a chegada dos dez semideuses no acampamento, Laverne também ouviu as declarações de desconfiança de alguns alto e claro. A atenção da semideusa não parecia tão diferente de qualquer outro curandeiro que cuidou ela no passado, aquele olhar indagador que buscava sintomas, ou problemas de fácil solução para que pudessem agir. Prestar atenção podia ser perigoso, e Love nem sabia que ela tinha algo a esconder. "Eu nunca cheguei a ouvir nenhum chamado," Laverne esclareceu enquanto acompanhava a busca dela pelos frascos. "...na verdade, eu não recebi qualquer coisa do acampamento durante todos esses meses que vocês disseram ter problemas. Antes, eu só achava que era porque eu tinha passado muito tempo longe e... sabe como é. As pessoas seguem em frente quando você não faz parte da vida delas." A curandeira era direta. Isso era algo que Lav podia apreciar, pelo menos. "Eu me lembro de alguns rostos que chegaram comigo, mas eu não tinha contato com ninguém do acampamento há mais de um ano. E o mundo..." Laverne franziu o cenho. As coisas que ela vira eram difíceis de explicar. Mais difícil ainda tentar convencer os outros da grande coincidência que havia sido ela evitar "Eu morava numa ilha com o meu pai entre os verões que eu passei no acampamento, e nós só temos pouco mais de três mil pessoas por lá. Além do quê eu não saia muito da fazenda por um bom tempo então... eu sei que isso soa estranho, mas eu acho que perdi muito das piores coisas que aconteceram lá fora." Até que os monstros finalmente a acharam, mas não precisava trazer esse tom para a conversa."Não precisa se desculpar. Depois de quase um ano presa num mesmo lugar com as mesmas pessoas, eu acho que também perderia o hábito de me apresentar." E foi o que aconteceu, durante um tempo. Por mais de um ano, Laverne não via ninguém a não ser os médicos do seu pai, os vizinhos que faziam bicos na fazenda esporadicamente e os mesmos seis entregadores dos comércios locais que vinham entregar tudo, das compras de supermercado à comida dos animais que eles não produziam sozinhos aos remédios e mais remédios que Theo precisava com mais frequência ao longo dos anos. "E faça todas as perguntas que quiser, pelo menos você é direta. Algumas pessoas só... encaram. Eu tive uma impressão que algumas pessoas estavam meio... tensas?" Lav sorriu, mais aliviada ao ver o frasco, e estendeu a mão para a poção, até que Love puxou o braço para trás com o aviso. E riu, dando de ombros. "Depende. São alucinações divertidas?"
Sabia e ouvia o que os outros campistas diziam a respeito dos campistas interceptados que chegaram depois. Com todos aqueles meses e com tantas situações grotescas, tristes e emergentes acontecendo, era comum gerar aquela estranheza com pessoas de fora. Ou quase isso. Eram de dentro, mas depois de tanto tempo vendo sempre as mesmas pessoas, era sim um sentimento estranho se deparar com novas faces. A estranheza seria natural em qualquer circunstância. Ainda assim, Love não era uma daquelas que sentia que eles eram algo terrível para o acampamento. Se fosse, alguém já teria demonstrado algo. Sempre havia uma fruta podre no meio que denunciaria as outras, ou pelo menos gostava de acreditar que sim. ❝ ― Caramba... Nunca imaginei que alguém poderia não ter recebido o chamado porque... Foi um caos com todos chegando aqui ao mesmo tempo e tudo sendo trancado. ❞ — Ela chegou a rolar os olhos porque ver tantos rostos que fazia um tempo que não via. Foi tão estranho, tão estranho quanto ver novos rostos depois de meses vendo sempre os mesmos. ❝ ― O que tem o mundo? ❞ — Não deixou passar despercebido, franzido o cenho.
No entanto, deixou que ela falasse sobre a ilha e sobre tudo o que aconteceu. Ela assentiu e soltou uma lufada de ar pelos lábios carnudos. ❝ ― Não consigo imaginar como está tudo lá fora. As vezes cheguei no ponto de me perguntar se era o fim do mundo, se éramos os únicos no mundo ou se o fim do mundo estava começando aqui dentro e éramos a primeira linha de defesa. ❞ — Comentou com certo humor, mesmo que não tivesse tanta graça aquela situação porque na época, e ainda atualmente era completamente estranho pensar sobre o mundo e como ele estava. ❝ ― Não leve muito em conta os olhares feios, acho que todo mundo se desacostumou com o mundo ao redor. ❞ — Entregou o frasco por fim para Laverne, sorrindo. ❝ ― Talvez, mas os sintomas depois vão te fazer passar bem mal. Considere um LSD do mal. ❞
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* entrada do bosque, durante os desafios diários nas olimpíadas.
