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@luluperversa
All this feels stange and untrue. Tell me that you'll open your eyes ❤️🩹
Eu sei que existem coisas que só o tempo resolve. Só ele traz as respostas, só ele pode fazer acontecer ou não. Mas também sei que nem sempre tenho paciência para esperar pelas respostas do tempo.
Sinto sede de sentir. Acredito que, de todos os sentimentos que existem, o vazio seja o pior deles. Por quê? Bom, simplesmente porque, quando estamos tristes, existe algo preenchendo nosso interior. As lágrimas escorrem, os pensamentos tomam conta. Quando estamos felizes, transbordamos. Sorrimos, falamos pelos cotovelos. A raiva nos faz colocar para fora, das mais diversas formas, tudo aquilo que sentimos por dentro.
E o vazio?
O vazio não preenche, não aquece, não faz sentir. É apenas um buraco aberto que não conseguimos ter dimensão. Não é possível enxergar onde ele começa e muito menos onde termina. Ele nos faz questionar se ainda sentiremos alguma coisa novamente ou se permaneceremos perdidos nesse limbo silencioso.
Talvez seja por isso que o vazio assuste tanto. Porque ele não chega fazendo barulho. Não derrama lágrimas, não provoca gritos, não exige atenção. Ele apenas se instala, ocupando cada espaço sem que a gente perceba. E, enquanto espero que o tempo me entregue algumas respostas, sigo tentando preencher esse silêncio com pequenas certezas: a de que tudo passa, a de que nada permanece igual para sempre e a de que, mais cedo ou mais tarde, voltarei a sentir a vida pulsando dentro de mim.
Tem vezes que destruímos, mas nas outras, somos destruídos - o universo sempre devolve, cedo ou tarde (pra mim, veio cedo demais). Às vezes somos destruídos por nós mesmos, outras vezes por outras pessoas.
A dor de amar, de se entregar, de abrir mão de pequenas coisas que são inegociáveis, de estar presente, de ser inteiro. Essa dor, posso afirmar, que dói muito mais que a dor de um parto.
A dor de partir é a mais insana.
Queria mesmo era partir desse plano, mas minha filha ainda precisa de mim.
Queria também, não sentir culpa por pensar dessa forma em alguns momentos.
"um novo dia há de amanhecer"
Bad day 💔
Carinho & Presença 🤏🏼🥹🤍
Me auto sabotei, novamente me decepcionei.
To de parabéns
O último gesto de importância
E foi assim que acabamos. Entre beijos, carícias e maravilhas de amor, não houve uma despedida real — apenas os seus olhos cheios de segredos e mentiras. Segredos que você nunca foi capaz de admitir, mas que eu sempre pude sentir no ar.
O que importava para mim não é o sentimento que você escondeu, e sim o fato de você nunca ter sido sincero para me prender nesse ciclo sem fim que era querer ter você perto de mim. Decidi ignorar os sinais pelo que sentia por você, achando que seria capaz de te salvar da sua própria tempestade.
Mas agora percebo que você nunca quis ser salvo. Permanecer na tempestade te aproximava daquilo que deixou para trás; fazia você reviver o passado com quem realmente queria estar.
Você deixou oculto o seu desejo e, mesmo que você não volte, é com ela que você vai se satisfazer nos dias frios de carência. Volte para esse lugar cheio de mentiras e traições; afinal de contas, foi daí que você criou toda a sua mentalidade.
Espero que você não se arrependa no final. Tolice minha dizer isso nesse momento; claramente você não é alguém que se arrepende e que aprende com os erros.
De todos os monstros que já enfrentei, você foi o pior. Eu sempre esperei por respostas que você nunca soube dar, mas que o seu silêncio consentiu. Todas as vezes que me chamou de maluca, era apenas a confirmação de que eu estava certa.
Agora, entre nós, restam apenas lembranças e duas pontes eternas que criamos, mas somos separados por um grande muro que eu jamais ousaria atravessar. Para mim, você será a vaga lembrança de momentos felizes, até que eu seja capaz de esquecer tudo por completo.
Você foi o grande amor da minha vida, enquanto eu nunca cheguei perto de acessar o seu coração profundamente. Este é o último gesto de importância que te deixo, junto com a imagem que você me entregou.
Espero que um dia você se encontre de verdade e seja feliz, apesar de ter me feito sofrer da pior forma.
-Thais Andrade.
To n(r) tura
Um dia cinza lá fora, uma brisa leve de um dia fresco. Os galhos das árvores estão todos parados. Com a janela ainda fechada, ouço, abafado, os pássaros cantando lá fora. É como se esse dia expressasse exatamente o que sinto. Tudo meio nublado.
Levanto da cama. A neném já está resmungando, dando a entender que acordou. Ainda com preguiça, esfrego os olhos e me dou conta de que mais um dia começou. Mas ontem dormi pensando que eu realmente não queria que houvesse um dia seguinte.
Sem opção, levanto da cama e vejo minha filha, que preenche um pouco do vazio que sinto. Converso com ela. Os olhinhos começam a se fechar levemente e ela abre um sorriso sem dentinhos. E eu? Eu deveria estar apaixonada por isso. Mas a realidade é outra.
Percebo que ela não vai chorar tão cedo, então carrego o berço para a cozinha. Meu café já está pronto, feito pelo pai da neném. Trocamos poucas palavras e ele vai trabalhar.
