eu vou te olhar pra sempre assim
como se estivesse perto de arruinar alguma coisa
porque no fim é mesmo isso
eu quebro tudo em mil pedaços
o que é inteiro
não se parece
comigo

tannertan36
will byers stan first human second

祝日 / Permanent Vacation

PR's Tumblrdome
ojovivo
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
$LAYYYTER
wallacepolsom
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
we're not kids anymore.
styofa doing anything
Mike Driver
Lint Roller? I Barely Know Her
🪼
Monterey Bay Aquarium

if i look back, i am lost

Kaledo Art

★

JBB: An Artblog!
Alisa U Zemlji Chuda

seen from Malaysia

seen from Spain
seen from Germany
seen from United States
seen from United Kingdom

seen from Spain
seen from Germany

seen from Malaysia

seen from T1
seen from Romania

seen from United States
seen from South Korea
seen from United States
seen from United States

seen from T1

seen from United States

seen from Türkiye
seen from Spain

seen from Malaysia

seen from United States
@ibanuje
eu vou te olhar pra sempre assim
como se estivesse perto de arruinar alguma coisa
porque no fim é mesmo isso
eu quebro tudo em mil pedaços
o que é inteiro
não se parece
comigo
o que eu sinto é amor, ou fim de mundo?
luedji luna.
é que eu ando amargurado e nem sei como me livrar disso passo cada segundo não suportando saber da existência de mais ninguém. vesúvio.
quero correr, gritar, pular e me desfazer. quero arrancar minha pele e estender no varal para tomar uma brisa, adquirir certa leveza e plenitude. quero desprender de tudo que sou, enquanto procuro desesperadamente por formas úteis de me reinventar. quero deixar de existir de maneira insignificante, ainda que minha respiração não traga alívio nem mesmo à mim. quero me decompor e reorganizar de maneira adequada à minha identidade. quero me expressar de acordo com minha insana vaidade, bradar ao mundo em tom de etérea liberdade. quero ir longe de mãos dadas com minhas certezas, mesmo que insustentáveis. quero rolar cada vértebra como o abismo que construí com o meu caos e descer o inferno que nem dante foi capaz de escrever, enquanto vejo o mundo cruel e burguês sucumbir como um tumor do universo. eu tenho o mal na alma e trago nas mãos os calos da solidão, manchada de vinho e tinta guache em um muro que eu não soube pixar. mas o que você sabe de tudo isso? o que você lê dessas esferas esfregadas em minha cara e desse corpo meio morto que estendo por ai feito estandarte? o que coube entre esse atrito com o mundo e o eu daqui de dentro é somente pele que se rasga novamente; e volto ao nada do qual nunca saí.
brito, acompanhado de céu.
quero passear meus dedos pelo teu corpo e ligar tuas pintinhas feito uma constelação nova que surgiu no céu só para mim.
johnatas brito.
eu daria tudo por aqueles primeiros segundos depois do despertador tocar. sentir tua respiração lenta e ver teus olhos abrindo devagar. teu braço se esticando como um convite. aconchegando minha cabeça perto do teu peito. sentindo tua mão percorrer meu cabelo e meu rosto.
te sentir como quem quer estar.
como se ali fosse o teu lugar.
não sirvo pra fazer amor só me procuram pra meter, rasgar a carne, o ser e qualquer dignidade que me resta não sirvo pra andar de mãos dadas só me têm numa foda barulhenta na calada da noite enquanto nossos corpos colidem e eu me desfaço pra me recompor e tornar a ser mero prato que comem pra depois cuspir vesúvio.
o que eu sei sobre amor, eu inventei inventei um jeito pra me amar e quando alguém se sente amado por mim eu penso que deu certo o que eu precisei inventar
guia de um amor cego - rico dalassam, céu
você com esse jeito de quem parece carregar cidades no bolso mulheres cigarros balas de menta e partidas e eu jurei que não ia mais escrever sobre homens que partem
eu fiz essa promessa numa noite eram vinte pras duas eu tava voltando da lapa e pensei que não não não eu não vou mais falar sobre homens que vão embora
então você chega com esse peso que eu não sei direito do que é mas só sei que é de coisa que eu me prometi não contar e então você chega sorrindo de canto com os olhos fininhos dizendo que gosta demais de mim quando eu não tenho medo
e quando você sabe que não tenho? a gente nem se conhece tanto assim
você cheira a colônia pós barba e frutas cítricas e eu te contei que aos trinta anos eu não posso mais me apaixonar por alguém que só me quer agora
dane-se se você me quer agora
eu quero o que você quer de mim amanhã e depois e depois
eu disse ao victor que o meu maior defeito é ser inconsistente porque eu te disse que não estava pra brincadeira ou pra amar sem plano e uma garrafa de vinho depois amanheceu e eu saí da sua casa com a sandália na mão pra não te acordar
quer dizer eu fiz o que eu quis fazer mas eu queria que você quisesse mais de mim
então talvez não seja sobre não escrever sobre homens que vão embora e sim sobre eu ficando quando eu só deveria estabelecer meus limites e ir
de repente eu te olho e você carrega cidades e eu que tenho fome de mundo acabo não resistindo
porque você parece uma viagem
e eu sempre estou de malas prontas
inconsistente. apaixonada.
porque o que eu queria mesmo era ser carregada no bolso
por você
eu te disse que um dos meus fotógrafos favoritos era o miguel rio branco porque ele fotografa a tristeza a simplicidade e a rotina como se eu estivesse imersa na cena, fazendo parte, dividindo o café ou encarando alguém que está sofrendo, rindo, chorando, dormindo como muitas vezes eu estive, tantas vezes
você me perguntou por que é que eu não estava nesses lugares encarando essas pessoas sofrendo e rindo com elas por que você não está na realidade?