Love olhou para um lado e para outro em busca de algum parceiro para aquele desafio. Não se sentia enferrujada até porque estava treinando diariamente para se manter em dia, porém ter deixado o cargo de instrutora de furtividade para focar na enfermaria a fez sentir saudades de um bom desafio. Com quase todos com duplas, olhou novamente para ver justo aquele semideus sozinho. Jae-Eon foi um problema em sua vida anos antes porque recebeu algumas ameaças do mesmo com sabe-se lá o objetivo. O problema era que a filha de Tique já não se sentia mais tão insegura com o passado da família uma vez que descobriu melhor sobre ele com a visão de Hécate já que lembranças se mesclaram ali. Então vê-lo chegar com os interceptados não gerou a mesma antipatia de antes, mas claro, ela ainda preferia manter certa distância. ❝ ― Jae. ❞ — Chamou, ao se aproximar, segurando e apertando a bússola ganha por Quíron em mãos. ❝ ― Está sem dupla? Podemos fazer juntos, se quiser. ❞
James não podia negar que o comentário de Love o pegou de jeito. Ele realmente esperava uma provocação ou uma piada, algo que o fizesse se sentir ainda mais ridículo, mas, ao invés disso, ela ofereceu ajuda. E ainda completou com um incentivo, aquele que ele mesmo sempre dizia, mas agora estava preocupado e inseguro demais para pensar isso sobre si mesmo. Jamais esperaria que justo ela seria a pessoa que o lembraria disso. Concordou com a cabeça, sem dizer nada, como se absorvesse o que escutou.
Observava os sapatos de salto à sua frente com uma mistura de descrença e resignação. Ele realmente se perguntava como havia chegado a esse ponto, e por que tinha concordado em aceitar um papel tão… peculiar. Sabia que parte disso vinha da necessidade de se desafiar, de sair da sua zona de conforto. Mas andar de salto? Isso era completamente diferente de qualquer coisa que ele já tinha tentado. E tinha que ter começado logo por um salto fino e tão comprido?
Ele sentou-se no chão para trocar os sapatos, então tentou se levantar, os joelhos imediatamente cedendo com a falta de equilíbrio. James colocou a mão na parede ao seu lado para se estabilizar e, quando finalmente ficou em pé, a sensação era menos desconfortante que o anterior; ainda esquisito, mas certamente parecia mais equilibrado do que antes. ━ Eu devia mesmo ter começado por um desses. ━ Admitiu, deixando um riso abafado de nervosismo ecoar.
Os primeiros movimentos foram lentos, cuidadosos, e James sentia cada músculo das pernas tenso enquanto tentava se equilibrar. Em silêncio, ele lutava contra a frustração crescente, sem querer parecer incapaz. Os passos pareciam menos grosseiros que antes, e levemente graciosos, mas nada confiantes ou firmes como deveria ser. James fez uma pausa, passando a mão pelos cabelos e soltando um riso irônico. ━ Isso com certeza não vai entrar no meu repertório de habilidades, mas... ━ Ele olhou para Love, e levantou a cabeça, determinado. ━ Se eu conseguir fazer com que pareça minimamente natural, já fico feliz. ━ Riu, ao admitir, retomando os passos na direção do espelho. ━ Por que você não quis fazer parte do elenco dessa vez? Não gosta de Rocky Horror? ━ Tentou puxar assunto, embora fosse uma zona perigosa tentar manter qualquer tipo de interação amigável com a filha de Tiqué. No entanto, uma conversa leve e aleatória parecia fazer bem para ele e sua concentração.
