@parkersin
Perseguir alguém é pecado? A resposta para isso, Michael não fazia ideia. E, na realidade, ele nem queria saber. Estava muito mais preocupado em apenas testar se uma informação que viu no twitter era correta. O fato é: quando gostava de uma banda, queria foto ou vídeos com todos os integrantes. Começou com McFly, se estendeu até One Direction e naquele momento se preocupava em conseguir com a Moon and Stars. Sua primeira chance surgiu tão aleatoriamente quanto podia ser; estava em casa encarando a maldita carta recebida quando o celular começou a apitar com notificações de colegas lhe avisando que viram a integrante ruiva da banda perto da livraria de onde ele morava. E caramba, sua cidade era pequena, como Celeste poderia vir visitar justamente quando ele tinha vindo passar as férias com os pais? Não hesitou em pegar uma jaqueta de couro e enfiar os pés no all star branco, saindo apressado de casa, optando pela moto para chegar mais rápido no local. Não era a primeira vez que tentava alcançar Celeste em algum ponto; mas torcia para que dessa vez ele conseguisse alcançar seu objetivo. Estacionando a moto no último lugar onde a ruivinha fora vista, tirou o celular do bolso e olhou as mensagens. Dentro da livraria! Corre, seu imbecil! Michael eu vou embora já tirei minha foto foda-se seu lerdo. Bufando divertido com a delicadeza de seu amigo, guardou o celular no bolso de volta e passou a ajeitar o cabelo, tentando parecer apresentável ao que finalmente caminhava para dentro da livraria, os olhos ansiosos vagando pelo local em busca da cantora. E bastou que as íris claras batessem na mesma para que ele abrisse um sorriso animado, seguindo até lá. ’ —— Ei… com licença, será que eu poderia tirar uma foto com você?’ questionou. Ela parecia ainda mais bonita ao vivo, droga. Lamentava não ter tido muito contato com ela quando na escola, afinal, agora poderia não ter que precisar de tanta hesitação na hora de lhe pedir um autógrafo.
Tudo o que Celeste precisava no momento era um pouco de distração depois de tudo o que tinha acontecido, principalmente considerando o quão nervosa estava e o quão crítico era sua situação. Não queria perder uma das únicas amizades que considerava como verdadeira, amando seu amigo mais que tudo e não no sentido romântico. Quando era jovem, Parker tinha confundido os seus sentimentos, o que era comum para uma adolescente cheia de hormônios, pronta para aquele novo mundo que tinha se aberto. Assim que escreveu a carta, cheia de pensamentos e emoções incapazes de controlar, arrependeu-se tremendamente. Cansada de pensar naquilo, decidiu ir para uma livraria, pronta para distrair-se com alguns livros que gostaria de tirar da sua lista de desejados, pensando em quanto tempo não parava para fazer algo que gostava além da música. Necessitando um pouco dos clássicos para inspiração, acabou optando por uma edição de A Midsummer Night's Dream que não tinha, o que era uma surpresa para ela, considerando como era uma grande fã de Shakespeare. Todos que conheciam Parker sabiam da sua paixão pelo romance, então era inevitável que não lesse alguns bons clichês como Shakespeare e Nicholas Sparls, apenas para lembrá-la que a vida poderia continuar mesmo que não acontecesse da forma que esperava. Estava pagando pelo livro quando escutou uma voz ao seu lado, fazendo com que sua atenção fosse desviada por um momento. “Uma foto?” Repetiu, pensando que não encontraria fãs ali na sua cidade, afinal tinha crescido naquele meio, então uma parte das pessoas a conheciam e, se não a conhecessem, sabiam de alguém que conhecia. Mesmo assim, ainda estava desacostumada com a fama recém-adquirida, um sorriso envergonhado aparecendo em seus lábios, assentindo com a cabeça, confirmando o que ele desejava. O caixa, no entanto, parecia impaciente em sua frente, fazendo com que Parker pagasse rapidamente o livro. “Qual é o seu nome mesmo?” Questionou ao fã.













