Romance. Quem não gosta? Eu adoro! Por isso, já que estamos falando tanto de Renascimento, cultura popular... Por que não ver tudo isso junto com uma boa dose de drama e romance?
Acredito que a maioria de vocês já ouviu falar em Romeu e Julieta. Sim, aquela história trágica que faz a gente ficar um pouco desidratado. Mas, mesmo que a história seja bastante conhecida, já pararam para analisar as características renascentistas presentes na obra? Perceberam que, apesar de se tratar de um drama clássico, os elementos da cultura popular são os que predominam no desenvolvimento da peça? Pois bem, sugiro que vocês leiam a peça e assistam ao filme, há, inclusive, uma versão nova, de 2013, que é bem bonita.
Ao ler e/ou assistir a narrativa de Shakespeare...
Pausa dramática para falar deste homem!
Shakespeare! Ah, que nome bonito! E ele está aí para provar que o Renascimento não ocorreu apenas na Itália. Shakespeare é um dos principais representantes do movimento na Inglaterra.
Acreditamos que ele, William Shakespeare, nasceu em 23 de abril de 1564, foi um poeta, ator e dramaturgo inglês. É reconhecido como um dos maiores escritores ingleses e o dramaturgo mais influente do mundo, ele definitivamente não é fraco. É um dos principais representantes do Renascimento, além disso, séculos se passaram e sua obra continua influente. Vai dizer que você, por exemplo, em pleno século XXI, nunca ouviu falar dele?
Voltando para antes da pausa dramática, nas narrativas de Shakespeare, vocês poderão compreender um pouco mais sobre a Idade Moderna. O autor produziu diversas tragédias que nos faz refletir acerca da miséria e da nova condição humana. Romeu e Julieta, produção artística que tornou William Shakespeare popular, além de exibir características do Renascimento como a relação entre fé e razão, a concepção de que o tempo pertence ao homem, a valorização do talento e da capacidade de cada indivíduo, nos mostra também o cenário social, político e religioso da época.
Além disso, é possível perceber os elementos da cultura popular nas cenas e nos diálogos cômicos, que eram baseados nas falas do próprio povo, tendo em vista que as peças do dramaturgo eram vistas pelo povo, o qual participava do desenvolvimento das cenas, aplaudiam, vaiavam, gritavam. Havia uma caracterização exagerada dos personagens, que se referia a uma visão de mundo carnavalizada, característica da cultura popular, na qual o homem reinventa o mundo e nesse mundo reinventado, a sociedade é satirizada e a tristeza e alegria não são rivais, elas convivem. O grotesco, a festa, o riso e até a tragédia se misturam e são essenciais para o desenvolvimento da cena.
Preparem a pipoca! Vocês não vão deixar de ver tudo isso, certo?
Fontes: BAKHTIN, M. M. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec, 1999.
BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna: Europa, 1500-1800. São Paulo: Cia das Letra, 2010.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=t2fy1PIe6_8