A Revolução Francesa - Parte II
“Somos os filhos da revolução [...]
Somos o futuro da nação [...]”
É uma pena eu não estar viva! Caso contrário, eu seria, COM CERTEZA, o futuro desta nação de vocês.
No post passado, eu parei de falar na parte que começa a revolução, certo? Aposto que vocês estão super ansiosos para saber o que aconteceu! Então, vamos lá! De volta para 1789.
A Revolução Francesa tinha um lema que resumia os desejos do terceiro estado: Igualdade, Liberdade e Fraternidade! Todos os elementos que eles não tinham tanto direito, como vocês bem viram na postagem anterior.
Durante a revolução, ocorreram muitas guerras, muitas pessoas morreram. Porém coisas boas – como eu – também aconteceram. Nesse período, houve a criação de constituições, por exemplo, que ajudavam ao povo. Depois da dramática saída do povo dos Estados Gerais, eles organizaram a Assembleia Nacional Constituinte e uma nova constituição foi elaborada, o que não ocorre em um clima de serenidade. Visto que, a nova constituição limitou o poder do rei e eliminou todos os privilégios do clero e da nobreza (como vocês dizem: o jogo virou, não é mesmo?!).
O povo estava tão cansado de tantas injustiças e tão motivado pelo que havia conseguido que foram às ruas com intuito de tomar o poder do governo. Preparem-se para o que eu vou dizer, foi muito tenso e dramático (eu já disse que adoro um drama?!). A primeira coisa que o povo fez foi uma visitinha à cadeia onde ficavam os presos que eram inimigos do rei, vocês já devem ter ouvido falar nesse lugar, o nome era Bastilha. Nela estava a lista negra do rei, portanto, a Bastilha era uma forma de representação do poder absoluto do monarca. A tomada da Bastilha marcou o início da revolução. Em seguida foi aprovado algo super legal para o povo: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Contudo, as injustiças continuam, a Declaração dos Direitos da Mulher e das Cidadãs não foi aprovada e a idealizadora de tal declaração, Olympe de Gouges, ainda foi executada (se eu estivesse lá, isso não teria sido assim!).
Até 1791, a fome foi uma das grandes vilãs, principalmente em Paris, e diversos conflitos aconteceram na França por causa dela. Muito nobres, inclusive, fugiram da França (Já tive vontade de fugir do Brasil por algum motivo atualmente? Se sim, você entende um pouquinho do que o povo estava sentindo, mas nem todos tinham condições para tal ação, é claro). O rei Luis XVI também tentou fugir, entretanto, não conseguiu, foi capturado junto com a família. O rei ficou preso até o dia em que seria julgado.
No ano seguinte, ocorreu a Batalha de Valmy. O exército prussiano invadiu a França e deu início a uma guerra – que não durou muito – na qual os franceses saíram vitoriosos na referida Batalha de Valmy. Com isso, os revolucionários ficaram mais motivados ainda. (muito confiantes esses franceses... Será que PAPAi apoiaria o casamento entre mim e um revolucionários francês?). Após um período de muitos conflitos, os revolucionários conseguiram proclamar a república, para ser mais exata, no dia 22 de setembro de 1792.
Depois de ocorrer a proclamação da república, surgiram algumas vertentes políticas, dentre as quais se sobressaem os Girondinos, que era a alta burguesia (o povo muito rico, a galera que, assim como eu, adora um luxo); os Jacobinos, que era a média e baixa burguesia. Os Jacobinos eram liderados por um homem chamado Robespierre e o Grupo da Planície, os participantes desse grupo apoiavam quem estivesse no poder.
Em 1793, Luis XVI e sua esposa – Maria Antonieta – foram executados na guilhotina. A morte deles ocasionou diversas tensões internas. Houve a criação do Comitê da Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário que foram responsáveis por mandar muita gente para a guilhotina. Os que não eram jacobinos ficaram com muito medo de perder a cabeça – literalmente. Robespierre alcançou o poder da França, de forma absoluta, e em 1793 decretou uma nova Constituição da República. Essa constituição garantia ao povo o direito de votar, de fazer rebelião e de trabalhar.
Um tempo depois, os invejosos, quer dizer, os girondinos e o grupo da planície se uniram para destruir Robespierre e conseguiram. Em 1794, Robespierre foi levado à guilhotina. Uma nova concepção política foi instaurada na França e, vocês já devem estar imaginando que outra constituição foi elaborada, certo? Pois é, essa outra nova constituição garantia a continuidade de um regime republicano, além disso, ela seria controlada pelo Diretório. O Diretório era um governo, conhecido também como “reação termidoriana”. Deixando mais claro, foi um golpe de estado arquitetado pela alta burguesia e foi responsável pelo fim da participação do povo no movimento revolucionário. O período desse governo durou quatro anos e foi marcado por uma grande crise – novamente – e a França passou a sofrer muitas ameaças das nações absolutistas vizinhas.
Foi nessa época que um general francês ganhou grande apoio do exército e da burguesia. É provável que vocês já tenham ouvindo falar muito o nome dele, afinal ele é bem famoso (não como eu, claro!). Seu nome era Napoleão Bonaparte, dizem que era baixinho, mas eu não tenho como afirmar... Em 1799, Bonaparte, depois de um super golpe, (é golpe atrás de golpe!) desfez o governo Diretório e... Pasmem! Estabeleceu um governo chamado de Consulado. Assim, depois da conquista da burguesia, chegou ao fim a Revolução Francesa e deu-se início ao governo de Napoleão Bonaparte.
Eu fiquei chocada com todos esses acontecimentos, vocês também, não é? A história é mesmo fascinante, já estou pensando na nossa próxima conversa! Até mais!
VOLVELLE, Michael. A Revolução Francesa (1789-1799). Trad. Mariana Echalar. São Paulo: Editora Unesp, 2012.
HOBSBAWM. Eric J. A era das revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.