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@love-is-genuine
ninguém entende o que eu sinto. ninguém entende porque eu te amava tanto. ninguém entende porque eu sinto a sua falta. ninguém entende porque eu não consigo respirar normalmente. ninguém entende porque dói tanto. ninguém entende porque eu fui tola o suficiente para me apaixonar por você. ninguém entende porque nossos planos acabaram destroçados junto com o amor que você dizia sentir por mim. ninguém entende porque eu me machuquei para tentar te salvar. ninguém entende o que eu vi em você. ninguém entende porque eu me importo tanto enquanto você está pouco se fodendo. ninguém entende porque eu me deixei sentir. ninguém entende porque eu me sinto completamente vazia. e pra ser sincera, tem dias que nem eu mesma entendo. tem dias que meus pensamentos me impedem de raciocinar. tem dias que meus sentimentos me controlam e eu choro. eu olho seus textos que favoritei e choro. você não tem ideia de como dói o fato de que eu iria até o inferno por nós e você não iria nem até a esquina. você não tem ideia de como dói ter que fingir não sentir. você não tem ideia de como dói ter que fingir que não lembro de você. você não tem ideia de como dói te amar. você não tem ideia porque se tivesse não me machucaria. porra. é óbvio que também dói em você, mas foi você quem escolheu a dor. eu escolhi o amor e recebi a dor. então não, ninguém é capaz de entender.
nota #5
não intensificar emoções vazias.
não aprisionar sentimentos que já não deveriam habitar meu eu.
não cultivar lembranças não sadias.
não prolongar sofrimentos que não precisariam ser meus.
johnatas brito.
Existem dois tipos de pessoa:
as profundas,
que sabem valorizar cada gota
de cada sentimento recebido
sem terem a preocupação
de se preencherem.
e as rasas,
que, de tão rasas,
só cabem amor próprio.
cada gota recebida,
por mais que seja recíproca,
se torna excesso
e faz transbordar o caos.
Sejam profundos.
“Quero ler mais livros. Escutar mais músicas. Assistir mais filmes. Quero ter menos preguiça, sentar mais no chão, correr mais pelo parque. Sabe, essas coisas fazem com que eu me sinta livre. Acho ruim a gente ter que se aprisionar. Quero sair de noite, caminhar sem rumo, ficar olhando para o céu. Pode soar bobo, mas isso pra mim é tão importante.”
— Clarissa Corrêa.
“As pequenas coisas machucam, são elas que fazem crateras enormes, tsunamis dentro de nós, como se qualquer chuva fosse virar um temporal.”
— Anna Paula Varella.
“Tem tanta gente no mundo, tantos sorrisos, tantos olhares, tantas vozes e eu fui logo gostar do cara que tem o sorriso mais lindo, o olhar mais sincero e a voz mais gostosa. Que sorte.”
— B.
“Preserva seu coração, mas não coloque vidro nos muros. Preserva seu coração, mas deixa o sol entrar. Preserva seu coração, mas se algum amor bater, deixa passar e deixa tudo acontecer. Não preserve tanto seu coração, só o suficiente pra poder distinguir o que é de verdade e o que é ilusão.”
— Caio Augusto Leite.
“Me entenda. Eu não sou como um mundo comum. Eu tenho a minha loucura, eu vivo em outra dimensão e eu não tenho tempo para coisas que não têm alma.”
— Charles Bukowski.
“Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal. E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase dez anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa. São dez anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados “alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor” e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra”. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.”
— Tati Bernardi.
Com quantos anos você percebeu que foge de si mesmo e não sai do lugar?