Tomo meu café rapidamente, para garantir que vai dar tempo de terminar antes que ela fique irritada. Consegui. Aproveito para lavar a louça. A sensação de vazio é cada vez maior.
Ela dá indícios de choro, então a levo para o sofá, abro meu roupão, ofereço o peito e, naquele momento, sou a casa dela. Uma mãozinha por baixo do peito, outra por cima. Ela já aprendeu a abrir e fechar as mãos, então a estimulo a deixá-las abertas sobre mim. Logo ela fecha novamente.
Observo todos os detalhes do rostinho dela: cabelinho ralo, sobrancelha meio ruiva começando a escurecer, os olhinhos hora abertos, hora fechados, os cílios exatamente iguais aos do pai, o narizinho também, e a boquinha bem aberta, abocanhando meu peito e trabalhando incessantemente.
É lindo de ver, mas, lá no fundo — algo que não admito para ninguém —, me sinto sozinha, vazia.
Ela mama, solta do peito e aproveito para ficar um pouco com minhas gatas, Lulu e Natalina. Parece estranho dizer isso, mas me sinto um pouco menos vazia perto delas. Coloco a neném no bebê-conforto, em cima da cama, e pego as gatas no colo. Isso me traz conforto.
O dia continua cinza lá fora. A neném chora e eu a pego para trocar a fralda. O cocô foi tão grande que precisei trocar a roupa dela também. Sempre converso com ela, mesmo sabendo que ainda não entende o que digo. Faço expressões com o rosto, mudo o tom de voz e ela, quase sempre, sorri e balbucia nas nossas conversas.
Depois de trocá-la, levo-a até a janela para observar o dia. Me sinto presa.
Novamente, me sento com ela na cama, agora com a janela aberta, escutando os pássaros cantarem, sentindo a brisa entrar, enquanto ela dorme no meu colo. E, no fundo, me sinto culpada.
Culpada por não me sentir preenchida pela maternidade. Culpada por ter me colocado em uma situação que eu sabia que seria difícil. Mas, como sempre, insisto no erro até que ele se torne um desastre.
No fim, sinto que sou a culpada por ter transformado minha vida em algo que eu não imaginava e da forma que eu não queria.
Penso que não estou no lugar certo. Mas acredito que, em algum momento, vou enxergar tudo isso como um aprendizado.
a boquinha mais perfeita ✨🥹
1 mês e 20 dias 🩷
exausta
Depois de vários dias dentro de casa, nem lembrava como era ver um dia azul ☁️ 🌳
É engraçado porque minha mãe, desde muito cedo, sempre falou de confiança e honestidade pra mim. Quando eu era menor (até meus 10 anos +-) tinha o costume de mentir sobre coisas bestas, por medo de falar a verdade. Como minha mãe sempre foi de dialogar muito, em várias das nossas conversas (os sermões que ela me dava), ela dizia "filha, a mentira não dói na hora mas dói depois e a verdade só dói na hora e depois não dói mais."
Confesso que eu não entendia muito e pensava comigo "mas se a mentira não dói na hora e ninguém descobrir, então ela nunca vai doer", mas, o que eu não me dava conta é que a verdade sempre vinha a tona. Poderia levar horas, dias ou meses, mas ela sempre acabava aparecendo, e detalhe: normalmente era eu mesmo que me entregava sem perceber.
O tempo passou, me tornei adulta e hoje consigo entender o que minha mãe sempre falou sobre a mentira. Apesar de que, quando falamos de confiança de pai e filho ė diferente de falar sobre confiança com uma pessoa de fora. Consigo não só ver, mas sentir a dor que a mentira causa. E pior que isso: como a confiança se quebra por mentiras pequenas e nunca mais é a mesma. Hoje consigo me colocar no lugar da minha mãe e me pergunto, como reestabelecer uma confiança que não existe mais?
Quando falam que nada para quando viramos mãe, eu não entendia. Tudo continua exatamente igual, as pessoas próximas continuam vivendo normalmente enquanto a minha vida virou de cabeça pra baixo. É um processo, eu sei. Procuro ocupar minha mente com pensamentos como: Um dia de cada vez. Sobreviver só os próximos 15 minutos. Um dia isso tudo vai passar.
Mas a verdade é que tudo vai passar mesmo, inclusive a minha vida. Meus momentos, minha juventude, e ainda pior: totalmente fora do que eu imaginei um dia. É egoísmo pensar assim?
Dói, dói mais do que eu poderia imaginar. Ver que o que eu já fui ou desejava ser, mudou de rota, sem avisar, sem deixar que eu me preparasse. "Ah, mas e os 9 meses?" Nem 9 meses nem 9 anos são tempo suficiente pra se preparar pra essa nova vida. É totalmente imprevisível.
Mas veja, não estou dizendo que é ruim. Só digo que é uma adaptação muito grande, pra quem tem uma certa resistência com mudanças.
Mas vai passar.
Só espero um dia, me reencontrar sem culpa.
Sempre que vejo as horas iguais, lembro de nós 🥲🥺
hoje só queria um carinho verdadeiro, um chamego sem pressa, um beijinho na testa dizendo "estou contigo nessa", um abraço bem apertado sem compromisso.