Existia uma pequena parcela de chance de que os que estavam no submundo não fossem retornar, e isso acabava com boa parte do seu humor, mas se precisasse considerar que ela e Veronica só saíram de lá na missão de ambas depois de uma ajudinha de Perséfone, fazia sentido que agora com Hades ajudando Hecate, a deusa da primavera poderia se opor. Ela esperava que não, esperava que fosse a deusa benevolente que as historias contavam, mas ela sentia arrepios só de lembrar do segredo que deixou nas mãos de Perséfone. E isso lhe deixava assustada porque ficava em segura sobre o retorno dos amigos. Então sim, ela entendia muito bem como James estava se sentindo em talvez perder um irmão. Havia limites para ser uma cretina e trata-lo com desdém depois de toda aquela situação. Especialmente porque era um recomeço para si depois de tudo. Então porque não para suas relações também?
Love apenas assistiu a troca de saltos feitas pelo semideus e sorriu quando ele concordou que aqueles saltos eram melhores. Realmente, parecia menos desajeito muito embora ainda precisasse de alguns treinos, agora seria mais fácil. ❝ ― Você vai conseguir. Podemos procurar por outro salto ainda mais grosso e confortável. Aposto que os filhos de Hermes conseguiriam. ❞ — Deu a ideia, cruzando os braços conforme se aproximava dele outra vez e dessa vez tomou a liberdade de toca-lo para ajeitar a postura do mesmo. ❝ ― Assim é melhor. Tenta de novo, mantenha a coluna ereta. ❞ — Estimulou conforme se afastava novamente para dar espaço dele tentar andar. ❝ ― É meu musical favorito, na verdade. Mas... ❞ — Ela reiterou se deveria falar algo ou não. Claro, não iria expor sua vida pessoal para ele, mas a convivência com James sempre foi a base das alfinetadas e brigas verbais. ❝ ― Estamos todos passando por um momento difícil, não é? ❞
— Nada é novo para os deuses, Love — a resposta saiu de seus lábios antes que pudesse pensar sobre, mas era algo que realmente acreditava. Tudo que estudara sobre os deuses desde que descobrira sobre esse lado de sua vida deixava claro que eles sabiam o que acontecia e eram, na maior parte das vezes, os culpados pelas situações criadas. Aslan não achava que dessa vez era totalmente culpa deles (pelo menos não de todos eles), mas os culpava por não serem mais ativos em impedir o que acontecia. A quantidade de ataques ao acampamento estavam quase preenchendo uma mão inteira — e aquele, supostamente, deveria ser o lugar seguro para os semideuses ficarem —, agora descobria que os ataques também eram externos e até mortais estavam sofrendo por algo que os próprios deuses precisavam resolver. — Sei lá, alguns anos atrás foram construídos vários chalés para acomodar todos os filhos de deuses em seus lugares corretos, por que não fazer isso com os mortais que estão nos nossos círculos íntimos? — a ideia poderia parecer um pouco sem sentido se considerado a superlotação atual do acampamento, mas deixar aqueles que amavam para se defenderem sozinhos de seres que um dia existira apenas em seus livros de histórias era mais louco do que construir chalés para mortais. — Se eles quisessem, dariam um jeito, Love, não faz sentido isso de que eles estão tentando quando acontece algo diferente toda semana. Já são três semideuses mortos e o que eles fizeram? — a pergunta era sincera, pois queria ver e acreditar no que a mulher dizia, mas nada vinha a sua mente. O mais perto de tentativas que estavam tendo eram os próprios semideuses lutando contra o que vinha em seus caminhos enquanto os deuses assistiam de camarote. — Eles não dão valor para nós e para os mortais a menos que estejamos trabalhando e dando para eles — não era de seu feitio falar daquela forma, mas Aslan não conseguia se importar mais em medir o que dizia, seu irmão estava morto por culpa dos deuses e nada jamais mudaria isso.