eu tenho medo, te disse mas não é só isso uma vez eu deixei que o mundo me engolisse
você quis saber o que aconteceu bom, ele cuspiu mas não depois de mastigar
então você quis saber por que eu ainda tenho fé e medo como duas frentes opostas num jogo
é porque ainda existem pessoas sofrendo, rindo, encarando e vivendo suas rotinas e que um dos meus caminhos para chegar nessa crença são as lentes do miguel rio branco
me doeu te ver seguindo a vida tão rápido enquanto eu fiquei parada tentando entender os porquês do fim. logo eu, que sempre fui uma pessoa desapegada, me vi completamente magoada com a sua postura depois de nós. em um primeiro momento, chorei pensando que o nosso relacionamento não tinha significado nada pra você. depois, fui compreendendo que não importava como você reagiria ao término, o importante era que eu pudesse permanecer íntegra e leal a tudo o que sentia. e eu não consegui me entregar a ninguém no começo. então eu passei longos meses sozinha, construindo novamente um lugar seguro para viver. foi complicado ficar sem companhia, sem alguém com quem celebrar as pequenas vitórias como não chorar ao ouvir teu nome, conseguir ir aos nossos lugares e ressignificá-los, conseguir me manter firme ao dizer “não quero, não vou, porque não quis”. eu me questionei se não seria mais fácil com alguém ao meu lado. se não seria melhor se eu falasse abertamente para todo mundo sobre como estava me sentindo; se não seria mais tranquilo se simplesmente ignorasse o buraco que você havia deixado e fingisse que não tinha perdido uma parte de mim. se eu negligenciasse que estava com dor, quebrada, cansada de nadar. eu não queria nadar. eu queria receber o sol na pele e me curar. eu queria observar as ondas quebrarem na orla, me ensinando sobre como é possível ser vulnerável e, ainda assim, continuar carregando beleza em si. porque, mesmo na dor, é possível se manter forte e corajosa. porque mesmo quebrada, ainda é possível brilhar sob a luz do sol. foi nesse espaço de tempo, no entanto, que percebi que nossos processos foram muito diferentes. enquanto você queria se curar com outras pessoas, eu quis voltar pra mim e entender onde errei, em quais lugares eu permanecia intacta. pude entender que nem sempre quem está lá na frente necessariamente se curou primeiro e, às vezes, estar atrás significa apenas que haverá mais paisagem a ser contemplada durante o percurso. que, quando a gente olha para si, a probabilidade de nos curarmos é maior. e deste lado do mar, posso te dizer: estou.
eu não estou escrevendo isso porque preciso me desculpar, não com você. eu estou escrevendo isso porque preciso me desculpar comigo. você não sabe, talvez nunca vá saber o quanto eu chorei
de felicidade pelo encontro de ansiedade pela pausa de incerteza pelo reencontro e de tristeza pelo fim
não se preocupe eu ainda me lembro de cada palavra dita, de toda promessa feita e de todas as vezes que te deixei entrar porque eu-sei-lá o que acontecia na sua vida e você me via como um lugar seguro. eu te deixava entrar toda vez porque eu queria mesmo ser o seu lugar seguro em um mundo em que a) mulheres como nós que b) amam outras mulheres, nós nunca estamos seguras. mas agora você chegou perto demais pra perceber que eu não sou um lugar tão seguro pra você assim. agora você percebeu tarde demais que mesmo aguas tranquilas podem afogar.
eu ainda me lembro do carinho que sentia por você (ainda sinto), mas antes era diferente. antes eu torcia por você, eu torcia pra que cada passo seu fosse seguro e amavél. uma dia eu te escrevi “acho que no futuro você entenda, sentada na sua varanda com seus muros de portões baixos: eu te amei mesmo nos momentos que você sentia que não. eu te amei mesmo nos momentos em que não sabia o que era te amar”. no fundo, nós só somos muito diferentes. você é impulsiva e agitada e eu sou tão calma e lenta que chega a irritar. você queria um amor tão tranquilo e calmo, mas me conhecendo percebeu que amores tranquilos e calmos não existem assim, porque todo mundo é um pouco agitado. no fundo, nós só somos muito jovens e amores jovens são confusos
eu te diria que somos muito jovens pra saber o que é amar, mas prefiro te dizer o seguinte: passamos a vida inteira aprendendo sobre o que é o amor.
porque o amor muda de forma e cor, de jeito e cheiro, e o amor pode ser só uma passagem de tempo enquanto eu me cuido e me curo, enquanto eu vou embora e não volto nunca mais: porque eu tô sempre renascendo alguém melhor.
agora eu continuo escrevendo sobre você mas não para você e essa é a sutil diferença, vê?
se antes eu escrevia e você nunca lia eu te chamava e você nunca ouvia então meu amor também foi desperdiçado minhas palavras também
você me machucou primeiro mas eu nunca quis te machucar em segundo
eu decorei cada pequeno detalhe, até a cor da parede da sua sala. eu decorei o seu corte de cabelo e anos depois eu tive que te contar isso. você se assustou, é claro. quem aprenderia tanto assim sobre você?
mas agora tá tudo bem
porque outra pessoa pode aprender tanto assim sobre você e porque agora eu sei o que é estar apaixonada e observar você ser feliz do outro lado.
[do you know what it’s like to fall in love from the outside?
I don’t know, but I’ve been trying for you, for me now I know what it’s like to fall in love from the outside]
aqui dentro tudo é intenso, inclusive o estrago. johnatas brito.
tem sempre algum monstro precisando ser enfrentado dentro da gente.
o mundo era tão grande e a gente sempre foi tão nosso que não dava pra pensar em ser do outro.
te ligar pra pedir pra você me comer mais tarde
você é como um fósforo:
acaba
mas antes disso
queima