Cheguei em um ponto onde doeu tanto que a dor não incomoda mais. Cheguei em um ponto onde não sou mais capaz de me importar com a dor alheia porque preciso cuidar da minha própria. Mas eu não consigo cuidar. Nem dos outros e nem de mim. Não tem mais sentido em nada do que eu faço. Nada do que eu sou. Não tenho motivação para nada e a única coisa que me faz levantar pela manhã é não ter que ouvir de minha mãe.
Eu odeio meu trabalho. Eu odeio cada parte do meu corpo. Eu odeio estar vazia por dentro e nada me incentivar. As coisas que eu amava fazer se tornaram cinza. Em minha cabeça cenas de como seria a maneira mais fácil de deixar esse mundo, passam. Quem eu sou? Para onde vou? Não tenho futuro. Não há expectativa para mim. Esperaram tanto de mim e eu não dei nada. Eu não sou nada.
E hoje restou apenas essa casca sem significado nenhum, que não guardou mudança nenhuma no mundo. Nada foi. Nada será... além de esquecido.
-Lucy