Aslan tinha um ponto. Era verdade. Deuses viveram demais para saber o que era novo ou não, e geralmente, nem mesmo guerras eram novas. No entanto, algo parecia diferente em todas aquelas circunstâncias. ❝ ― Você viu a cara do seu pai quando Circe falou sobre o tal segredo. Isso é novo, inesperado. ❞ — Ela fez questão de compartilhar seu pensamento e ainda continuou. ❝ ― Essa era uma cartada que não estavam esperando. Acredito que o silêncio deles é puramente porque não sabem o que fazer. Parece terrível e provavelmente deve ser mesmo, mas ao ponto de deixar eles preocupados? Bem, se deuses tem preocupações, deveríamos ter também. ❞ — Não era segredo algum que eles só viviam a vida adoidado sem nenhum medo de causar danos, mas se estavam sendo cautelosos agora era porque algo assustador iria acontecer. Era isso que preocupava Love. ❝ ― Não sei se daria certo algo assim, sendo bem sincera. Mas eu acho que eles deveriam deixar alguns saírem para tentar a própria sorte. Sei lá. Já vi gente até planejando fugas. ❞ — Deu de ombros porque apesar de ter amigos lá fora, podia soar egoísta, mas preferia estar ali dentro. ❝ ― Concordo com você. Eles deveriam fazer mais por nós afinal somos uma parcela grande e nossa vida vale a pena, sim. Mas é esse silêncio... Esse que me assusta. Eles nunca foram assim. Até mesmo nos livros antigos... Nunca agiram dessa maneira. Algo muito ruim vai acontecer, Aslan. ❞
chegar a conclusão de que tinha um problema, havia sido um caminhar difícil; até perceber que estava disposta a se machucar por isso, para que se livrasse de algo que não havia pedido: as asas. não poderia ser descrita como uma persona fraca, o oposto disso e a forma como havia passado por determinadas situações, eram a prova. contudo, após o submundo e tinha clareza quanto a isso, katrina sentia-se à beira de um penhasco, o qual estava disposta a pular se não fosse pela ajuda da filha de tique. e com sorte, o orgulho havia se recolhido, a permitindo aceitar a ajuda. estava ansiosa no entanto, desejando que conseguisse se livrar do peso no primeiro treino. ، obrigada por me ajudar. disse enquanto fitava outrem, em sinceridade e gratidão, ciente que agora ela assumia o lugar de instrutora para aqueles que tinham asas; o que a chocava quando parava pra pensar que o problema não era só com ela, se fosse mesmo um. ، por onde podemos começar?
Parecia épocas de mudanças e renovações em sua vida. Entrando na enfermaria como aprendiz de curandeira e até abrindo mão de ser instrutora de furtividade para ajudar os campistas com asas a voarem ou a saberem melhor lidar com suas penas. E por algum motivo, também despertou um novo poder relacionado a isso. Estava tudo conectado de alguma forma. Aparentemente as parcas sabiam o que fazia. Teve essa dúvida com tantos acontecimentos no acampamento, mas... Algo parecia se encaixar ainda e era isso que lhe deixava com esperança. Tentaria fazer e mantê-la pelo próximo também. ❝ ― Não precisa agradecer! Sabe disso. ❞ — Ela se posicionou na arena e apesar de toda a pose de preparação, tudo o que fez foi sentar no chão na posição de lótus. ❝ ― Nós nos sentamos. ❞ — Riu com a brincadeira referente a pergunta dela. ❝ ― Vai ser mais fácil pra você fazer o exercício para aprender guardar as asas se estiver sentada porque, acredite... Você vai querer estar sentada quando elas fecharem e abrir de novo por causa do impacto. Ah, e talvez possa doer por ser a primeira vez. ❞ — De sua bolsa ao lado, Love tirou um frasco de poção que havia pego na enfermaria. ❝ ― Tome isso, vai ajudar. É uma poção relaxante, dai podemos começar. ❞
O medo de Candace tinha se concretizado no episódio seguinte da TV do Olimpo, quando um deles não mais era mostrado na abertura do programa. E por isso, pelo coração se dilacerando a cada minuto que se aproximava do próximo episódio, a filha de Eros desistiu de assisti-los. Melhor ter a incerteza da vida do que a certeza da morte. ⸤ 🩷 ⸣ ⸻ Tudo bem se eu copiar esses votos? De adiar um pouco essa festa? Pensando melhor... Não sei se serei a melhor anfitriã quando ver Melis e Tadeu. Simplesmente... É até difícil não chorar nesse exato momento. , Love, a mesma que colocava nos céus com suas ideias, era a que lembrava do mundo no chão. Candy esticou a mão e segurou a da amiga, com força e gentileza. O que faria sem ela? ⸤ 🩷 ⸣ ⸻ Não é esse o problema, mon cherie. É o fato de que são explicitamente falsos e o preço é de original. Guarde seus dracmas para algo que realmente valha a pena. Se quer me mimar mesmo, passe a noite comigo no meu quarto. A boa companhia está... Escassa. , A Lovegood pressionou os lábios numa fina linha, o olhar apontando na direção do chalé de Hécate. O que uma possessão podia fazer com o acampamento inteiro ainda precisava de mais estudos.